1889/1993. HISTÓRIA DOS CHEFES DE POLÍCIA DE MG

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Categoria: Grandes Policiais da História
Data de publicação

 

                                    OS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO POLICIAL CIVIL 
      

          Este painel é dedicado a história dos Chefes de Polícia e secretários que administraram a Polícia Civil de Minas Gerais ao longo de mais de cem anos. Observamos que alguns se destacaram em suas gestões  e até hoje são lembrados  e homenageados com nomes de avenidas, ruas praças, logradouros diversos, prédios públicos, etc. Foram médicos, engenheiros, militares do exército, juristas, deputados, senadores, poetas, ministros e governadores. Abaixo os Chefes de Polícia do período republicano até o fim da ditadura militar, iniciada com o golpe de 1964 e esboço de biografias encontradas através de pesquisas do Cyber Polícia. Alguns nomes estão com poucas informações por falta de registros idôneos até o momento. Se qualquer familiar ou interessado na história da Polícia Civil de Minas Gerais tiver documentos ou informações que não conseguimos, fineza enviar ao site através dos nossos endereços eletrônicos ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) ou fazer contato para viabilizar a inserção. Algumas fotos que inserimos abaixo fazem parte do acervo do Arquivo Público Mineiro, http://conversaemprosa.blogspot.com.brMuseu Histórico Abílio Barreto, http://vejabh.abril.com.br, José Goes, http://www.skyscrapercity.com, ou desconhecidos.
                      

                                                         PERÍODO DE 1889/1945 

         
          1889-1890-Aristides Maia. 

Foi um republicano histórico que marcou presença nos primeiros passos da república, buscando o reconhecimento através da "amizade com toda a América do Sul". Pregava ainda a criação de uma Confederação Sul Americana, como se fosse uma só nação. Era contra os tratados com a Europa e cobrava dos brasileiros, maior altivez e menos subserviência em relação aos países do velho continente. Deputado federal pela constituinte da república em 1890, Aristides Maia participou da Emenda Lauro Muller, que já previa a mudança da capital do Rio de Janeiro, que se consumaria cerca de 70 anos depois de sua aprovação.   

"Ao art. 3º, ou onde convier,

Acrescente-se:

 Fica pertencendo à União uma zona de 400 léguas quadradas, situada no planalto central da República, a qual será oportunamente demarcada para nela estabelecer-se a futura capital federal."

A foto acima, de 1889, conhecida na época como Largo do Rosário, registra a região onde atualmente está localizada a confluência das Ruas da Bahia com Álvares Cabral e Guajajaras na capital mineira.
 

 

         

          1890-1891-Antonio Augusto de Lima.

jornalista, juiz, professor, poeta e político. Nasceu em Congonhas de Sabará, atual Nova Lima, MG, em 5 de abril de 1859 e faleceu no Rio de Janeiro, em 22 de abril de 1934. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e presidente em 1928.  Iniciou o seu curso de humanidades no Seminário de Mariana. Seguiu depois para o Seminário do Caraça. Desistindo de ser padre, foi prestar os exames preparatórios em Ouro Preto, em 1877 e em 1878, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Fundou, em 1880, com Raimundo Correia, Alexandre Coelho e Randolfo Fabrino, a Revista de Ciências e Letras. Formou-se em 1882 e durante seu curso exerceu atividade de jornalismo, no se mostrando um grande propagandista das ideias da República e da Abolição da escravatura. Passou a colaborar na imprensa, sobretudo no jornal O Imparcial, às vezes sob os pseudônimos de Lívio e Lauro. Foi nomeado promotor do Termo de Leopoldina, e, em 1885, juiz municipal. Em 1889, foi nomeado promotor de Direito de Conceição da Serra, no Espírito Santo, onde permaneceu até 1890, quando deveria seguir, no mesmo posto, para Dores de Boa Esperança, em Minas, mas logo foi escolhido para chefe de polícia do Estado, em Ouro Preto. Ocorreu, naquela ocasião, o projeto da mudança da capital do Estado de Minas, e a tese de Augusto de Lima era a de que a nova capital devia ser instalada no antigo Curral de El Rei, depois Belo Horizonte. Tinha como adepto de sua ideia  o  Barão de Lucena, Ministro da Justiça. Foi nomeado presidente do Estado, mas não quis assumir sozinho a mudança do governo, transferindo a aprovação para o  Congresso Constituinte, e só três anos depois, em 1898, transferiu-se para Belo Horizonte, a capital do Estado. Por causa de sua ideia inovadora e vanguardista, após sua morte teve seu nome dado a uma das mais importantes avenidas da capital mineira, homenagem esta, prestada pelo então prefeito Otacílio Negrão. Na campanha política de 1929-1939, da qual resultou a vitória da revolução, teve parte relevante, pronunciando memoráveis discursos. Na Câmara, o nome de Augusto de Lima aparece relatando e assinando pareceres na Comissão de Diplomacia e Tratados, de que foi membro, notadamente de 1910 a 1913 e de 1920 a 1923. Em 1934, foi eleito para a Assembleia Constituinte, e dela fazia parte, quando teve de submeter-me a uma cirurgia, e recolheu-se à Casa de Saúde de São José, no Rio de Janeiro, onde veio a falecer.

