História do DEOESP Gameleira. DEROCS

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O NOVO DEOESP

 

     Em 2008 o DEOESP foi extinto como Departamento e passou a fazer parte do DEPATRI, mudando do prédio da Avenida Afonso Pena para a Gameleira. A Divisão de Tóxicos transformou-se em Departamento e passou a ocupar o antigo prédio do DOPS na Avenida Afonso Pena. Apesar de ter perdido o status  que carregara durante duas décadas, o órgão continuou com sua notoriedade e ter um dos melhores acervo de profissionais de polícia. E rapidamente, as diversas operações começaram a ser deflagradas em uma nova sistemática de investigações.

 

 OPERAÇÕES DEOESP

Muitas foram as operações e investigações exitosas do competente DEOESP Gameleira, o que dificulta e impossibilita que o site Cyber Polícia registre todos os trabalhos policiais ali desenvolvidos. Mas tentaremos inserir algumas dessas ações, nos colocando à disposição para novas inserções, desde que os interessados nos enviem cópias de documentos, fotos, reportagens, etc.

Operação Régis

Equipe responsável pelas investigações, apuração e prisão dos responsáveis.

          O assassinato do empresário Reginaldo Lage, em 18 de setembro de 2008, demonstrou de forma inequívoca que qualquer policial pode ser bem orientado para uma investigação de homicídio e dar uma resposta eficiente à sociedade. Este crime desmistificou e criou novo paradigma em relação e esta modalidade investigativa. Com o desaparecimento do empresário, houve grande repercussão na capital e a Delegacia de homicídios se esquivou, alegando que tratava-se de sequestro, fugindo de sua área de competência funcional. O delegado Rosemberg Otto Quaresma, titular do DEOESP e seu delegado João Prata, designados para a investigação, juntamente com a equipe, iniciaram as investigações em relação ao "desaparecimento" da vítima. Menos de cinco dias depois, diante de um brilhante trabalho de investigação, os autores eram presos e apresentados à imprensa e sociedade mineira, apontando concretamente a consumação de um homicídio passional por encomenda, conforme registro de uma das várias reportagens abaixo. O Ex Procurador Geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, encaminhou moção elogiosa aos policiais que participaram da investigação.

                                                  

Resultado de imagem para assassinato do empresário Reginaldo Lage

"Polícia Civil desvenda homicídio de empresário em BH.

Traição e ciúme levam mulher a encomendar morte do marido

A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou na quarta-feira (24.08), o resultado da investigação que apurou o homicídio do empresário Reginaldo Lage Araújo, 40 anos, ocorrido no dia 18 de setembro. A vítima foi rendida na garagem de casa, no bairro Buritis, Região Oeste da capital, e o corpo localizado na tarde de terça-feira (23) em Macacos, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Nove mandados de prisão temporária e um de busca e apreensão foram cumpridos, entre os dias 20 e 24 de setembro, pela equipe da 3ª Delegacia Especializada de Repressão às Organizações Criminosas (DEROC). As ações, coordenadas pelo chefe do Departamento de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (DICCP), Antônio Carlos Corrêa de Faria, pelo chefe da Divisão Especializada de Operações Estratégico-Policiais (DEOESP), Rosemberg Otto Quaresma, e pelo titular da especializada, delegado João Marcos de Andrade Prata, resultaram na identificação e prisão de toda a quadrilha envolvida no crime. A investigação, iniciada logo após a comunicação do desaparecimento Reginaldo Araújo, mobilizou 22 policiais civis da 3ª DEROC e outros dez de diversos setores do DICCP, que realizaram levantamentos sobre os suspeitos. A ação envolveu ainda o deslocamento de policiais às cidades de São Domingos do Prata e Rio de Janeiro, onde a equipe contou com o apoio da Polícia Civil fluminense, do Ministério Público e Poder Judiciário de Minas Gerais.

