História do DI - Departamento de Investigações

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DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES  

 

               Através da lei 770 de 14 de setembro de 1920, foi criado o Gabinete de Investigações e Capturas, pelo Presidente de Minas Gerais Arthur da Silva Bernardes, vinculado à Secretaria de Negócios do Interior, órgão que foi o precursor do então Departamento de Investigações.  

               Por força da lei 969, de 11 de setembro de 1927, sancionada pelo Presidente de Minas Gerais, Antonio Carlos Ribeiro de Andrade, o Gabinete passou a se chamar Serviço de Investigações, subordinado à Secretaria da Segurança e Assistência Pública, com as quatro primeiras delegacias especializadas: Segurança Pessoal, Ordem Política e Social, a especializada de Furtos e Roubos e Falsificações, especializada de Costumes e a Delegacia Especializada de Vigilância Geral e Capturas.     

             Em 1931 ocorreu uma nova alteração através do Decreto 10.030, de agosto daquele ano instituindo: Delegacia Especializada de Segurança Pessoal, Delegacia Especializada de Ordem Pública, Delegacia Especializada Furtos, Delegacia Especializada de Roubos e Falsificações, Delegacia Especializada de Costumes e Jogos, Delegacia Especializada de Vigilância Geral No ano de 1947, pelo Decreto Lei 2147, de 11 de julho, Milton Campos, Presidente de Minas Gerais cria o Departamento de Investigações e muda o organograma das especializadas: Delegacia Especializada de Segurança Pessoal, Delegacia Especializada de Ordem Pública, Delegacia Especializada de Ordem Econômica, Delegacia Especializada de Assistência Social, Delegacia Especializada de Fiscalização de Costumes e Jogos, Delegacia Especializada de Furtos, Delegacia Especializada Roubos e Falsificações, Delegacia Especializada Transito e Acidentes, Delegacia Especializada de Vigilância Geral e Repressão à Vadiagem

                Outras alterações ocorreram no Departamento de investigações através da Lei 1527, de 31 de dezembro de 1956, assinada pelo Governador José Francisco Bias Fortes, na gestão do Secretário de Segurança Pública Dr. Paulo Pinheiro Chagas. Eram criadas duas novas especializadas: de Repressão à Vadiagem e de Menores.


                

         

         Com a Lei 1527, era aprovada também, a construção do novo prédio do Departamento de Investigações.  Conforme os registros acima, o prédio do DI foi construído ao lado do moderno Conjunto IAPI, na confluência com a Avenida Antonio Carlos, onde observamos um triângulo sem construção, ao lado do Hospital Odilon Behens. Nos fundos do DI, a favela denominada Pedreira Prado Lopes, invadida a pós a desativação de uma pedreira que tinha o mesmo nome. As fotos mostram a Rua Pedro Lessa que foi rasgada na pedra da antiga mineradora para abertura da rua e passagem da linha do bonde. A Pedreira Prado Lopes em seu nascedouro, na década de 40, com moradores ao lado dos casebres, uma cisterna e burro de carga. Ao fundo, entre os dois barracos, o centro da cidade.

SOMOS DO DI.

NÓS ACREDITAMOS NO HOMEM, NA POLÍCIA, EM DEUS.

         
          Como  Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira fez grandes inovações na Polícia Civil de Minas Gerais, em relação aos investimentos em instalações modernas para a segurança pública mineira. Inaugurou pessoalmente, em 1958, o notório prédio do Departamento de Investigações. No mesmo período, os prédios do então DOPS e DET, atual DETRAN. A inauguração oficial se deu com a presença de autoridades como Bias Fortes, Governador de estado, Dr. Celso de Melo Azevedo, Prefeito da Capital, Paulo Pinheiro Chagas, Secretário de Segurança Pública e Helvécio Antonio Horta Arantes, primeiro Chefe do Departamento de Investigações. O evento foi marcado pela presença de uma série de autoridades e convidados, juntamente com centenas de pessoas que lotaram as imediações e interromperam o transito da Avenida Antonio Carlos para prestigiar tão significativa obra de referencia ao combate à criminalidade nos anos 50.