          Obras de Augusto de Lima: Contemporâneas, poesia (1887); Símbolos, poesia (1892); Poesias (1909); Noites de sábado, crônicas (1923); São Francisco de Assis, poesia (1930); Coletânea de poesias (1880-1934), poesia (1929); Tiradentes, poesia; Antes da sombra, poesia.  

O Bairro Cruzeiro de Belo Horizonte é registrado na primeira imagem e Vila D'el Rei na segunda, por volta de 1890. APM.

 

1891-1892- Ferreira Costa.  

1892. Ao fundo a antiga Igreja da Boa Viagem. Atualmente é a esquina da Rua Aimorés com Avenida João Pinheiro, onde atualmente está instalado o DETRAN. Na outra foto, a Igreja da Boa Viagem e seus arredores. A casa à esquerda, em primeiro plano é a Venda Nova Capital, registrada abaixo.

 

 1892 - Joaquim Jequiriçá     

              A foto acima, de 1896, é da antiga Estação Ferroviária da capital, depois reconstruída dentro do projeto de Aarão Reis e 
1ª Delegacia de Polícia, em 1985, na antiga Vila Curral D'el Rei. Observa-se que praticamente todas as fotos de construções da época são registradas nas imediações da Igreja da Boa Viagem, onde a Vila Curral D'El Rei tinha maior aglomeração de pessoas e habitantes.

 

1892-1894-Adalberto Dias Ferraz da Luz.

 Era engenheiro e trabalhou na construção de Belo Horizonte, a moderna capital mineira. Nascido em Pouso Alegre em 1863.  Estudou Humanidades em Ouro Preto e  graduou-se em Direito pela FDRJ em 1888.  iniciou na política como deputado e foi nomeado pelo então Presidente de Minas Gerais Crispim Jaques Bias Fortes o primeiro prefeito da nova capital (até então chamada Cidade de Minas). Foi Juiz Municipal de Pouso Alegre e deputado na Constituinte Mineira, na 1ª Legislatura. Perdeu seu mandato de deputado por aceitar um convite do presidente de Minas, Afonso Augusto Moreira Pena, para ser chefe de polícia do Estado, cargo que exerceu entre novembro de 1892 e fevereiro de 1894. Em 1895, foi reeleito deputado estadual, mas não chegou a tomar posse do cargo, uma vez que o convite para prefeito da capital coincidiu com sua eleição. Adalberto se tornou prefeito da então Cidade de Minas logo após a transferência do governo para a cidade. Adalberto Ferraz  havia sido consultor jurídico da comissão que construiu a capital mineira, liderada por Aarão Reis. Deputado federal da 4ª à 6ª legislaturas (1900-1908) liderou a bancada mineira e, durante o governo Campos Sales, a Liderança da Maioria (1901). Nomeado para o cargo de juiz distribuidor do Fórum do Rio de Janeiro, renunciou ao mandato parlamentar em maio de 1907. Adalberto Dias Ferraz da Luz faleceu em Belo Horizonte, em 27 de outubro de 1912. 

