2006/2009- OPERAÇÃO VANDEC - DI/DEOESP/DEPATRI

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          Uma das maiores ações realizadas pela Polícia Civil mineira, a Operação Vandec foi criada e estruturada para inibir uma onda de roubos que iniciaram em Minas Gerais, em 2005 e 2006, quando quadrilha organizada invadia cidades mineiras, em número de 15 bandidos para roubo a bancos. Os crimes ganharam repercussão em nosso estado pelo "modus operandis" diferenciado, alto poder bélico e violência dos criminosos. A reportagem abaixo, de um roubo no estado do Pará registra as características dos roubos que até então, ocorriam com frequência nos estados do nordeste e Goiás. O texto da primeira reportagem abaixo registra um dos primeiros roubos na modalidade "Novo Cangaço", no Pará. Em um dos roubos no interior de Pernambuco, os bandidos, com uso de uma metralhadora .30 alvejaram um agente da Polícia Federal na cabeça, quando participava da perseguição em um helicóptero. As outras reportagens já noticiam a presença dos bandidos em território mineiro em meados da década 2000/2010.

          Um detalhe importante dessa operação é que a competência seria da Polícia Federal em razão de ser organização criminosa interestadual com vários roubos à instituição financeira Banco do Brasil. E realmente as investigações preliminares, perícias e alguns trabalhos de inteligencia foram realizados pela Polícia Federal, mas o grande volume de operações e a desarticulação dessa poderosa quadrilha  se deu pela motivação e comprometimento policial daquele seleto grupo de policiais abnegados. Nenhum outro estado se envolveu em trabalho policial de tamanha grandeza e deslocamentos.

Reportagem da Revista Veja de 25 de junho de 2003, sobre o início do Novo Cangaço. http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx.

 

 "PARÁ: 3 reféns são libertados; polícia segue buscas

Três pessoas feitas reféns depois de um assalto a banco foram libertadas na noite desta quinta-feira no Pará. Elas e outras três foram levadas como reféns por uma quadrilha de cerca de 15 homens que invadiu um posto do Banco do Brasil usando coletes das polícias Civil, Militar e também do Exército em Canaã dos Carajás, sudeste do Estado.

 Assaltantes liberam reféns e fogem

 Segundo o delegado Marco Antônio Duarte, que coordena a operação de buscas, afirmou que, entre os libertos, está o gerente do banco. Os outros três reféns seguem em poder dos bandidos, que abandonou os dois veículos usados no assalto. A polícia vai intensificar as buscas no interior da mata e nas estradas vicinais da região. "Com certeza eles estão escondidos na mata. E vamos monitorar com atenção pois eles podem sair disfarçados de agricultores e colonos. O cerco está fechado e vamos entrar pela noite até achar os membros da quadrilha". A PM montou duas barreiras nas estradas estaduais PA-150 e PA-279 para revistar quem passa pelas rodovias. Os bandidos estavam armados com escopetas, fuzis e pistolas. Eles entraram na agência atirando e levaram cerca de R$ 300 mil. Cinco pessoas foram feridas em um tiroteio envolvendo a quadrilha e a polícia. Os assaltantes escaparam em um carro e uma viatura da Polícia Rodoviária Estadual, roubados, levando os reféns. O bando chegou à cidade em duas camionetes, uma delas com adesivos semelhantes aos da Polícia Rodoviária Federal, atacou e prendeu parte dos policiais da cidade que estavam na delegacia. Alguns assaltantes usavam uniformes da Polícia Rodoviária Estadual e coletes da Polícia Federal. Eles fizeram um cordão humano com clientes e funcionários do banco durante o assalto para afastar a população e dispararam para o alto e contra prédio várias vezes. Na saída dos assaltantes, houve intenso tiroteio e cinco pessoas teriam ficado feridas. Redação Terra."

 

   

O INÍCIO DA OPERAÇÃO

         A Operação Vandec teve seu início em 2006, quando ocorreu uma série de roubos a carro forte, com repressão pela DERRB e prisão de inúmeros bandidos nas operações Manaus e Fortaleza. Com a desarticulação de várias quadrilhas, os criminosos remanescentes migraram para uma nova modalidade de crime. Uma onda de roubos a bancos no interior do estado, quando o delegado Faria era chefe do DI, trouxe panico pelos aspectos da abordagem dos bandidos, descritos na reportagem acima e nos vídeos postados. Em São Gotardo ocorreu uma dessas invasões onde um militar foi covardemente assassinado com um tiro de fuzil que lhe acertou a cabeça, quando entrava na cidade em uma viatura oficial para atender ocorrência de roubo, sem saber o que lhe esperava. O chefe do DI esteve na cidade e coordenou as ações através do Comando Carcará, onde presenciou a revolta da população, dos policiais e reféns pela violência praticada pelos marginais. Ali percebeu que uma resposta deveria ser dada aos bandidos e batizou a operação com o nome Vandec, em homenagem ao policial militar morto. As investigações se prolongaram por três anos, período que Faria coordenou a operação chefiando os três Departamentos. O longo período se justifica em razão do grande número de criminosos e prisões, que beiraram cinquenta. Seu encerramento ocorreu em 2009, com a prisão de "João de Goiânia", juntamente com a metralhadora .50, usada nos assaltos.

Croqui do Jornal Estado de Minas, descrevendo o planejamento das operações criminosas do Novo Cangaço.

         
          O trabalho exaustivo e persistente contou com a colaboração de diversos órgãos e instituições durante os três anos de diligencias e ações de inteligencia que envolveu a Polícia Civil de Minas Gerais, representada pelo Departamento de Investigações, DEOESP e em sua conclusão, DEPATRI. O Ministério Público de Minas Gerais, pelo CAOCRIMO e seus dois promotores André Ubaldino e Rodrigo Fonte Boa. Polícia Civis de Goiânia, Pará, Maranhão, Tocantins e Ceará, que, cada qual, em circunstâncias diversas, contribuíram para o sucesso e desbaratamento da quadrilha. Uma demonstração inequívoca que somente com ações integradas de tal magnitude e desprovidas de vaidades maiores é que se consegue debilitar e aniquilar as organizações criminosas e seus malefícios.





 

OS ROUBOS, OS CRIMINOSOS E AS FASES DA OPERAÇÃO VANDEC

 

          Antes do início dos trabalhos de repressão ao Novo Cangaço, a Polícia Civil enfrentava outro tipo de crime que também aterrorizava as rodovias e os profissionais de vigilância no setor de transporte de valores. Os assaltos a carro fortes que proliferavam em nossas rodovias e mesmo shopping da capital mineira. Os bandidos, fortemente armados cercavam os carro fortes, disparavam tiros de fuzis e em seguida explodiam os caminhões. Com a repressão a este seguimento, as quadrilhas migraram para o Novo Cangaço em Minas Gerais.

      

 OPERAÇÃO FORTALEZA 

 

 

Acima: José Ribamar, líder de quadrilha que atuava em diversos estados da federação. Carro forte explodido em Uberlândia. O empresário Fábio Veloso em pose com a metralhadora antiaérea .50. Abaixo, da esquerda para direita: José Ribamar, Adão Sousa de Albuquerque Carlos Eduardo Rabelo, Dado Claumir Pereira da Silva, Isval Soares Guterres José Carlos Sales da Rocha, Halcyon Pedrosa Almeida Marcelino da Silva Campos Raimundo Mascilon Barros Gomes, Paulo Pereira Amorim, o Paulão, Vagner Castro Pontes, Caio José Pires, André Luiz Carvalho, Roselane Oliveira de Souza, a Lane, Santilo Custódio de Souza, Nildo Alves do Nascimento, Alexandre Klen, Dener Alves de Souza,  Ellison Carlos Evangelista Sthingel, Elaine Maria Stingel, Fábio José Veloso, Nelsivando Lúcio Vieira dos Santos, Rogério Gomes dos Santos-Iéié, Solange Maria Pádua e Leonardo Marins de Pádua Alves.Todos fora presos ou mortos em confronto com a polícia.


