MEMORIAL

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Categoria: Memorial

MURAL DE POLICIAIS MORTOS OU FERIDOS NO EXERCÍCIO DE SUA MISSÃO OU EM RAZÃO DELA.

        
          O Memorial dos esquecidos busca o resgate da memória daqueles policiais que deram, literalmente, seu sangue pela sociedade e que seus nomes ficaram abandonados à sorte de frias lápides, quando as tem, em diversos cemitérios de nosso estado. Sabemos que muitos nomes serão injustiçados porque não serão mencionados, mas deve-se a falta de documentos ou registros dos fatos durante as pesquisas realizadas, o que é muito comum na fraca memória dessa história tão rica de acontecimentos. Poucas as instituições policiais que se preocuparam realmente em preservar a história de seus heróis. O reconhecimento aos policiais mortos em serviço ou em razão da atividade policial, que é muito comum na Europa e EUA, é praticamente inexistente nos países tupiniquins, onde outros interesses suplantam a justa homenagem. Será claramente perceptível a linha ascendente da violência, dos enfrentamentos aos policiais e o conseqüente aumento de perda de vidas ao longo das últimas décadas. O Mural trás de forma sintética as circunstancias em que se deram os embates e as mortes de nossos policiais que morreram durante o exercício de suas atividades ou em razão delas.
          Os familiares e amigos dos policiais civis mineiros que tenham seus nomes omitidos, faltam fotos ou conteúdos, fineza encaminhar as informações necessárias para complementação dos dados ausentes nos Memoriais, através dos nossos e-mails inseridos na HOME deste site.

“TUDO QUANTO TE VIER À MÃO PARA FAZER, FAZE-O CONFORME TUAS FORÇAS. PORQUE NA SEPULTURA PARA ONDE VAIS, NÃO HÁ OBRA, NEM INDÚSTRIA, NEM CIENCIA, NEM SABEDORIA ALGUMA.”
ECLESIASTE, CAP. 9 V 10

 

ADONIS FONSECA DA SILVA 

1997.

15 DE JULHO DE 1997

       Adonis era um dos grandes policiais da safra de ouro da Divisão de Operações Especiais, no período de repressão sequestro em Minas Gerais. Também teve sua vida ceifada precocemente em razão da violência que permeia nosso cotidiano e, no caso, o transito. Por causa de uma discussão de transito o detetive Adonis Fonseca da Silva, do DEOESP foi morto com dois tiros desferidos pelo Cabo PM reformado, Ezequias de Andrade. O policial civil teve seu carro fechado bruscamente pelo militar reformado e ao lhe chamar a atenção na condição de policial foi friamente abatido por Ezequias. Adonis participou ativamente de várias diligencias para apuração e prisão de grandes sequestradores brasileiros e já tinha preparo e especialização policial para o enfrentamento desse seguimento de alta periculosidade da criminalidade violenta que assolava nosso estado. No entanto não estava preparado para receber tamanha violência a partir de uma discussão de transito. Abaixo, em primeiro plano, Adonis em uma das inúmeras incursões policiais pelo DEOESP, ao lado da competente equipe de policiais daquele Departamento.

 

 ALMIR DE SOUZA MARTINS

            11/3/87: Fonte Diário da Tarde. “Policial é morto a tiros” 
        Apesar da morte do detetive Almir de Souza Martins não ter sido durante sua jornada de trabalho, merece registro pela covardia de suas circunstancias e o desdobramento do crime. Almir era um jovem policial de 22 anos, filho do conhecido detetive aposentado José Martins de Paula, o Zé da Onça. Em 10 de Março de 1987, Almir, juntamente com uma namorada e outro casal, foi para o Motel Forest Hills e para pagar apenas uma estadia, entrou no porta-malas do carro do amigo com a namorada. Após uma noitada, os dois casais, por ingenuidade deixaram que o pessoal da copa percebesse que os pedidos eram sempre para quatro e na hora da conta houve a confusão com a gerencia que chamou o segurança e o proprietário. Almir então concordou em pagar o dobro como exigia o gerente, mas o dono José Drumond não concordou incitando uma agressão contra Almir, após ser identificado como policial por seu amigo. Ao ser agredido o detetive caiu ao lado da cama e não esboçou qualquer reação, mesmo porque sua arma estava descarregada. Nesse momento Drumond deu a ordem fatal para o segurança que friamente o abateu com um tiro. O crime causou grande comoção nos policiais pela falta de um motivo justo para a execução. Pouco tempo depois o segurança apresentou com seu procurador Obregon Gonçalves na delegacia de homicídios e contou sua versão de legítima defesa. Zé da Onça tomou conhecimento da apresentação do segurança Jair Lúcio de Miranda e o tocaiou na porta do Departamento De Investigações. Jair saiu do DI e entrou no carro do advogado e quando estavam arrancando em direção a Av. Antonio Carlos, Zé da Onça disparou contra o assassino de seu filho, matando-o na hora. O corpo do segurança tombou ensanguentado no colo do advogado que entrou em pânico. Julgado pelo tribunal de Júri, José Martins foi condenado e cumpriu sua pena trabalhando na oficina do Departamento de Investigações.                    


ALMIR DOS SANTOS LINO

30/12/87: Fonte Diário da Tarde. “Uma operação monstro após a saraivada de tiros”.

                     O detetive Almir dos Santos Lino, o “Rambo”, de 24 anos, foi assassinado no Morro do Papagaio pelo marginal “Vovô”.  Almir era da Delegacia de Furtos e Roubos e reconheceu o marginal em um dos becos do morro e pediu auxílio a um militar do PPO da favela, porém ao tentar a prisão ocorreu a resistência e o policial civil caiu sem vida. O morro foi cercado imediatamente por dezenas de viaturas das polícias civil e militar, além da cavalaria. Grande contingente de policiais subiam e desciam os becos da favela, sendo o marginal preso em companhia de um menor pelo delegado Faria e o detetive Olegário quando simulava ser um pacato morador capinando o terreiro de um barraco.

 

 ALYSSON ANTÔNIO BARBOSA

 

25/3/04:

Fonte Diário da Tarde.     “Detetive fuzilado”. 

                       O detetive Alysson Antônio Barbosa dos Santos se encontrava com amigos em um trailler na Avenida Carlos Luz, por volta das 22:00 horas, quando viu uma gangue espancando pessoas nas proximidades. Na condição de policial foi em direção aos indivíduos com a intenção de acabar com a agressão quando os bandidos o cercaram e tomaram sua arma. Um dos marginais, conhecido como “Galo Cego” sacou da arma que estava em sua cintura e atirou no rosto do policial que caiu sem vida ao chão. Os marginais ainda desferiram vários chutes e socos contra o corpo sem vida do policial, fugindo em seguida em um Fiat Pálio, roubado no local.  

 

ANTÔNIO CARLOS DE OLIVEIRA

7/2/96: Fonte Estado de Minas. “Um tiro bandido no coração de Antônio”

  Antônio Carlos de Oliveira

              O detetive Antônio Carlos de Oliveira se encontrava nas proximidades de R. São Paulo com Guaicurus quando viu outro policial perseguindo o traficante e assaltante, Antônio Carlos Nunes, vulgo “Cácá”. Na tentativa de ajudar na prisão, Antônio passou a correr atrás do marginal, conseguindo agarrá-lo quando tentava entrar em um ônibus, iniciando uma luta corporal com o traficante, não percebendo que ele estava armado com um revólver calibre 38. Covardemente o marginal desferiu um tiro que atingiu mortalmente o coração do detetive que caiu ao chão. O bandido fugiu, desta feita perseguido por inúmeros policiais militares e entrou na loja “Nova Brasília” onde trocou de camisa, sendo barrado pelo segurança quando tentava sair da loja efetuando dois disparos para cima enquanto o segurança segurava seu pulso. Desvencilhando do funcionário da loja, o marginal continuou sua louca fuga, disparando tiros em direção a militares que revidaram e acertaram sua barriga. Mesmo baleado continuou a correr e entrou na loja “Casa das rendas” onde foi finalmente preso. Conduzido ao Hospital do Pronto-socorro o traficante assassino foi espancado por vários policiais civis que tentaram matá-lo.

 

ANTÔNIO GUILHERME DE OLIVEIRA

                  3 DE MARÇO DE 1958:

         O Guarda Civil Antônio Guilherme de Oliveira, nº 1105 foi assassinado no Mercado Municipal por um marginal com golpes de chuços pelas costas quando de serviço naquele local.

 

Morto no cumprimento do dever legal. Sem outros registros até o momento.

 

ARNOLD NUNES FERREIRA

    3/2/70: Fonte Diário da Tarde.

   “Já está preso um dos assassinos do Guarda”

          No dia dois de fevereiro de 1970 o Guarda-civil Arnold Nunes Ferreira foi assassinado pelos irmãos Jesus e Gilberto Cavalcanti quando tentou impedir os dois desordeiros de jogar pedras nas casas do B. Sarandi. Eles conseguiram dominar o policial e arrebatar sua arma para em seguida abatê-lo sem piedade. Estiveram no local do crime o chefe do Departamento de Investigações, delegado José Resende e o Chefe da Guarda civil, delegado Cid Nelson Safe, além de Jaime Guimarães e Luigi de Freitas, também delegados.

 

CAETANO D'ANGELIS


Morto no cumprimento do dever legal. Sem outros registros até o momento.

  
CARLOS ANTÔNIO TRINDADE

 

15/10/98:Fonte Diário da Tarde. “Assaltante fuzila detetive no Ceasa”.

                    Dois assaltantes chegaram ao pavilhão G da Ceasa, entrando no Hiper Atacado Amaral, ponto de compra e venda de tickets. No local eles anunciaram o roubo e renderam o detetive Hélio Viana da Cruz sem saberem que era um policial. No entanto um dos bandidos percebera uma polchete na gaveta e percebeu tratar-se de policial gritando para seu comparsa atirar e executá-lo. Num ato de puro reflexo Hélio pulou para uma sala ao lado do escritório fechando a porta por dentro enquanto os marginais desferiam vários tiros que a perfuraram em vários lugares. Os marginais fugiram com pouco mais de onze mil reais em tickets descendo por uma escada que ligava o escritório ao andar térreo. Outro policial, o detetive Carlos Antônio Trindade, se encontrava nas proximidades e ouviu os tiros e a gritaria, sacando seu revólver e se protegendo atrás de uma porta de aço. Ele não teve a mesma sorte de seu companheiro. Pois nas suas costas vinha um dos bandidos que mandou que jogasse a arma e deitasse no chão, no que foi prontamente obedecido pelo detetive ao perceber sua desvantagem. Não bastou para o bandido que mesmo com o policial totalmente indefeso atirou duas vezes lhe acertando a cabeça e a região lombar, causando a morte instantaneamente. Posteriormente a quadrilha foi identificada e os bandidos foram presos. Tratava-se da Gangue do João Batista, o “Aleijadinho”, responsável por inúmeros assaltos a bancos na capital e interior do estado.

 

CARLOS ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR


          No ano de 2013, o abnegado policial civil Carlos Roberto de Carvalho Júnior foi assassinado por dois marginais durante uma tentativa de assalto na cidade de Machado. Apesar de ter a função de escrivão de polícia, "Carlão", como era carinhosamente tratado, era policial operacional, linha de frente e deu sua vida ao reagir ao roubo que vitimaria seu irmão. Apesar do pouco tempo de vida profissional, deixou um grande acervo de ações policiais desenvolvidas com sucesso. Deixou uma família de amigos e companheiros de lida da Delegacia de Machado, que transformaram a tristeza pela perda em homenagem justa, que postamos neste espaço.


ESCRIVÃO DE MACHADO É MORTO EM SUPOSTO ASSALTO-Gazeta Machadense

O escrivão de Polícia Carlos Carvalho (Carlão) foi assassinado na noite desta terca-feira (24), na Rua Beija-Flor, no bairro Centenário. Segundo informações da Polícia Militar, bandidos teriam tentado roubar a caminhonete do irmão dele e o balearam quando ele informou que era da Polícia. Ainda de acordo com dados repassados pela PM, foram disparados três tiros. Um deles atingiu o irmão do policial de raspão, na cabeça, e o policial civil foi atingido fatalmente, mas ainda não se sabe por quantos projéteis. A vítima chegou a ser socorrida ao Pronto Atendimento, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

 CECILDES MOREIRA FARIA

29 DE JANEIRO DE 1969   

    A metralhadora Thompson usada contra os policiais.                          

       O Subinspetor Cecildes Moreira Faria e o Guarda-civil José Antunes Ferreira foram mortos por tiros de metralhadoras durante uma operação na rua Atacarambu, 120, Bairro São Geraldo. Os policiais foram surpreendidos quando estouraram a residência (denominada à época de aparelho subversivo) com sete assaltantes de bancos e renderam quatro que dormiam na copa, quando outros adentraram no cômodo fuzilando-os com rajadas de metralhadoras que atingiram ainda um terceiro policial, o investigador José Reis de Oliveira. Foi um dos velórios mais concorridos da década de 60, pela consternação dos policiais civis, não acostumados com reação de tamanha violência e covardia por parte de criminosos. Centenas de policiais, guarda civis, autoridades dos mais diversos escalões, dezenas de viaturas, veículos oficiais e particulares acompanharam o cortejo. Sucumbiram frente a marginais que se intitulavam reacionários à Ditadura e nesse caso, não observamos os familiares das vítimas, receberem  indenizações milionárias por parte do governo.  
     Cecildes Moreira Faria entrou para a Polícia Civil em 1957 como investigador terceira classe até conseguir a subinspetoria, em março de 1966. Foi um leal escudeiro do Delegado Luiz Soares da Rocha. Tinha em sua pasta funcional diversos elogios, dentre os quais registrava o primeiro, do Delegado Fábio Bandeira de Figueiredo, em 1959 e o último do delegado Paulo Lara, pela prisão de uma quadrilha de ladrões no Bairro Barroca.