1897. Foto da primeira Igreja da Boa Viagem, marco do início da povoação da atual capital de Minas Gerais e de uma venda no Curral D'el Rei, onde já ostentava o nome de "Nova Capital", em referência a transferência da sede do governo mineiro, de Ouro Preto para o projeto Belo Horizonte, ainda no papel.

 

 

1894-1896-Alfredo Pinto Vieira de Melo. 

Nascido em 1863, foi um grande jurista brasileiro. Chefe de Polícia durante o governo Afonso Pena, Presidente do Instituto da Ordem dos Advogados de 1912 a 1914. Foi Ministro da Justiça e Negócios Interiores no governo de Epitácio Pessoa. Em seguida foi Ministro Interino da Guerra. Em 1921 deu-se sua posse como Ministro do Supremo Federal. Morreu no Rio de Janeiro, em 1923. Publicou alguns livros, entre os quais "O Júri" e "Direito das Sucessões".  

As imagens ao lado de Alfredo Pinto são da casa desapropriada em uma fazenda onde atualmente está o Parque Municipal, para servir de residência ao engenheiro Aarão Reis, durante a construção da capital Belo Horizonte. APM.

 

         
1896- Estevam Lobo Leite Pereira.

 Nasceu na cidade de Campanha, em 3 de agosto de 1869. Foi juiz municipal em São Paulo do Muriahé, atual Muriaé. Exerceu seu mandato de Secretário de Polícia na então capital mineira, Ouro Preto. Exerceu também as funções de oficial de gabinete do Presidente Bias Fortes e se tornou lente (Catedrático) da Faculdade de Ouro Preto. Advogado, deputado federal, Lente da Escola de Direito de Belo Horizonte, escritor, etc. Foi um dos cinco filhos de  Américo Lobo Leite Pereira ,  governador do Paraná em 1890 e Manoela Urbana de Queirós Lobo. Foi senador da república por Minas Gerais e Ministro do Supremo Tribunal Federal em 1903. Falecido em 13.09.1908 quando se encontrava na Praia de Copacabana. Tem no acervo de sua biografia: "Autoria Coletiva e Cumplicidade", Criminalidade Infantil", "Projeto de Lei de Minas", "Bases para uma Remodelação do Direito Penal Militar", "Regime de Pesca", "Empréstimos Estaduaes", "Delictos de Imprensa", "Imunidades Parlamentares" e outros. 

O endereço do site, a seguir, registra a biografia do genitor de Estevam Lobo Leite Pereira: http://www.seeg.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=22

As duas fotos do Arquivo Público, de 1896, registram o Bairro Funcionários em seu nascedouro, criado para abrigar os trabalhadores de construção da nova capital. A segunda  foto retrata a construção do prédio da Secretaria de Educação. APM.

 

1896-1899-Aureliano Magalhães.  

 
Em 12 de dezembro de 1897, era criada a nova capital mineira com  grande festa de inauguração onde posteriormente foi construída a Praça da Liberdade. A segunda foto registra a antiga estação ferroviária no ano da inauguração da nova capital  mineira.          

 

 

1899-1902- Edgard da Cunha    

Foto: 
1899 da Igreja do Rosário, atualmente, Avenida Amazonas com São Paulo e Tamoios. A segunda, Avenida Afonso Pena com Rua da Bahia. 7 de Setembro de 1902. Inauguração dos Bondes elétricos pelo Presidente de Minas Gerais Francisco Sales.  