 

          Com relação ao bandido Leonardo Marins de Pádua Alves, registrado na última foto, as circunstancias de sua morte demonstram toda a violência desses criminosos. Ele era filho de Solange e participava de um assalto contra um carro forte na região de Salvador. Quando atirava com seu fuzil contra os vigilantes, o carro que estava, um Focus, bateu em um Corsa, matando pessoas inocentes que passavam na hora e tiveram o carro jogado em uma ribanceira. Leonardo ficou preso entre as ferragens e seus companheiros o fuzilaram dentro carro, como queima de arquivo e meio fácil para diminuir o número de bandidos na divisão do roubo. Conforme registramos acima, "Lourinho", depois de preso na Operação Fortaleza, conseguiu fugir da Penitenciária de Segurança Máxima, saindo pela porta frente. Foi morto na Bahia, quando usava um veículo com as características da Polícia Federal, se preparando para mais um assalto à carro forte. 

 

           
          Acima, outros criminosos envolvidos na quadrilha de "Lourinho", que foram presos na Operação Fortaleza, ou posteriormente, nas investidas contra o Novo Cangaço, que veremos a seguir. Alguns não tiveram tempo de serem alcançados pelas mãos da justiça e foram mortos em confrontos diversos com a polícia, ou simplesmente apareceram assassinados sem que a autoria fosse desvendada. Dorair Neverton Reis Alves, Valter Canté, Marcus Pinheiro Queirós, Aldenir Costa de Sá, Rômulo Carvalho Lima, Kleiton Otaciano Barros Lopes, Antonio Manoel Vieira Neto, José Carlos dos Santos Bezerra, Paulo Donizete Siqueira de Souza, Sebastião Vieira da Silva e Gislane Gomes da Silva.

 

OPERAÇÃO MANAUS

          O policial linha de frente tem no sangue a adrenalina da operacionalidade e não relaxa quando crimes de grande violência e repercussão ocorrem em Minas. Alguns bandidos se refugiam em outros estados após a prática de seus crimes, acreditando que as garras da polícia não os atingirá. Os policiais na repressão às quadrilhas e organizações criminosas prendem um grande número de bandidos, mas geralmente, nem todos são presos e assim que encerra um trabalho, outro deve iniciar para localização dos “desgarrados”. No final dos anos 90, até meados de 2000, vários assaltos contra carros-fortes foram praticados em Minas.

Manchetes de jornais de Manaus:

"ROMBO DE 15 MILHÕES". "COMANDO CRIMINOSO É PRESO EM MANAUS". "PARCERIA DAS POLÍCIAS AMAZONENSE E MINEIRA". "PRESA QUADRILHA INTERESTADUAL".

           Os bandidos da quadrilha de “Bin Laden” acondicionavam uma metralhadora antiaérea na carroceria de uma camionete, ultrapassavam os carros blindados e começavam a disparar na parte frontal dos veículos. Com esse procedimento frio e calculista, mataram muitos vigilantes em suas jornadas de trabalho. Também foram responsáveis por um roubo na modalidade “Novo Cangaço”, em Frutal-MG, quando levaram o delegado como refém, balearam um policial militar e roubaram as  armas de dois investigadores. Na fuga, levaram a viatura caracterizada da Polícia Civil. Com a repressão acentuada e as investigações das delegacias de roubo a bancos que efetuaram inúmeras prisões, parte da quadrilha, incluindo o líder “Bin Laden” fugiu para Manaus, onde entendiam estar inatingíveis. Como disse certa vez o delegado Deusny Silva Filho, chefe da Furtos e Roubos de Goiânia e policial operacional de primeira grandeza: “A Polícia Civil de Minas é diferente. Ela não tem fronteiras”. Realmente, não tem, desde que ofendido o território mineiro e desafiada por criminosos. E dentro do respeito aos policiais de outros estados e dos parâmetros legais. 


           

          Os registros postados para ilustrar a diligencia na região amazônica, demonstram algumas das inúmeras dificuldades que o policial operacional vive no seu dia a dia e faz desse sacrifício a sua bandeira ideológica. Os policiais percorreram mais de oito mil quilômetros de rodovias esburacadas, estradas de terra lamacentas e rios. Muita água para se chegar até Manaus. E a colaboração entre policiais, ainda que de estados distantes é que proporcionaram os resultados a seguir apresentados nas reportagens sobre as prisões.


            
          Assim foi criada a “Operação Manaus, que teve grandes obstáculos, pela distancia e dificuldades para transitar em regiões inóspitas da Amazônia. No entanto, apesar das dimensões continentais de nosso país, falta de recursos financeiros para a equipe e todas as intempéries surgidas na viagem, o resultado foi totalmente produtivo com a prisão de “Bin Laden” e seu parceiro “Doidão. A Delegacia de Repressão ao crime organizado do Amazonas foi um braço forte no apoio aos policiais mineiros, que, atualmente tem buscado de forma concreta essa parceria e integração na área de investigação da macro-criminalidade. Com os bandidos foram apreendidas duas metralhadoras UZI, um fuzil AR 15, duas pistolas Taurus, revólver, capuzes, coletes à prova de bala, giroflex e grande quantidade de munições. Os marginais eram suspeitos ainda, do assassinato do senador Olavo Pires, em 1990, na capital de Rondônia. Por essa e outras diligencias nos diversos estados da federação, que, durante uma operação em Goiânia, os policiais do DEOESP ouviram a frase do delegado de Goiânia.
 (Artigo retirado da "Década de 2000/2010, deste site)          

 

UBERABA/UBERLÂNDIA

          O assalto ao carro-forte, que transportava R$ 1 milhão, ocorreu em outubro de 2005, na rodovia que liga as cidades de Uberaba e Uberlândia (MG). Os assaltantes, armados com fuzis, atiraram no veículo e o vigilante foi atingido na cabeça por uma bala que não pôde ser removida, pois uma intervenção cirúrgica poderia causar a sua morte. Outros colegas também foram atingidos. O carro-forte foi interceptado, à luz do dia, em uma rodovia movimentada, por uma S-10, com cinco assaltantes. Os bandidos, utilizando uma metralhadora automática, de 58 quilos, com capacidade para 600 tiros por minuto e alcance de 7 km, dispararam contra o carro-forte, obrigando-o a parar. Algumas balas transfixaram o carro blindado. Enquanto dois bandidos recolhiam o dinheiro do carro-forte, outros dois interromperam o trânsito e o último, munido de um cronômetro, controlava o tempo da ação. Após recolherem o dinheiro, os bandidos explodiram o carro-forte. O veículo utilizado no assalto foi encontrado logo depois, já incendiado, impossibilitando a coleta de digitais.

 

O NOVO CANGAÇO

 FRUTAL

Quadrilha leva todo dinheiro de banco e sequestra delegado em MG

KATIUCIA MAGALHÃES

DA FOLHA RIBEIRÃO - Folha de São Paulo

          Um grupo de pelo menos 16 homens armados com fuzis, submetralhadoras e granadas roubou todo o dinheiro da agência do Banco do Brasil de Frutal (MG), levou o gerente da agência como refém, sequestrou um delegado e feriu um policial militar durante a fuga na noite de anteontem. Segundo a polícia, o valor roubado pode ultrapassar R$ 1 milhão. O banco não informou o valor. A ação da quadrilha mobilizou durante a madrugada e o dia de ontem cerca de 150 policiais civis e militares dos Estados de Minas Gerais e São Paulo. A perseguição teve troca de tiros, roubo de carro e armas da PM, busca de helicópteros e disparo de granadas.Até o fechamento desta edição, a polícia mantinha bloqueios em um raio de 60 km de Frutal, parando e revistando os carros, mas não tinha conseguido prender nenhum dos ladrões. A suspeita é que o bando tenha atravessado para São Paulo -a cidade é separada do Estado pelo rio Grande.

          "Eles podem ter passado a divisa por propriedades rurais da região de Guaíra ou Miguelópolis", disse o chefe dos detetives de Frutal, Lenine Jorge Maluf, 44. Segundo ele, o assalto ao banco começou por volta das 16h, quando o grupo invadiu a agência, entrando por uma janela dos fundos, quando os funcionários se preparavam para ir embora. Os ladrões estavam armados de submetralhadoras, fuzis, granadas e bombas de efeito moral. Eles renderam os funcionários e o gerente, José Antônio dos Reis, 45, e roubaram todo o dinheiro do cofre e dos caixas. A quadrilha fugiu em uma camionete S-10 e em um Verona. O gerente foi libertado a sete quilômetros do local.