 

         
          Em 15 de junho de 1958, a carceragem do Departamento de Investigações recebia seu primeiro preso, o batedor de carteiras Valdemar dos Santos, preso pelo Guarda-civil Manoel Pina Cardoso e autuado em flagrante pelo Delegado Valdir Leite Pena e escrivão Dalmi Guarani. O xadrez foi inaugurado antes mesmo da solenidade oficial que se deu no dia 27 de junho, visto que, já naquela época, a falta de espaço para o encarceramento do preso provisório já era uma realidade. E com aquela primeira prisão, o DI abria uma brecha para o estigma que assumiria nas décadas seguintes, concernente ao acautelamento de presos na masmorra denominada “Depósito de Presos da Lagoinha”, ou “Inferno da Lagoinha”.

          
                                                                                CHEFES DO DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES

DR. HELVÉCIO A. HORTA ARANTES

DR. DARWIN LEÃO TEIXEIRA

 DR. LUIZ SOARES DA ROCHA

DR. JOSÉ RESENDE DE ANDRADE

 DR. LUIZ SOARES DA ROCHA

 

DR.. JOSÉ RESENDE DE ANDRADE

DR. IGNÁCIO GABRIEL PRATA NETO

DR. RAIMUNDO TOMÁS

DR. JOÃO FONSECA PERFEITO

DR. FÁBIO ALVIM

DR. ANTONIO NOGUEIRA LARA RESENDE
DR. EDIRALDO JOSÉ MARQUES
BICALHO BRANDÃO
            DR. ROQUE SCHULTZ                         DR JOSÉ DIONÊ DR. NILTON RIBEIRO DE CARVALHO
            DR. RAUL MOREIRA                    DR. JACI DE ABREU                            DR.OTTO TEIXEIRA
DR. PAULO EUSTÁQUIO
DE ARAÚJO PORTO
      DR.CARRÃO MESQUITA MACHADO

     DEPARTAMENTO

DE

INVESTIGAÇÕES

DR. EDUARDO PACHECO 

DR. RICARDO MINELLI NETO

 DR. ANTONIO CARLOS CORREA DE FARIA

       DR. EDSON MOREIRA DA SILVA

 

 


AS ESPECIALIZADAS OPERACIONAIS

 

FURTOS E ROUBOS  

                 A Delegacia de Furtos e Roubos foi a primeira unidade policial especializada, no organograma do Departamento de Investigações fora da área física do Prédio da Avenida Antonio Carlos. Inaugurada em 1964, na Rua Pouso Alegre, 417, Bairro Floresta com presença maciça de autoridades e chefias da época. Essa foi a unidade da Polícia Civil que mais respeito ganhou entre os policiais, tanto civis como militares, quer seja pela sua importância no combate aos marginais que trilhavam o caminho dos crimes contra o patrimônio, quer pela sua fama de violenta no trato aos marginais. Os bandidos a temiam e o apelido “KILO” era o sinônimo de inferno, “O inferno da Floresta”, como era chamada pela imprensa e seus opositores. Estatisticamente foi responsável por centenas de mortes em seus cárceres insalubres, nos confrontos rotineiros nas favelas, em perseguições ou prisões de bandidos. Apesar de sua fama violenta, policiais da Furtos e Roubos eram sempre os primeiros chamados para solução de crimes ou ações que requeriam valentia, coragem, lealdade e força. Ali, os policiais não tinham hora de folga, finais de semana, ou férias completas. A madrugada e as favelas eram, respectivamente, os melhores horários e locais para se encontrar os criminosos que alarmavam nossa população.