Motivação

De acordo com o delegado João Prata, a motivação para a morte seriam o ciúme e as constantes traições de Reginaldo. Depois de descobrir que o marido tinha duas amantes, além do medo de perder a guarda das filhas do casal, Eanes Arthuso teria encomendado a morte a morte dele a uma quadrilha por R$ 50 mil. Ela se dirigiu até o bairro Serra, Região Sul da Capital, e na entrada da Favela do Cafezal fez contato com Ricardo Júnio Daniel, de 20 anos, que a indicou a Janaína Vitorino Nunes, de 25. Janaína apresentou Eanes a Saint Clair Luiz Mendes de Souza, 31 anos, com quem acertou o preço pela morte do marido. Filha de um empresário de São Domingos do Prata, Região Central do Estado, Eanes Arthuso adiantou ao líder da quadrilha R$ 30 mil pelo crime.

O crime

Saint Clair Souza afirma ter recebido de Eanes Arthuso as chaves da portaria e do apartamento do marido. Ela teria indicado também a marca e o modelo do veículo usado por Araújo. As chaves reserva do carro também foram repassadas a ele pela esposa da vítima. Na manhã do dia 18, o empresário foi rendido pelo adolescente, armado com um revólver calibre .38”, quando saía da garagem do prédio. O grupo, formado por Saint Clair de Souza e Mário Ernani Martins dos Reis, o “Marinho”, 21 anos, saiu do local na camioneta do empresário. A arma e munições, de acordo com o líder do bando, também foram cedidas pela mandante do crime. Depois de rodarem aproximadamente 30 km, já em Macacos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Reginaldo Araújo teve as mãos amarradas e foi levado para um local ermo. Ali, orientado por Eanes, Saint Clair ligou para ela de um celular. Ela teria instruído para ele dizer ao marido que “ele não deveria confiar em mulher nenhuma”. Logo depois, o empresário, que atuava no ramo de mineração, foi morto com um tiro na cabeça efetuado por Saint Clair Souza.

 


Ao saírem do local, os três suspeitos, de posse de documentos pessoais, celular e cartões de crédito da vítima, efetuaram saques e fizeram compras em lojas e shoppings da capital. Há estimativa que a quadrilha tenha gastado mais de R$ 20 mil das contas bancárias da vítima.

A investigação

Os levantamentos sobre a morte do empresário Reginaldo Araújo começaram ainda na tarde de quinta-feira (18), com a notícia do desaparecimento. Familiares informaram que ele morava e trabalhava em Belo Horizonte, onde mantinha uma empresa que transportava e fornecia máquinas para mineração. Nos finais de semana, voltava para a cidade de São Domingos do Prata, na Região Central do estado, onde a mulher e filhas moravam. Durante o último final de semana, os policiais identificaram lojas, postos de gasolina e veículos abastecidos com os cartões da vítima, principalmente no bairro Santa Cruz, na região Noroeste da capital. Fabrício Pompilho Mafia, 24 anos, foi preso no sábado (20), no bairro Caiçara. Na loja onde ele trabalhava, a quadrilha gastou mais de R$ 4,5 mil em tênis. Ele também usou os cartões de crédito da vítima para abastecer seu veículo. Fabrício Mafia teria alertado Saint Clair Souza que ele era procurado pela polícia. Já Rafael Alves de Sá Pereira, 24 anos, foi preso em uma estrada que liga o Rio de Janeiro a Minas Gerais. No mesmo dia, Douglas Eustáquio de Lima Souza, o “Dogão”, 25 anos, foi preso em um posto de gasolina, na Região da Pampulha. Douglas Souza teria também participado das compras com os cartões bancários da vítima. As investigações apontam que Rafael Pereira deu cobertura à fuga do trio. Os dados levaram também ao adolescente de 16 anos, que foi apreendido na segunda-feira (22). Ele indicou aos policiais o local onde o corpo do empresário foi abandonado. De acordo com o delegado João Prata, a encenação do seqüestro relâmpago encobriria a motivação real do crime.