O "Aparelho" da Rua Atacarambu, 20, Bairro São Geraldo, após o tiroteio. Fotos cedidas por Antonio Nahas, autor do livro "A Queda", sobre o confronto.

      O ex-secretário Santos Moreira de Segurança e corregedor na época do fatídico acontecimento descrevia o perfil do investigador: "Cecildes? Um policial honesto, que aos sábados, em suas folgas de fim de semana, ia para o Mercado Municipal fazer carretos com uma camionete de aluguel para sustento de sua mulher e oito filhos".

      Dilma Rousseff foi uma das líderes do grupo "Colina", à época, responsável diretamente por diversas ações criminosas.

     O Guarda Civil José Antunes Ferreira também entrou em 1957 como guarda "Pé de Poste" e morreu na condição de Chefe de Grupo da Rádio Patrulha.

Outras informações na Seção Décadas de 60/ 1969. O tiroteio da Rua Atacarambu.  

http://cyberpolicia.com.br/index.php/historia/decadas/166-decada-60    

   

 DÁRIO COSTA

 21/12/81: DT.
                     No sábado, dia 19, um detetive da Furtos e Roubos e um lavrador foram assassinados simultaneamente em Sarzedo. O policial Dário Costa estava em um bar daquela localidade, à Rua São Lucas, 396, com seu irmão José Pedro Neto. Em determinado momento surgiu a cavalo na porta do bar, Marcelo Pinheiro da Silva, um desordeiro do meio rural daquele lugarejo, fazendo anarquia com seu cavalo, jogando o animal em cima das pessoas. O irmão do policial lhe recriminou, quando Marcelo estalou um chicote que estava em sua mão dando uma chibatada em José Pedro que entrou correndo no bar e avisou seu irmão. Dário saiu e identificando-se como policial chamou a atenção do lavrador que o desafiou: “Bati e tá batido, se precisar bato em todo mundo. E você me aguarda que vai ter forra”. Dário Costa era um experiente policial da Furtos e Roubos, muito forte e campeão e faixa preta de judô e caratê, não se intimidando com aquelas ameaças de um rapazola atrevido. Foi seu último erro. Marcelo não demorou a voltar com uma faca na cintura, bem à mostra, descendo do cavalo e lançando desafios ao policial. Dário com um golpe de luta marcial o “desarmou”, no entanto caíra em uma armadilha. Marcelo sacou a outra arma que estava atrás, um facão afiado de cerca de 40 centímetros de comprimento e enfiou na barriga de Dário que instantaneamente perdeu as forças enquanto Marcelo ia desferindo outros golpes. José Pedro correu até o interior do bar e apanhou dentro da bolsa do policial o seu revólver calibre 38, aproximou a arma da cabeça de Marcelo que continuava desferindo golpes contra Dário e disparou o tiro mortal. Em seguida deu mais três tiros e apanhou o facão desferindo mais sete golpes que praticamente esquartejaram o lavrador. Dário foi encaminhado ao hospital, mas já estava morto.

 

   DJANIR TREZZA     

1955.

22/11/55: Fonte Estado de Minas         “Soldado da polícia mata um conhecido investigador”         “Dejanir Trezza tombou varado por três balas na porta da delegacia de Uberlândia”

                          O soldado João Manoel de Aquino, inimigo do investigador Djanir Trezza, esperou o policial civil de tocaia na porta da delegacia de Uberlândia, quando chegava para trabalhar e desferiu tiros de revólver 45 à queima roupa que atingiram a vítima no ouvido, peito e braço. O policial civil não teve tempo de esboçar a menor reação, morrendo na hora. O delegado regional Valter Diniz Camargo acompanhou os trabalhos e o flagrante presidido pelo delegado José Alencar Rogedo.

 DELCY ALVES DA SILVA

1980.

14/1/80: EM                                                                                                      

                   Delcy Alves da silva, 44 anos, detetive da Furtos e Roubos, foi assassinado com sua própria arma na fila do INAMPS da Rua Caetés. O assassino Antônio dos Santos Pereira, um ex-policial militar expulso da corporação por mau comportamento desentendeu-se com o policial por ter entrado na fila após ter saído para lanchar, sem que Delcy visse. Ao questioná-lo, Antônio começou a discutir e empurrou o policial que por ter baixa estatura caiu ao solo. Delcy tentou sacar sua arma identificando-se como policial, mas Antônio foi mais rápido e arrebatou o revólver calibre 38, efetuando dois disparos, deixando o policial morto em meio a uma poça de sangue no passeio da Rua Espírito Santo.

 DILSON LUIZ PAZETTE

 1988.

9/2/88: Fonte Diário da Tarde.  “Procurando ladrão de carros detetive é morto por um PM”.                                                

             Uma fatalidade se acercou do episódio que vitimou o detetive Dilzon Luiz Pazette, da Delegacia Regional de Manhuaçu. O policial estava realizando diligencia na cidade de Itaperuna-RJ, para efetuar prisão de ladrões de veículos e recuperação dos bens roubados. Em sua companhia estava o outro policial civil Gilson Dias de Souza quando desconfiaram de um veículo estacionado. No entanto, ao se aproximarem apareceu o proprietário que era um militar que não gostou da verificação que estavam fazendo em seu carro e mesmo diante da identificação dos dois policiais o soldado PM sacou de sua arma e desferiu quatro tiros de seu revólver 38, matando Dilzon na hora. O PM também ficou gravemente ferido com um tiro no peito.            

 

DOMERCÍLIO STROPPA

1986

        Domercílio Stroppa era um jovem delegado, de 34 anos, recém nomeado para suas funções na região de São João Del Rei. O destino quis que sua carreira fosse breve, de apenas seis meses. Em meados de 1986, ao se defrontar com "Manoel Português", perigoso líder de quadrilha de roubo de cargas e veículos, foi covardemente assassinado. O bandido, apos o brutal assassinato, fugiu para o estado do Rio de Janeiro onde tinha suas ligações criminosas. Na época, o delegado Nilton Ribeiro, com os detetives "Chic Chic" (Capital) e Gilson (Manhuaçu) foram ao encalço do ladrão homicida para efetuar sua prisão. Naquele estado ocorreu um entrevero entre os policiais de Minas com os cariocas que não queriam deixar que Nilton Ribeiro e seus agentes adentrassem no RJ para fazer aquela prisão. Apesar disso, Nilton Ribeiro se impôs como autoridade que era e realizou a diligência. O assassino "Manoel Português" foi localizado no Rio de Janeiro e morto após tentar reagir à prisão. (Foto Jornal Tribuna de Minas-1986).

                                                             

 

   EDGAR FERNANDES DOS SANTOS

 1985.

31/1/85: Fonte Diário da Tarde.  “Detetive fuzilado dentro de um ônibus”.

            O detetive Edgard Fernandes dos Santos, 27 anos, foi covardemente assassinado quando tentou prender assaltantes que se encontravam no interior do ônibus que faz a linha do Bairro Maria Goreth. O policial que trabalhava no 15º Distrito reconheceu dois marginais que estavam no ônibus e tentou sozinho “dar a cana”, quando houve a reação dos bandidos que balearam mortalmente o detetive.

 

   EDSON CALDEIRA

2001.

16/8/01: Fonte Diário da Tarde.     
“Policial morto a tiro: revolta”.

                    O detetive Edson Caldeira Pereira, de 34 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça, quando, na condição de policial, tentava separar uma briga entre os irmãos José Nilton, Jaime e Gilmar. Filho de policial e irmão de outros três detetives, Edson teve sua vida ceifada por ter pautado sua curta carreira pela responsabilidade e comprometimento profissional. O crime ocorreu no Bairro Riachuelo.

 

 EDSON RIBEIRO MENDES. "EDSON BATUTA"

1977.

15/5/77: Fonte Estado de Minas.     “Arma dispara e mata detetive em serviço”.                                                                                                     

              O detetive Edson Ribeiro Mendes, o “Edson Batuta” da METROPOL, estava de serviço à noite, na Lagoinha, onde tentava prender dois assaltantes na companhia do policial Geraldo Magela. Na região em que faziam a diligência, duas mulheres estavam brigando e os dois policiais interferiram e apartaram a confusão. No momento que Geraldo conduzia uma das mulheres para colocar na viatura, houve resistência e a escopeta calibre 12 que conduzia com o cão puxado, bateu na porta da viatura, ocorrendo o disparo que atingiu a veia femoral da perna direita de Edson. Apesar de socorrido o policial perdeu muito sangue e não resistiu.

 

EDUARDO AGOSTINHO MARIANO



Morto no cumprimento do dever legal. Sem outros registros até o momento.

 

ELIEZER TAVARES DA SILVA



Morto no cumprimento do dever legal. Sem outros registros até o momento.

 

 ELISEU MARIANO

  1951.  

27/3/51: Fonte Diário da Tarde     “O Guarda será sepultado hoje”                                                    

        O Guarda civil Eliseu Mariano foi assassinado por tiros de uma Parabellum desferidos por um comunista durante um conflito entre a polícia e adeptos do extinto partido. Do violento confronto houve o saldo da morte do Guarda-civil e ferimentos leves e graves em outras dezenove pessoas, dentre as quais os investigadores Reni Ribeiro Soares, Augusto de Magalhães, Wilson Marques e os Guardas João Jota, Bernardo Pereira de Vasconcelos e João Alberto Carneiro. As últimas palavras do Guarda-civil Eliseu Mariano para o subinspetor Araújo, que o acompanhava no Hospital foram: “Santa Bárbara me ajude”.

 

ELVIS MOREIRA MELO

  1997. 

6/8/97: Fonte Diário da Tarde.     “Enterrado detetive baleado por assaltante”.

                                                  

        O detetive Elvis Moreira Melo, no dia 30 de julho de 1997 estava com outros colegas da Delegacia de Furto de veículos no Bairro Gameleira quando reconheceu Ednaldo Ferreira de Araújo, marginal especialista em roubo de carros. Ao perceber a presença dos policiais, o bandido fugiu a pé pelas ruas daquele bairro com os policiais civis em seu encalço. Elvis foi o primeiro a conseguir alcançar o ladrão que sacou de uma pistola 380 e atirou contra o detetive, que mesmo baleado mortalmente conseguiu ainda revidar e matar Ednaldo

 

EVANDO SEBASTIÃO DE MATOS

Morto no cumprimento do dever legal. Sem outros registros até o momento.

 

FRANCISCO RODRIGUES MEIRA

 Morto no cumprimento do dever legal. Sem outros registros até o momento.

 

FRANCISCO DA SILVA ARAÚJO 

Morto no cumprimento do dever legal. Sem outros registros até o momento.

 

GENTIL GONÇALVES

 1975.

23/6/75: Fonte Diário da Tarde.

    “É o quarto da família a ser assassinado”.                                                                                                                      

         O detetive Gentil Gonçalves foi assassinado por dois homens quando se encontrava em um bar nas proximidades de sua residência. Os assassinos foram logo identificados como Antônio de Araújo Silva e seu irmão Pedro de Araújo e Silva. O policial era irmão do famoso pistoleiro Wantuil Gonçalves, responsável pela morte de Gentil Simões Caldeira, prefeito de Mutum. Os pais do policial choram também a morte de outros três irmãos, chacinados no Espírito Santo, na denominada “Chacina de São José”.

 

GERSON LIMA

1983.

20/5/83:
                                                                       

            O detetive Gerson Lima, lotado na Delegacia Regional de Ponte Nova foi assassinado por dois assaltantes quando conduzia os marginais em seu táxi, usado para reforço de seu salário nos horários de folga. Os bandidos tentaram roubar o policial que reagiu e perdeu sua vida após ser baleado.

 

GILBERTO PEGADO CORTÊS

1999. 

11/1/99: Fonte Diário da Tarde.
    “Morre detetive baleado por traficante em Contagem”.

          O detetive Gilberto Pegado Cortês morreu em razão de tiros desferidos pelo traficante Ronaldo Venâncio da Silva, conhecido como “Tica”, do Bairro Parque São João, que feriu ainda outro policial civil, Ronaldo Rodrigues. Os detetives receberam uma informação de que o traficante estava na boate Lilás, em contagem, com uma mulher. Apesar dos policiais tentarem surpreender o bandido, entrando pelos fundos, foram recebidos a tiros e a ação policial teve um desfecho trágico.

 

IVAN GONÇALVES DOS SANTOS

           No princípio da década de 80, o detetive Ivan Gonçalves, da Delegacia de Furtos e Roubos, o KILO, dirigia a viatura oficial Fiat 147, quando colidiu frontalmente com um ônibus da Cometa, tendo morte instantânea. Ivan era um policial de compleição avantajada, com seus quase dois metros de altura, amedrontava pelo porte, no entanto, dócil e companheiro com seus pares. Sem outros registros no momento.

 

 

JOÃO DE DEUS CASTRO

1946.

22/6/1946: Fonte Estado de Minas      “Guarda civil apunhalado por um demente”       “O louco criminoso agitou uma pensão da Rua da Bahia”.                                     