          
          Por ali passaram profissionais de polícia, operacionais, que deixaram a marca de seu papel significativo para segurança de nosso cidadão, embora não haja consenso por alguns seguimentos de nossa própria polícia e da sociedade: Inspetores “Carrapicho”, Nilton Dias de Castro, Zé Maria “Cachimbinho”, Romeu Rocha, Roberto “Pimpão”, Leite. Detetives “BG”, Juarez “Capacete”, “Pinheirinho”, Pedra, o “Sô Dico”, Agostinho dos Santos. Os tiras Orlando, Freitas, Cunha, Falcão, Dauro Gagliard, Dário Costa, José Flávio, “Jabutirica”, Swami, Papa “Preto”, Ambrósio, Patrocínio, Sales, o “Pé queimado”, “Cabo Elói”, Pio Nono, Maurílio “Pé Podre”, Zé Maria “Zebu”, “Boi nogueira”, Geraldo Flaviano, Geraldinho “Santa Luzia”, Malta, o “Puto Veio”, Gama “Pescocinho”, Geraldo “Cú de Burro”, Alcir “Comedor de Cachorro”, Wilson “Cabo de Vassoura”, “Calça Verde”, Gercino, o “Sá Onça”, Loamir, “Chic Chic”, Nilton de Abreu, “Antonio Pangaré”, Darci “Burro Branco”, “Pardal, Nilson Placidonio, Carlos Vidigal, Joãozinho Metropol”, Antonio Roberto, Sprovieri, Ronaldo “Sujinho”, Edson Neves, o Preguinho”, “Reis “Papo Furado”, Reis “Sete Bóia”, Daniel “Tche”, “Paulinho Caracú”, “Amendoim”, Ribas, Osmar “Sapo”, Bambirra, João “doido”, Walter “Jumbo”, “Cabeça de Totola”, “Formiga”, Antonio Domingos, “Pachequinho”,”Tião Carão, Nedir, Paulo Menezes, o “Silu”, “Nego Ivan”, Melgaço, Geraldo “Segueta”, Eli “Pastor”,“Murilo Preto”, “Xamprisco”, Sobrinho, “Cigano, “Caxangá” Balbino, Nério, o “Nereu Balbosa”. Escrivães Cota, Goethê, Chiquinho, Vidigal e Valderez.  Delegados Antonio Alves, Braúna, Marcos Péres e Jaci de Abreu.  O Plantão da Furtos era o sustentáculo da delegacia, tendo como chefes de equipe policiais de grande experiência: Flávio Moreira Leite, o “Peito de Aço”, José Ambrósio, Ulisses “Porta Mala” e José Ideal são alguns que merecem nosso registro e o nosso respeito. Sabemos que muitos policiais serão injustiçados pela falta de seus nomes em nossa homenagem histórica, mas infelizmente, não encontramos nenhum documento sobre esse período da Rua Pouso Alegre, 417, na Floresta, exceto os que estão guardados no banco de dados de nossa memória.
Maiores detalhes no artigo:

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/176-delegacia-de-furtos-e-roubos

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DIVISÃO DE CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO         

          A Delegacia de furtos e Roubos, em 1994, depois de três décadas, se transformou na DCCP-Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, com transição de chefia entre os delegados Antonio Alves, o “Toninho” e João Reis. Possuía cinco delegacias especializadas de furtos e roubos instaladas no novo prédio da Rua Uberaba, 175, no Barro Preto. Policiais como os delegados Reis, Marco Antonio Teixeira, Inácio Barros, Minelli, Faria, Yebel, Marcelo Machado, Benigno, Odilon, Renato Queirós, são alguns dos que passaram por lá, com a nova safra de tiras que vieram com “Cabelinho”, Bráulio, Resende, Daniel, Mauro, escrivães Tania, Osvaldo e companhia.            

        Em 2006 Faria elabora o projeto de uma nova unidade de repressão aos crimes contra o patrimônio, buscando acabar com o estigma que se criou em torno das delegacias de furtos e roubos. Era hora de mudança e assim foi criada a DEGREL (Divisão de Enfrentamento ao Grande roubo e Latrocínio), com delegacias de roubo a bancos, cargas, roubos e furtos e latrocínio. Sob o comando do delegado Marcelo Machado, inspetor Rosalino, o “Amendoim”.  (Mais informações no artigo sobre a Delegacia de Furtos e Roubos, o KILO).