Na terça-feira (23), o outro executor do crime, Mário Ernani Reis, foi preso na Pedreira Prado Lopes. Já Paula Cristina de Oliveira Duarte, 23 anos, esposa de Saint Clair de Souza, que também auxiliou na fuga, foi presa em um ônibus de carreira, ao retornar para a cidade vindo do Rio de janeiro. O marido, Saint Clair Souza, foi preso no mesmo dia no bairro Sepetiba, na zona oeste da capital carioca, para onde fugiu depois de ficar escondido com os comparsas em um sítio em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na casa de Saint Clair de Souza, os policiais apreenderam a chave da camioneta da vítima, o revólver usado no crime, uma cartela de munições e uma chave “micha”, além de uma reportagem de um jornal diário da capital, com o título “60 horas de horror”. O suspeito nega ter participado do crime descrito na matéria. O corpo de Reginaldo Araújo foi encontrado na tarde de terça-feira (23), na cidade São Sebastião das Águas Claras, distrito de Macacos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com as indicações do adolescente apreendido. Levado ao Instituto Médico-Legal (IML), no bairro Gameleira, em Belo Horizonte, o corpo foi reconhecido pela mandante do crime no mesmo dia. A prisão de Eanes Arthuso ocorreu na quarta-feira (24), na sede da DEROC, após prestar depoimento.

Indiciamento

O delegado João Prata esclarece que Eanes alega que, além do ciúme e das traições, o marido vinha dilapidando o patrimônio da família, transferindo bens de seu nome para o de terceiros e já iniciando o processo de separação, com o que ela não concordava. A equipe investiga a informação de que ela teria encomendado à quadrilha a morte de uma das amantes do marido e que também era sócia da empresa.

Os suspeitos foram indiciados por roubo seguido de morte, corrupção de menores, estelionato e formação de quadrilha. Já Eanes Araújo será investigada por homicídio qualificado. Os suspeitos permanecem recolhidos, em cumprimento a mandados de prisão temporária, em uma unidade prisional de Belo Horizonte. Se condenados, podem cumprir mais de 30 anos de prisão."

          A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou na terça-feira, 25, no Departamento de Investigações de Crimes Contra o Patrimônio (DICCP), os resultados da Operação Tarja Preta, realizada pela Delegacia Especializada de Investigações à Fraude (DEIF), responsável pela desarticulação uma quadrilha suspeita de negociar medicamentos de uso restrito. Após quatro meses de investigações pela Polícia Civil, durante uma operação conjunta realizada em parceria com a Vigilância Sanitária Municipal e Secretaria Estadual da Fazenda, foram presos o médico psiquiatra Bruno Moura Ricardo, Sandra Maria Eufrásio e Silvana Rodrigues. Eles são apontados como responsáveis por negociar medicamentos “tarja preta” através de vários estabelecimentos farmacêuticos na capital e serão indiciados por tráfico de entorpecentes. As investigações revelaram que as farmácias eram abertas em nome de “laranjas”. A “empresa” conseguiu a emissão de 1.150 notas fiscais junto à Secretaria de Estado da Fazenda, usadas para mascarar a ação criminosa. A Vigilância Sanitária determinou o fechamento das farmácias em função de irregularidades no funcionamento (procedência duvidosa e armazenamento de remédios). O trabalho contou ainda com a participação de policiais do Departamento Anti-Drogas. A estimativa da Receita Estadual é de que cada farmácia geraria lucros de R$ 5 milhões por ano. Os estabelecimentos fechados ficam no Barreiro e no bairro Ouro Preto. Além das farmácias, um escritório que servia de fachada também foi lacrado no bairro Eldorado, em Contagem. A polícia vai investigar a origem dos medicamentos. 

