História dos Institutos - IML - Identificação - Criminalística

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 IML - INSTITUTO MÉDICO LEGAL

           A medicina legal é um setor de absoluta eficiência nos resultados apresentados às autoridades policiais para conclusão de Inquéritos Policiais, mormente contra a vida ou crimes contra integridade física da pessoa. Os médicos legistas apresentam em seus laudos, a prova cabal e substancial para a capitulação de um delito, indiciamento do indivíduo, ou conclusão de um feito investigatório para apuração de homicídio, tentativa, lesões corporais e outros relacionados à violência contra o cidadão. O laudo do IML, na maioria dos casos dessa natureza, direciona as investigações e não raras vezes, mostra o caminho da autoria do delito, ou a ausência de tipicidade.

           É um dos mais antigos setores policiais, tendo funcionado desde a década de 30, na Rua Tamoios, esquina de Rio de Janeiro, no centro da capital mineira. Funcionava em anexo ao primeiro Hospital de Pronto Socorro da cidade. As imagens abaixo mostram a estrutura do Hospital do Pronto Socorro, com a Medicina legal e os velhos rabecões Ford 29.

             
          Posteriormente, na década de 50, foi transferido para a Rua Conselheiro Rocha, no Bairro Floresta. onde ganhou autonomia, independência estrutural e funcional.


          Em 1978 foram inauguradas as novas instalações no Bairro Gameleira.

          
          Como reconhecimento à classe policial de médicos legistas, citamos três nomes que deram dignidade à esta respeitável carreira da Polícia Civil: o mestre Oscar Negrão de Lima, Nícias Continentino e Djezzar Gonçalves Leite.


IDENTIFICAÇÃO

                                                                      Identificação nos anos 30 e a ficha criminal da mesma década                                                  

           
O Instituto de Identificação é um dos mais antigos setores da Polícia Civil e apresenta uma das mais importantes atividades auxiliares à investigação. A identificação civil e criminal do cidadão tem registros há mais de 100 anos em Minas Gerais e as informações coletadas e arquivadas ao longo do tempo, desde os velhos móveis de madeira, passando pelos armários e arquivos de aço, até chegarmos à atual tecnologia de guarda de dados através da informatização. Centenas de prisões foram consolidadas por policiais daquele setor, quando criminosos tentavam tirar suas identidades e os registros de condenações os denunciavam. Outros tantos crimes foram desvendados graças aos dados encontrados em fichas datiloscópicas que indicavam categoricamente a autoria de determinados crimes. Grandes policiais passaram pela administração ou na operacionalização daquelas atividades de identificação.

Abaixo, registros das décadas de 40 e 50:

1) Seção de Datiloscopia e Biblioteca. 2) Seção de Identificação Civil. 3) Seção de Identificação Criminal. 4) Arquivos e pesquisas.


INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA
 


     
            Setor responsável pela prova científica e que busca através das minúcias dos vestígios, comprovar a materialidade e autoria do crime através das análises inseridas em um laudo pericial. São várias as especialidades que, ao longo dos tempos, a criminalística procurou aperfeiçoar-se para melhorar a qualidade, cada vez mais, dos laudos e conclusões sobre as provas coletadas. Assim como o laudo do IML, uma perícia bem elaborada facilita o trabalho do delegado de polícia na condução de suas investigações. Por essa razão, é elementar e difundido exaustivamente nas academias de polícia, tanto civil, como militar, a necessidade fundamental da preservação de um local de crime. Como dizem os peritos: "o local de crime fala sobre as circunstancias da ação criminosa. E muitas vezes, fala quem é o criminoso." As perícias em muitos casos levam ao indiciamento e também já inocentou muitas pessoas acusadas preliminarmente por testemunhas tendenciosas, ou fatos que geraram as suspeitas. O Caso do assassinato de uma menina em São Paulo, pelo casal Nardoni é uma situação concreta da utilidade de uma perícia bem articulada e eficiente.
            Em Minas Gerais, citamos os nomes de três, dos grandes peritos de todos os tempos, para aqui representar toda a classe desses mestres da arte de investigação científica: Christobaldo Motta de Almeida, Ladislau Procopck e Mussolini.
            As fotos abaixo representam alguns momentos da história da criminalística mineira. A bela foto que inicia este painel, é de 1957, de um local de crime, onde peritos da Polizzia di Stato de Roma, Itália, demonstram as particularidades de uma perícia.

 
 

 

      A foto acima registra o encontro de grandes policiais, em 1972. O investigador Romeu Rocha ao lado dos peritos Ladislau Procopck e Mussolini. Naquele tempo, as "picuinhas" entre carreiras eram deixadas de lado e os policiais, como um todo, se reuniam para discutir detalhes e nuances de investigações, onde o propósito era comum: chegar aos autores do crime e comprovar as responsabilidades.                                                                       

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