 

DELEGACIA DE COSTUMES, JOGOS E VADIAGEM

          A Delegacia de Costumes, Jogos e Vadiagem tinha como atribuição atuar na repressão  aos jogos ilegais, lenocínio, vadiagem e controle de jogos e diversões, quando criada em 1927, mudando sua estrutura e atividade ao longo do tempo, sendo desmembrada em 1947 e extinta na década de 70. Nas fotos abaixo a Delegada Elaine Matozinhos e detetives da extinta Delegacia de Vadiagem nos anos 70. Era comum usar o artigo 59 da Lei das Contravenções Penais, cujo disposto versava sobre vadiagem, para prender em flagrante ladrões e outros bandidos. Era um artifício usado pelos policiais civis para legalizar prisões correcionais, embasado pelo ordenamento jurídico, objetivando conseguir tempo para diligencias e apuração de crimes que envolviam bandidos sem mandados de prisão.

 
DELEGACIA DE ORDEM ECONÔMICA

          A partir da criação de instrumentos jurídicos, na década de 50, para coibir os crimes contra a economia popular, tornou-se premente e necessário que a Polícia Civil se instrumentalizasse para a repressão a esse seguimento criminoso. A DOE-Delegacia de Ordem Econômica foi a especializada criada no âmbito do Departamento de Investigações para atuar nos crimes que tinham como alvo o cidadão consumidor de bens de consumo de toda natureza. Atuou alo lado de outros órgãos, como a extinta SUNAB e teve seu maior desempenho no período do denominado Plano Sarney, na década de 80, quando os preços foram congelados para tentar debelar a fúria inflacionária. Em 2008, com a criação do DEPATRI  e do novo organograma de especializadas de combate às fraudes, a DOE foi extinta e criado um novo modelo de unidade policial, junto com o PROCON Estadual.

 

DELEGACIA DE HOMICÍDIOS

       Foi criada inicialmente com Delegacia de Segurança Pessoal, passando pela nomenclatura de Delegacia de Homicídios e atualmente Divisão de Crimes Contra a Vida. Sempre teve papel de destaque dentro da polícia pelo aspecto operacional diferenciado, com suas investigações refinadas e seus resultados reconhecidos nacionalmente. O nome dado à “Homicídios” não tem relevância diante de todas as grandes apurações, prisões e o orgulho que traz para os policiais civis de Minas. O seu quadro de pessoal registram policiais que se destacaram ao longo dos anos, pela competência em investigações, dentre os quais, delegados Braúna, Ediraldo Brandão, Raul Moreira, Ana Maria, Wagner Pinto, Otto Teixeira, Moreira, José Arcebispo, Murilo Junqueira, Marco Antonio Teixeira,  escrivães Etelvina, Altair Siqueira, Marília, inspetores e investigadores Baeta, Paulo Olegário (Pai e filho), Alberto “Bolacha”,  "Tião Remelexo", Bechara, "Niltinho", Ithamar Tiago, "Marcha Ré", dentre tantos outros, que, infelizmente não possuímos registros em nossos arquivos.

 

Outras informações sobre esta notória especializada podem ser pesquisadas no artigo:

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/174-121


DIVISÃO DE TÓXICOS E ENTORPECENTES

                 Nos anos 70, o combate às drogas e entorpecentes era pequeno em relação aos dias atuais, com a prevalência do artigo 281 do Código Penal, já revogado, prevendo uma pena máxima de cinco anos. A lança perfume era considerada contravenção penal, sem nenhum combate ao uso, que era restrito à Brigada do Vício, órgão do DOPS, responsável pela repressão. Diante da mudança crescente neste seguimento de criminalidade, a legislação mudou, se tornando mais rigorosa e a Polícia Civil acompanhou a evolução. Em 1976 era inaugurada a Divisão de Tóxicos e entorpecentes, mudando as regras do jogo e iniciando um combate acirrado ao tráfico de drogas em Minas Gerais. Policiais sem nenhuma experiência e muita disposição, recém saídos da Academia de Polícia, faziam parte da nova equipe de repressão ao tráfico de drogas. Nelson Fialho, Zé de Fátima, Odilon, Laerte, Filipe, Ivanir, Faria, Luis Carlos, Gaspar, Raimundo “Quiabo”, Eduardo “Chiba”, Marquinho, Jesus são alguns desses nomes. Dormival, Eugênio Xavier, “Tião Remelexo”, Onésimo faziam parte do acervo de experiência. Os delegados Genésio, Jane Maluf e Eduardo Marreco, ao lado dos escrivães Clinton, Marta Santana e Maroni completavam o time. 