Criminalidade

As operações têm contribuído para a redução da criminalidade violenta no estado, particularmente os homicídios, e os crimes contra o patrimônio ligados ao tráfico de drogas. As prisões retiram de circulação pessoas envolvidas com o tráfico de entorpecentes e cada vez que a polícia descobre e fecha um laboratório, um ponto de vendas, ou prende uma quadrilha, os reflexos na cadeia do crime são imediatos, com a redução de furtos e assaltos, assim como de homicídios. Cerca de 800 pessoas foram presas este ano como resultado de investigações e operações da Polícia Civil. Os reflexos se estendem por todo o território mineiro. Na cidade de Cláudio, por exemplo, duas operações este ano levaram 19 pessoas para a prisão, acusadas de tráfico de drogas, roubo, formação de quadrilha e furto qualificado. Intranet-PCMG"

 

Operação Hidrante

 

          O título da operação foi dado pelo delegado Faria em razão da necessidade urgente de, literalmente, apagar o fogo dos atentados que se iniciaram em 2008, quando criminosos iniciaram uma série de crimes, tendo como alvos agencias bancárias e ônibus na capital e Contagem. Os bancos eram metralhados e os veículos de transporte coletivo incendiados. O governo não queria que os incidentes tomassem a mesma proporção dos atentados de São Paulo, o que traria um desgaste político substancial. Faria foi chamado para coordenar, pela Polícia Civil, a operação e rapidamente o DEOESP levantou informações sobre os responsáveis. Os bandidos que estavam em liberdade foram presos e os que comandavam os atentados de dentro de penitenciárias foram identificados e indiciados. A preocupação do desgaste político por parte do governo foi tamanha, que exigiram a integração de forças, participando a SUAPI, SEDS, PC e PM denominada Gabinete de Crise. Na realidade ocorreram inúmeras reuniões durante o período de investigações, mas o crédito, por questão de justiça, deve ser dado aos policiais do DEOESP que competentemente conseguiram elucidar os crimes. No entanto, a experiencia possibilitou a Faria, elaborar o Projeto GMI-Grupo de Monitoramento Integrado. Outras informações na seção respectiva.

 

 Operação Andes

          Outra grande operação realizada pelo DEPATRI, sob a coordenação operacional do delegado Faria e policiais do DEOESP, em apoio à Delegacia Regional de Teófilo Otoni. Os crimes investigados em Belo Horizonte, Betim, Teófilo Otoni, Espírito Santo, Bahia e São Paulo envolviam tráfico de drogas, assassinatos e a facção PCC. 

 

 Operação Vandec

          A Operação Vandec teve seu início em 2007, quando ocorreu uma onda de roubos a bancos no interior do estado e Faria era chefe do DI. Ele deu o nome Vandec em homenagem ao policial militar assassinado durante um roubo. As investigações se prolongaram por três anos e o lapso temporal se justifica pelo grande número de criminosos e prisões, acima de cinquenta. Seu encerramento ocorreu em 2009, com a prisão de "João de Goiânia", juntamente com a metralhadora .50, usada nos assaltos.

          "A operação da polícia que resultou na prisão dos supostos integrantes da quadrilha foi batizada de Vandec, nome de um policial militar morto pela própria quadrilha durante um roubo na cidade de São Gotardo, em 2007. No artigo Biografia/Departamento de Investigações e DEOESP este site cita esta operação, mas tem uma explicação para o registro em mais de um momento da vida profissional de Faria. Com a participação de policiais civis do Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio (Deoesp) e membros do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça e Combate ao Crime Organizado/Ministério Público, a operação, iniciada em fevereiro de 2007, prendeu sete suspeitos de participarem de assaltos a bancos nas cidades de São Gotardo, Tiros, Brasilândia de Minas e São Sebastião do Maranhão. Em novembro do ano passado, horas depois de os criminosos levarem R$ 1,25 milhões, em dinheiro, de um carro forte, em Varginha, outros cinco suspeitos foram identificados e presos por participar da ação. Respaldados com informações do Serviço de Inteligência da Polícia Civil, agentes e delegados se deslocaram por diversos Estados do Brasil no monitoramento dos integrantes do bando.