 

1902-Gomes Lima                                         Neste período era inaugurada a Santa Casa na provinciana capital das alterosas

 

1902- Olinto Ribeiro                         A casa de esquina, à direita, na Rua Gonçalves Dias, esquina com Rua da Bahiaatrás

da Praça da Liberdade,  foi construída e inaugurada nos anos 1895 a 1897 para a primeira sede da Chefia de Polícia de Estado da capital mineira.                                                     

 

 1902-1903- Juscelino Barbosa                     Inaugurações do Palácio do Governo, ainda conhecido como Palácio Presidencial, e Imprensa Oficial

 

     1903-1905-Cristiano Brasil

                                                       Foto Acervo José Goes: 1905. Praça Sete e Avenida Afonso Pena vista por dois ângulos

 

 1905-1906- Olavo Andrade 

 

1906-1907- Josino Araújo                                     Antiga Avenida do Comércio, atual Avenida Santos Dumont 

 

 1907-1908- Raphael Magalhães

Igreja de Lourdes, na Rua da Bahia, por volta de 1910. 

1908- Barcelos Corrêa 

                          Avenida Afonso Pena em seus primeiros detalhes do final da década de 1910

 

1908-1910- Uiras Botelho             

                                                  Fotos de 1910 da Rua da Bahia e centro de Belo Horizonte.

 

1910-1911- Américo Lopes 

                                                                 
                                       Foto da Cavalaria da Força Pública na Praça da Liberdade por volta de 1910.

 

  

   1912-1914- Herculano César                                                                           1912. Rua da Bahia. Fazenda do Leitão nos anos 10

 

         
         1914-1917 - José Vieira Marques.  

Nasceu em Santa Bárbara MG, a 28 de setembro de 1877.  Estudou no Colégio Caraça e posteriormente no Ginásio de Ouro Preto. Formou-se na Escola de Direito de Belo Horizonte no ano de 1900. Em 1901, foi nomeado Promotor de Justiça na Comarca de Palmyra, onde foi presidente da Câmara Municipal. Em 1910, foi eleito deputado estadual, com mandato até 1914, tendo exercido o cargo de Secretário do Interior de Minas Gerais no governo Delfim Moreira, 1914-1918. Em 1919, foi eleito senador estadual, posto que exerceu até 1926. Foi ainda eleito para deputado federal, em 1934, quando Getúlio Vargas revogou a constituinte de 1934, fechou o Parlamento Nacional e implantou o Estado Novo. Por causa da polícia de Vargas foi para Santos Dumont em 1938, atuando novamente como advogado. Faleceu a 20 de abril de 1946. 

Fotos registram a Força Pública em 1914 e a Rua da Bahia, esquina de Rua Caetés, nas proximidades da Praça da Estação por volta de 1917 com a presença de uma Divisão da Guarda Civil.

 

1917-1918- Afonso Morais                    Foto de 1917 da atual Praça Hugo Werneck, ao lado da Santa Casa de Misericórdia.          Avenida Afonso Pena           

 

1918-1922- Júlio Otaviano               

 

                                                       Fotos de 1920. Rua da Bahia e Avenida Afonso Pena

 

1922-1924- Alfredo Sá                                 

 

       Foto década de 20: Grande Hotel, na Rua da Bahia com Avenida Augusto de Lima e do prédio que abrigava a sede da
Guarda Civil na Rua Bernardo Guimarães com Bahia, mesma década.

 

1924-1926- Alencar Araripe                                      

 

                   Foto do Museu Histórico Abílio Barreto: antigo trecho da Avenida Andradas. Ao fundo o Bairro Floresta e à esquerda
  o antigo Hotel Avenida, demolido em 1970. A segunda registra a Praça da Estação fim dos anos 20.

 


1927-1929 - Afonso Morais                 1929. Atual Viaduto Santa Tereza. Ao fundo, a bela arquitetura do prédio dos Correios, posteriormente demolido para a construção de um edifício. Fiscais motorizados da Inspetoria de Veículos.                                                                                                                                                      

 

          
         1930-Odilon Braga. 