     

         
          Os maiores traficantes de nosso estado foram encarcerados ou mortos, como Barreto, "Duzinho", Leonor Pedra, Toninho Pedra, "Gordo da Marambaia", "Serjão", Eli Bragança, "Marinho", "Baianinho", Getúlio Vargas, Arquibaldo, "Marrom", "Zé Pretinho", dentre tantos outros. Com o advento da nova lei de tóxicos, em 1976, as penas elevaram-se para o teto de 15 anos mudando o perfil dos traficantes, que passaram a se organizar nos morros e asfalto, se tornando mais perigosos e enfrentando com maior disposição a polícia. Em outubro de 1977, em um desses confrontos, quatro policiais da Divisão de Tóxicos e Entorpecentes saíram baleados quando tentavam prender o traficante Eli Bragança. No confronto os detetives Cléber, Jesus e Pedro Neves foram baleados e Nelson Silva teve morte instantânea ao receber um tiro no peito. No Poucos dias antes deste confronto, o cabo Índio da PM, também havia sofrido um revés e sua arma arrebatada pelo bandido. As horas que se seguiram à morte de Nelson, o “Zé do Pão”, foram de intensa caçada aos assassinos, com envolvimento de mais de cem policiais civis e militares. Em menos de 24 horas os corpos de Eli Bragança e “Geraldinho”, seu parceiro traficante, foram encontrados crivados de balas no Bairro Ressaca. Vários outros confrontos foram registrados no dia a dia da “Tóxicos”, assim como outras mortes de policiais ocorreriam.

                                          

        No princípio dos anos 80, a Divisão de Tóxicos foi transferida para as dependências do Departamento de Investigações e toda a estrutura planejada pelo então Secretário de Segurança Amando Amaral para a repressão ao tráfico de drogas perdia muita da sua eficácia em razão da perda de investimentos. Nos anos 90, foi transferida para o prédio da Rádio Inconfidência, na Gameleira e junto carregava uma herança trágica: a famosa carceragem da Tóxicos, palco de rebeliões e fugas em razão da superlotação.

As fotos registram: 1979. Delegado Paulo Porto, o PP e apreensão de barras de maconha. 1977. Inspetor Eugênio Xavier, sentado e os policiais Odilon, Manoel, Camargos e Baia. 1976. Detetives Raimundo, Pedra, Camargos, Faria e Laerte. Luiz Carlos Carioca, sentado. 

 

A Divisão de Tóxicos foi transferida do prédio da Rua 21 de Abril para a sede do Departamento de Investigações. Nas fotos: "Zé Maria "Cachimbinho" (sentado) com os detetives "Charles Bronson", Alcides Maia, Osvaldo Melgaço e Djalma. "Zé Maria, chefe de cartório Clinton, delegados Antonio Alves e Eustáquio Morais.

 Nos anos 80 a Divisão de Tóxicos e Entorpecentes foi mais uma vez transferida. Desta vez para o imóvel onde funcionava a Rádio Inconfidência, no Bairro Novo Gameleira. A foto a seguir mostra imagem do delegado João Reis e policiais em ação pela unidade de repressão ao tráfico de drogas.

 

                                                                


DELEGACIA DE FALSIFICAÇÕES E DEFRAUDAÇÕES

         
          Uma das mais antigas unidades especializadas do Departamento de Investigações, a DEFD tinha como competência a apuração de delitos que envolviam os estelionatários, golpistas e todo tipo de quadrilha e fraudadores. Também possuía os inquéritos policiais de maior complexidade, pela necessidade de laudos periciais em praticamente toda a totalidade de seus feitos, o que demandava muito tempo para suas conclusões. Ao longo dos anos, tornou-se uma especializada com pouco reconhecimento e, por isso mesmo, com parcos investimentos em sua estrutura operacional. Foi extinta em 2008, quando deixou um grande acervo de milhares de inquéritos policiais incompletos, ao lado de outro grande número de representações e ocorrências. Pela sua carência frente à demanda desumana de investigações, dificilmente registrou-se condenações de criminosos que atuavam, ou atuam nesta área delituosa. Abaixo, dois momentos para registrar esta especializada: o primeiro em 1972, com o delegado Sílvio de Carvalho, escrivão Justo Gomes e o Jornalista Vargas Villaça. A outra imagem, de 1977, quando a delegada Ivete Braúna era titular da especializada, ao lado do Inspetor Paulo Venâncio e equipe de policiais.