De acordo com o delegado, a polícia de Minas Gerais apelidou a tática da quadrilha de "novo cangaço", pelo modo como agem nas pequenas cidades ontem praticam os assaltos. "Eles chegam um dia antes na cidade e fazem um levantamento geral. Depois, munidos de fuzis e metralhadoras .30 ou .50, instaladas numa caminhonete, rendem e roubam o quartel, a delegacia e o fórum da cidade. Com a cidades sitiada, eles começam os assaltos", explica.

"Existe uma liderança fixa da quadrilha. Os outros membros são chamados de 'itinerantes', pois são contratados pela quadrilha momentos antes dos assaltos. Eles terceirizam os crimes. Isso dificulta o trabalho de investigação da polícia", complementa Faria.

O delegado afirmou ainda que não há provas de que a quadrilha tem ligações com grupos do crime organizado, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) ou o Comando Vermelho (CV).

Local de Crimes da Quadrilha

  • Uberlândia (MG) Roubo a carro forte; vigilantes feridos
  • Uberaba (MG) Roubo a carro forte; um vigilante morto e outros feridos
  • Ipatinga (MG) Roubo a carro forte; dois vigilantes mortos e um ferido
  • Frutal (MG) Roubo a banco; policiais militares e civis levados como reféns; PM baleado
  • Itaúna (MG) Tentativa de roubo a carro forte; dois vigilantes feridos
  • Ibiá (MG) Roubo a banco; cidade sitiada; tesouraria da prefeitura assaltada
  • Sacramento (MG) Roubo a carro forte; vigilantes feridos
  • São Gotardo (MG) Roubo a dois bancos; cidade sitiada; delegados, juiz, policiais e bancários seqüestrados; PM assassinado
  • Belo Horizonte (MG) Roubo a banco
  • Vila Velha (ES) Roubo a carro forte; mulher de 72 anos baleada
  • Criciúma (SC) Roubo a banco; dois policiais rodoviários mortos
  • Maringá (PR) Roubo a carro forte
  • Porto Velho (RO) Assassinato do senador Olavo Pires
  • Nordeste Vários roubos a banco e carros fortes, utilizando como tática deixar a cidade sitiada.

JORNAL O TEMPO- Cidades. 6/4/2012.

CANGAÇO. PROCURADO EM DEZ ESTADOS, RUBÃO FOI PRESO APÓS DOIS ANOS DE INVESTIGAÇÕES 


Maior ladrão de bancos do país está preso na Nelson Hungria

  Rubens Ramalho de Araújo, conhecido como o "Rubão".                             Carro forte explodido.                                                 Armas apreendidas.
 

OPERAÇÃO MARLBORO. O ROUBO AO CARRO FORTE EM VARGINHA.