Nasceu em Guarani (MG), em 1894. Advogado, político. Vereador em Rio Pomba (MG). Ainda na época que residia em Juiz de Fora, engajou-se na campanha civilista de Rui Barbosa à presidência da República. Após formar-se, exerceu a advocacia em diferentes municípios mineiros e foi promotor público em Ubá (MG). Foi oficial de gabinete na Secretaria do Interior de Minas do presidente Raul Soares e no Ministério da Marinha, durante o governo do presidente Epitácio Pessoa. Em 1923, elegeu-se deputado estadual pelo PRM. Em 1927, chegou à Câmara Federal pelo mesmo partido. No final do governo de Minas de Antônio Carlos, assumiu a Secretaria de Segurança. Nesse posto, desempenhou importante papel no apoio à Revolução de 1930 em Belo Horizonte. Em 1933, elegeu-se deputado federal constituinte por seu estado natal, na legenda do Partido Progressista (PP). Em julho do ano seguinte, logo após a promulgação da nova carta constitucional, foi nomeado para o Ministério da Agricultura. Exonerou-se do cargo em novembro de 1937, por discordar da implantação da ditadura do Estado Novo por Vargas. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e em 1943 assinou o Manifesto dos Mineiros, que exigia o retorno da democracia ao país. Por conta desse posicionamento, sofreu represálias por parte do governo federal, que o afastou de seu cargo no Banco do Brasil e exerceu fortes pressões para que sua demissão se efetivasse também na empresa privada em que trabalhava. Um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN) que fazia oposição ao Estado Novo.  Nas eleições presidenciais de 1950, concorreu como candidato a vice-presidente na chapa do brigadeiro Eduardo Gomes, lançada pela UDN, sendo derrotado pela chapa Getúlio Vargas-Café Filho. Entre 1950 e 1952 exerceu a presidência do partido. Em 1954, elegeu-se deputado federal pelo Distrito Federal. Morreu no Rio de Janeiro, em 1958.

Fotos do Presidente de Minas Gerais Antonio Carlos em revista à Força Pública e Avenida Afonso Pena no princípio da década de 30.

 

 

1931-1935- Álvaro Batista

                                               1931. A Guarda Civil perfilada na Avenida João Pinheiro.                                         Identificação policial de 1931

 

1935 -1936 - Gusmão Júnior                            Centro de BH, com a Igreja São José à esquerda e Avenida Afonso Pena e esquina de Rua da Bahia nos anos 30

 

1936-1942- Major Ernesto Dornellas                                           Avenida Afonso Pena e Rua dos Caetés nos anos 30                                                                                              

 

1943/1944. Crispim Jacques                      Avenida Augusto de Lima, a fábrica de cigarros Souza Cruz e a identificação policial nos primeiros anos da década de 40
Bias Fortes                                                                                                              e identificação policial daquele mesmo período.

 

1944-1945- Luis Martins Soares    Praça da Estação e Praça Sete no período da II Guerra com campanhas para arrecadação de metais com finalidade de fabrico de material bélico.                                                                                                                                                                                                                                                            

 

PÓS-GUERRA 1945/1964

A partir de 1945, com o encerramento da II Grande Guerra Mundial, O Brasil, apesar da pequena, mas importante participação no evento belicoso, também sofreu, como o resto do planeta, com as transformações desencadeadas.

 

1945-1946- Desembargador  Paula Mota                         A Praça da Liberdade e Guardas uniformizados no final do anos 40

 


1946- Ávila de Oliveira                                                                                                  Praça Sete e Telecomunicação. 1946.

 

1946- Gastão Moura Filho                                                                                             BH noturna e Guardas no final dos anos 40

 

        
 1946- João Pimenta da Veiga.
 Nasceu em 11/4/1910 na cidade de João Nepomuceno-MG. Foi advogado, político e professor. Teve grande destaque como criminalista em júris na capital mineira, colaborando substancialmente na absolvição do poeta Décio Escobar, no conturbado "Caso do Parque” /Década de 50/60, deste site. Foi deputado federal pelo PSD no período de 1959 a 1963. Foi líder do PSD, Procurador do IAPC em Minas Gerais, Oficial de Gabinete do Secretário do Interior, Carlos Luz, entre 1933 e 1935. Depois assumiu as funções de procurador na mesma secretaria (1938-1945). Em seguida foi Chefe de Polícia em 1946 e Chefe de Gabinete do Governador Bias Fortes (1956-1958). Publicou as obras: "Da Responsabilidade Penal" e "O Caso do Sargento Ananias".