          Em Pirajuba (MG), a 40 quilômetros de Frutal, os assaltantes enfrentaram o primeiro bloqueio da PM e abriram fogo. Uma granada foi jogada contra os policiais, mas ninguém se feriu na explosão. No tiroteio, um policial foi atingido na perna por um tiro de fuzil. Internado em um hospital de Uberaba (MG), ele passa bem. Mais à frente, na cidade de Conceição das Alagoas, também em Minas, os ladrões se depararam com outro bloqueio e fugiram por uma estrada vicinal. Na perseguição, os policiais foram surpreendidos com um manobra "cavalo-de-pau" dos bandidos e uma série de disparos de metralhadoras e fuzis. Segundo detetives da cidade, para escapar dos tiros, todos se esconderam em um canavial. Aproveitando a fuga dos policiais, os ladrões roubaram armas e munições da corporação mineira. Na seqüência, se passando por policiais devido ao carro, renderam um grupo de detetives chefiados pelo delegado de Frutal, José Carlos Garcia, 47, que estava bloqueando outra estrada. O delegado foi levado pela quadrilha, assim como as armas e dois carros de polícia. Um deles foi abandonado depois. O outro veículo permanecia com os ladrões até a noite de ontem. O delegado foi solto após uma hora e creditou sua liberdade a um desentendimento ocorrido entre os membros do grupo. A corporação usou dois helicópteros para auxiliar nas buscas, mas só localizou os carros usados no assalto, abandonados próximo à usina Santo Ângelo, em Conceição.

 

 

 SÃO GOTARDO

Reportagem do Jornal Nacional sobre o Novo Cangaço em São Gotardo.

 

Paulo Henrique Lobato-enviado especial. Jornal Estado de Minas.


Em 24 horas seis bancos foram assaltados no estado (bandidos agiram também em Brasilandia, São Sebastião do Maranhão), com 12 reféns, três mortos, dois militares e um assaltante e três PMs feridos. O cerco policial em todo o Alto Paranaíba de Minas é grande e a caçada aos criminosos mobiliza mais de 400 homens. A Polícia Civil tem 170 policiais na região. As polícias de São Paulo e Goiás também estão em alerta e há cerco nas divisas com Minas.

Sacramento

O alívio para os oito reféns capturados em São Gotardo só chegou às 9 hs de ontem, quando foram libertados pelos assaltantes na zona rural de Sacramento, Alto Paranaíba. Os delegados Augusto César Gandara Capela, de Carmo Da Paranaíba e Wander Diógenes de Rio Paranaíba, o juiz Walney Alves Diniz de Carmo do Paranaíba, e os cinco militares foram amarrados a arvores para dificultar o socorro. (Maria Clara Prates e Pedro Ferreira).

 

RIACHINHO.

07 de fevereiro de 2007 • 08h33 

O ataque ao banco de Riachinho aconteceu simultaneamente a outros dois assaltos, desta vez às agências de Iturama, no Triângulo Mineiro, e São Romão, no noroeste do Estado. O cerco aos assaltantes que ainda estão foragidos já dura quase 22 horas. Uma força-tarefa composta por 400 homens bloqueia as estradas da região.Todo o efetivo das polícias Militar e Civil dos batalhões e delegacias do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, noroeste e norte de Minas participam da operação. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), a Delegacia Especializada em Roubo a Bancos, e o Grupo de Respostas Especiais (GRE), da Polícia Civil, também integram a força-tarefa. Três helicópteros auxiliam nas buscas aos assaltantes. A Polícia Federal em Brasília enviou uma equipe com seis homens para auxiliar as policias mineiras.

Ainda não há nenhuma informação oficial se os assaltos desta terça-feira foram executados pelas mesmas quadrilhas que, no último dia 9 de janeiro, roubaram outras cinco agências bancárias em menos de dois dias, em quatro cidades do interior de Minas. Mas, de acordo com um alto oficial da Polícia Militar, os assaltantes são, provavelmente, de outros Estados: "Bandido daqui de Minas não executa este tipo ousado de ação. O que eles fazem então? Trocam informações, fazem parcerias com bandidos de outros Estados, principalmente de São Paulo. Alugam armas pesadas e depois dividem os lucros com os criminosos de outros lugares", contou o militar, que pediu para não ter o nome revelado, pois tais informações são sigilosas e estão sendo investigadas pelos comandos das Polícias Civil e Militar.

Os criminosos que assaltaram as agências de São Romão e Riachinho, nesta terça-feira, estão cercados em um raio de 100 quilômetros, próximo às cidades de Uruana de Minas, Sagarana e Arinos, no noroeste de Minas Gerais. Toda a região foi vasculhada durante a madrugada.

Ação ousada

A ação dos assaltantes foi rápida. Em Riachinho, oito homens com roupas camufladas, parecidas com as fardas do Exército, invadiram a agência do Banco do Brasil. "Estavam armados com fuzis AR-15 e pistolas. O modo de agir destas quadrilhas é sempre o mesmo. Alguns criminosos entraram no banco atirando. Outros ficaram do lado de fora atirando para todo canto. Queriam evitar a chegada da polícia e intimidar a população," explicou o capitão Adnan Barbosa, do 218º BPM de Unaí. Na fuga, os assaltantes levaram dois reféns. Eles já foram libertados na zona rural do município, na estrada que dá acesso a Uruana de Minas e Sagarana. Ninguém ficou ferido.

Em São Romão, pelo menos cinco homens participaram do assalto ao Banco do Brasil da cidade. Ainda segundo a Polícia Militar, eles usavam fuzis AK-47 e submetralhadoras. O grupo fugiu em um caminhão F-350 roubado, que foi logo abandonado em uma estrada de terra da zona rural. Antes, os marginais colocaram fogo no veículo. Os criminosos ainda atiraram contra um ônibus que cruzou com a quadrilha na rodovia. Ninguém ficou ferido. Segundo testemunhas, sete pessoas, entre funcionários e clientes, foram levadas reféns. Todas já foram libertadas. Um cliente do banco levou uma coronhada na boca, mas passa bem.

Em Iturama, no Triângulo Mineiro, os marginais fizeram a família de um gerente, também do Banco do Brasil, refém. Eles exigiram que o funcionário abrisse o cofre da agência. Os familiares só foram libertados depois que a exigência foi atendida. A cidade fica próxima à divisa de Minas Gerais com São Paulo, o que pode ter facilitado a fuga do grupo. Ainda segundo a Polícia Militar, a quadrilha, possivelmente paulista, executou uma ação bem planejada. Não existem pistas dos assaltantes. O Banco do Brasil não informou a quantia que foi levada em nenhum dos três assaltos. Redação Terra

 

As fotos a seguir registram a Kombi e viatura da Polícia Militar fuzilados durante a fuga da quadrilha. Usaram balsa artesanal para a travessia do rio em época de enchentes, demonstrando conhecimento de cursos de sobrevivência, próprios das instituições militares ou guerrilhas.


 


"A origem dos suspeitos, seu poder de fogo e os métodos empregados na ação aumentam as suspeitas de que sejam integrantes do Primeiro Comando da Capital-PCC. A organização criminosa iniciada nos presídios paulistas é suspeita de articular ações no sul de Minas e no Triângulo e foi responsável pela onda de ataques a policiais, agentes penitenciários e guardas municipais que parou São Paulo em maio do ano passado. Jornal Hoje em Dia/11/1/2007."

          Após o roubo os assaltantes se separaram e um dos grupos trocou tiros com a PM, abandonando o veículo e tomando uma Kombi Escolar da Prefeitura para continuar a fuga, levando junto os reféns. Os assaltantes, em uma estrada de terra, depararam com uma viatura da Polícia Militar que fazia um dos bloqueios. Neste momento, o motorista criminoso realizou manobra defensiva e parou a Kombi de forma a ter a cobertura do veículo contra eventuais disparos dos policiais. O motorista, ainda dentro do veículo, efetuou vários disparos contra os Policiais Militares inutilizando a viatura destes enquanto desembarcava a fim de prestar apoio aos demais integrantes do bando a desembarcar. Após o desembarque de todos os membros da quadrilha, empreenderam fuga adentrando na vegetação em direção à cidade de Bonfinópolis.