                    Trata-se da primeira matéria jornalística da crônica policial mineira que retrata agressão sofrida por um policial em serviço. Um louco do estado da Bahia hospedou-se em uma pensão na rua do mesmo nome e durante a noite ficou enfurecido, quebrando tudo que via a sua frente. A guarnição da Guarda-civil, chefiada por João Lourival Fourreaux foi ao local com cinco integrantes quando o louco partiu para cima dos policiais com um punhal, acertando o Guarda João de Deus Castro no pulmão. O doido sofreu fratura craniana durante a resistência à prisão.

 

JOÃO TÓTARO NETO

             Inspetor de policia executado em bar"- Jornal Estado de Minas

                                                                     

 

            João Tótaro Neto, de 49 anos, inspetor da Polícia Civil da delegacia de furto de Veículos da Seccional de Contagem foi morto por marginais quando se encontrava com amigos no bar Funil de Minas, Bairro Amazonas, durante uma tentativa de assalto. Segundo apurou-se, dois marginais entraram no bar e anunciaram o roubo, enquanto outros dois vigiavam pelo lado de fora. O policial pediu calma aos bandidos, mas foi reconhecido e levou um balaço no peito, caindo sem vida. Os clientes e amigos do policial reagiram com os criminosos e na confusão um dos bandidos efetuou um disparo que atingiu a cabeça de seu comparsa. No incidente outras pessoas também foram baleadas.

 

  JOSÉ AMERICANO

1970.    

31/12/70: Fonte Diário da Tarde.     “Política matou o delegado de Salinas”.     1971: Fonte Diário da Tarde     “O que a polícia apurou no crime de Salinas: maldade”

 

               O delegado José Americano Mendes foi covardemente assassinado em 29/12/70 por Osias de Almeida e seu filho Evaristo Augusto de Almeida Neto. O assassinato ocorreu em uma rua escura da cidade quando os dois homens, emboscados atrás de árvores fuzilaram o delegado com vários tiros pelo corpo. O crime foi atribuído a uma questão política entre os deputados Geraldo Santana e Sylo Costa, que causou a demissão dos dois assassinos. O delegado José Resende, chefe do Departamento de Investigações determinou ao policial Prata Neto, da Delegacia de Segurança Pessoal que fizesse a diligencia em Salinas com o escrivão Altair Siqueira e os investigadores Adão, Belchior e Travassos. O inquérito que apurou o assassinato do delegado de carreira foi concluído pelo delegado Ediraldo Brandão, que em seu relatório descartou a conotação política, usada como defesa. Na realidade, Osias já era responsável por outros crimes e arquitetaram a morte do delegado por ter advertido Evaristo quando surpreendido, junto com amigos, sujando veículos com fezes.

 

 JOSÉ ANTUNES FERREIRA

1969.

29 DE JANEIRO DE 1969   

                    No dia 29 de janeiro de 1969, o Guarda civil José Antunes Ferreira acompanhava a equipe do Subinspetor Cecildes Moreira Faria para estourar um possível “aparelho” subversivo localizado na Rua Atacarambu, 120, no B. São Geraldo, região leste da Capital. Ao chegarem cercaram rapidamente a casa quando José Antunes e Cecildes estouraram a porta dos fundos.  Os policiais surpreenderam quatro bandidos que dormiam na sala, mas não perceberam a presença de outros três que se encontravam no quarto ao lado. Os policiais foram mortos por rajadas de metralhadoras Thompson que ainda atingiram o terceiro policial, o investigador José Reis de Oliveira.

 

  JOSÉ APARECIDO BENTO

1983.

   7/9/83: EM.    “Policial morto em briga de fregueses”.

              O detetive José Aparecido Bento estava em Ouro Branco no dia 4 de setembro do corrente, pela manhã, quando prendeu um foragido da justiça de Conselheiro Lafaiete. Para prosseguir em suas diligencias era necessário localizar uma testemunha de um crime praticado por aquele preso na mesma cidade. À noite o policial tomou conhecimento que a testemunha procurada estava em uma boate na cidade de Ouro Branco e para lá se dirigiu. Tão logo chegou ao local o policial se deparou com uma briga entre fregueses da casa noturna e tentou separar, usando sua condição de policial. A briga que não era sua acabou se voltando contra o detetive que levou várias facadas de Miguel Joaquim Brás e Alípio de Oliveira que participavam da confusão. O delegado Rui Eustáquio Alves Resende chegou a prender os criminosos, mas como não era flagrante eles foram ouvidos e liberados.

  

JOSÉ DONIZETE ROMÃO

1997. 

10/5/97: Fonte Diário da Tarde.

 “Detetive assassinado”.  

                  O detetive José Donizete Romão foi assassinado na manhã de ontem, no interior do ônibus urbano, logo depois de sair de casa para trabalhar na Delegacia Regional de Divinópolis. O policial reconheceu o bandido Aloísio Salvino Viana, homicida procurado em toda a região e lhe deu voz de prisão. O marginal resistiu e se atracou com José Donizete, para em seguida se desvencilhar e atirar nas costas do detetive. Houve perseguição ao bandido que foi preso após troca de tiros com os policiais, quando saiu ferido.

 

JOSÉ GERALDO DE ARAÚJO, O "FAZENDEIRO".

1977.

Dia 1/8/77: Fonte Diário da Tarde.     “Detetive e amigos caem fuzilados dentro de um acampamento cigano”.

                                                

             O detetive José Geraldo de Araújo, o “Fazendeiro”, estava na companhia de “Baiano da Mutuca” e José Gonçalves de Almeida na data de ontem, quando tentavam apurar um furto de cavalos na região de Santa Luzia, dos quais os dois eram vítimas. Durante a sua investigação o policial tomou conhecimento que alguns ciganos estariam acampados nas imediações de Taquaraçu e animais com as mesmas características teriam sido vistos com os nômades. Os três chegaram ao local das barracas, às margens de um rio e quando o policial perguntou quem era o líder, alguns homens saíram de dentro de uma tenda com armas nas mãos e sem dar tempo de qualquer reação por parte do policial, começaram a fuzilaria. José Gonçalves conseguiu fugir correndo por cerca de cinco quilômetros no meio do mato enquanto “Fazendeiro e Baiano” morriam com cinco e três tiros respectivamente. Policiais da Furtos e Roubos, METROPOL, homicídios e Polícia Militar se empenharam na caçada aos primos João do Amaral Soares e Valdeci Soares, identificados como os principais autores do massacre.

 

JOSÉ GERALDO DA SILVA

 

 Polícia busca suspeito de matar policial civil em Betim- Jornal Estado de Minas

Assassinato em sítio mobiliza colegas da vítima, que fazem buscas na região para tentar encontrar criminoso

 postado em 25/02/2013 06:00 / atualizado em 25/02/2013 07:08/Guilherme Paranaiba

A Polícia Civil de Betim, na Grande BH, está à procura de um homem suspeito de assassinar com dois tiros o policial civil José Geraldo da Silva, de 59 anos, que estava prestes a se aposentar. O crime ocorreu na madrugada de ontem na zona rural de Citrolândia, distrito de Betim, às margens da BR-381. Segundo a Polícia Militar, José Geraldo passava o fim de semana no sítio de um amigo, na companhia de Edna Helena Ribeiro, de 21, quando foi a um bar com a garota na região da Vila Cruzeiro, bem próximo da propriedade onde eles estavam. 

Na versão contada aos militares, Edna disse que o casal morava junto há cerca de um mês e que os dois conheceram um rapaz nesse bar, na noite de sábado. Os três começaram a beber juntos e depois foram para o sítio onde o policial estava, para continuarem a tomar cerveja. A mulher disse ainda que durante a madrugada ela foi ao banheiro e quando saiu viu que José Geraldo havia sido baleado.

Em seguida, de acordo com o depoimento da mulher, o homem a estuprou, ela desmaiou e ficou desacordada até a chegada da polícia. Os militares foram chamados pelo dono da casa, que era amigo da vítima. A jovem foi levada ao Hospital Regional de Betim, onde foi medicada com um coquetel contra doenças sexualmente transmissíveis, e depois seguiu para a Delegacia de Homicídios de Betim, para ser ouvida pelo delegado de plantão. 

A polícia trabalha com a possibilidade de José Geraldo ter sido morto com a própria arma, que não foi encontrada no local. Ele era lotado na inspetoria geral da Polícia Civil e trabalhava na Cidade Administrativa, no Bairro Serra Verde, Região de Venda Nova, em BH. Segundo fontes da corporação, o policial já havia entrado com os papéis para sua aposentadoria e nem estava mais trabalhando regularmente. 

Ao longo do dia, policiais estiveram no Citrolândia atrás do responsável pela morte do colega de profissão. Com uma foto do acusado nas mãos, eles foram até a casa de um tio do suspeito, que afirmou que o sobrinho morava há 60 dias na Vila Cruzeiro, desde que deixou a prisão.

 

  JOSÉ MARCELO DE SOUZA

1980.

24/1/80: DT “Corpos dos policiais ainda dentro do rio”.

                                                

                O detetive José Marcelo de Souza e o perito criminal retornavam de Papagaios na noite de 22 do corrente, quando um caminhão que trafegava na “banguela” bateu violentamente contra a Rural Willys que conduziam, arrastando o veículo por mais de cinquenta metros até arremessá-lo nas águas cheias do rio Piracicaba, na ponte do Bom Pastor. Devido às enchentes os corpos foram localizados dias após o acidente. Foram vítimas da grande enchente de 1979/80.

 

 JOSÉ MARCOLINO

 1964.

3/10/64: Fonte Estado de Minas “Descoberto o assassino do delegado de Alvarenga”

               Anersino Alves de Oliveira teve um desentendimento com Jaci Alves e o delegado José Marcolino, na cidade de Alvarenga, no ano de 1959. No mesmo ano assassinou com tiro de garrucha 380 seu desafeto Jaci Alves e fugiu para o Paraná onde permaneceu durante cinco anos destilando seu ódio pelo delegado que ficara vivo. Retornou em 1 de setembro de 1964 e matou de tocaia, com uma arma calibre 44, o delegado José Marcolino, satisfazendo seu desejo de vingança.

 

 JOSÉ VIEIRA

1961.

17/6/61: Fonte Estado de Minas e diário da Tarde.      “Investigador morto pelos disparos de um comerciante”   “Polícia mobilizada para caçar o assassino do investigador”.

                    O comerciante João Severiano Soares, vulgo “Zé Carioca”, dono do bar na R. Rio Manso esquina de Pedro Lessa, matou o investigador José Vieira da Silva Sobrinho na porta de seu estabelecimento. A razão do crime foram as advertências do policial quanto à presença de menores e carteado no bar. O diretor do Departamento de Investigações, Delegado Darwin Leão Teixeira compareceu ao local acompanhado do delegado de plantão Lauro Costa e os policiais civis Eliseu Parreira e Antonio Maciel.

 

JOSEFINO AMÂNCIO

1955.

22/11/55: Fonte Diário da Tarde.     “Filho de um capitão da Polícia Militar, o jovem que matou a tiro o Guarda civil”.
Josefino Amâncio

            O crime ocorreu nas proximidades do número 3028 da Rua Jacui, Vila Ipiranga. O Guarda Josefino Amâncio Mendes “pediu licença”, como era praxe naquela corporação, para dar busca nos indivíduos Leo Machado e Lerindo que estavam embriagados e procurando confusão. Leo Machado aproveitou enquanto o policial revistava seu amigo e sacou sua pistola Mauser assassinando covardemente o Guarda.  

 

 JÚLIO CÉZAR MESSIAS DOS REIS

1988

10/12/88: Fonte Estado de Minas. “Helicóptero da polícia carioca cai e mata detetive mineiro”.

 

                       Policiais do GAS (Grupo Anti-sequestro) foram para o Rio de Janeiro tentar localizar os sequestradores de Paula Pelúcio Pompeu, de sete anos, sequestrada em Baependi, Sul de Minas. Durante uma operação com o helicóptero PP-EIP, o Águia IV, na região de Paulo de Frontin, o piloto realizou uma manobra perigosa e perdeu o controle da aeronave, batendo em uma rede elétrica para em seguida cair. Na aeronave estava o policial mineiro Júlio César Messias dos Reis, 33 anos, que morreu junto com o piloto André Tavares e o médico Celso Carreira, que servia de guia. Outros dois policiais de Minas, Miguel Bechara júnior e Ubiraci Romão Lourenço sofreram lesões leves.

 

JURANDIR JEFFERSON FREIRE

  26/6/00: Fonte diário da Tarde.    

“Polícia não encontra matadores do detetive, que morreu como herói”.           

     O desvio de função de policiais civis, que cuidam da custódia de presos, sem a estrutura mínima de segurança de trabalho resultou em mais uma morte. Desta feita a vítima do sistema prisional caótico, a cargo da Polícia Civil, foi o detetive Jurandir Jefferson Freire, de 37 anos, que estava de plantão no 1º Distrito Policial de contagem, sozinho, na segurança de dezenas de presos de alta periculosidade. Durante a madrugada do sábado, 24 de junho, marginais liderados por um bandido conhecido como “Lourinho”, tentaram resgatar vários presos daquela unidade e encontraram a resistência heroica do policial civil, atento ao seu trabalho. Jurandir percebeu que os bandidos pularam o muro da delegacia e se entrincheirou em uma dependência do plantão de onde revidou os tiros disparados pela quadrilha, chegando a atingir um deles. No entanto a sorte do policial estava selada e um dos tiros transfixou a porta que usava como escudo e atingiu sua garganta, causando-lhe a morte. Policiais civis e militares empreenderam uma caçada ininterrupta contra os bandidos, resultando na morte de “Lourinho”, com vários tiros pelo corpo, quando reagiu à prisão, no Bairro Nova Pampulha.