A Praça da Liberdade e a reportagem da Revista "O Cruzeiro", sobre Décio Escobar, no júri do "Caso do Parque" ilustram esse período da década de 40.  

 

1946- Sebastião de Souza                      Praça Sete e viatura do Pronto Socorro Policial na segunda metade da década de 40.

 

1946-1947- Rogério Machado. 

Rua da Bahia e Grande Hotel, pós guerra, no final dos anos 40. Posteriormente foi demolido e em seu lugar construído o Edifício Maletta na mesma rua, esquina de Avenida Augusto de Lima.

 

 1947-1951- Campos Christo.                                                                 

 Campos Christo foi um dos mais atuantes Chefes de Polícia da história da Polícia Civil mineira, se destacando dos demais por seu dinamismo e visão vanguardista. Em sua administração ocorreram mudanças substanciais e inovadoras com a implantação de inúmeros projetos que engrandeceram a instituição. Podemos destacar, dentre outros: criação da Rádio Patrulha da Guarda Civil, a Organização administrativa dos serviços policiais, formatura de médicos legistas, investigadores, peritos, etc.

Fotos: Criação da Rádio Patrulha e Organização dos Serviços Policiais 

 

 1951-1952- Starling Soares                                                                                      O bonde e BH no principio da década de 50.


1952-1954- Luis Soares da Rocha                                      Fiscais do DET e o centro da capital mineira nos anos 50                                                                

 

 1954- M. Chagas Bicalho

 

 1954-1955- Davidson Pimenta da Rocha

 


    
        1955-1956 - Philipe Balbi.

 Foi deputado federal durante a constituinte de 1946, quando ocorreram alterações profundas na lei maior brasileira, dentre as quais: Art. 195 - São símbolos nacionais a bandeira, o hino, o selo e as armas vigorantes na data da promulgação desta Constituição. Parágrafo único - Os Estados e os Municípios podem ter símbolos próprios.

Art. 198 - Na execução do plano de defesa contra os efeitos da denominada seca do Nordeste, a União dependerá, anualmente, com as obras e os serviços de assistência econômica e social, quantia nunca inferior a três por cento da sua renda tributária.

§ 1 º - Um terço dessa quantia será depositado em caixa especial, destinada ao socorro das populações atingidas pela calamidade, podendo essa reserva, ou parte dela, ser aplicada a juro módico, consoante as determinações legais, empréstimos a agricultores e industriais estabelecidos na área abrangida pela seca.

§ 2 º - Os Estados compreendidos na área da seca deverão aplicar três por cento da sua renda tributária na construção de açudes, pelo regime de cooperação, e noutros serviços necessários à assistência das suas populações. Art. 200 - Só pelo voto da maioria absoluta dos seus membros poderão os Tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato do Poder Público.    

A foto registra as novas GMC e emblema da Guarda Civil na década de 50.

 

         
          
1957-1958- Paulo Pinheiro Chagas.