          A seleção de imagens abaixo são da década de 2000.com diversos policiais da Delegacia de Falsificações. A última foto é da festa de fim de ano de 2005, em momento de confraternização. Em 2005 essa especializada foi extinta e criadas outras unidades especializadas, fundindo as competências de sonegação, fraudes, estelionatos e crimes contra a administração pública.

 

 

REDI - Ronda Especial do Departamento de Investigações

          A REDI era uma unidade do DI, especializada nas atividades de ronda e operações especiais. Foi a unidade precursora de todas as outras que surgiram posteriormente, como a RODI, METROPOL, PUMA e GADI. Foi criada em 70, durante a administração de Prata Neto no Departamento de Investigações. Outras informações no artigo: Grupos Especiais e Táticos, neste site.


RODI

             Criada por Nilton Ribeiro, em princípio da década de 90, a Ronda Operacional do Departamento de Investigações e funcionava durante as 24 horas do dia. Tinha como função principal, assessorar a chefia do Departamento em diligencias que exigia maior complexidade e enfrentamentos. Durante o período noturno, finais de semana e feriados, era o apoio tático da Cepolc e outras unidades policiais. Em sua estrutura tinha duas equipes chefiadas por um delegado que participava das rondas. Agia também como mediadora em ocorrências com envolvimento de policiais civis.


           Teve participação importante na prisão dos irmãos Leite e seus pistoleiros. Participou de vários confrontos com criminosos e teve seu nome marcado naquele período do DI, por inúmeros trabalhos de grande repercussão. A RODI teve em seus quadros grandes policiais nas equipes de trabalho, podendo destacar: o delegado Pitágoras, o inspetor Carlinhos, Miltão, Jorge “Camarão”, “Becharinha”, Ilton, Gilson, Gilberto, Sidney, Yul Brynner, “Chico”, Gabriel, “Tarzan”, e outras duas dezenas de bons detetives. Com a saída de Nilton Ribeiro do DI, a unidade perdeu parte de sua funcionalidade e se transformou em GADI, para atendimento no período noturno e finais de semana. Com a mudança, passou a funcionar com uma equipe de detetives e sem a presença do delegado, perdendo em muito, o seu aspecto operacional. Outras informações no Artigo: 

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/179-grupos-taticos

 


OUTRAS ESPECIALIZADAS

          O DI teve outras especializadas operacionais durante os seus 50 anos de existência (1958/2008), mas devido à carência de registros históricos e documentos não podemos fazer nenhuma inserção sobre suas atividades. Mas podemos citar a Delegacia de Vadiagem e sua propalada atividade nas décadas de 50, 60 e 70, com as blitz e as “canoadas” de vagabundos da zona e região central da cidade, “presos para averiguação”. A antiga Delegacia de Capturas, unidade de destaque operacional pelas prisões e cumprimentos de mandados judiciais no interior de Minas e em outros estados.

 
PLANTÃO DO DI

     
             A delegacia de Plantão do DI, inaugurada em 1958, foi palco de grandes acontecimentos e o corredor por onde passaram os mais notórios policiais, assim como a grande maioria dos criminosos que atuaram em nosso estado. Os delegados, escrivães e investigadores dos plantões contribuíram para a apuração de crimes de repercussão em Minas Gerais, mormente aqueles que tinha envolvimento de personalidades da capital mineira, por ser a unidade policial onde tinha início os trabalhos preliminares de investigação e locais de crime. Foram também heróis ao sufocarem inúmera rebeliões do Depósito de Presos da Lagoinha.