           Por estratégia, conforme já relatado, a Operação Vandec, durante os quase três anos de duração, ganhou outras sub-operações para facilitar as investigações e despistar os bandidos. Um dos codinomes foi a Operação Marlboro, numa clara alusão aos bandidos do velho oeste americano que levavam terror às pequenas cidades do interior americano no século XVIII e XIX para seus assaltos a trens e bancos. Nessa fase da Operação Vandec os policiais do DEOESP fizeram várias diligencias em São Paulo onde prenderam José Alves Pereira, que também utiliza o nome de Paulo Cândido dos Santos, o “Velho Paulo”, conhecido da polícia há vários anos pelo seu envolvimento com roubo a bancos e carro forte. No assalto em Varginha, teve como função, obter as informações privilegiadas sobre a movimentação dos carros de valores. Também no estado de São Paulo, em Praia Grande, litoral paulista, foi localizado e preso o perigoso criminoso Gilmar Vilarindo de Moura, o “Alemão”, procurado em todo o país pela prática de inúmeros roubos a bancos, carro forte e na modalidade “Novo Cangaço”. Nos assaltos era o especialista no uso do fuzil Barret .50, para metralhar seus alvos durante as ações criminosas. É o chefe operacional das ações criminosas pelo seu conhecimento de armamento. Era quem determinava quantos e quem iria participar das ações criminosas. Foi o líder do assalto contra a base da PROTEGE, em São Paulo, quando levaram cerca de 15.000.000,00(quinze milhões de reais) usando fuzis e explosivo tipo C-4. "Alemão", um especialista em técnicas e táticas militares, durante a entrevista para a imprensa, alternava momentos de tranqüilidade com acelerada excitação para demonstrar seus feitos e por diversas vezes levou as mãos a cabeça perguntando a si próprio "ONDE FOI QUE EU ERREI!!!!" referindo-se a inexplicável forma da policia de MINAS GERAIS tê-lo detido em seu intransponível " bunker", na praia paulista, onde vivia como um cidadão de bem. A resposta era simples: mexeu com a polícia errada. Mexeu com a Polícia Civil de Minas. Mexeu com o DEOESP.

Polícia fecha cerco a restante da quadrilha que assaltou carro-forte

 Pedro Rocha Franco - Estado de Minas

Na primeira fase da operação, em outubro, duas pessoas foram presas em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. José Saulo dos Reis Júnior e Douglas Luciano da Silva Branquinho, conhecido por Menudo, são suspeitos de planejar roubos a bancos e estão envolvidos em vários assaltos. Com eles foram encontrados documentos falsos, um computador portátil, R$ 2,8 mil, uma caixa de munição 9 mm e um adaptador para fixação de metralhadora calibre 50 – armação antiaérea usada na maioria dos roubos a carros-fortes da quadrilha. Para não atrapalhar as investigações, a polícia manteve em sigilo as prisões.

 

Preso em Minas Gerais matador de Olavo Pires

 

          A prisão de uma das maiores quadrilhas do país hoje, em Minas Gerais, acabou colocando a polícia diante de João Ferreira Lima, o João de Goiânia, que confessou entre mais que 20 assaltos e ser o assassino do ex-senador Olavo Pires, que foi metralhado quando chegava à Vepesa, empresa dele, em Porto Velho, em novembro de 1990. Olavo Pires (PTB) disputava o segundo turno das eleições para o governo de Rondônia. A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu seis suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos e carro fortes, sequestros, latrocínios, roubo de armas de uso exclusivo do Exército e na invasão de delegacias e quartéis. As informações são da Polícia Civil de Minas Gerais. Alguns dos integrantes da quadrilha já haviam sido presos em novembro e dezembro últimos, mas as prisões não foram divulgadas para não prejudicar o desdobramento das investigações, que culminaram com a prisão, no último domingo, de João Ferreira Lima, o João de Goiânia, também conhecido como o homem da .50, e Gilmar Vilarindo de Moura, o “Alemão”. Os dois estavam entre os presos mais procurados do país, segundo a polícia.Com os dois, a polícia apreendeu uma metralhadora antiaérea e antitanque marca Browing .50, adquirida no Paraguai por R$ 280 mil, desviada por um coronel do Exército paraguaio; 170 munições .50; uma van Crysler blindada; celulares; giroflex; cinco toucas Ninja; e R$ 8 mil em dinheiro. Os dois assumiram serem os proprietários e operadores das armas usadas em várias ações do grupo. João estava foragido desde 1987 e Alemão desde 1998 (veja na tabela abaixo os crimes da quadrilha em que João de Goiânia confessa a participação).