  Médico e político mineiro, nascido em Oliveira no ano de 1906. Primo de Carlos Chagas, o famoso sanitarista brasileiro. Quando jovem, envolveu-se em um movimento político, denominado Aliança Liberal, ao lado de Antonio Carlos Andrada. Na revolução de 30, foi ativista, ainda como universitário no curso de medicina. Atuou como médico em Belo Horizonte e ingressou no PRM - Partido Republicano Mineiro, quando abandonou a carreira de médico e foi eleito como suplente da Assembleia Nacional Constituinte. Fez direito na Faculdade de Minas Gerais, cujo curso concluiu em 1937. Em 1934 foi eleito deputado à Assembleia Constituinte Estadual de Minas Gerais onde permaneceu até a criação do Estado Novo que fechou os órgãos legislativos brasileiros e acabou com a federação. Em 1943 foi um dos signatários do Manifesto dos Mineiros, a primeira manifestação expressiva de oposição ao Estado Novo. Foi um dos fundadores da antiga UDN- União Democrática Nacional, partido que foi símbolo da política mineira da época. Em 1950, mudou de partido, filiando-se ao principal partido adversário da UDN, o Partido Social Democrático - PSD, elegendo-se deputado federal e reelegendo-se em 1954. Em 1958 e 1962, foi novamente aclamado nas urnas para os mandatos de deputado federal. Foi ministro de Saúde do Governo João Goulart. Assumiu a Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais em momento de grandes mudanças na Polícia Civil, com a construção dos Departamentos de Investigações e DOPS. Em 1966, agora na Arena, foi reeleito deputado federal, apoiando o regime militar. Durante sua gestão fez grandes mudanças na Polícia Civil, com a inauguração dos modernos prédios do Departamento de Investigações, Delegacia de Furtos e Roubos, DOPS e DETRAN.

 

            
           1959-1960- Celso Porfírio Machado. 

Político, advogado, funcionário público, Delegado de Polícia e jornalista, nasceu em Cristina, MG, a 15 de fevereiro de 1895, e faleceu em Belo Horizonte, MG, a 13 de setembro de 1974. Bacharelou-se pela FLDMG em 1916. Ainda estudante de Direito, trabalhou como funcionário da Administração Geral dos Correios e Telégrafos, na Capital Mineira. Depois de formado fixou-se em  Visconde do Rio Branco, onde passou a advogar e a exercer os cargos de Delegado de Polícia, Presidente da Câmara Municipal. Fundou e dirigiu os jornais "O Comércio", "O Rio Branco" e "Minas Jornal". Foi Deputado Estadual em 1923-1930. Após a Revolução de 1930, que o alcançara no desempenho do mandato estadual, elegeu-se Deputado Federal Constituinte para a Legislatura 1935-1937, durante a qual fez parte da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações. No período 1938-1945 permaneceu no Rio de Janeiro, DF, como Procurador da Fazenda Federal. No último ano do Governo Benedito Valadares Ribeiro foi Secretário do Interior e Justiça de Minas Gerais (abril a novembro de 1945). Eleito Deputado Constituinte nacional de 1946, ficou na Câmara até 1951. No Governo José Francisco Bias Fortes voltou ao seu Estado natal para dirigir a Imprensa Oficial (1957-1959) e, em seguida, exercer o cargo de Secretário da Segurança Pública (1959-1960). No Governo Israel Pinheiro da Silva (1966-1971) chefiou a Assessoria Técnico-Consultiva da administração estadual. Escolhido pelo Colégio Eleitoral, de março de 1971 até a data de sua morte foi Vice-Governador do Estado, como eventual substituto de Rondon Pacheco.

 

 

          
          1960- 1961. Ribeiro Pena. 

Nasceu em Itapecerica aos 4 de agosto de 1900. Formou-se em agrimensura na capital mineira. Em 1936 bacharelou-se em direito na então UMG, atual UFMG. Advogou em Belo Horizonte ao lado de seu amigo, Amintas de Barros, ex-prefeito da capital de Minas. Foi jornalista na Folha de Minas. Vereador. Deputado estadual à assembleia constituinte mineira em 1947 e no mesmo ano foi eleito Vice-Governador do Estado. Deputado estadual em 1950 e 1954. Presidente da ALEMG de 1950-1954, durante o governo de Juscelino Kubitscheck. Secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública de Bias Fortes. Em 1962, no governo Magalhães Pinto, ocupou a Secretaria de Viação e Obras Públicas. Foi Diretor-Presidente do Banco Mineiro da Produção, até 1965.  José Francisco Bias Fortes   Foi eleito Deputado Estadual em 1915, e reeleito em 1919 e 1922. Em 1925 assumiu a cadeira de Deputado Federal.  Foi nomeado prefeito de Barbacena em 1937. Foi Deputado Federal constituinte, participando ativamente da assembleia instalada em 1946. Foi Governador do Estado de Minas Gerais no período de 1956 a 1960.
As imagens registram o Guarda Civil Agostinho com Juscelino Kubitscheck e a Penitenciária Central, na Rua Uberaba com Gonçalves Dias. Final dos anos 50 e início de 60.