 

 LAHYRE PAULINELLI MAGALHÃES


2005      

                           O detetive Lahyre Paulinelli Magalhães, lotado na Delegacia Regional de Ipatinga,  foi covardemente assassinado em uma emboscada na sua própria residencia, na localidade de  Cachoeira Escura/MG. O detetive Lhayre, de 32 anos, foi executado na noite de 6 de junho de 2005, em sua casa, na rua São Paulo, no bairro Novo Oriente, cidade de Belo Oriente, próximo a Ipatinga. Ele havia detido, horas antes, por furto de porcos, Juliano Batista Ferreira, 25 anos. Em liberdade, o ladrão resolveu se vingar do detetive. Dois criminosos chegaram em sua casa e um lhe chamou para atender uma falsa ocorrência enquanto o outro permanecia escondido, à espreita. Ao abrir a porta o policial foi surpreendido pelos disparos que lhe alvejaram mortalmente.  Segundo o relatório do Inquérito Policial que apurou o crime: "Antes de perder os sentidos, o detetive reuniu forças e conseguiu empurrar o sofá contra a porta, numa forma de preservar a segurança de sua família, que estava no interior do imóvel. Lhayre foi executado com quatro disparos."           

       Após o crime, Juliano fugiu da região e os seus familiares passaram a sofrer perseguição e violência. O irmão de Juliano, o estudante Paulo Felipe Cândido Alves Ferreira, de 16, foi baleado nas costas com dois tiros de escopeta calibre 12, na rua 1º de Março, no centro de Belo Oriente. Segundo a vítima, homens não identificados dispararam os tiros. O adolescente foi encaminhado ao Hospital Márcio Cunha e escapou com vida. Em represália pelo assassinato brutal do policial, a casa do assassino foi invadida e  sua família foi trucidada, na chamada "Chacina de Belo Oriente". A reportagem abaixo, do Jornal Popular, descreve os fatos que envolveram a morte prematura e covarde deste policial, bem como, seus desdobramentos. Em dezembro de 2005, policiais civis recapturaram em Cacoal, cidade de Rondônia, Juliano Batista que foi trazido para o Vale do Aço e está recolhido numa penitenciária de segurança máxima, em Belo Horizonte, condenado há 14 anos prisão. A foto abaixo é do criminoso Juliano Batista Ferreira e da casa de sua família, onde ocorreu a chacina.

                                                                         

     "BELO ORIENTE - Completam-se hoje, dia 14, quatro anos das mortes de três pessoas de uma mesma família, execuções que ficaram conhecidas em todo Estado como a "Chacina de Belo Oriente". Paulo Felipe de Oliveira Ferreira, 17, Terezinha Batista Cândido, 48 e Heraldo Círio, 26, irmão, mãe e cunhado de Juliano Batista Ferreira, 30, de acordo com a Polícia Civil de Belo Horizonte, foram alvos de um grupo de extermínio, formado por policiais. O delegado Fausto Ferraz, da Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte, reafirmou na tarde de ontem (13) que apesar de ninguém ter sido responsabilizado pelo crime até o momento, não há dúvidas de que a família de Juliano foi dizimada em retaliação à execução do detetive Lhayre Paulinelli, ocorrida no dia 06 de junho de 2005. Fausto Ferraz antecipou que sua equipe irá retornar ao Vale do Aço no próximo mês, na tentativa de concluir as investigações. "Temos muita coisa ainda a ser apurada. Mas os trabalhos não estão na estaca zero. Todas as denúncias estão sendo checadas. Quando se tem policiais suspeitos em um crime, as coisas se tornam mais complexas. O grupo de extermínio que agiu não é composto por amadores. Tenham a certeza de que esse caso, assim como outros no Vale do Aço, mais cedo ou tarde serão esclarecidos", se comprometeu o delegado. Juliano Ferreira, após executar o detetive Lhayre, fugiu para casa de parentes em Cacoal da Serra, que fica em Rondônia. Preso em dezembro de 2005, Juliano foi a júri popular no dia 31 de março de 2008, sendo condenado a 14 anos de prisão. A mesma pena foi imposta a Carlos Antônio Brito de Araújo, 27, amigo de Juliano, como coautor. Consta do processo que no dia 06 de junho de 2005, Carlos foi quem teria atraído o policial para a morte. Juliano - que portava um revólver - havia lhe pedido para que chamasse a vítima, pois se o fizesse o detetive reconheceria sua voz. Na janela do lado esquerdo da residência, Juliano aguardou Lhayre abrir a porta e, sem chances para que se defendesse, efetuou um disparo, apertando o gatilho da arma em direção à vítima outras três vezes. Antes de perder os sentidos, o detetive reuniu forças e conseguiu empurrar o sofá contra a porta, numa forma de preservar a segurança de sua família, que estava no interior do imóvel. Lhayre foi executado com quatro disparos.

HISTÓRICO DE VINGANÇA

Para a equipe de policiais de Belo Horizonte que investigam a chacina, investir contra a família de Juliano era a única forma de atingi-lo, uma vez que se encontrava foragido. No dia 05 de julho de 2005, Paulo Felipe de Oliveira Ferreira, 17, irmão de Juliano, sofreu uma tentativa de homicídio na proximidades de sua casa. O carona de um veículo Gol, modelo antigo, de cor escura, sacou uma espingarda calibre 12 e atirou contra as costas do menor, que se recuperou do atentado no Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga. Em 09 de junho do mesmo ano, após uma revista ao interior da casa de Juliano, realizada por policiais, o lavrador Onofre Cândido Alves Ferreira, 58, sua esposa Terezinha Batista Cândido, 40, e a filha Ana Cláudia Cândido Alves Ferreira, pai, mãe e irmã de Juliano, respectivamente, deram entrada no hospital municipal de Belo Oriente com quadro grave de intoxicação. "Chumbinho", veneno usado para matar ratos, foi empregado contra a família. Dia 03 de janeiro de 2006, dois homens em uma moto Honda, modelo Strada, com a placa coberta, descarregaram suas armas contra o auxiliar de serviços Jardel Cândido Alves Ferreira, 25, irmão de Juliano. (Rodrigo Neto). Mortes foram para atingir assassino de policial.  
     
Os delegados Fausto Ferraz e Wagner Pinto, da Homicídios de Belo Horizonte, em entrevistas concedidas à imprensa do Vale do Aço, sempre enfatizaram que as mortes dos familiares de Juliano estavam diretamente relacionadas à execução do detetive Layre. O que, a exemplo da autoria, permanece sem explicação, é o fato de, apesar da prisão de Juliano em Rondônia, ocorrida em dezembro de 2005, as mortes não terem cessado. Dia 03 de janeiro de 2006, dois homens em uma moto Honda, modelo Strada, com a placa coberta, descarregaram suas armas contra o auxiliar de serviços Jardel Cândido Alves Ferreira, 25, irmão de Juliano. Onze dias após, um grupo de extermínio matou outros três parentes de Juliano. Cinco homens fortemente armados cercaram e invadiram a casa de número 265, da Rua Nossa Senhora do Carmo, bairro Santa Terezinha, em Belo Oriente. No imóvel com apenas dois quartos, o grupo de extermínio, utilizando armas semi-automáticas e de calibre 12, atirou contra Terezinha Caetano Batista, 48, mãe do montador de andaimes, sua neta Lorraine Cândido Ferreira, 5, seus filhos Paulo Felipe de Oliveira Ferreira, 17, Ana Cláudia Cândido Ferreira, 18, grávida de oito meses e seu companheiro, Heraldo Círio, 26. Apenas Lorraine e Ana Cláudia sobreviveram à chacina. Ana entrou no programa de proteção a testemunhas. Seu paradeiro é mantido em segredo. Hoje a casa onde ocorreu a chacina é a moradia do pastor Sandro de Souza Pires, junto com a esposa e sete filhos." Na foto acima, a casa onde ocorreu a "Chacina de Belo Oriente" e o assassino do policial.

 

 LUCIANO BASÍLIO VARGAS

1988.

30/3/88: Fonte Estado de Minas. “Polícia caça matador de detetive: Zona da Mata”.                                               

                       O delegado Helvécio José de Araújo, de Rio Espera, acompanhado de outros três policiais civis foram até a casa de Lázaro Divino Viveiro Moreira para intimá-lo sobre um caso banal de briga entre vizinhos. Quando o detetive Luciano Basílio Vargas, 30 anos, bateu à porta do barraco, recebeu o impacto do tiro de escopeta que lhe atingiu a cabeça, caindo ao solo morto. O criminoso conseguiu fugir diante de policiais atônitos e perplexos com a reação inesperada.

 

LÚCIO IVAN SALES DE MENESES, EDUARDO COSTA PINTO E MILTON JOSÉ PAIVA

  16/1/03: Fonte Estado de Minas.

                                                                             “Colisão mata dois policiais do DEOEsp”.

             O delegado Lúcio Ivan Sales de Meneses, Eduardo Costa Pinto de Souza e o detetive Milton José Paiva morreram no choque frontal com uma carreta quando trafegavam na BR-262, próximo de Araxá. Eles retornavam de uma diligencia em Patrocínio no veículo Siena que derrapou e foi para a contramão, onde ocorreu a colisão. Ficou ainda ferido o detetive Edy José de Souza.

 

LÚCIO NOGUEIRA FERREIRA

2004

              Lúcio Ferreira foi um policial diferenciado, pelo seu jeito cortês e cordial no trato com seus colegas e cidadãos que o procuravam. Um policial gentleman. Era o delegado regional de Divinópolis, cidade que o admirava por sua administração competente e cidadã. Teve sua vida covardemente ceifada durante um assalto ocorrido no dia 4 de setembro de 2004. O delegado estava com seus familiares em sua fazenda, no Distrito de Ribeirão Preto, na zona rural da cidade de Florestal-MG, quando marginais fortemente armados adentraram na propriedade. As pessoas foram rendidas na varanda da entrada e Lúcio Ferreira, que se encontrava no interior da casa, ao ouvir os gritos dos criminosos e perceber o assalto, armou-se com uma escopeta e uma pistola para tentar proteger sua família. Um dos bandidos não lhe deu chance de reação e o matou friamente com dois tiros em um corredor da sede da fazenda. Lício morreu ao lado de sua mãe, esposa e irmãos que ali se encontravam. Os marginais fugiram e a partir daquela data iniciou-se uma das maiores caçadas a criminosos, já vista, a partir da identificação do líder do bando: Lício Elialdo Mendonça de Amorim. O marginal, responsável por outras mortes e roubos, que incluíam cargas e bancos, ao perceber que seria ferozmente caçado, foragiu-se de Minas Gerais para escapar das garras da justiça e polícia mineira.         

 

           A reportagem abaixo descreve os fatos, a prisão e perfil violento de Lício Elialdo. 20/03/2006: Preso em Goiás

Assassino do delegado Lúcio Nogueira é preso no estado de Goiás

              Um dos maiores ladrões de carga do país, o mineiro de Carangola Lício Elialdo Mendonça de Amorim, de 31 anos, foi preso pela Polícia Civil de Nerópolis, Goiás. Acusado também de assassinatos, assaltos a bancos e outros crimes, ele foi preso durante uma operação na madrugada da última quinta-feira. Considerado um dos bandidos mais procurados de Minas Gerais, com mais de 20 mandados de prisão, estava vivendo com nova família e usando nome falso. Lício, que deve ser transferido para Belo Horizonte, está envolvido no assassinato do delegado regional de Divinópolis, Lúcio Nogueira Ferreira de Melo, morto com três tiros na fazenda da família, na comunidade de Ribeirão do Ouro, município de Florestal, no dia 4 de setembro de 2004. O crime, segundo a polícia, teria ocorrido logo depois de tentativa de assalto. A conclusão foi resultado da investigação que envolveu as delegacias regionais de Divinópolis, Pará de Minas, a 4ª Delegacia de Homicídios, em Belo Horizonte, e o Departamento Estadual de Operações Especiais, Deoesp. Lício também é suspeito de participação na morte do juiz carioca João Batista.        

               O criminoso tem passagens por delegacias de vários municípios do estado, a maioria por roubo de cargas e assaltos a bancos e é foragido da Casa de Detenção Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Em Pará de Minas e Divinópolis, ele também foi identificado por outros assaltos a propriedades rurais e já acumula 50 anos em condenações por seus crimes. Além desse crime, ele é acusado por crimes em Orizânia, São João do Manhuaçu e Divino. É ainda suspeito de envolvimento no assassinato do detetive Gervason, ocorrido há cerca de dez anos em São João do Manhuaçu. Ele viveu três anos foragido em Goiás. Tinha residência fixa em Nerópolis e trabalhava como vendedor de carros em Anápolis. A polícia descobriu que, durante este tempo, o acusado estava usando o nome falso de Edmilson Martins de Paula Silva. Tinha toda a documentação tirada no estado, incluindo carteira de habilitação, identidade, talão de cheques, cartão de crédito, telefone celular e até certidão de batismo na Igreja Católica.       
               Apesar de todos os crimes de que é acusado, Lício Elialdo estava levando uma vida tranqüila. Chegou a se casar no civil e se separar, tudo com documentos falsos. Atualmente, morava com uma jovem em uma casa confortável. Segundo a Polícia Civil, nenhuma das duas mulheres sabia de seu passado. As duas prestaram depoimentos e foram liberadas. O acusado também andava de carro novo e fazia compras volumosas no cartão de crédito. Com uma vida acima de qualquer suspeita, Lício foi descoberto na cidade quando começou a ser investigado pela Delegacia Goiana de Repressão a Roubos de Cargas, pela participação em roubo de carregamentos de cigarros na região de Uruana, Taquaral e Itaguari.           

