ANÉSIO DOS PASSOS

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Categoria: Grandes Policiais da História
Data de publicação

         

         
          Anésio dos Passos, um grande policial civil. Iniciou suas atividades na Guarda Civil e com a extinção, tornou-se investigador. Teve atuação destacada na Delegacia de Menores e Furtos e Roubos na Rua Pouso Alegre 417 e Rua Uberaba, 175. Era uma figura ímpar, com suas costeletas, chapéu de couro, o bigode mexicano, a faca na cintura e a cara de mau para caracterizar melhor seu perfil. Um companheiro leal para todas as horas e uma coragem exacerbada, apesar de seu lado moleque. 

Abaixo: 2º à esquerda na porta do Kilo em 1979, ladeado por policiais daquela unidade.

 

           Era da velha e boa guarda de policiais que tinham como lema: "Onde teu sangue correr, o meu vira chouriço". Um baluarte que deixou saudades para os que tiveram o prazer de tê-lo ao lado como companheiro, amigo.

 

1ª foto: 1981. os detetives Faria e Anésio em diligências no Sul de Minas.

2ª foto: 1982. com seus companheiros do Kilo: Eli, Alcir, Anésio, João "Doido" e Geraldo "Segueta".

3ª foto: 1977. na Delegacia de Menores com o subinspetor Adir (Anésio no meio) e Osvaldo Mafaldo.

 

Algumas passagens de Anésio:

 

 Em Ouro Preto.

 

           "Existem casos curiosos, ou inusitados, que acontecem no dia a dia do policial, quer seja na delegacia, durante suas atividades rotineiras, quer seja, em diligencias. Este caso que Faria presenciou, aconteceu durante diligencias em Ouro Preto. No ano de 1978, foram designados vários policiais para o reforço do policiamento no festival de inverno de Ouro Preto, no mês de julho. Naquele ano o delegado Eduardo Ângelo chefiava uma das equipes que ficou na 1ª quinzena, dentre os quais podemos citar os policiais Fialho, José de Fátima, Anésio dos Passos, Osmar (Sapo), Edson (Sô Dico), Dário Costa, Odilon, inspetor Manoel e outros que a memória falha no momento. No alojamento, que foi improvisado no Colégio ao lado do Grande Hotel, foram colocadas cerca de 20 camas individuais, com banho de água fria a uma temperatura ambiente média de dois a seis graus. Existia muito companheirismo naquela época, lembrando em muito, a turma de colegiais ou de exército, tal o ritmo de brincadeiras e molecagens nos horários de folga, principalmente no período noturno. Quem se atrevia a chegar por último, geralmente encontrava os cobertores e lençóis amarrados, com nós difíceis de desatar. Às vezes eram as camas que eram desmontadas. Em uma noite, José de Fátima havia tomado uns conhaques no final da noite, para abrandar o frio e apagou na cama, ao chegar no alojamento. O Anésio não podia esperar uma oportunidade melhor, armou-se com uma tesoura e cortou apenas um dos lados do bigode do Zé de Fátima. Pela manhã a turma se aprontou cedo e foi para a praça principal de Ouro Preto, tomar café e iniciar as atividades, deixando Zé de Fátima para trás. Ocorre que o alojamento não tinha espelho e Zé de Fátima se aprontou e foi encontrar-se com a turma na praça. Eduardo Ângelo, ao vê-lo com apenas meio bigode questionou: “Fátima que palhaçada é essa”. Sem entender o que estava acontecendo, foi até um espelho de um restaurante próximo quando percebeu a tragédia ocorrida com seu precioso bigode. Os companheiros tiveram que segurá-lo, pois, queria a todo custo atirar em Anésio com sua Beretta 6.35. Só foi possível contornar a situação e acalmar Zé de Fátima quando Anésio foi convencido a ir até um barbeiro e cortar seu bigode estilo mexicano. No mesmo barbeiro, Zé de Fátima também tirou a outra banda de seu amado acessório capilar facial."

Texto completo pode ser visto: http://cyberpolicia.com.br/index.php/historia/biografia-11/99-faria-1parte

 

Em uma diligência na região de Peçanha-MG , no ano de 1984.

 

"Os homens foram liberados para continuar sua viagem rumo à Jacuri. O velho, no entanto, mudou seu destino e começou a galopar em direção a Tabuleiro, falando palavrões e esbravejando que iria avisar da presença dos policiais, para prejudicar a operação em andamento. Faria e os detetives correram até os veículos e aceleraram para alcançar o idoso ignorante, conseguindo interceptá-lo após alguns poucos quilômetros. Faria conversou com seus policiais, orientando que violência não resolveria e que tentaria o diálogo, antes da iminente prisão por desacato e resistência. Faria e Paulo Menezes seguraram no arreio do animal e conversaram com o velho que continuava a xingar e dizer impropérios. Enquanto tentavam convencê-lo a se acalmar, Anésio postara ao lado da sela onde o velho estava montado. Depois de alguns minutos e diante da impertinência do velho, Melgaço e Anésio deram um sinal para que fossem embora, que tudo se resolveria. Faria e Paulo não entenderam bem, mas caminharam em direção aos veículos, quando perceberam que o cidadão tentou novamente empreender galope para Tabuleiro. Digo tentou, porque Anésio, quando estava ao lado do animal, com o uso de uma faca, cortou a barrigueira da sela sem que o irritado cidadão percebesse. Ao ser liberado e tentar novamente correr em direção ao lugarejo, o velho começou lentamente a cair de lado, se estatelando no chão, no meio a fina poeira vermelha da região. Os policiais continuaram a jornada, ouvindo ao longe a série de palavrões, agora mais “cabeludos”, do atrevido senhor, posteriormente identificado como um rico fazendeiro da região. A operação foi realizada em Tabuleiro, algumas armas foram apreendidas e o recado foi deixado para os desordeiros."

 

Texto completo pode ser visto: http://cyberpolicia.com.br/index.php/historia/biografia-11/100-faria-2parte

 

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