História da Guarda Civil II. O Fim de uma Instituição

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          Neste espaço, inserimos algumas fotos do Acervo Digital Cyber Polícia, onde são registradas participações da Guarda Civil em diversos desfiles e eventos antes de sua extinção. Observa-se a elegância dos Guardas Civis e a importância que a população dava para esses eventos, com frequência acentuada de pessoas para acompanhar de perto as viaturas oficiais, policiais e crianças do Colégio Ordem e Progresso que abrilhantavam os desfiles. As duas primeiras fotos são do final da década de 20. Nas décadas de 50 e 60, são encontrados mais registros desses eventos da Guarda Civil, principalmente nos desfiles que ocorriam na Avenida Afonso Pena, conforme verificamos nas imagens abaixo.


Os Desfiles nas décadas de 50 e 60.

  

 

 


O FIM DE UMA INSTITUIÇÃO

 

          Aqui registramos o fim da Guarda Civil, ocorrido em Março de 1970, após o Decreto do General Castelo Branco. Naquele momento a Polícia Civil perdia um de seus mais importantes seguimentos, o fardado. Um apoio fundamental para as atividades investigativas e que detinha uma grande credibilidade da sociedade mineira. Observamos nas últimas fotos da solenidade de encerramento das atividades da Guarda Civil, a presença marcante de autoridades como Helvécio Arantes, José Resende de Andrade e Cid Nelson Safe da Silveira, dentre tantos outros, além de grande multidão que fora assistir o fim de uma instituição, que acima de tudo, era amada pelo povo mineiro.


PREPARATIVOS


          Os Preparativos para a solenidade de extinção. Guarda Civis comparecem à Rua Uberaba com Gonçalves Dias. As chamadas são feitas e tem início a organização do evento. Guarda Civis perfilados. O povo e a imprensa. A banda de música e a marcha de apresentação.

 


A Solenidade

          Presença de diversas autoridades, dentre elas: Secretário Murgel, Delegados Helvécio Arantes, José Resende de Andrade, Cid Nelson Safe e Fábio Bandeira.

 

No quadro negro, no pátio da solenidade, a melancólica mensagem de um guarda civil:

          "Despedida da Guarda Civil. Depois de 65 anos de bons serviços prestados em nosso estado, foi extinta por um decreto do Presidente da República, a Guarda Civil de Minas Gerais e no dia de março de 1970, com a presença do Secretário de Segurança Pública, despede-se a Guarda Civil".

 

GUARDA CIVIL, UM MARCO NA HISTÓRIA DE MINAS.

Jornal Segurança

 

Hoje, uma das feridas mais profundas no coração dos ex-guardas civis é a saudade da extinta Corporação. Criada pelo Decreto Lei nº 2.654, de 1909, pelo então presidente do Estado Wenceslau Bráz, iria esta Unidade prestar relevantes e inestimáveis serviços à sociedade. Sessenta anos depois, em 1º de janeiro de 1969, por Decreto Federal, era extinta a Guarda Civil.

Homens públicos responsáveis como o Dr. Thibagi, juiz de Direito, grandes criminalistas, deputados etc., pertenceram àquela Corporação. Com carros arcaicos daquela época, eram os valentes guardas civis verdadeiros anjos da população. Os bandidos e arruaceiros tremiam ao verem aqueles agentes da autoridade passarem vestidos com seus garbosos uniformes, conduzindo parturientes para hospitais. Muitas das vezes dentro da própria rádio patrulha, por dádiva divina, faziam os partos. Eles ganhavam a cada dia, maior admiração e respeito da sociedade.

Nas entradas dos cinemas Brasil, Metrópole, América, Avenida, Glória, Payssandu e em todas as casas de diversões públicas, ali estavam postados os anjos da guarda, responsáveis, assegurando paz à sociedade. Aqueles homens, seus carros, sua botinas com polainas, suas capas azuis, japonas e o uniforme de tergal, faziam parte do visual do Centro da cidade, nos fícus da avenida Afonso Pena, nos abrigos de bondes, nos bares Trianon, Pinguim, Rei do Sanduíche e outros, com suas cadeiras colocadas nos passeios. Na hora da Ave Maria a gente se sentia mais tranqüilo com sua presença, pois naquela época iniciava o progresso da Capital e, com ele, a criminalidade.

Quis Deus que, pela vontade do homem, fosse extinta aquela Corporação. Seus antigos componentes hoje em, sua maioria, são delegados de Polícia, inspetores de detetives e outros ocupam posições igualmente importantes. Outros mais devem estar no céu, pois foram os anjos da guarda da população, merecendo por isto mesmo o beneplácito do Todo Poderoso.

Nesta hora, em cada coração há cicatrizes: do dever cumprido; de amor ao próximo e a última, a maior, de imensas saudades da Guarda Civil.

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/historia/decadas/164-primeiras-decadas

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/188-guarda-civil

 

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