História das Reportagens e Identidade Institucional

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Categoria: Décadas e História
Data de publicação

        Buscando evidenciar o aspectos de logística, marketing e identidade visual da Polícia Civil de Minas Gerais, pesquisamos alguns procedimentos e formalidades que merecem registro no seguimento da logística policial: as apresentações para a imprensa, identidades, documentos oficiais e os logos que personalizam alguns órgãos ou unidades policiais.      

 

HISTÓRIA DA REPORTAGEM POLICIAL:                                                                                                                                            

         As reportagens policiais ou jornalismo policial surgiram nos Estados Unidos, Inglaterra e França ainda no século XIX, através de seus repórteres que buscavam as chamadas sensacionalistas que agradavam o público. O repórter policial sempre viveu o dia a dia dos policiais, às vezes em harmonia, às vezes como verdadeiros inimigos que se suportavam pelas circunstancias profissionais dos dois. A realidade é que sempre um precisou do outro para sobreviver. No Brasil, a primeira "apresentação" do trabalho policial que se tem registro até o momento, se deu nos idos dos anos 30, mais precisamente em 1938, no sertão de Pernambuco, quando policiais cercaram o bando de Lampião, Maria Bonita e seus cangaceiros que foram fuzilados e mortos em uma emboscada. Como os cangaceiros já eram alvos da polícia há alguns anos, pelas mortes, roubos e estupros naquela região nordestina, o desfecho foi estampado em todos os jornais da época, com uma foto de apresentação do resultado da operação: as cabeças dos criminosos foram cortadas e colocadas em uma espécie de pedestal junto com os apetrechos utilizados nos crimes.

                          

   
Vide 

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/historia/crimes-e-criminosos


As Apresentações à Mídia

          Além da comunicação visual por meio dos logos, brasões, carteiras funcionais e outros documentos, a Polícia Civil mineira também inovou ao longo das décadas nas ferramentas para apresentações institucionais de suas ações. Dentro do contexto que se insere nesta seção, muitos nomes de grandes repórteres policiais de Minas merecem ficar aqui registrados, como Laudívio de Carvalho, Glória Lopes, Nagib José, Pedro Luiz Carrapeta, Vargas Villaça, dentre tantos outros.

          
          Observamos que na ocorrência de uma prisão ou uma grande operação, por trás da apresentação do trabalho para a mídia, tem a marca, símbolo, auditório, banner ou simplesmente um escudo que identifica aquela unidade policial. É o orgulho do policial civil em mostrar a cara de sua delegacia, de seu trabalho, numa demonstração transparente de amor à sua instituição e "ser polícia". A evolução e a profissionalização dessas apresentações se tornam patente com a criação de assessorias de comunicação, releasing e outros meios de difusão dessas informações, mas sempre permanecendo a criatividade visual. Na modernização das apresentações foram instituídos os releasings com sínteses das investigações, fotos, vídeos e outras informações que eram inseridas em CDs e distribuídas para a imprensa. (Ver Órgãos Operacionais/CGET). Todas as mudanças demonstraram a importância de vender bem, a imagem positiva de um trabalho policial bem sucedido.

 

Como dizia o delegado Nilton Ribeiro de Carvalho:

“Tem instituições que se portam como uma galinha garnisé ao botar um ovo e a Polícia Civil como uma pata. A primeira faz o maior escândalo com um pequeno ovinho e a segunda bota um ovo enorme e ninguém toma conhecimento". 

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/182-di-departamento-de-investigacoes

 

           Na década de 90, por criatividade do Delegado João Reis, então titular do DEOESP, ocorreu uma inovação na divulgação da imagem da Polícia Civil diante das inúmeras e bem sucedidas apurações de sequestros. Os policiais ao resgatar os reféns em seus cárceres, os vestiam com o colete ou a camisa do DEOESP/Polícia Civil e o efeito era extraordinário. Qualquer policial civil de Minas Gerais se enchia de orgulho ao ver uma vítima de sequestro com a camisa da Polícia Civil e seu escudo estampado no peito, surgindo entre policiais do DEOESP de alguma favela do Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, São Paulo ou qualquer região em que o cativeiro tivesse sido estourado. Naquele período, sem que fosse percebido, era lançada historicamente pela mídia nacional e internacional, a marca da Polícia Civil mineira: forte, inteligente, competente e sem fronteiras. Essa propaganda acabou com os crimes de sequestro em Minas Gerais e posteriormente com os roubos a bancos. 

          
"A bibliografia de jornalismo no Brasil tem poucos títulos sobre reportagem policial. Primeiro porque os repórteres de polícia, salvo raras exceções, nunca foram muito bons de texto. O negócio deles é apuração. Depois porque esse tipo de reportagem sempre foi considerado de segunda classe. A rádio-escuta, uma das principais fontes de notícias imprevistas da reportagem policial, funciona como uma latrina do jornal. Ninguém quer ficar lá. Como se diz que lugar de repórter é na rua, então ninguém quer ficar na escuta. A questão é que hoje não se chama mais ninguém de repórter de polícia, mas todo bom repórter tem que estar apto a apurar e escrever notícias de crimes...”                       