    Para representar todos os policiais do plantão do Departamento de Investigações. registramos a equipe do inspetor Wanderlei Dantas, com os subinspetores Nelsinho e Luis Gomes, escrivão Luiz Cortes, prontidão Luciano e os detetives Albertino Couto, "Bacalhau", Vicente dos Santos, Alberto Ribeiro, Joel Oliveira Campos, Hélio Ferreira da Silva, Henrique Pereira Nunes, Rui Barbosa Leal, Antonio de Almeida, Wellington Santos, Plínio Carlos, Antonio Matias e Altair.

 

DIVISÃO DE CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

 

          A Divisão de Crimes Contra o Patrimônio foi criada no princípio dos anos 80, tendo como titular o delegado Benigno Augusto da Costa para coordenar e dirigir administrativamente todas as especializadas que tinham em sua competência originária, apuração de crimes nesse contexto. Pela resolução que a criou, tinha sob sua subordinação as Delegacias de Furtos e Roubos, na Rua Pouso Alegre, 417, no Bairro Floresta e as delegacias de Crimes Contra a Fazenda, Administração Pública e Falsificações e Defraudações. No entanto foi uma Divisão que em seu nascedouro funcionou apenas no papel, já que sua chefia maior não tinha sequer um gabinete para administrar suas especializadas subordinadas. Cada uma das delegacias continuava a ser gerenciada pelos seus titulares, enquanto o Chefe de Divisão ficava no ostracismo que a administração da Polícia Civil o colocara.

               Em razão dessa inconsistência, a resolução foi revista e em 1984 foi inaugurado o moderno prédio da DCCP, na Rua Uberaba, 175, no Barro Preto. No novo desenho de unidade policial, tinha na estrutura as especializadas de furtos e roubos, acarretando a extinção da antiga delegacia da Rua Pouso Alegre, 417. Funcionou nesse endereço de 1984 a 2006, quando foi criada a DEGREL-Divisão Especializada de Repressão ao Grande Roubo e Latrocínio.

              Durante os 22 anos de funcionamento, a DCCP teve grandes delegados como titulares: Antonio João dos Reis, Benigno Augusto da Costa, Odilon, Paulo Porto, Vicente Lacerda, Willer Vidigal e Marcelo Machado.

 BENIGNO A. DA COSTA     ANTONIO J. REIS    ODILON  BOLIVAR    PAULO E. A. PORTO     VICENTE LACERDA       WILLER VIDIGAL    MARCELO MACHADO 

 

Memória DCCP

 

           Registramos um espaço à memória dos policiais da DCCP, sabendo que certamente estaremos omitindo muitos daqueles que participaram da história policial e dos grandes trabalhos ali desenvolvidos, pela falta de dados e informações em nossos arquivos.

          Da esquerda para direita:

 "Chiquinho", o grande chefe de cartório da especializada que nasceu e aposentou dentro da Furtos e Roubos. Inspetor Romeu Rocha e o detetive Denílson dos Reis Gomes. 1989. Identificação interna na DCCP-Detetive Benfica. 1989. Equipe de delegados de Paulo Eustáquio de Araújo Porto: Renato Queirós, Faria, "PP", "Zé dos Santos", Valdomiro Pascoal do Vale e Marco Antonio Teixeira. Subinspetores da DCCP: Falcão, Rosemberg, Magela, Edson Neves e Antonio Roberto.

 

Nas fotos a seguir: Geraldo "BC" e Ribas no rancho do "Amendoim". Na outra: Baltazar, Dias, Maurício Domenicci, Maurício, "Zito", delegado Pascoal e Wantuil. Detetives, inspetores e subinspetores da DCCP/Furtos e Roubos. Registramos alguns que constam em nosso arquivo: "China", "Buko Buko", Paulo Meireles, Osvaldo Melgaço, escrivã Tânia, "Cabelinho", "Doti", Romeu Rocha, Falcão, Hendemburgo. Delegados "Zé dos Santos", Paulo Porto e Faria.

 

           Nos seus 24 anos de existência, a Divisão de Crimes Contra o Patrimônio brilhou com suas apurações, prisões e desmantelamento de inúmeras quadrilhas de assaltantes e ladrões de toda espécie. Teve duas unidades que tiveram destaque nas ações policiais: a FERA/Força Especial de Repressão ao Assalto e a DERB/Delegacia Especializada de Repressão ao Roubo a Banco (Podem ser vistos nas seções Grupos Táticos e DERB, em Órgãos Operacionais). 