“A quadrilha foi totalmente desmantelada. Ao todo, 26 elementos já foram presos. O único líder que ainda não foi preso é o Ian Pimentel, ‘o Mineiro’, que está encurralado pela polícia do Mato Grosso na floresta de Novo Mutum e deve ser capturado em breve”, afirmou Antônio Carlos Corrêa de Faria, um dos delegados que coordenam a operação que prendeu a quadrilha. Lima e seu comparsa Paulo César Miguêz foram detidos em Tocantins, quando, de acordo com a polícia, se deslocavam para a Venezuela, onde planejavam praticar o assalto de uma tonelada de ouro, avaliada em R$ 50 milhões. Além de Lima, participariam da ação seis ex-guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), segundo a polícia. O roubo ocorreria entre as cidades de São Romão e Margarita, na Venezuela, onde o veículo de transporte do ouro seria interceptado. Uma Hammer e uma esteira rolante seriam usadas para transportar o produto do roubo. João de Goiânia será levado ao presídio de segurança máxima Nelson Hungria, em Nova Contagem (MG).


         

            Parte da equipe de coordenação, inteligencia e operacional. Destacamos ausências de peças importantes nas ações policiais que estão ausentes na foto, como os delegados  Wanderson Gomes, Denilson dos Reis Gomes, Inspetor Cabelinho, Eli, policiais do CGET e GRE, Promotor Rodrigo Fonte Boa e outros pela falta de registro em nossos arquivos. A direita, charge de Quinho, representando o sentimento do jornalista e cidadão. Na foto abaixo, à esquerda: Cláudio Tafarell, Jonathas Nunes, Orlando Júlio Alves, Inspetor Magela, Wagner Pinheiro, João Carlos, Delegado Hugo Malhano, Jorge José da Silva, Delegado Faria (Chefe DEPATRI), Denilson Ferreira da Silva, o Cabelinho, Rodrigo Alves Solano, Yul Brynner, Endemburgo de Resende, Cajarana, Carlos César Hott e Delegado João Octacílio.

 http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/474-vandec

 

 

OUTRAS AÇÕES DO DEOESP e DEPATRI

          As diversas reportagens nas páginas policiais demonstram que as estatísticas daquele período estavam corretas em relação ao grande número de organizações criminosas desarticuladas e criminosos presos. A primeira reportagem, MAIOR QUADRILHA DE CLONAGEM É PRESA, registra a prisão de Edilson Martins Sobrinho e sua quadrilha, considerada a maior organização criminosa no seguimento de fraudes e clonagens de cartões de créditos. Na Biografia Parte 5, também insere a prisão de Edilson por Faria e sua equipe em 2000, quando foram apreendidos milhares de espelhos de cartões, documentos e equipamentos para as fraudes. No DEPATRI, mais uma vez o criminoso foi preso com apetrechos de falsificação de documentos e cartões de crédito, sua especialidade. Outras quadrilhas tiveram seus membros presos pelos DEPATRI/DEOESP: Saidinha de banco, assaltantes de cargas de remédio, de cigarros, roubo de armas, de dinamite, roubo a bancos, dentre várias outras modalidades.

 



 

MEMÓRIA DEPATRI/DEOESP GAMELEIRA

 Abaixo, Faria, Chefe DEPATRI, com parte de sua brilhante equipe: delegados João Octacílio, Horivelton Cabral, Inspetores Magela, Sávio e o procurador de justiça André Ubaldino fazem a entrega dos certificados.  André Lorens, "Chiquinho", Falcão, Edson Neves, Murilo "Preto", Alberto "Perú", Trazíbulo e Juscelino foram alguns dos homenageados.

 


O acusado foi capturado em apartamento 
na Pampulha, onde estava morando (  LEANDRO COURI/EM/D.A PRESS
)

 

A PRISÃO DE FABINHO BOY

Condenado três vezes a um total de 49 anos de prisão e foragido da Justiça, o assaltante Fábio Lúcio Almeida, o Fabinho Boy, de 31 anos, foi recapturado pela Polícia Civil. Ele chegou a atuar como ladrão de bancos, mas atualmente comandava uma quadrilha especializada em roubar casas de luxo. Considerado um homem extremamente violento, ele é acusado de matar dois policiais militares no interior do estado e de aterrorizar moradores dos imóveis atacados, inclusive torturando as vítimas com equipamento de choque. Boy protagonizou duas fugas cinematográficas de presídios em Minas Gerais.