          É interessante notar, a habilidade e os recursos empregados pelos assaltantes a fim de permanecerem ocultos aos olhos dos policiais que sobrevoavam o local. Entrincheirados em um pequeno buraco, os bandidos se cobriam com uma rede camuflada apoiada em pedaços de madeira, tornando praticamente impossível serem vistos de um sobrevoo de helicóptero. Interessante destacar que os assaltantes deixaram para trás uma caixa de munição calibre 9 mm (de uso restrito das forças armadas e da Polícia Federal), contudo o local onde deveria ter sido especificado o lote do produto fora arrancado para evitar a identificação e localização da munição.  Posteriormente a equipe de investigação da operação identificou um cabo do exército de Imperatriz como sendo o responsável pelo fornecimento das munições.

          As chuvas constantes do mês de janeiro e fevereiro de 2007 elevaram consideravelmente o nível e a força das águas. Para efetuar a travessia em posse de malotes cheios de dinheiro, armas e munições, os criminosos confeccionaram pequenas balsas flutuantes nas quais depositavam os malotes a fim de viabilizar a travessia. De acordo com alguns reféns, um dos malotes veio a cair na água, afundando rapidamente. Neste local, é interessante notar a habilidade e a engenhosidade requerida dos criminosos para que estes atravessassem o rio e, ainda por cima, de posse de pesados malotes – contendo dinheiro e armas – e das demais armas longas (fuzil e submetralhadoras). O treinamento militar ou de guerrilha foi fator preponderante para esses procedimentos de fuga. Em Bonfinópolis de Minas os assaltantes se esconderam em grotas, locais de alta e densa vegetação, enquanto um dos componentes do grupo entrou na cidade e fez contato com um grupo de resgate. Os criminosos ficaram grande parte do tempo em uma mata muito próxima a uma escola. No local em análise, os assaltante, de acordo com o informado pelos reféns, fizeram uso por muitas vezes do sistema de camuflagem utilizando a rede camuflada.

 

 2006. A CAÇADA.

         
           A partir da ação criminosa em São Gotardo, O Departamento de Investigações deu início à Operação Vandec. Tratava-se de grupo bem estruturado e com uma organização eficiente no planejamento de seus assaltos. Foi apurado que consumiam cerca de 20.000,00 a 30.000,00 na consecução de um roubo, cujo suporte financeiro era usado para as viagens de reconhecimento, abastecimentos, refeições e toda a logística utilizada para que as armas chegassem até os criminosos, sem o perigo de serem apreendidas no percurso.

Acusado de assaltos a bancos em Minas Gerais são presos em Imperatriz

 

Sob o comando do delegado Hugo Malhano, com apoio do Grupamento de Operações Especiais (GOE) da Policia Militar de Imperatriz e do Grupo Tático Aéreo (GTA), policiais civis de Minas Gerais prenderam ontem, no Iní­cio da Tarde, Amauri Lucena Guimarães, 25 anos. Ele é acusado de assaltos a bancos no interior de Minas Gerais. Os mandados de prisão cumpridos pelos policiais foram expedidos pela Justiça mineira. Com Amauri Lucena, foi apreendido um Gol 16 V, cor cinza, placa HPD-1815 Imperatriz (MA). Segundo a polí­cia, o veí­culo foi adquirido com a quota que o acusado recebeu do dinheiro roubado das agencias bancárias. Os policiais informaram que Amauri tem outros carros adquiridos com a mesma quota, além de vans em linhas de carreira na região, que também deverão ser apreendidas. Segundo o delegado Hugo Malhano, na ocasião foram roubados mais de R$ 2 milhões dos bancos Brasil, Itaú e Bradesco. As cidades alvo dos roubos foram São Gotardo, Brasilândia de Minas e outras pertencentes ao interior mineiro. Responsável por fazer um arrastão no interior do oeste mineiro, o bando era composto por 20 homens. Acostumados a agir com violência, eles portavam armamento pesado. Na ocasião, três policiais militares morreram em troca de tiros com o bando. Com exclusividade a “O PROGRESSO”, o delegado Hugo Malhano disse que a polícia conseguiu chegar a Amauri Lucena Guimarães através de rastreamento feito pelo Serviço de Inteligência da Polí­cia Civil de Minas Gerais. O bandido é sobrinho de José Martins Lima (o Zequinha), que foi morto há três meses em Açailândia. Amauri já tem várias passagens pela polícia em Imperatriz. Na última vez que foi preso, ele portava um revólver calibre 38 municiado. Nesta ocasião, ele foi autuado em flagrante delito por porte ilegal de arma. Para surpresa do delegado Vital Rodrigues de Carvalho, Amauri já se encontrava em liberdade e praticava os mesmos delitos. Ontem Amauri foi levado para Belo Horizonte, onde ficará preso e aguardará pronunciamento da Justiça. 19/02/2007.

 

DILIGENCIAS: INTELIGENCIA E OPERACIONAL. POLÍCIA EM AÇÃO.

 

           
          Organograma do CGET com as instituições parceiras nos trabalhos operacionais, incluindo o Ministério Público, a Justiça do Pará, de São Gotardo, de Patos de Minas e o próprio Tribunal de Justiça de Minas Gerais que foram inseridos como colaboradores estratégicos. Essas instituições possibilitaram a celeridade de medidas cautelares que possibilitaram procedimentos imprescindíveis para o sucesso das ações policiais. 
O CGET foi o órgão criado no Departamento de Investigações para executar as atividades de inteligencia analítica, concentrando todos os procedimentos em uma única central de planejamento estratégico que atendia as equipes externas em tempo real. Muitas foram as dificuldades dos policiais envolvidos na criação desse espaço, devido a falta de recursos estatais para estruturar o espaço destinado à inteligencia de enfrentamento ao crime organizado. Acima o delegado Wanderson Gomes e Denilson dos Reis Gomes em reunião de trabalho. Ao lado, o delegado Faria, Chefe do Departamento de Investigações e o Coronel Teattini, Comandante do GATE e responsável pelas ações da Polícia Militar nos cercos aos criminosos.

 

Abaixo as equipes do Departamento de Investigações e GRE nas diligencias no Pará, na Divisão de Repressão ao Crime Orgaizado, onde receberam todo o apoio de logística para os trabalhos de inteligencia e operacional. Delegados Wanderson, Hugo Malhano e Leandro Almada(pela Superintendência Geral). Investigadores Eli, Resende, Jackson, Cláudio Bezerra, Wagner e Gilson Costa.

 

  Policiais registrados nas fotos abaixo: Equipe da Superintendência Geral de Polícia, com o coordenador de operações delegado Faria e sua equipe. Delegado Ramon Sandoli pelo GRE. Policiais de Uberaba e Uberlândia. Cajarana, Yul Brynner e Ricardo. Wagner, Cajarana,  Hott, delegado Hugo Malhano, Gilson Costa,Orlando, Solano, João Batista e João Paulo, o Ritchie. Policiais em ação.

 

 

QUADRILHA DE ASSALTANTES DE BANCO É DESMANTELADA

Três meses de investigações levaram a Polícia Civil de Minas Gerais a prender um dos assaltantes a banco mais procurados do país. Apontado como chefe de uma quadrilha que atuava em vários estados, Tiago Rodrigo Martins da Silva, de 28 anos, era investigado pela Polícia Federal há mais de dois anos, quando teve prisão decretada pela Justiça Federal no Rio Grande do Sul. De acordo com a PF, o suspeito teria comandado, em 2006, duas tentativas de roubo à Caixa Econômica e ao Banrisul, em Maceió (AL) e Porto Alegre(RS), respectivamente. Nos dois casos, túneis com mais de 40 metros de extensão foram cavados para dar acesso aos cofres das instituições financeiras. Tiago e outros três comparsas foram presos no bairro Aparecida, em Belo Horizonte, durante a Operação Rota, deflagrada no feriado de Corpus Christi. “Tínhamos informações de que o suspeito havia usado a capital mineira como rota de fuga e base para planejar outros crimes, por isso o nome da operação”, explicou o delegado Hugo Malhano, chefe da 1ª Delegacia Especializada de Repressão às Organizações Criminosas (Deroc) e responsável pelas investigações. Com os suspeitos foram apreendidas duas pistolas, munições, documentos falsos, uma motocicleta e dois carros. Segundo Malhano, a quadrilha já articulava outra ação audaciosa, dessa vez, a uma agência do Banco do Brasil, no Centro de Belo Horizonte. Dentro da carteira de Tiago os policiais encontraram um desenho com o mapa do estabelecimento. “Depois dessa operação, conseguimos evitar uma série de outros roubos, inclusive, de uma modalidade ainda inédita em Minas Gerais”, concluiu o delegado.