              Chegou a ser preso com o nome falso de Edmilson, por suspeita de envolvimento em quatro assaltos, mas foi liberado. A Polícia Civil de Goiás investiga a participação de Lício em uma quadrilha de ladrões de cargas que age em todo o estado. Segundo integrantes da polícia, ocorre um assalto deste tipo por semana em Goiás. Lício Elialdo deve responder a pelo menos por um processo na Comarca de Pitangui. Em 2003 policiais rodoviários de Pará de Minas faziam blitz na estrada de acesso a Conceição do Pará quando uma camionete não obedeceu ao sinal de parada e fugiu em alta velocidade. Os policiais foram atrás do veículo, que entrou em uma estrada vicinal de acesso á chácaras. Lício Elialdo e mais dois homens pararam a camionete numa curva e aguardaram a aproximação dos dois policiais. Assim que o cabo Vandeir e soldado Neliton apareceram, foram recebidos a tiros. Foram vários tiros na direção dos policiais de Pará de Minas. A viatura da Polícia Rodoviária Estadual ficou bastante danificada e os militares também foram atingidos. Felizmente o cabo Vandeir e o soldado Neliton conseguiram revidar as agressões e fugiram, caso contrário, seriam mortos. Eles ficaram afastados do serviço tratando dos ferimentos por vários meses. A prisão de Lício Elialdo era uma questão de honra para a polícia mineira.

 

MARCELO DE JESUS FERREIRA

 

         

           O detetive Marcelo de Jesus Ferreira da Delegacia de Furtos e Roubos foi executado no bairro São Benedito, em Santa Luzia com mais de 10 tiros à queima roupa quando se encontrava em um bar, por volta das 19:00 horas. Outras três pessoas que se encontravam no local também foram baleadas. Os assassinos chegaram em um Pálio vermelho e uma moto cinza e já desceram atirando contra o policial e as pessoas que estavam em sua companhia. Segundo consta, a morte foi provocada por familiares de dois menores, Wender Rodrigues Lima e Josimar Fernandes Soares, ambos de 15 anos, mortos dias antes. A suspeita sobre a morte dos menores recaiu sobre policiais militares e Marcelo foi trucidado pela infelicidade de ser policial.  

 

  "Detetive é morto com mais de 10 tiros"- Jornal Diário da Tarde         

 "Detetive e morto com mais de 10 tiros"- Jornal Diário da Tarde  O detetive Marcelo de Jesus Ferreira da Delegacia de Furtos e Roubos foi executado no bairro São Benedito, em Santa Luzia com mais de 10 tiros à queima roupa quando se encontrava em um bar, por volta das 19:00 horas. Outras três pessoas que se encontravam no local também foram baleadas. Os assassinos chegaram em um Pálio vermelho e uma moto cinza e já desceram atirando contra o policial e as pessoas que estavam em sua companhia. Segundo consta, a morte foi provocada por familiares de dois menores, Wender Rodrigues Lima e Josimar Fernandes Soares, ambos de 15 anos, mortos dias antes.  A suspeita sobre a morte dos menores recaiu sobre policiais militares e Marcelo foi trucidado pela infelicidade de ser policial.          

      

MARCO ANTONIO DA PAIXÃO

2003.

14/11/03: Fonte Diário da Tarde.

“DETETIVE MORTO AO TENTAR PRENDER TRIO”.                                                                     

         O detetive Marco Antonio da Paixão, de 44 anos morreu em razão de ferimentos à balas, recebidas de assaltantes, que lhe atingiram a cabeça e o tórax, na cidade de Pouso Alegre. O policial tentou prender três assaltantes que haviam acabado de roubar uma casa lotérica no centro daquela cidade e fugiam com o produto do crime. Mais de 100 policiais civis e militares se envolveram na caçada aos criminosos que culminou com a identificação e prisão dos marginais, dentre eles, dois menores. Segundo o delegado Altair mota Machado, chefe do policial assassinado, ele acabara de sair de seu plantão na delegacia e se dirigia para sua residência, quando, no caminho, deparou com três marginais que corriam armados após um roubo. O detetive, no intuito de cumprir sua obrigação profissional tentou parar e sair de seu carro para prender os bandidos, mas não teve tempo, sendo baleado e morto. Em seguida os marginais lhe roubaram as duas armas que portava.

 

MARCO AURÉLIO PEREIRA, "MARCÃO".

Marco Aurélio Pereira, o “Marcão", foi um policial que se destacou em seu curto tempo de atividade policial como um profissional "linha de frente", operacional. Em 18 de janeiro de 1994, o detetive "Marcão" foi covardemente assassinado no Bairro Aparecida, após uma discussão de trânsito. Os assassinos eram dois arrogantes empresários, proprietários da empresa Ardogran, de Belo Horizonte. Foi grande a repercussão por sua morte. "Marcão" era um policial estimado pelos seus colegas, sendo enterrado em meio ao clima de revolta de seus companheiros, ao tomarem conhecimento que os criminosos o mataram depois de se identificar como policial.

 

MARCOS ALVES DA SILVA

1984.

28/11/84: Fonte Estado de Minas “Eliminaram um carcereiro”.

                Durante uma diligencia de quatro policiais de Pouso Alegre para prisão dos irmãos Francisco Borges de Lima, Antonio Borges de Lima e Roberto Veiga de Lima, marginais por demais conhecidos naquela região, o carcereiro Marcos Alves da Silva foi assassinado quando os policiais os receberam a tiros. O delegado responsável, Marcos Perez de Carvalho esclareceu que o assassinato ocorreu quando os bandidos estavam cercados e reagiram à prisão.

 

MARÍLIA DA COSTA SILVA, "LILI CARABINA".

 

1993.

1993. A Morte de “Lili Carabina”

     Marília da Costa Silva, ganhou o apelido de “Lili Carabina”, de seus companheiros da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, a “Furtos e Roubos” da Rua Uberaba. Talvez, por ser uma das poucas mulheres daquela unidade, que tinha características de policial operacional, vez que, não se confiava muito no perfil feminino para o tipo de enfrentamento daquela especializada. Marília era diferente, arrojada, corajosa, topetuda e acima de tudo policial sem diferença entre seus colegas. Um dos bons trabalhos que participou, foi na prisão de assaltantes de banco no Rio de Janeiro, onde entrou na casa de alguns dos bandidos procurados, na cidade de Cabo Frio, lanchou com eles, ao argumento de que estava procurando uma casa para alugar. Fez o levantamento visual das entradas da casa, número de bandidos e acessibilidade para a invasão. Insinuante, despediu-se dos marginais, prometendo voltar assim que conseguisse alugar o imóvel. Retornou realmente, mas junto com seus companheiros policiais que aguardavam o resultado de sua diligencia na Delegacia de Cabo Frio, para concretizar a prisão dos bandidos.

As fotos abaixo são de "Lili", em uma viatura da Furtos e Roubos.

 

 

     No entanto teve um final de vida trágico, com sua morte prematura provocada pelas balas assassinas de uma arma que não estava na mão de bandidos, mas de um policial militar, até então um companheiro de lida. Razões banais levaram ao crime, cujas circunstancias serão ignoradas, por conflito nas versões apresentadas. Registraremos alguns aspectos da visão da imprensa, que acompanhou o episódio logo após o crime.

“O chefe do Departamento de Investigações, delegado Nilton Ribeiro, salientou que a polícia está na rua para matar ou morrer, mas que o militar era totalmente despreparado. Uma simples briga de vizinhos terminou em morte, imagine se fosse um caso de maiores proporções.”

      “Enquanto isso, o relações públicas do Comando de Policiamento da Capital, Major Walter Lucas reafirmou que o sargento foi autuado em flagrante e acrescentou que o militar agiu em legítima defesa”. 

      “A detetive Marília não estava segurando sua arma no momento em que foi assassinada. A mulher contou na delegacia de homicídios, que ela estava na Galeria Castor, quando viu um policial militar segurando uma moça pelo braço e mantendo-a sob a mira do revólver. Ela lembrou que a moça insistiu para que ele a soltasse, mas o militar não a largou, até que a mulher conseguiu desvencilhar-se e tirou um revólver de dentro de sua polchete. Nesse momento, o militar agarrou a mão da policial que segurava a arma e começou a sacudi-la até que o revólver dela disparou duas ou três vezes e uma das balas acertou a perna do sargento. O revólver da mulher caiu no chão e naquele momento o militar se aproximou da detetive e “quase encostando a arma nela, disparou à queima roupa”.

Agonizando

“De acordo com MMA, depois de atirar contra a mulher, o policial pegou a arma e a bolsa da moça e caminhou em direção à saída da galeria. Um rapaz que também presenciou a cena questionou o policial se ele não ia socorrer a mulher, que estava agonizando. Sem responder o sargento apontou seu ferimento e continuou a andar. A testemunha salientou que um transeunte parou na porta da galeria e perguntou ao policial militar o que tinha acontecido. O militar respondeu que era “bandido trocando tiro com polícia”. Esta resposta, segundo a testemunha, a deixou revoltada e ela explicou para o desconhecido que uma policial fora morta. Em poucos minutos, vários policiais militares chegaram à galeria e começaram a vasculhar o local. Eles alertavam uns os outros para agir com rapidez, pois logo chegaria a perícia. Um dos soldados salientou a testemunha, apontou para Marília dizendo que era urgente retirar o corpo do local, por que a perícia chegaria logo. Dois dos PMs que estavam no local pegaram Marília e quando a levavam para uma das várias viaturas que estavam estacionadas na rua, deixaram cair. A testemunha, mais uma vez enfatizou que gostaria de ir para cima do militar e matá-lo com a arma que ele ainda estava empunhando.”

          O cortejo do corpo até a sepultura foi feito por doze mulheres policiais, entre detetives, delegadas e escrivãs, que carregaram a urna no meio de um corredor de flores ao som melancólico e triste das sirenes das viaturas ao fundo.   

 

 

1989.

14/5/89: Fonte Diário da Tarde. “Detetive é morto eu uma diligência”.                                            

                         O detetive Mário Lúcio dos Santos, 21 anos, foi assassinado com um tiro de espingarda chumbeira, pelo ladrão José Vicente Camilo quando tentava efetuar a sua prisão. O crime se deu na cidade de Carmo da Mata, onde o policial trabalhava e apurava vários furtos confessados pelo filho do assassino, praticados na companhia do pai.   

 

 MAURÍCIO DAMIÃO GUIMARÃES

1999.

11/9/99: Fonte diário da Tarde.    “Família quer justiça”.

               O policial Maurício Damião Guimarães, 41 anos, foi mais um policial, vítima de sua condição profissional. Ele estava com amigos no Bar do Bombril, em Justinópolis quando bandidos chegaram ao estabelecimento em um gol roubado e anunciaram o assalto determinando que todos ficassem de joelhos, com as mãos na cabeça. O policial, assim como os demais fregueses obedeceram prontamente, mas para infelicidade de Maurício, sua camisa deixou a mostra sua arma, quando colocou as mãos para cima. Os marginais chegaram a lhe questionar se era policial, mas ele negou. No entanto ao perceber o emblema da Polícia civil na arma do policial, um dos bandidos encostou o revólver que portava na cabeça de Maurício Damião e disparou à queima roupa, matando-o friamente.

 

MOACIR ALVES GARCIA

  1968.

1/10/68:        O detetive Moacir Alves Garcia, de 43 anos, foi assassinado covardemente por Edson Luiz da Silva, o marginal “Lourinho”. O violento criminoso abateu o policial com tiros de revólver e em seguida, passou com um veículo sobre o corpo agonizante do detetive, nas imediações de Rua Varginha e Oiapoque. Em pleno regime militar, onde o “dente por dente” fazia parte do sistema, ainda que de forma anônima, o criminoso foi fuzilado quando saiu da prisão.  Na ocasião, o jornal “O Le Cocq” de setembro/outubro de 1968 descrevia o policial MOACIR:

“MOACIR GARCIA, MEU AMIGO”
           “Vibrante policial que a morte roubou na tarde do dia 1º último. Era acima de tudo, uma figura policial. Sabia como poucos, distinguir o bem do mal. Se algum dia, alguém escrever a história de policiais mineiros, MOACIR GARCIA figurará, obrigatoriamente, nas primeiras linhas com letras de ouro”.

        

Logo após o o assassinato do policial, a imprensa publicava:                               

  “MARGINAIS CONTRA A POLÍCIA, A VITÓRIA É DOS MARGINAIS.”

        Depois de ser localizado e morto pela polícia, o mesmo jornal publicava a manchete:                                 

“TOMBOU VARADO PELAS BALAS DOS POLICIAIS SEDENTOS DE VINGANÇA.”

 

    
 NELSON SILVA, "ZÉ DO PÃO"

1977.

Dia 12/10/77: Fonte Estado de Minas. “Mais de cem caçam traficante que matou dois e feriu três”.