 

Fichas Policiais

          Abaixo algumas fichas policiais, inseridas por amostragem, de alguns dos milhares de presos recolhidos naquela especializada. Gardênia era uma ladra paulista que frequentava a capital mineira para a prática dos crimes em que era especialista: fingir-se de doméstica para entrar em prédios com pães e leite debaixo do braço, nos finais de semana, quando arrombava as fechaduras e tetra-chaves dos apartamentos para furto de joias. Edson Cordeiro, o "Peninha" e Ricardo Fróes, dois bandidos notórios que podem ser pesquisados no artigo Bandidos deste site. "Peninha" suicidou em uma das celas da DCCP e Froes foi assassinado no Depósito de Presos da Lagoinha. Alexandro Cardoso, "Bon Jovi", assaltante de bancos paulista, preso na DCCP, foragiu-se e posteriormente morto em um tiroteio em Belo Horizonte. "Carlinhos", assaltante de joalherias. Ajax, traficante e latrocida. Sebastião Pereira, "Tiãozinho", assaltante de altíssima periculosidade. Parceiro dos marginais "Leitão", "Peninha", Fróes, dentre outros. Foi assassinado na Penitenciária de Segurança Máxima, de Contagem. O segundo, Fabiano César da Fonseca, era assaltante e sequestrador. Participou do sequestro do Diretor do Jornal "O Tempo", em 1998. O último é Agnaldo Gonçalves Júnior, o mais notório assaltante e estuprador de dentistas, no interior de seus consultórios, que se tem notícia.

 

CARCERAGEM DA DCCP/FURTOS E ROUBOS 

          A DCCP foi inaugurada para custodiar cerca de setenta presos em suas modernas instalações, de acordo com o projeto arquitetônico original e ao ser extinta, em 2006, com a transferência dos presos para a SUAPI, tinha mais de 600 encarcerados. Os mais perigosos e notórios assaltantes foram presos por aquela Divisão nas duas décadas de atividades, com deslocamentos e perseguições aos criminosos em todo o território mineiro e outros estados. Inúmeras tentativas e fugas ocorreram naquela carceragem e inúmeras rebeliões foram deflagradas contra a superlotação carcerária. Muitas mortes ocorreram em suas celas.

Outras informações sobre a DCCP, nos links abaixo, sobre a DERB, unidade de repressão ao roubo a banco, década de 90 e Biografia 3ª Parte.

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/426-derb-delegacia-especializada-de-repressao-a-roubo-a-banco

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/historia/decadas/148-decada-90

 http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/historia/biografia/101-faria-3parte

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/historia/decadas/125-cadeias-carceragens

 

DELEGACIA DE VIGILÂNCIA GERAL.

   A Delegacia de Vigilância Geral foi criada para processar todo o trâmite prisional das carceragens de BH. Cuidava de toda a documentação relacionada aos mandados de prisão, alvarás de soltura, captura e recambiamento de presos. Com a superlotação carcerária, transformou-se em uma das piores masmorras a cargo da Polícia Civil de Minas Gerais, tornando-se o famigerado DEPÓSITO DE PRESOS, O INFERNO DA LAGOINHA.

Uma das carceragens mais famosas do Brasil pelas condições degradantes de cumprimento de pena e a superlotação de presos durante cerca de 48 anos, desde a inauguração do DI em 1958. Ficou conhecida nas principais páginas e noticiários pelas inúmeras rebeliões, fugas e assassinatos. Na década de 80 foi palco de cenas de terror, quando os presos buscaram a solução para transferência e melhores condições de execução de pena, através da famigerada "Ciranda da Morte". Em 2006 a administração do DI conseguiu a transferência do Depósito de presos para a SUAPI que o transformou em presídio. Notórios criminosos de Minas e do Brasil passaram pelas celas daquela carceragem, dentre assaltantes, homicidas, estupradores e bandidos de toda espécie.

 

 

 Em Março de 2008 foi extinto o Departamento de Investigações.
 

 

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