 

PRISÃO DE AMAURI EM IMPERATRIZ DO MARANHÃO.

 

PRISÃO DO BANDIDO "MARAVILHADO" E COMPARSAS  EM GOIÂNIA. EQUIPE DEOESP E POLICIAIS DE GOIÂNIA.

 

A operação da polícia que resultou na prisão dos supostos integrantes da quadrilha foi batizada de Vandec, nome de um policial militar morto pela própria quadrilha durante um roubo na cidade de São Gotardo, em 2007. No artigo Biografia/Departamento de Investigações e DEOESP este site cita esta operação, mas tem uma explicação para o registro em mais de um momento da vida profissional de Faria. Com a participação de policiais civis do Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio (Deoesp) e membros do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça e Combate ao Crime Organizado/Ministério Público, a operação, iniciada em fevereiro de 2007, prendeu sete suspeitos de participarem de assaltos a bancos nas cidades de São Gotardo, Tiros, Brasilândia de Minas e São Sebastião do Maranhão. Em novembro do ano passado, horas depois de os criminosos levarem R$ 1,25 milhões, em dinheiro, de um carro forte, em Varginha, outros cinco suspeitos foram identificados e presos por participar da ação. Respaldados com informações do Serviço de Inteligência da Polícia Civil, agentes e delegados se deslocaram por diversos Estados do Brasil no monitoramento dos integrantes do bando. 

De acordo com o delegado, a polícia de Minas Gerais apelidou a tática da quadrilha de "novo cangaço", pelo modo como agem nas pequenas cidades ontem praticam os assaltos. "Eles chegam um dia antes na cidade e fazem um levantamento geral. Depois, munidos de fuzis e metralhadoras .30 ou .50, instaladas numa caminhonete, rendem e roubam o quartel, a delegacia e o fórum da cidade. Com a cidades sitiada, eles começam os assaltos", explica.

"Existe uma liderança fixa da quadrilha. Os outros membros são chamados de 'itinerantes', pois são contratados pela quadrilha momentos antes dos assaltos. Eles terceirizam os crimes. Isso dificulta o trabalho de investigação da polícia", complementa Faria.

O delegado afirmou ainda que não há provas de que a quadrilha tem ligações com grupos do crime organizado, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) ou o Comando Vermelho (CV)."

 PRISÃO DE ONICÉSAR ABRENHOSA, WALTER CANTÉ E OUTROS BANDIDOS, NO PARÁ.

Cinco suspeitos foram apresentados na manhã desta quinta-feira pela polícia mineira. Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

 

MG: suspeitos de assalto a banco são apresentados

23 de fevereiro de 2007 • 09h09 • Redação Terra

Cinco suspeitos foram apresentados na manhã desta quinta-feira pela polícia mineira
Foto: Ney Rubens/Especial para Terra
A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou à imprensa, na manhã desta sexta-feira, cinco suspeitos de pertencerem a uma quadrilha acusada de praticar uma série de assaltos a bancos no interior do Estado, entre os dias 8 e 9 de janeiro. Eles foram transferidos para Belo Horizonte e desembarcaram na noite de ontem no Aeroporto da Pampulha, sob um forte esquema de segurança. Os criminosos teriam levado cerca de R$ 2 milhões de seis bancos em Brasilândia de Minas, Tiros, São Sebastião do Maranhão e São Gotardo. O bando também seria responsável por vários assaltos a agências bancárias de outros estados, principalmente do Nordeste. O grupo foi preso em Marabá e Belém, no Pará, Imperatriz, no Maranhão, e Goiânia, Goiás. A quadrilha se preparava para executar novos assaltos na região Norte do País quando foi detida.

Os líderes, Onicésar Abrenhosa Guimarães e Walter Canté de Oliveira eram procurados pela Polícia Federal e são suspeitos de pertencerem à facção criminosa PCC. Eles e Rosicleide do Nascimento Alves foram transferidos, na noite de ontem, para Belo Horizonte. Os outros dois assaltantes, Cláudio Moura Santos e Amauri Lucena Guimarães, já haviam sido transferidos para a capital na última terça-feira. Os criminosos foram detidos na operação "Vandec", nome dado em homenagem ao cabo da Polícia Militar morto durante um assalto aos bancos na cidade de São Gotardo. Outros dois assaltantes, Aércio Douglas Canté e Diono Lima dos Santos ainda estão presos em Belém. Eles não puderam ser transferidos por terem sido autuados em flagrante por outros crimes no Pará. Na manhã desta sexta-feira foi preso em Imperatriz, no Maranhão, um cabo do Exército suspeito de vender armas, munições e fardas para a quadrilha. Foi divulgado apenas o nome de guerra do militar, Martins. Ele estava detido administrativamente no quartel de Imperatriz, mas a prisão temporária dele já foi decretada pela Justiça.

 


Alguns Crimes da Quadrilha

  • Uberlândia (MG) Roubo a carro forte; vigilantes feridos
  • Uberaba (MG) Roubo a carro forte; um vigilante morto e outros feridos
  • Ipatinga (MG) Roubo a carro forte; dois vigilantes mortos e um ferido
  • Frutal (MG) Roubo a banco; policiais militares e civis levados como reféns; PM baleado
  • Itaúna (MG) Tentativa de roubo a carro forte; dois vigilantes feridos
  • Ibiá (MG) Roubo a banco; cidade sitiada; tesouraria da prefeitura assaltada.
  • Riachinho (MG). Cidade sitiada. Roubo a banco. Policiais militares feridos.
  • Sacramento (MG) Roubo a carro forte; vigilantes feridos
  • São Gotardo (MG) Roubo a dois bancos; cidade sitiada; delegados, juiz, policiais e bancários sequestrados; PM assassinado
  • Belo Horizonte (MG) Roubo a banco
  • Vila Velha (ES) Roubo a carro forte; mulher de 72 anos baleada e morta
  • Criciúma (SC) Roubo a banco; dois policiais rodoviários mortos
  • Maringá (PR) Roubo a carro forte
  • Porto Velho (RO) Assassinato do senador Olavo Pires
  • Nordeste: Vários roubos a banco e carros fortes, utilizando como tática sitiar as cidades. Vários policiais mortos.

 

VANDEC II

          A Operação Vandec, em razão do grande número de marginais a serem perseguidos e presos em diversas regiões deste vasto país, foi subdividida em fases distintas com equipes também diferenciadas para que não perdesse a oportunidade de alcançar, senão todos, a maioria dos marginais. Goiânia foi uma das capitais mais visitadas pelos policiais do Departamento de Investigações e posteriormente DEOESP durante a operação, em razão da presença de vários "cangaceiros" que atuaram em Minas. A parceria e a colaboração do delegado Deusnir e policiais de sua equipe foram fundamentais para o exito das ações. Abaixo registramos reportagem com e parte da quadrilha presa naquele estado, cuja operação ganhou o codinome Vandec II.



QUADRILHA QUE INFERNIZOU SÃO ROMÃO PLANEJAVA OUTRO ASSALTO

          A polícia civil de Belo Horizonte efetuou em Goiânia, neste final de semana, a prisão de três integrantes de uma das maiores quadrilhas de assalto a bancos do Brasil. Os criminosos são os mesmos que, em fevereiro deste ano, assaltaram as agências do Banco do Brasil em São Romão e Riachinho. Segundo o delegado regional Aluízio Mesquita, as investigações apontaram que a quadrilha planejava assaltar a agência do Banco do Brasil de Porteirinha, tendo inclusive traçado a rota de fuga.


JORNAL O TEMPO- Cidades. 6/4/2012.