                   Eram aproximadamente 10:00 horas da manhã de 11 de outubro de 1977, quando Cléber de Abreu (Zé do canivete), Nelson Silva (Zé do pão), João Eugenio de Jesus e Filipe saíram da Divisão de Tóxicos, na Rua 21 de Abril para tentar prender Eli Bragança, um perigoso traficante da Cabana do Pai Tomás. Um informante estava na companhia dos policiais e ia indicar o barraco no Beco Barroquinha. Eli recentemente tinha reagido com o cabo “Índio” da PM e tomado sua arma, um revólver calibre 38. Era um elemento de alta periculosidade. Mas a vantagem estava com os policiais que de antemão sabiam onde pegar Eli e eram policiais experientes. Ao chegarem às proximidades do barraco do bandido, deixaram Filipe na Rural com o informante e se dirigiram ao local indicado. Ao chegarem ao barracão estouraram a porta e renderam Eli Bragança e seu companheiro Rogério José de Lima que foram apanhados desprevenidos. Poderia ser o dia de sorte para aquela equipe já que tudo estava dando certo e até as armas dos traficantes estavam apreendidas, não fosse a autoconfiança dos detetives. Os três policiais colocaram os dois bandidos sentados no chão e começaram a dar busca pelo barraco descuidando-se da vigilância dos bandidos. O erro foi fatal, pois ao lado de Eli Bragança tinha algumas revistas e sob elas um revólver. Eli aproveitou o momento de descuido dos policiais e mesmo sentado apanhou sua arma e começou a atirar atingindo mortalmente o peito de “Zé do Pão” que caiu ao chão. Cléber e Jesus tentaram ainda uma reação, mas agora a vantagem da surpresa era do traficante que pegou o garçom José Alves Coelho como refém. No tiroteio o refém também foi baleado e morto, os outros dois policiais foram feridos no braço (Jesus) e no peito e queixo (Cléber). Os bandidos fugiram rapidamente da favela enquanto dezenas de carros das polícias civil, Federal e militar, acorriam ao local do tiroteio numa corrida frenética para tentar localizar os assassinos. Foi a maior caçada humana pela polícia contra marginais que a população mineira já tinha presenciado. Uma casa ampla, numa pequena chácara que se localizava nas proximidades do local do tiroteio foi tomada literalmente pela polícia para montar o seu QG. Na casa dos traficantes foram encontradas as primeiras armas que os policiais tinham localizado uma Beretta, um rifle de 15 de tiros de repetição e vários pacotes de maconha. Durante o cerco à favela, o nervosismo e a dor pela perda do companheiro era tamanha que o detetive Pedro Neves foi confundido com um dos marginais e baleado no estomago por um de seus companheiros de profissão. No dia seguinte Eli Bragança e Rogério José de Lima, seu braço direito no tráfico, foram encontrados fuzilados no Bairro Ressaca com dezenas de tiros pelos corpos. O prédio do IML, no antigo endereço de R. Conselheiro Rocha tornou-se naquele dia o palco de visitação aos corpos dos bandidos estirados em duas macas. Tempo do “dente por dente, olho por olho”.

MENSAGEM DO JORNAL DIÁRIO DA TARDE

12/10/1977

“Por isso, Nelson, é que ainda acreditamos que homens como você, com seus atos heroicos, solidificam perpetuamente o grito de liberdade que ecoa por todas essas montanhas de Minas Gerais, espalhando por toda nação brasileira o alerta que sempre damos.

Por isso detetive Nelson Silva, é que acreditamos na nossa polícia, pois é composta de homens como você, que dão sua própria vida em defesa e salvaguarda das famílias mineiras.

Por isso Nelson Silva, que há dentro de nós um misto de tristeza e alegria. Tristeza de perdê-lo. Alegria por tê-lo tido no combate a um dos maiores males da humanidade: TÓXICOS.

Alegria ainda, por saber que você foi, mas sua mensagem, sua lição, sua advertência, ficam vivas, recrudescentes em nossa consciência. Não vamos enviar pêsames à sua família, à sua Divisão de Tóxicos, aos seus colegas, aos seus amigos, aos seus chefes. Vamos sim, Nelson, sobrepujar a tristeza com um pujante e alto:

PARABÉNS E BRAVO PELO DEVER CUMPRIDO.”

 

NILTON FERREIRA BITTENCOURT E EVANDRO ÂNGELO DOS SANTOS

Nilton Ferreira Bittencourt

 

1975.

9/7/75: Os detetives Nilton Ferreira Bittencourt e Evandro Ângelo dos Santos morrem vítimas de acidente de trânsito em diligencia policial.

 

OSVALDO LOPES DE OLIVEIRA FILHO

2002.

13/5/02: Fonte Diário da Tarde. “Policial assassinado e seu corpo carbonizado”.
O subinspetor Osvaldo Lopes de Oliveira Filho, da Seccional de Betim foi assassinado durante um assalto quando se encontrava com seu veículo Golf. Ao ser identificado como policial pelos assaltantes, Osvaldo foi espancado e mesmo implorando aos bandidos que não o matassem, pois era um pai de família, foi covardemente executado e seu corpo foi incendiado junto com seu carro em Ribeirão das Neves.

 

OSVALDO REIS FERREIRA MACIEL


1967.

14/8/67: Fonte Diário da Tarde. “Morreu o detetive ferido em serviço”

                 O detetive Osvaldo Reis Ferreira Maciel morreu com vários golpes de machado na cabeça, quando em diligência na cidade de Teixeiras, à disposição da juíza da comarca, apurava crimes de furto. O policial compareceu na casa de uma suspeita sendo atendido pelo pai da mulher, conhecido por Gentil. O policial não percebeu que o homem não gostara da presença do policial no local para prisão de sua filha e num descuido do detetive o lavrador o golpeou pelas costas acertando várias machadadas. O Delegado Geral do Estado, Luis Soares da Rocha determinou que uma equipe da Delegacia de Vigilância capturasse o assassino.

 

OTACÍLIO DE SOUZA FILHO

 1976.

    7/8/76:     O perito Otacílio de Souza Filho é assassinado em diligencia policial.

 

PAULO EMÍLIO DE PAIVA

2002.

16/8/02-Detetive é morto em lotérica     

          O policial civil Paulo Emílio de Paiva foi assassinado com dois tiros no peito desferidos pelo assaltante Anderson José Alves de Oliveira na cidade de Esmeraldas. O policial teve a infelicidade de ser reconhecido pelo marginal durante o assalto a casa lotérica Itapoca, no centro daquela cidade.

        

 PEDRO VIEIRA FERNANDES

1987.

12/8/87: Fonte Diário da Tarde. “Detetives brigam, um é baleado e inspetor morre tentando separar a briga”.                                      

                  O Inspetor Pedro Vieira Fernandes, lotado em um órgão do SNI, nas dependências da Secretaria de Agricultura, na Avenida Raja Gabaglia, foi assassinado por seu colega Omar Daniel quando tentava separar uma briga com outro policial, Walter Paulino. O crime ocorreu no local de trabalho dos policiais civis e Walter Paulino também foi alvejado por quatro tiros da mesma arma assassina.

 

   RAIMUNDO CUSTÓDIO

1972.

9/12/72: Fonte Diário da Tarde.    “Menores matam detetive para roubar Volks”

              O detetive Raimundo Custódio deixou seu veículo estacionado nas proximidades da favela “Cabeça de Porco” para buscar sua mulher que trabalhava nas imediações em salão de beleza. Quando retornava com a esposa o policial viu que três elementos tentavam fazer seu carro pegar no tranco com ligação direta. Raimundo desceu a rua correndo atrás do carro quando os marginais pararam e o ameaçaram com armas, obrigando-o a ligar o Volks. Como o combustível acabara e percebendo que ele era um policial, os delinquentes efetuaram vários tiros matando-o no local. Os policiais civis Orlando Zacarias e Pedrosa foram designados para apurar e prender os bandidos.

 

RODRIGO BEZERRA DUARTE

 

          O detetive Rodrigo Bezerra Duarte foi assassinado por assaltantes quando saía de uma danceteria na companhia de seu irmão que também foi baleado no braço. O policial conseguiu atingir o bandido Gleydson Macedo que estava na companhia de Boy e Bola, da Ventosa, que fugiram.

 

ROGÉRIO ANTÔNIO DA SILVA

   1984.

           O ano de 1984 foi marcado pro uma série de tragédias que vitimaram policiais civis em confrontos com marginais. Em Belo Horizonte dois detetives foram assassinados pelo mesmo marginal em datas distintas na região central da capital. A história começa com a prisão de Carlos Alberto Fontes Mendes, o traficante Japão, em 1982 por condenação a seis anos de reclusão, sendo recolhido no antigo Depósito de Presos, também conhecido como inferno da Lagoinha. Japão era um traficante de classe média alta e rapidamente, com a ajuda de um bom advogado, conseguiu autorização judicial para ir ao dentista. Durante o trajeto dominou o policial que o escoltava, roubando-lhe a arma, para em seguida fugir para a Bahia e posteriormente para Mato Grosso. Em fevereiro de 1984 o marginal retorna à capital onde curtia tranquilamente um barzinho da região da Savassi, quando foi reconhecido pelo detetive Rogério Antonio da Silva, conhecido por Rogerinho. Apesar de sua pequena estatura. Rogério e de estar desarmado, o policial, da antiga Furtos e Roubos, deu-lhe voz de prisão e tentou imobilizá-lo. Japão, de estatura alta, reagiu e derrubou o detetive ao chão e friamente sacou sua arma e desferiu um tiro na nuca do policial que morreu na hora. Logo após tomou um veículo de assalto e fugiu novamente para a Bahia e depois para Mato Grosso com a ajuda do pai, um empresário do ramo imobiliário. No final de julho do mesmo ano, Japão volta mais uma vez para Belo Horizonte, mudando completamente seu visual, cortando seus cabelos longos de forma a não ser identificado. Andando pela Rua Tupinambás na companhia de sua namorada, o marginal foi mais uma vez reconhecido, desta feita pelo policial civil Roberto Luiz Lage, que por incrível fatalidade, também estava desarmado e mesmo assim, como aconteceu com Rogerinho tentou a prisão quando ele tentava entrar em um táxi. Com a frieza de sempre, Japão sacou a mesma arma que matara Rogerinho e desferiu um tiro certeiro que atingiu o tórax de Roberto. Apesar de socorrido por populares, o policial morreu poucas horas depois no HPS. O bandido empreendeu fuga e tentou roubar um Chevette de Gilda Denito Melo Campos que reagiu com a ajuda de seu marido José Otávio de Melo Campos, quando atracaram com Japão. O bandido tentando se desvencilhar ainda desferiu um tiro que atingiu um garagista que nas proximidades e sua própria perna na ânsia de fugir. Preso por policiais militares, Japão ficou sob forte escolta no hospital do Pronto socorro, devido à tentativa de linchamento por parte dos companheiros dos policiais mortos. Novamente, Carlos Alberto Fontes Mendes conseguiu ir para uma penitenciária onde empreendeu fuga com a ajuda da irmã Santuza. Seu pai, que teria escondido a cocaína do filho quando esse foi preso, apareceu, naquele mesmo ano, desovado em uma região, na época usada por grupos de extermínio tendo a suspeita recaída sobre policiais civis que o teriam assassinado por vingança. A autoria não foi provada. Anos depois, Japão foi preso no Mato Grosso por trafico de drogas, mas nunca respondeu pelos seus crimes em Minas Gerais.

 

RÔMULO HELBERT SILVEIRA DA SILVA

2011.

08/02/2011 – Inspetor da Polícia Civil Rômulo Helbert Silveira da Silva

       Na madrugada do dia 08/02, o inspetor da polícia civil Rômulo Helbert Silveira da Silva, de 48 anos, foi assassinado com três tiros no peito durante um assalto. Segundo informações da polícia, o investigador, que trabalhava na Coordenação de Apoio Aéreo da Polícia Civil, no hangar da Pampulha, teria trocado tiros com um dos bandidos e foi atingido. O policial levava a namorada para casa, quando foi abordado por dois homens armados. Em depoimento, ela disseque Rômulo parou seu Fiat Punto na Avenida Otacílio Negrão de Lima para pegar o maço de cigarros no porta luvas e acabou rendido. Os criminosos obrigaram o investigador a sentar no banco de trás. Um dos bandidos assumiu o volante e o outro acompanhou a vítima, exigindo os seus pertences. A companheira contou que o assaltante conseguiu puxar o cordão de ouro do pescoço do policial. Logo em seguida, ela ouviu o primeiro disparo e os dois bandidos abandonaram o carro, a pé. Ao chegar ao local, policiais militares encontraram Rômulo caído no chão, comum revólver calibre 38 do seu lado. Ele foi levado para o hospital Risoleta Tolentino Neves, mas não resistiu aos ferimentos. Rômulo foi promovido por merecimento no fim do ano e ia se aposentar ano que vem. Ele estava na polícia há 19 anos e trabalhava no hangar desde 2008. O investigador deixa um filho de 16 anos.

Estado de Minas 

Publicação: 08/02/2011 08:59 Atualização: 08/02/2011 

Um policial Civil foi morto depois de reagir a um assalto, na madrugada dessa terça-feira, na Região da Pampulha em BH. O crime aconteceu na Avenida Otacílio Negrão de Lima, quando o carro do policial foi abordado por dois assaltantes.

De acordo com militares 49° Batalhão, Rômulo Hebert Silveira da Silva, de 48 anos, reagiu ao anúncio de assalto sacando a arma. Diante da ação de Rômulo, os suspeito dispararam cinco tiros contra ele. A vítima chegou a ser levada para Pronto Socorro João XXIII , mas morreu no início da manhã.