 Jorge Antonio Barros

          
         As fotos aqui postadas demonstram, cada uma, que o policial civil tem realmente o orgulho e honra em demonstrar que pertence a uma instituição que respeita e dá o seu amor e sangue por ela. Alguns banners foram criados por suas chefias, especialmente para a apresentação dos resultados obtidos por esses policiais, quer seja na capital de Minas, quer seja no interior do estado. A polícia ao longo dos tempos, tem se modernizado e estruturado na busca de acompanhamento do avanço da criminalidade, quer nos EUA, Europa, no Brasil ou qualquer região do mundo. A evolução das armas, dos veículos, algemas, imóveis e outros petrechos de uso policial marca a trajetória da repressão à violência e criminalidade. No caso de Minas Gerais, observamos a primeira delegacia de polícia no ano de 1895, um casebre de pau a pique, construído nas imediações da atual igreja da Boa Viagem. Mosquetões, fuzis, metralhadoras INA, revólveres 32, 38, algemas de mão, de pé, garruchas, Carabinas Winchester 44, Puma 38, Escopeta calibre 12 cano serrado, Benelli, pistolas .40, .380, Mini Uzi, AR 15 e outras fazem parte da história e da atual realidade armamentista da polícia.

        Na última década, temos observado uma grande transformação no aspecto predial das unidades policiais, que estão saindo da mediocridade de velhas estruturas obsoletas (casas, barracões, prédios) para novas e modernas edificações, principalmente na capital e grandes cidades do interior do estado. Os novos prédios fogem do antigo lay out em que todas as delegacias de polícia teriam que ter o anexo carcerário, o câncer da Polícia Civil, cuja realidade vem sendo modificada gradualmente. Nos artigos individualizados deste site, podemos pesquisar os diversos equipamentos, ferramentas e estrutura à disposição da polícia dentro de uma linha temporal. Foram divididos em artigos que fazem parte da logística policial: Algemas, Veículos, prédios, etc. Neste espaço registramos uma diversidade de documentos que identificaram, ou identificam a instituição policial civil de Minas Gerais.


Vídeo sobre repórteres que foram sucesso na mídia nacional pela maneira diferente de fazer jornalismo policial nos anos 80.

 

                                                                                  DOCUMENTOS CORPORATIVOS E IDENTIFICAÇÕES POLICIAIS


              
As cópias das identidades policiais e outras identificações corporativas, ou de entidades ligadas à Polícia Civil de Minas Gerais são de 1938 a 2003 e mostram as diferenças no lay out ao longo de cerca de seis décadas.

DÉCADAS DE 30 E 40

 O Chefe de Polícia Ernesto Dorneles assina as identidades policiais dos investigadores do Corpo de Segurança.

 

DÉCADAS DE 50 E 60

As identidades policiais são assinadas por Luiz Soares da Rocha, José Faria Tavares e Waldir Pena.

 

DÉCADA DE 70 e 80

Odelmo Teixeira da Costa, Venício Alves da Cunha e Cunha Peixoto assinam as carteiras policiais. Manoel Bruno Costa e Antonio Andrade assinam pela Associação dos Funcionários do Corpo de Segurança. Abaixo, cartões de identificação usados pelos policiais em suas unidades policiais durante suas atividades internas e carteira do Departamento de Saúde da Polícia Civil.

 

DÉCADAS DE 90 e 2000

 

  

MARCAS E LOGOS INSTITUCIONAIS

          A Polícia Civil de Minas Gerais sempre teve suas marcas institucionais ou independentes como forma de individualizar as diferentes unidades de sua estrutura orgânica ou se identificar para a sociedade mineira.   Observamos que cada setor sempre buscou destacar a sua unidade ou especialidade. E este procedimento de marketing não é privilégio da Polícia Civil mineira ao observarmos que outros estados e países também adotam esta postura de divulgação visual. Cada unidade policial quer, com justiça, mostrar os bons serviços prestados á sociedade através de sua marca, o LOGO, ou banners institucionais. Dentro desse ângulo de visão, registramos muitas dessas marcas que fixaram seu espaço e nome na história, ou simplesmente não vingaram como rosto de uma equipe policial. 

                 A Rádio Patrulha em 1948 e o emblema do DOPS, do final da década de 50 , são os primeiros registros que temos de comunicação visual na Polícia Civil mineira.


Abaixo: Logo da Guarda Civil de 1958. COSEG, década de 70. CEPOLC, 2001. Três épocas distintas do DEOESP (Década de 80, 90 e 2000). Departamento de Investigações, Lay out da Divisão de Crimes Contra a Vida, do DIP (Departamento de Investigações Patrimoniais), posteriormente DEPATRI. DEROC e Furtos e Roubos. DEPATRI, Regional de Poços de Caldas e 18º Departamento de Poços de Caldas.

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           Na nova série abaixo: Década de 90, Divisão de Operações Especiais. 2000 e SGPC. 2010. DHPP. Banner DEOESP e Logo GADI. Logos e designers da PC. Frase do DEOESP, período anti-sequestro. 

 

 


 

 

 

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