CANGAÇO. PROCURADO EM DEZ ESTADOS, RUBÃO FOI PRESO APÓS DOIS ANOS DE INVESTIGAÇÕES 

Maior ladrão de bancos do país está preso na Nelson Hungria

 
 
 Rubens Ramalho de Araújo, conhecido como o "Rubão".                                   Carro forte explodido.                       Solano, delegado Hugo Malhano, Jonathas,  e João Batista.

Considerado uma das últimas lendas do chamado novo cangaço, o paraibano Rubens Ramalho de Araújo, de 48 anos, o Rubão, foi preso na última quarta-feira (28), após dois anos de investigações da Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil de Minas. Apontado como líder de uma quadrilha de roubo a bancos, o criminoso era procurado em, pelo menos, dez Estados. Só em Minas, havia três mandados de prisão contra ele. A longa ficha criminal do novo "Lampião" inclui a participação no assalto ao Banco Central de Fortaleza, no Ceará, em 2005, quando foram roubados quase R$ 160 milhões. Conforme consta nas investigações, nas últimas duas semanas, os policiais descobriram que Rubão estava na casa de um primo, na periferia de Palmas, em Tocantins, onde planejava uma ação criminosa. De posse da informação, uma equipe de investigadores seguiu para a cidade na segunda-feira (26). Armados com fuzis e pistolas .40, os policiais se prepararam para o pior, tendo em vista o fato de o suspeito já ter fugido cinco vezes e ter sido resgatado outras duas de presídios. "Foi uma operação cirúrgica. Ele saía da residência em um Honda Civic quando foi abordado, sem chance de reação. Ainda percebemos o momento em que a sua mulher tentou acionar os comparsas dele. No entanto, imaginando que se tratava de policiais maranhenses, eles não conseguiram nos localizar", contou um dos investigadores da 1ª Delegacia Especializada de Repressão a Organizações Criminosas (Deroc), responsável pela ação. Após a prisão, os policiais seguiram de carro em direção a Goiás. Foram seis horas de viagem até o aeroporto de Goiânia, onde eles embarcaram rumo à capital mineira. Rubão foi apresentado à imprensa, em Belo Horizonte. Descontraído, ele disse que é um "pobre coitado" e que não sabia que era procurado. "Isso é fantasia de televisão", afirmou. Entre os crimes pelos quais ele deve responder estão roubo à mão armada e formação de quadrilha, mas Rubão também pode estar envolvido em assassinatos. Ele foi levado para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

Cangaço
 
Na liderança de uma quadrilha de pelo menos 15 criminosos, Rubão praticou uma dezena de roubos país afora. Usando armas de grosso calibre, incluindo fuzis e a metralhadora .50, eles tinham como alvo agências bancárias e carros-fortes em pequenas cidades do interior. "Nos crimes, eles rendiam os destacamentos de polícia dos municípios e, depois, atacavam as agências. Só atiravam e matavam quando se sentiam ameaçados. Agiam nos mesmos moldes dos antigos cangaceiros", contou o delegado Márcio Nabak.

Assaltos e mortes em MG 

Em Minas, Rubão organizou várias ações criminosas nos últimos três anos, segundo as investigações. Foram dois roubos a carros-fortes, em Ipatinga e Itabira, no Vale do Aço. Numa das ações, dois seguranças morreram. Em Mesquita, na mesma região, o alvo da quadrilha foi uma agência bancária. Rubão também participou do roubo a um banco de São Gotardo, no Triângulo Mineiro, que terminou com a morte do policial militar Vandec Costa da Silva. A maioria dos crimes da quadrilha de Rubão aconteceu na região Nordeste do país. Em 2005, ele esteve junto com os criminosos que praticaram o maior roubo do Brasil, no Banco Central de Fortaleza. "Alegando que sofria de claustrofobia, ele não entrou no túnel que ligava uma casa até o cofre do banco e, por isso, saiu apenas com R$ 5 milhões", contou um dos investigadores. Em São Paulo, ele agiu sozinho num dos maiores shoppings da América Latina, o Iguatemi. Armado com um fuzil, roubou R$ 500 mil de um carro-forte que iria abastecer os caixas de um banco. Em todos os crimes, as ações foram bem-sucedidas.


João Ferreira Lima, o "João de Goiânia", Paulo César Miguês, Alex Douglas Ramalho Rodrigues da Silva, o "Menudo" e José Saulo dos Reis Júnior, o "Tucano", acima. Presos por equipes do DEOESP.  José Saulo usava uma carteira fria de agente federal ambiental, quando de sua prisão. 

  

OPERAÇÃO MARLBORO. O ROUBO AO CARRO FORTE VARGINHA.

           Por questão estratégica, conforme já relatado, a Operação Vandec, durante os quase três anos de duração, ganhou outros codinomes para facilitar as investigações e despistar os bandidos. Um dos codinomes foi a Operação Marlboro, numa clara alusão aos bandidos do velho oeste americano que levavam terror às pequenas cidades do interior americano no século XVIII e XIX para seus assaltos a trens e bancos. Nessa fase da Operação Vandec os policiais do DEOESP fizeram várias diligencias em São Paulo onde prenderam José Alves Pereira, que também utiliza o nome de Paulo Cândido dos Santos, o “Velho Paulo”, conhecido da polícia há vários anos pelo seu envolvimento com roubo a bancos e carro forte. No assalto em Varginha, teve como função, obter as informações privilegiadas sobre a movimentação dos carros de valores. Também no estado de São Paulo, em Praia Grande, litoral paulista, foi localizado e preso o perigoso criminoso Gilmar Vilarindo de Moura, o “Alemão”, procurado em todo o país pela prática de inúmeros roubos a bancos, carro forte e na modalidade “Novo Cangaço”. Nos assaltos era o especialista no uso do fuzil Barret .50, para metralhar seus alvos durante as ações criminosas. É o chefe operacional das ações criminosas pelo seu conhecimento de armamento. Era quem determinava quantos e quem iria participar das ações criminosas. Foi o líder do assalto contra a base da PROTEGE, em São Paulo, quando levaram cerca de 15.000.000,00(quinze milhões de reais) usando fuzis e explosivo tipo C-4. "Alemão", um especialista em técnicas e táticas militares, durante a entrevista para a imprensa, alternava momentos de tranqüilidade com acelerada excitação para demonstrar seus feitos e por diversas vezes levou as mãos a cabeça perguntando a si próprio "ONDE FOI QUE EU ERREI!!!!" referindo-se a inexplicável forma da policia de MINAS GERAIS tê-lo detido em seu intransponível " bunker" na praia paulista, onde vivia como um cidadão de bem. A resposta era simples: mexeu com a polícia errada.

Nas fotos abaixo, da esquerda para direita: Ian Márcio do Carmo Pimentel, líder da quadrilha, Gilmar Vilarindo de Moura, o “Alemão”, José Alves Pereira, o “Velho Paulo”. O carro forte fuzilado e explodido e o carro usado na fuga, abandonado e incendiado para não deixar vestígios. Dinheiro e armamento apreendidos. Este seguimento de criminosos participaram do roubo ao carro forte em Varginha, que motivou a criação da Operação Marlboro. Os três últimos abaixo, da esquerda para direita: Antônio Bento era encarregado de fornecer detalhes do veículo.  2 - Antônio Carlos Gomide alugou sítio para abrigar quadrilha. 3 - Almir Felizardo foi contratado como olheiro para vigiar polícia 

 

Polícia fecha cerco a restante da quadrilha que assaltou carro-forte

 Pedro Rocha Franco - Estado de Minas

Na primeira fase da operação, em outubro, duas pessoas foram presas em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. José Saulo dos Reis Júnior e Douglas Luciano da Silva Branquinho, conhecido por Menudo, são suspeitos de planejar roubos a bancos e estão envolvidos em vários assaltos. Com eles foram encontrados documentos falsos, um computador portátil, R$ 2,8 mil, uma caixa de munição 9 mm e um adaptador para fixação de metralhadora calibre 50 – armação antiaérea usada na maioria dos roubos a carros-fortes da quadrilha. Para não atrapalhar as investigações, a polícia manteve em sigilo as prisões.