O policial chegou a atingir um dos homens durante a tentativa de roubo. Depois do crime os suspeitos fugiram de moto. A Polícia Militar iniciou um rastreamento e conseguiu prender Rafael dos Santos, de 20 anos, quando recebia atendimento no Hospital Municipal de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Rafael foi atingido por um tiro no ombro e dois nas costas. No hospital ele alegou que teria sido assaltado. A polícia suspeita que outros dois homens conhecidos como Luquinha e Ourinho tenham participado do crime. Um cerco foi montado na Região de Contagem para localizá-los.

 

 SAMUEL GONÇALVES FILHO

   1993.

31/1/93: Fonte Diário da Tarde.
   “Detetive impede assalto em ônibus e é fuzilado”                                                


                      O policial civil Samuel Gonçalves Filho foi assassinado dentro do ônibus da linha São Caetano/Betim, quando dois marginais entraram no coletivo e anunciaram o assalto. Os bandidos ameaçaram atirar nos passageiros caso não entregassem seus pertences, momento que o policial reagiu, dando voz de prisão aos marginais que reagiram com violência e atiraram, matando o detetive a sangue frio. O policial ainda conseguiu acertar um dos marginais e sua coragem foi destacada pelos passageiros do ônibus que afirmaram que ele não pensou duas vezes ao enfrentar os bandidos.

 

 SANDER ANTONIO DUARTE

1975.

17/4/75: Fonte Diária da Tarde.
“Bando de menor mata detetive”.

                                              Sander Antonio Duarte, José Martins e Miguel Ávila, três detetives do 5º Distrito Policial, na R. Pouso Alegre subiram o morro do Querosene para tentar localizar uma quadrilha de menores responsáveis por vários assaltos e arrombamentos na região leste da capital. Os policiais chegaram usando um carro particular de um deles trazendo junto um informante que lhes confirmou a presença do menor, líder da Gang em uma pracinha no interior da favela, próximo à Avenida Raja Gabaglia. Ao adentrarem no interior da favela verificaram que na realidade eram seis marginais que lhes receberam a tiros num violento tiroteio. O policial Sander Antonio Duarte perseguiu um dos menores e se atracou com ele, caindo ao chão na tentativa de conte-lo. O erro do policial foi fatal tendo o menor ficado com sua arma livre entre ele e o peito do policial. Rapidamente e com frieza o delinquente foi disparando várias vezes contra o corpo do detetive que tombou ao solo desfalecido. Outro menor chegou e fez outros disparos contra Sander Antonio, matando-o friamente. No entrevero o policial José Martins também foi baleado na orelha.

  

SANDRO ALVES LANA

 2000.

15/1/00: Fonte Diário da Tarde.    “Detetive executado no Sagrada Família”.

               O policial Sandro Alves de Lana foi morto com um tiro na nuca no Bairro Sagrada Família e seu carro foi levado pelos executores. O detetive se encontrava na Rua São Joaquim esquina de Conselheiro Lafaiete quando seu carro deu problema mecânico e foi abordado por dois elementos armados. Ao perceberem que era policial desferiram um tiro em sua nuca e o jogaram para fora do carro.

 

 SEBASTIÃO DIAS DUARTE

         O policial Sebastião Dias Duarte foi confundido com outra pessoa e assassinado na cidade de Peçanha. O criminoso procurava pela vítima, conhecida por "Lourinho" e matou o carcereiro a sangue frio por reconhece-lo como seu alvo. Era um policial estimado naquela cidade que deu o nome de uma rua em sua homenagem.

 

SEBASTIÃO FÉLIX HERCULANO

  
2001. 

26/4/01: Fonte Diário da Tarde.

“Detetive fuzilado”.

 

                    O detetive Sebastião Félix Herculano, 40, anos, foi mais um policial vítima de sua profissão. Assim como muitos homenageados neste espaço, foi abatido a tiros no Bairro Jardim Belmonte, por ter sido reconhecido como policial durante assalto.

 

 SEBASTIÃO LISBOA ANDRADE

 1961.

11/7/61: Fonte Estado de Minas.

        “Morto a Tiros o Delegado Regional de Guarani”.

        O Delegado Regional da cidade de Guarani, Sebastião Lisboa Andrade foi assassinado com cinco tiros pelo delegado municipal José Antonio da Silva. O assassino ficou com raiva do delegado titular porque elaborou uma portaria proibindo que os bares da cidade continuassem abertos após a Meia-noite. O delegado municipal era dono de um bar e sentiu que perderia todo o seu prestígio, procurando Sebastião e o matando com frieza de assassino nato.

 

SÉRGIO DI PAOLI BRETZ e CLÁUDIO HENRIQUE RESENDE

 

 1985.

5/1/85: Fonte diário da Tarde
“Detetives à morte depois de tiroteio em favela”
 
                Os policiais da Divisão de Tóxicos e Entorpecentes, Carlos Augusto Lima, Sérgio Di Paoli Bretz, de 24 anos e Cláudio Henrique Resende, de 22 anos foram surpreendidos na manhã de ontem quando tentaram cumprir um mandado de busca e apreensão na casa de marginais e foram recebidos a tiros. Os policiais foram ao endereço de R. 2, B. Parque da Colina, no Barreiro para tentar apreensão de drogas na casa do traficante Hélio Ferreira Silva que estaria na companhia do assaltante Carlos Humberto Lopes. Ao estacionarem a viatura os detetives não tiveram oportunidade de se postarem estrategicamente para estourarem o barraco, pois os bandidos perceberam sua chegada e iniciaram um violento tiroteio que atingiu Cláudio na barriga e no peito, perfurando o pulmão, baço e fígado. Bretz foi ferido no braço e no peito, tendo uma das balas transfixado o pulmão, alojando na medula. Cláudio morreu pouco tempo depois e Bretz ficou paralítico, tendo sobrevida por mais alguns anos até morrer em razão das sequelas. Os marginais foram mortos.

 

 SÉRGIO TOLEDO, "SERJÃO".

   2012.

20/1/2012

   Sérgio Toledo, o Serjão. Policial que sempre desempenhou suas atividades na linha de frente com coragem e destemor que sempre fizeram parte de suas características de profissional de polícia. Essa mesma coragem e perfil policial lhe tirou a vida quando faltava pouquíssimo tempo para sua aguardada aposentadoria. Uma diligencia rotineira, como tantas outras que já havia participado, teve resultado trágico. Investigador do Departamento Antidrogas, foi com sua equipe conferir um local de tráfico de drogas na região de Contagem onde traficantes os receberam a bala, tendo sua vida sumariamente ceifada. Sua morte abalou o meio policial da capital mineira em razão do companheirismo, amizade e jeito fraterno com que sempre tratou seus pares. Abaixo registramos algumas imagens que marcaram seu assassinato, uma comovente mensagem de Elson Matos que trabalhou com o policial Serjão e reportagens sobre o trágico crime.

MORTE DE POLICIAL CIVIL: SERGIO BARBOSA TOLEDO 

Elson Matos da Costa, Delegado Geral de Polícia, Coordenador/Professor de TAP – Técnicas de Ação Policial na ACADEPOL/MG 

         A vida do policial é feita de surpresa e assim ele deve estar preparado 24 horas por dia. Não pode descansar como todos os outros trabalhadores ao término da jornada já que aquele mesmo em seus momentos de folga pode vir a ser chamado a socorrer alguém da sociedade que esteja correndo sério risco em sua integridade física. Este é o motivo pelo qual muitos não entendem o motivo do policial estar armado mesmo em seus momentos de folga. Este é um detalhe que na verdade não existe dentro da atividade policial. O policial quando vai ao supermercado fazer compras junto com sua família ele estará sempre procurando, além dos mantimentos, alguém que ali esteja ou que irá praticar algum delito. É por isto que ele não tem descansa e precisa estar armado.

           Em qualquer diligência a ser feita o risco é inerente. O Investigador de Polícia Sergio Barbosa Toledo foi um dos primeiros amigos que fiz ao vir trabalhar em Belo Horizonte na Divisão de Tóxicos em 1990 que funcionava no antigo Departamento de Investigações na Lagoinha. Desde então mantivemos uma amizade, um pouco distante após a minha saída daquela unidade policial, mas que sempre nos encontrávamos para momentos de lazer. Sergio trabalhou uma pequena parte de sua vida na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos sendo que a sua especialização o fez retornar ao Departamento Antidrogas onde sempre fez excelentes serviços e que se sentia muito bem neste tipo de atividade.

          Mesmo já cinqüentão continuava com o mesmo espírito de quando trabalhamos juntos há 21 anos, correndo atrás daqueles que insistem em colocar nas mãos dos jovens produtos considerados ilícitos como é a maconha, cocaína e o crack. Infelizmente foi assim que encontrou o seu destino final, trabalhando em prol da sociedade e morrendo nas mãos de facínoras que não se preocupam em tirar a vida de um policial ou de quem quer que seja para atingir seus objetivos que é a destruição de milhares de vidas. Veja as “cracolândias” que vemos grassar por todas as cidades do país. No entanto são pessoas como o Policial Civil Sergio assim como milhares de outros valentes profissionais espalhados pelo nosso Brasil é que lutam para que se veja esta guerra ganha pelos homens de bem.

          Outro grande problema pela qual sempre lutei e ainda luto dentro de nossa instituição como professor da ACADEPOL/MG, infelizmente é a prática errônea da grande maioria de nossos colegas em não utilizar o colete balístico e que acaba causando a morte de muitos policiais que poderiam estar conosco brindando a vida. Isto se deve a pouca prática de treinamentos voltados para este tipo de atividade e temos assim que chorar a perda de colegas próximos e queridos entre todos. Eu mesmo antes de aderir a esta moda, uso do colete salva-vidas, fui vítima e quase morri porque não usava este importante equipamento.

          A perda de colegas como agora ocorreu sirva para que nós pensemos melhor antes de adentrarmos um local onde possivelmente encontraremos marginais e que podem nos confrontar. Os nossos policiais têm a idéia errada de quem usa colete balístico é porque está com medo quando na verdade é aquele que preza a sua vida junto com seus colegas e familiares. Precisamos repensar estas nossas atitudes e trabalharmos com segurança desde que também em conjunto com isto à Polícia Civil nos dê condições de treinarmos situações extremas como é o de uma tomada de imóvel. O noticiário na TV mostrou dezenas e dezenas de colegas do Sergio pelas ruas da cidade de Contagem onde ocorreu o infausto acontecimento a procura dos homicidas/traficantes já que isto dói na carne de todos nós. Não admitimos em hipótese nenhuma que um fato semelhante a este fique impune e pela especialização de todos aqueles que foram até o local seria apenas uma questão de tempo a prisão destas bestas humanas.

         Tivemos alguns dias atrás a morte do Sargento do GATE por policiais civis na cidade de Esmeraldas ao término de um baile funk e talvez por reflexo deste infeliz acontecimento não foi visto nenhuma viatura da Polícia Militar na ajuda ao vasculhamento da área em que ocorreu a morte do policial civil. Ressentimentos entre pessoas é comum e natural, no entanto não podemos admitir entre instituições que são bem maiores que todos nós. Os policiais militares que trabalham nesta área onde ocorreu a morte do Investigador de Polícia com certeza conhecem além da região, também aqueles que praticaram o crime e seriam importantíssimos neste momento para a localização desta quadrilha e conseqüente prisão. Espero e teimo em acreditar que não tenha sido este o motivo pelo qual não se viam viaturas da outra instituição na caça aos malfeitores.

        Ao meu amigo Sergio Barbosa Toledo que descanse em paz e aqui ficaremos rezando por você como tenho certeza de que o fez por mim quando também fui vítima de sequestradores. Paz a toda a sua família. 