Fabinho Boy foi capturado no dia 6, um dia antes de cometer um assalto que planejava a uma mansão no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul da capital. A prisão aconteceu em um apartamento no Bairro Castelo, Região Noroeste de BH, durante a Operação Tiro Certo II, desdobramento de uma ação feita em maio pela Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp).

Segundo o delegado Wanderson Gomes, chefe da Deoesp, mesmo com os comparsas presos, Boy continuava a planejar e a cometer assaltos. Para isso, ele aproveitava do poder de liderança que exerce sobre outro criminosos e recrutava novos parceiros. As investigações apontaram que o suspeito já articulava um novo plano e havia feito levantamentos para roubar uma mansão no Mangabeiras. Os policiais agiram antes e surpreenderam o suspeito no imóvel na Pampulha, onde foram apreendidos vários produtos roubados, entre joias, computadores, máquinas fotográficas, relógios.

http://aqui.uai.com.br/app/noticia/cadernos/policia/2013/06/14/interna_policia,33374/fim-de-carreira.shtml

 

ARMAS ROUBADAS DA CENTRAL DE ESCOLTAS EM BELO HORIZONTE

 



          Equipes da Divisão de Operações Especiais (Deoesp) localizaram a arma, na tarde de quarta-feira (23), em uma casa desabilitada ao lado da casa do agente penitenciário Marcos Antônio Rodrigues Nogueira. A pistola da marca Imbel, calibre .40, modelo MB, foi achada embalada em um saco plástico preto, dentro de uma caixa de gordura. Com a arma, foi apreendido também dois carregadores e 17 munições de pistola do mesmo calibre.

Roubo

          O agente penitenciário Marcos Antônio Oliveira Nogueira, de 38 anos, confessou que arquitetou o roubo de 45 armas na Central de Escoltas para quitar dívidas com agiota. Ele relatou que pegou empréstimo de R$ 10 mil, mas que o valor saltou para R$ 30 mil. Aos policiais que investigam o caso, o agente confessou ainda que usou o remédio Rivotril para dopar os colegas que trabalhavam com ele no dia em que o crime foi cometido.


          Para cometer o crime, o suspeito contou com a ajuda do irmão, o frentista o frentista Arthur Rodrigues Nogueira, de 23 anos. Além da dupla, foram presos também Washington Luiz Soares, de 48 anos, e Wanderley Metvker, de 45 anos. O primeiro é acusado de intermediar a venda das armas roubadas enquanto o segundo foi um dos receptadores do arsenal.


          Todos os envolvidos no crime foram autuados por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Pelo crime, eles podem pegar até seis anos de cadeia. Os irmãos Marcos Antônio e Arthur foram autuados também por roubo com utilização de violência imprópria.
Os detidos que estavam reclusos no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira foram transferidos para a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH. O agente penitenciário foi o único que foi levado para um presídio em São Joaquim de Bicas.

Entenda o caso

          As 45 armas foram furtadas da Central de Escoltas, que fica atrás da Penitenciária Dutra Ladeira, na madrugada de 25 de março. Bandidos teriam dopado os agentes penitenciários que faziam a guarda da Central de Escoltas. Com os seguranças desacordados, os suspeitos tiveram cerca de seis horas para agir. A investigação levantava a possibilidade de que o golpe tivesse contado com a ajuda de agentes.


http://www.blognoticiasdacaserna.com/2014/04/arma-roubada-em-central-de-escoltas-e.html?

 

TREINAMENTOS

 

 

 

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