Operação

Apesar da captura dos integrantes da quadrilha, não foi possível evitar o roubo ao carro-forte, pois dias antes não houve comunicação por telefone entre os suspeitos. A segunda fase da operação teve início na terça-feira, depois do crime. Horas depois de os bandidos levarem R$ 1,38 milhão, em dinheiro, cinco suspeitos foram detidos em Varginha, a cerca de 48 quilômetros do local do roubo. Cláudio Guimarães Silva, o Morcego, Almir Felizardo, Marcelo Augusto Francelino, Antônio Carlos Gomide e Antônio Bento Serafim foram identificados por participar da ação em situações diferentes.

Cláudio é o único com atuação direta no roubo. No momento da abordagem, ele usou um fuzil para acertar os vigilantes. Almir foi contratado como olheiro para observar a movimentação policial na estrada e avisou, por celular, a passagem do veículo. Antônio Carlos teve como obrigação a logística e o aluguel de um sítio, em São Tomé das Letras. Os outros dois presos – Antônio Bento e Marcelo – ficaram encarregados de fornecer horários, trajeto, valores e outros pontos relacionados à transportadora.

Novo cangaço

Segundo o chefe do Departamento de Investigação de Crime contra o Patrimônio, delegado Antônio Carlos Corrêa de Faria, desde 2005 não ocorria um roubo a carro-forte no estado e os bandidos tinham migrado para outra especialidade: o novo cangaço, no qual os bandidos sitiam uma pequena cidade, levam os principais bens e, em seguida, fogem por estradas vicinais e de terra, sempre usando armamento pesado e atuando em bando. “Em março, o irmão de Márcio, Marcos Carmo Pimentel, foi preso no Mato Grosso com quatro fuzis, entre os quais um .50”, afirma.

Os presos devem ser autuados em flagrante por formação de quadrilha, roubo à mão armada, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma e munições privativas do Exército. A pena mínima é de 30 anos de detenção.


A CONCLUSÃO DA OPERAÇÃO VANDEC.

 

          O término da Operação Vandec ocorreu no final de 2009, com a Fase III tendo o seu fechamento na prisão do principal líder João Ferreira Lima, o João de Goiânia e a principal arma usada nos roubos, a .50. A Polícia Civil demonstrava mais uma vez todo o seu potencial e o profissionalismo de parte de seus homens. O reconhecimento dessa trabalho ficará marcado nos anais da história operacional do antigo Departamento de Investigações, do DEOESP e de todos os policiais, promotores e juízes que de uma forma brilhante conseguiram desarticular a maior quadrilha do Novo Cangaço do país. Certamente outros bandidos virão, mas também é certeza que sempre teremos policiais dispostos a dar a resposta esperada pela sociedade.

Polícia de MG desmantela uma das maiores quadrilhas do país; criminosos possuíam armas de guerra
Do UOL Notícias
Em São Paulo


A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu seis suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos e carro fortes, sequestros, latrocínios, roubo de armas de uso exclusivo do Exército e na invasão de delegacias e quartéis. As informações são da Polícia Civil de Minas Gerais.

Alguns dos integrantes da quadrilha já haviam sido presos em novembro e dezembro do ano passado, mas as prisões não foram divulgadas para não prejudicar o desdobramento das investigações, que culminaram com a prisão, no último domingo (15), de João Ferreira Lima, o João de Goiânia, também conhecido como o homem da .50, e Gilmar Vilarindo de Moura, o "Alemão". Os dois estavam entre os presos mais procurados do país, segundo a polícia.

Com os dois, a polícia apreendeu uma metralhadora antiaérea e antitanque marca Browing .50, adquirida no Paraguai por R$ 280 mil, desviada por um coronel do Exército paraguaio; 170 munições .50; uma van Crysler blindada; celulares; giroflex; cinco toucas Ninja; e R$ 8 mil em dinheiro. Os dois assumiram serem os proprietários e operadores das armas usadas em várias ações do grupo. João estava foragido desde 1987 e Alemão desde 1998(veja na tabela abaixo os crimes da quadrilha em que João de Goiânia confessa a participação).

"A quadrilha foi totalmente desmantelada. Ao todo, 26 elementos já foram presos. O único líder que ainda não foi preso é o Ian Pimentel, 'o Mineiro', que está encurralado pela polícia do Mato Grosso na floresta de Novo Mutum e deve ser capturado em breve", afirmou Antônio Carlos Corrêa de Faria, um dos delegados que coordenam a operação que prendeu a quadrilha.

Lima e seu comparsa Paulo César Miguêz foram detidos em Tocantins, quando, de acordo com a polícia, se deslocavam para a Venezuela, onde planejavam praticar o assalto de uma tonelada de ouro, avaliada em R$ 50 milhões. Além de Lima, participariam da ação seis ex-guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), segundo a polícia.

O roubo ocorreria entre as cidades de São Romão e Margarita, na Venezuela, onde o veículo de transporte do ouro seria interceptado. Uma Hammer e uma esteira rolante seriam usadas para transportar o produto do roubo. João de Goiânia será levado ao presídio de segurança máxima Nelson Hungria, em Nova Contagem (MG).

Operação Vandec
A operação da polícia que resultou na prisão dos supostos integrantes da quadrilha foi batizada de Vandec, nome de um policial militar morto pela própria quadrilha durante um roubo na cidade de São Gotardo, em 2007.

 

 

Presa maior quadrilha de roubo a bancos do País, diz polícia.

A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou nesta terça-feira seis suspeitos de integrar a quadrilha de roubo a bancos e carros fortes considerada a maior do País. De acordo com as investigações, um dos últimos assaltos do bando aconteceu no dia 9 de fevereiro, em Nova Mutum, em Mato Grosso. Durante a Operação Vandec III, a polícia apreendeu uma metralhadora antiaérea e antitanque marca Browing.50 com 170 munições.50. De acordo com o delegado Wanderson Gomes da Silva, o suspeito João Ferreira Lima, o João de Goiânia, confessou ter trazido a arma do Paraguai. Ele foi preso no último domingo.

"Ele disse que pagou R$ 280 mil pela metralhadora, que é usada pelas forças armadas de todo o mundo, e tem capacidade de alcance de até 7 km e pode derrubar até um avião caça, bastando o atirador ter boa pontaria", explica.

"Comprar arma no Paraguai é igual comprar mandioca no Brasil", disse João de Goiânia ao explicar como comprou a metralhadora. Ele e Gilmar Vilarindo de Moura, o Alemão, eram os dois suspeitos mais procurados do País, segundo o delegado Wanderson Gomes. Nos assaltos, de acordo com a polícia, o grupo utilizava, além da metralhadora .50, fuzis AK 47, AR-15 e explosivos.

Além da arma, foram apreendidos um veículo van Chrysler blindado, vários celulares, giroflex usados em viaturas da polícia, cinco toucas ninja e R$ 8 mil em dinheiro. Vinte policiais participaram da operação. Promotores do Ministério Público de Minas também ajudaram nas investigações, que duraram cerca de dois anos. A operação recebeu o nome do policial militar Vandec Costa da Silva, morto pela quadrilha no roubo ocorrido na cidade de São Gotardo, em 2007. Na primeira fase da ação, em fevereiro do mesmo ano, sete suspeitos de participação nos assaltos a bancos nas cidades de São Gotardo, Tiros, Brasilândia de Minas e São Sebastião do Maranhão foram presos.