Presos três suspeitos de matar policial civil durante troca de tiros em Contagem

Um quarto suspeito acabou morrendo. A polícia também encontrou cerca de 10 tabletes de maconha durante as buscas

João Henrique do Vale - Gabriela Pacheco - Aqui Betim Publicação: 20/01/2012   

            Moradores se aglomeraram próximo ao local onde o policial foi assassinado  Três pessoas foram presas na tarde desta sexta-feira, suspeitas de matar um investigador da Polícia Civil durante uma troca de tiros na Vila São Paulo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um quarto suspeito morreu. Uma moradora da região foi baleada durante o tiroteio. De acordo com a Polícia Civil, uma equipe da delegacia antidrogas fazia uma operação no local para tentar apreender uma carga de 10 quilos de drogas que chegaria para traficantes da região. Quando estavam em um beco, os policiais foram surpreendidos pelos suspeitos, que dispararam várias vezes. Houve troca de tiros e um detetive acabou baleado. Saiba mais... Policial é baleado em troca de tiros Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital Santa Rita, no Barreiro, mas não resistiu. O agente foi identificado como Sérgio Barbosa Toledo, conhecido como Serjão. Uma moradora da região também se feriu e foi encaminhada para um hospital. A ocorrência mobilizou várias equipes da Polícia Civil. Até mesmo agentes à paisana, que estavam de folga, foram para o local ajudar nas buscas pelos bandidos. Segundo a Polícia Civil, viaturas da corporação ainda estão no local para prender outros suspeitos e apreender drogas.    Uma viatura da Polícia Civil capotou durabte as buscas pelos suspeitos 

Acidentes durante as buscas

          Durante as buscas pelos suspeitos, foram registrados dois acidentes com viaturas das polícias Civil e Militar, ambos no Bairro Cidade Industrial. Um deles aconteceu na Rua Antônio Mourão Guimarães, quando o motorista perdeu o controle do veículo e capotou. Três policiais civis estavam dentro do carro, mas não há informações se eles se feriram. O outro aconteceu na Rua Osvaldo Cruz. Uma viatura da Polícia Militar foi dar apoio a ocorrência e acabou se envolvendo em um acidente. Três militares estavam na viatura. A PM não soube informar se alguém se feriu.  Acompanhe também o EM.com pelo Twitter

 

Corpo de detetive morto durante troca de tiros em Contagem é velado neste sábado 21/01/2012

TABATA MARTINS Siga em: twitter.com/OTEMPO online

O corpo do detetive morto durante uma troca de tiros em Contagem, na Grande BH, é velado neste sábado (21) no Cemitério do Nosso Senhor do Bonfim, no bairro Bonfim, na região Noroeste de Belo Horizonte. O policial civil, de 50 anos, foi assassinado na tarde dessa sexta-feira (20) na Vila Santa Rita, no bairro Industrial. Em uma viatura descaracterizada, sem usar uniformes e coletes a prova de balas, cinco policiais da divisão antitóxicos entraram no aglomerado, já que há 15 dias haviam feito um levantamento sobre o funcionamento de um ponto de distribuição de drogas no local. Porém, logo depois que foi feita uma entrega de drogas, os policiais foram descobertos por um olheiro do tráfico, quando foi iniciada a troca de tiros. Sérgio Barbosa Toledo foi atingido com um tiro no peito quando tentava arrombar um portão que dava acesso aos esconderijos dos traficantes. O detetive chegou a ser socorrido por uma viatura da PM que passava pela região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no Hospital Santa Rita, na região do Barreiro. Erick Jaimes Rodrigues da Silva, de 18 anos, também morreu com um tiro e era suspeito de vender drogas na mesma região. Elisângela Patrícia Moreira, de 33 anos, foi ferida por estilhaços de tiros e, após ser medicada, acabou sendo presa por envolvimento com a distribuição de entorpecentes. A detida é mulher de Hilo Alexandre Rodrigues dos Santos, de 30 anos e que também foi preso por ser apontado como o chefe do tráfico do bairro Industrial. O enterro de Sérgio Barbosa Toledo está marcado para às 16 hs deste sábado.

 

 SÍLVIO BATISTA FERREIRA

2000

4/11/00: Fonte Diário da Tarde. “Detetive morre”.

     O detetive Sílvio Batista Ferreira, 40 anos, foi barbaramente espancado por policiais militares, morrendo em razão das lesões sofridas. O crime causou grande comoção entre os policiais civis pela forma covarde com que foi assassinado, ao tentar impedir que os militares espancassem um cidadão. O crime ocorreu na rua Gama Cerqueira, B. Jardim América.

 

 TADEU EUGÊNIO

   1987.             

4/12/87: Fonte Diário da Tarde.
“Retrato falado e loura são as pistas do bando que matou o detetive”.

                                 
                     O detetive Tadeu Eugenio da Seccional Sul foi assassinado na Av. Álvares Cabral quando tentava impedir um assalto contra o cartório do 4º ofício. O policial que estava acompanhado do detetive Valter (“General da banda”) viu que um roubo estava em andamento no cartório e se posicionou para render os bandidos, não percebendo que outro marginal estava do lado de fora na retaguarda dos marginais e atirou, ferindo mortalmente o detetive. Tratava-se de uma quadrilha de mineiros e paulistas responsáveis por uma série de assaltos a bancos no final dos anos 80.

 

VALTECIR CAMPOS DE OLIVEIRA 



Morto no cumprimento do dever legal. Sem outros registros até o momento.

 

VINÍCIUS LUCÍLIO DA SILVA

2003.
6/10/03: Fonte Diário da Tarde. 

    “Confundidos com ladrões”           

        Policiais do DEOESP realizavam diligencias em Buritis, região noroeste do estado, na tentativa de identificarem e prenderem assaltantes que vinham aterrorizando e causando pânico aos fazendeiros. Na noite de cinco de outubro, uma fatalidade estava para acontecer, quando ladrões assaltaram a fazenda Agro-Belo e renderam todos os funcionários para roubarem agrotóxicos e implementos agrícolas. Após o roubo a PM e os policiais do DEOESP que estavam em Buritis foram acionados e a equipe do inspetor André Luiz Lorens e Vinícius Lucílio da Silva foi a primeira a chegar à fazenda assaltada. Como o pessoal já estava assustado, o lavrador Luis Euclides Marafina que estava armado com uma escopeta desconfiou da viatura oficial Blazer, de cor preta, onde estavam os policiais chegando em apoio. O lavrador suspeitou serem os bandidos retornando. Tão logo estacionaram o carro e André abriu a porta, um tiro de escopeta foi desferido atingindo André de raspão, atingindo mortalmente Vinícius que não teve tempo de esboçar qualquer movimento, morrendo ao volante da viatura que dirigia. Houve reação dos policiais que sobreviveram ao ataque e Luis Euclides também morreu ao ser alvejado por tiros.

                                             "Zé João", ao lado do companheiro Vinícius, o "Blindado", em diligência na cidade de Abre Campo, Logo do Deoesp e em treinamento.

 VLADIMIR BATISTA DA ROCHA

   2011.

  INVESTIGADOR MORTO POR ASSALTANTES 

          O investigador da Polícia Civil Vladimir Batista da Rocha, de 47 anos, assassinado com três tiros na tarde de ontem, no bairro Novo das Indústrias, no Barreiro, em Belo Horizonte, não foi vítima de uma saidinha de banco, como havia sido informado logo após o crime. Ele e o outro investigador Wait Santos Almeida, de 34 anos, baleado com um tiro na barriga e outro na perna, foram alvo de uma dupla de criminosos que queria roubar o carro dos policias. A informação foi divulgada no final desta manhã por uma fonte da Polícia Civil e deve ser confirmada daqui a pouco, às 14:30, durante a apresentação do principal suspeito do crime, na sede da Divisão Especialista de Operações Especiais da Polícia Civil (Deoesp).

          Segundo revelou a fonte, o rapaz preso logo após o crime, Wallisom Kennedy Silva, de 22 anos, foi chamado para praticar o crime por um homem identificado como Rafael, também conhecido como Ratinho, que seria um ladrão de carros da região do Ressaca, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. “O Ratinho havia comprado um carro Palio em um leilão com a documentação toda certa. No entanto, o veículo estava em péssimas condições e a reforma sairia mais cara do que a compra de um automóvel novo. Para não pagar mais caro ele (Ratinho) contratou o Wallisom para roubar um carro parecido, fazer o desmanche das peças para colocá-las no outro Fiat”, explicou.

            Para ajudar no roubo, Wallisom receberia entre R$ 500 a R$ 1.000. Os dois criminosos saíram de moto em busca do veículo e rodaram durante toda a manhã de ontem, mas não encontraram um modelo parecido. Ao voltar para casa, passando pelo Anel Rodoviário, viram os policiais saindo do carro e resolveram abordá-los. “O Wallisom desceu armado e disse para os policiais: Perdeu, me dá. O Vladimir teria entendido que ele queria o dinheiro que havia sacado do banco e ao colocar a mão na pochete o criminoso acabou vendo a arma e atirou contra ele”, concluiu. O crime conhecido como saidinha de banco fez mais uma vítima, ontem. O investigador da Polícia Civil Vladimir Batista da Rocha, 47, teria reagido ao assalto e foi morto, na saída de uma agência bancária, no bairro Novo das Indústrias, na região do Barreiro, na capital. O colega de Rocha, Wait dos Santos Almeida, 34, que estava ao lado dele, também foi baleado. Até ontem à noite, Almeida estava internado, sem risco de morte. Ele foi atingido na perna e no braço. A morte do policial provocou uma grande perseguição, que envolveu policiais civis e militares. Um dos suspeitos, Wallisom Kennedy Silva, 22, preso menos de duas horas após o crime, confessou que atirou no policial. O criminoso havia sido solto, na noite de anteontem, da Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, onde cumpriu pena por roubo de carro.

       Ao ser capturado, Wallisom contou que usaria o dinheiro do roubo para fazer a festa de aniversário de um parente. A polícia acredita que outros dois criminosos, foragidos até ontem à noite, participaram da ação. Um deles escapou em uma moto junto com Wallissom e outro, em um carro. Uma perícia feita no local do crime apontou que o policial foi morto com dois tiros. Um o acertou na cabeça e outro, no peito. Um amigo do agente assassinado, que pediu para não ter o nome divulgado, contou que Vladimir e Wait estavam de folga e teriam ido ao banco a pedido de uma comerciante, amiga de ambos, para descontar dois cheques de R$ 4.450. O dinheiro, disse a testemunha, seria usado no pagamento dos funcionários da comerciante. Uma fonte contou que os policiais foram surpreendidos, ao deixarem o banco, por dois homens em uma moto. Eles caminhavam até a empresa da comerciante quando um dos criminosos, armado, gritou:

     "perdeu. Me dá". 

A Polícia Civil não confirma se houve reação ao assalto.  

"Não sei se o Vladimir iria reagir, mas o fato é que ele levou a mão na cintura e acabou baleado", disse a comerciante, de 40 anos. Ela assistiu ao crime. Segundo ela, o outro policial conseguiu sacar a arma e atirou na perna de um dos criminosos, que fugiu com Wallisom, na moto, pela contramão, no Anel Rodoviário. Militares passavam pela região e ouviram os disparos. Wait Almeida foi socorrido no próprio carro. À noite, ele foi transferido para o HPS João XXIII.

 

  WANTUIL LOURENÇO

1997.
11/11/97: Fonte Diário da Tarde. 
“Missão trágica no Jardim Canadá”.


                  A perseguição a ladrões de carros, desencadeada pelos policiais da Delegacia de Furto de veículos teve um fim trágico para os detetives Wantuil Lourenço, José Maurício Candido da silva e Geraldo da Luz. A perseguição começou no Bairro Jardim Canadá, nas proximidades de um depósito de carros roubados, quando os policiais avistaram o veículo Tempra roubado, com placa de São Paulo e tentaram interceptá-lo com a viatura D-10, GMG-8491. Os marginais saíram em alta velocidade pela estrada de terra da serra do “Rola Moça” com a viatura policial colada em sua traseira. Numa curva perigosa, Wantuil não conseguiu manter a mesma condição de estabilidade do Tempra e desgovernou, caindo em um abismo de cerca de cinqüenta metros. Wantuil morreu na hora e os outros dois policiais ficaram gravemente feridos.

 

 WILLIAN SILVA NUNES

1995.

7/4/95: Fonte Diário da Tarde.

“Detetive e traficante fuzilados”.

                       Policiais da Divisão de Tóxicos foram designados para levantamentos na cidade de Rio Branco, sendo alvo o sitiante Fernando Cordeiro, traficante de cocaína e principal fornecedor de drogas oriundas do Rio de Janeiro naquela região. O detetive Willian Silva Nunes e seu colega se encontravam em uma estrada de terra na zona rural da cidade, denominada “Gorduras” quando foram surpreendidos por um fusca de cor vermelha, dirigido pelo marginal, que ao perceber tratar-se de policiais sacou sua arma e disparou várias vezes contra os dois. Willian Silva Nunes foi atingido mortalmente no peito e o outro policial revidou, matando o traficante. Em homenagem ao policial morto foi instituída a “Medalha Willian Silva Nunes” aos melhores policiais que se destacam durante o ano.

 

 

 

COMPLEMENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES DO MEMORIAL

         Abaixo registramos algumas fotos de policiais que merecem o justo reconhecimento neste MEMORIAL, no entanto não conseguimos identificá-los. Se algum parente, amigo ou pessoa que tiver informações que possibilitem fazermos a postagem da homenagem, fineza nos enviar e mail com o conteúdo necessário. Nossos emails estão inseridos na HOME deste site. O mesmo procedimento poderá ser utilizado para inserção de outros documentos ou informações no MEMORIAIS.

  • Existem nomes pesquisados, que também precisam de outras informações, e, possivelmente, estão entre as fotos dos policiais não identificados aqui postados.

    Nilson  José da Silva Detetive  15/11/2003  
    Agostinho Lemos da Silva Detetive 26/07/2003
    Rodrigo Bezerra Duarte Detetive 06/07/2003
    Paulo Felix Detetive 21/10/2003
    Rita Menezes Pereira Detetive 02/11/2004
    Anderson Eustáquio Fernandes Detetive 11/02/2004  
    Carlos Carvalho Amaral Detetive 05/09/2003  
    Antônio D’avila dos Santos Detetive 31/08/2004  
    Claúdio Cândido da Silva Detetive 11/05/2003  
    Nelson Rocha Piedade Detetive 25/01/2004  
    Salvador Francisco da Silva Detetive 07/09/2004  
    Otacílio Teotonio de Lima Delegado 05/11/2004  
    Sebastião Jacinto Tavares Detetive 14/08/2004  
    Daniel Tomás de Vasconcelos Detetive 03/07/2005     
    Renê Rodrigues Carvalho Escrivão 24/10/2005  
    Cil Farney da Rocha Serafim Detetive 28/08/2005  
    Robson de Souza Detetive 04/04/2005  
    Antônio Benedito de Souza Inspetor 30/01/2005  
    Emanuel Antônio Fiorini Carvalho Detetive 24/01/2006   
    Rogério Gonçalves Detetive 15/06/2005  
  • Nossa pesquisa histórica encerrou-se em 2005 na busca dos dados dos policiais mortos em serviço, no entanto, poderemos oportunamente inserir novos dados através do envio de entidades ou familiares interessados na homenagem.
     
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