 

 1962. Helvécio Antonio Horta Arantes

1962-1963. Manoel Taveira de Souza

  1963. José de Faria Tavares. 

Formou-se em Direito, em 1938, pela Universidade de Minas Gerais. Advogou em Patrocínio foi Deputado pela UDN de 1947 a 1951. Exerceu também outros cargos públicos em Minas Gerais, Secretário de Segurança Pública, Diretor das Centrais Elétricas e Secretário da Educação. Foi Senador por Minas Gerais, no período de 1964 a 1967.  

 

 1963-1964. José Monteiro de Castro

 1964. Mauro da Silva Gouveia

                            

                                                                                             PERÍODO MILITAR. 1964/1985

Período de grande transformação na sociedade brasileira, a instalação do governo militar com a Revolução de 1964 e o novo sistema de segurança pública, com foco na repressão aos subversivos e atos de terrorismo. A polícia assume novos procedimentos de atuação, manifestações e onda de violência alastram pelo país com atentados a bombas e roubos a bancos. O período pode ser pesquisado no Artigo Décadas.

 1964-1972  Joaquim Ferreira da Silva

 

 1973. Gilberto Alves da Silva Dolabela

  1973. Cel EB Edmundo Adolpho Murgel

 1973 - Caio Mário 

  1974. Coronel EB Odelmo Teixeira

Acima, o logo da COSEG e carteira policial do período de administração Odelmo Teixeira.

 1975-1978. Cel EB Vinícius Alves da Cunha

    

 1979-1981-Cel EB Amando Amaral

 1982-1983. Cel. EB Washington Flores

 1984/1987- Chrispim Jacques Bias Fortes , o "Biazinho".

 Exerceu os cargos de Secretário de Segurança Pública e Secretário de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais. Foi Deputado Federal em oito legislaturas consecutivas.  Delegado Observador junto à Assembleia Geral da ONU, em 1979. Viatura Caravan e Carteira policial do período.

 

1988/1989. Ministro Carlos Fulgêncio da Cunha Peixoto

 

          
1990-1993- José Resende de Andrade 

José Resende de Andrade. Foi o primeiro Secretário de Segurança Pública delegado de polícia pós regime militar e um dos símbolos maiores da Polícia Civil, no seguimento operacional. Lutou como poucos contra a extinção da Guarda Civil no final dos anos 60, chegando a vias de fato com o então comandante da PM, dentro da sala do gabinete do Governador Magalhães Pinto, na defesa de sua instituição. Como Secretário de Segurança, investiu rigorosamente na repressão aos crimes de pistolagem e sequestro no estado de Minas Gerais, reduzindo drasticamente essas modalidades criminosas. Com seu jeito diferente e audacioso de administrar, designou uma equipe  de policiais para apurar crime de homicídio praticado por pistoleiro em Jarú-Rondônia, envolvendo a família Nunes Leite, do Vale do Mucuri. Fato totalmente inusitado, já que a competência não era da polícia mineira, que, no entanto, obteve êxito na investida. Foi severamente combatido pelo "Tortura Nunca Mais", por sua participação no processo de repressão aos subversivos no período militar e por suas célebres frases na década de 90: "Sequestro em Minas não tem Vez" e "Sequestrador tem que morrer". Foi eleito Deputado Federal e também convidado para Secretário de Segurança do Espírito Santo, em período de grande conturbação criminal naquele estado. Outras informações na Seção Grandes policiais/José Resende de Andrade, deste site.       

 

 



 

 

2011 1889/1993. HISTÓRIA DOS CHEFES DE POLÍCIA DE MG. © 2012 - Cyberpolicia: História da Polícia Operacional Investigativa
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