Em novembro do ano passado, horas depois de os criminosos levarem R$ 1,25 milhão, em dinheiro, de um carro forte, em Varginha, outros cinco suspeitos foram identificados e presos por participarem da ação. A quadrilha também confessou roubos a carros fortes nas cidades de Uberlândia, Uberaba, Ipatinga, Itaúna, Sacramento, Vila Velha (ES) e Maringá (PR). Também foram confirmados os roubos a bancos nas cidades de Frutal, Ibiá, Belo Horizonte e Criciúma (SC).
Todos os suspeitos responderão por formação de quadrilha, porte ilegal de armas exclusivas das forças armadas, roubos a banco e carros fortes, sequestros, latrocínio, invasão de delegacias e quartéis, além de roubo de armas. 17 de Fevereiro de 2009. Redação Terra

 


Preso em Minas Gerais matador de Olavo Pires
 

 A prisão de uma das maiores quadrilhas do país hoje, em Minas Gerais, acabou colocando a polícia diante de João Ferreira Lima, o João de Goiânia, que confessou entre mais que 20 assaltos e ser o assassino do ex-senador Olavo Pires, que foi metralhado quando chegava à Vepesa, empresa dele, em Porto Velho, em novembro de 1990. Olavo Pires (PTB) disputava o segundo turno das eleições para o governo de Rondônia. A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu seis suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos e carro fortes, sequestros, latrocínios, roubo de armas de uso exclusivo do Exército e na invasão de delegacias e quartéis. As informações são da Polícia Civil de Minas Gerais. Alguns dos integrantes da quadrilha já haviam sido presos em novembro e dezembro últimos, mas as prisões não foram divulgadas para não prejudicar o desdobramento das investigações, que culminaram com a prisão, no último domingo, de João Ferreira Lima, o João de Goiânia, também conhecido como o homem da .50, e Gilmar Vilarindo de Moura, o “Alemão”. Os dois estavam entre os presos mais procurados do país, segundo a polícia.Com os dois, a polícia apreendeu uma metralhadora antiaérea e antitanque marca Browing .50, adquirida no Paraguai por R$ 280 mil, desviada por um coronel do Exército paraguaio; 170 munições .50; uma van Crysler blindada; celulares; giroflex; cinco toucas Ninja; e R$ 8 mil em dinheiro. Os dois assumiram serem os proprietários e operadores das armas usadas em várias ações do grupo. João estava foragido desde 1987 e Alemão desde 1998 (veja na tabela abaixo os crimes da quadrilha em que João de Goiânia confessa a participação).

“A quadrilha foi totalmente desmantelada. Ao todo, 26 elementos já foram presos. O único líder que ainda não foi preso é o Ian Pimentel, ‘o Mineiro’, que está encurralado pela polícia do Mato Grosso na floresta de Novo Mutum e deve ser capturado em breve”, afirmou Antônio Carlos Corrêa de Faria, um dos delegados que coordenam a operação que prendeu a quadrilha.

Lima e seu comparsa Paulo César Miguêz foram detidos em Tocantins, quando, de acordo com a polícia, se deslocavam para a Venezuela, onde planejavam praticar o assalto de uma tonelada de ouro, avaliada em R$ 50 milhões. Além de Lima, participariam da ação seis ex-guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), segundo a polícia.

O roubo ocorreria entre as cidades de São Romão e Margarita, na Venezuela, onde o veículo de transporte do ouro seria interceptado. Uma Hammer e uma esteira rolante seriam usadas para transportar o produto do roubo. João de Goiânia será levado ao presídio de segurança máxima Nelson Hungria, em Nova Contagem (MG).

Maiores informações sobre a maior operação da Polícia Civil de Minas Gerais, na seção "Órgãos operacionais/DI/Operação Vandec."

 

POLÍCIA 

Eduardo Idaló - 18/02/2009 - Presa quadrilha de assaltantes de carro-forte em Uberaba e região


Após dois anos de investigações, a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais conseguiram desmantelar uma quadrilha de assaltantes de banco, responsável por ações em diversas cidades brasileiras, inclusive em Uberaba e região, e com ramificações no exterior. Os seis bandidos, presos na operação “Vandec III” e apresentados ontem em Belo Horizonte, estão envolvidos em assaltos a carros-fortes, sequestros, invasão de delegacias e quartéis e roubo de armas de uso exclusivo do Exército. De acordo com as investigações, um dos últimos assaltos do bando aconteceu no dia 9 de fevereiro, em Nova Mutum, em Mato Grosso. O grupo estaria atuando desde 1980 e estima-se que nesse período já tenha roubado algo em torno de R$ 100 milhões.

Entre as ações dos autores está o assalto a um carro-forte em Uberaba no dia 4 de julho de 2005. Os autores usaram uma metralhadora antiaérea ponto 50 para arrombar o veículo, que, na ocasião, trafegava na BR-262, sentido Uberaba-Araxá. Os assaltantes levaram cerca de R$ 600 mil e deixaram dois vigilantes feridos. No mesmo ano, no dia 17 de outubro, os assaltantes explodiram um carro-forte na cidade de Uberlândia, roubando R$ 900 mil. Ainda segundo investigação da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio da PC de Minas Gerais, a quadrilha foi responsável pelo assalto à agência do Banco do Brasil, em Frutal, em outubro de 2005. Os bandidos mantiveram policiais militares e civis reféns, roubaram cerca de R$ 500 mil e fugiram utilizando uma viatura da PM. O mesmo bando, antes, em abril de 2005, fuzilou um carro-forte na cidade de Sacramento.

Entre os presos estão alguns dos criminosos mais procurados do país, como João Ferreira Lima, o João de Goiânia, também conhecido como o “homem da ponto 50”, e Gimar Vilarindo de Moura, o “Alemão”. A este último a polícia atribui participação em alguns dos assaltos mais violentos de São Paulo, como o da Caixa Econômica Federal, no município de Suzano, de onde foram levados R$ 30 milhões e utilizados explosivos na invasão. Os outros detidos são José Alves Pereira, o “Velho Paulo”; Douglas Luciano da Silva Branquinho, o “Menudo”; Paulo César Miguêz, e José Paulo dos Reis Júnior, o “Tucano”. Antes de ser surpreendida pelos policiais, a quadrilha planejava roubar R$ 50 milhões em ouro, com a ajuda de guerrilheiros das Farc, na rodovia que liga as cidades de São Romão e Margarita, na Venezuela. Segundo informações da PC mineira, os seis bandidos integram um grupo maior, com cerca de 40 pessoas, que seria responsável pelos grandes assaltos a bancos no país. Junto com os assaltantes foi apreendida uma metralhadora antiaérea e antitanque marca Browing ponto 50 com 170 munições. A arma, trazida do Paraguai, teria sido roubada de um coronel do Exército. A PC também localizou de posse do bando um veículo van Chrysler blindado, vários celulares, giroflex usados em viaturas da polícia, cinco toucas ninja e R$ 8 mil em dinheiro. A operação recebeu o nome do policial militar Vandec Costa da Silva, morto pela quadrilha no roubo ocorrido na cidade de São Gotardo, em 2007."

 


  

            Parte da equipe de coordenação, inteligencia e operacional. Destacamos ausências de peças importantes nas ações policiais que estão ausente na foto, como os delegados  Wanderson, Denilson dos Reis Gomes, Inspetor Cabelinho, Eli, policiais do CGET e GRE, Promotor Rodrigo Fonte Boa e outros pela falta de registro em nossos arquivos. A direita, charge de Quinho, representando o sentimento do jornalista e cidadão. Na foto abaixo, à esquerda: Cláudio Tafarell, Jonathas Nunes, Orlando Júlio Alves, Inspetor Magela, Wagner Pinheiro, João Carlos, Delegado Hugo Malhano, Jorge José da Silva, Delegado Faria (Chefe DEPATRI), Denilson Ferreira da Silva, o Cabelinho, Rodrigo Alves Solano, Yul Brynner, Endemburgo de Resende, Cajarana, Carlos César Hott e Delegado João Octacílio.

       A operação policial estadual mais técnica, inteligente e limpa que já se viu na história das atividades de polícia judiciária em Minas Gerais. Apesar do grande número de criminosos presos e a potencialidade bélica, nenhum policial foi ferido durante a caçada, nenhum bandido foi morto ou ferido durante as ações da Polícia Civil mineira. Incursões nos estados de São Paulo, Tocantins, Goiás, Pará, Ceará, Maranhão e Amazonas. Mais de cinquenta prisões. Desde então nenhuma quadrilha ousou desafiar nossa polícia, ao contrário, passou a respeitá-la cada vez mais, na certeza de que poderão adentrar em Minas e cometer seus bárbaros crimes. Mas, a mesma certeza em relação à resposta e perseguição em qualquer parte de nosso país continental. A charge do cartunista Quinho, expressa com muita realidade este sentimento.

 

 http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/presa-maior-quadrilha-de-roubo-a-bancos-do-pais-diz-policia,9d4a292573d2b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

  

 

 

   

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