ALCIDES MARTINS MAIA FILHO

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Categoria: Grandes Policiais da História
Data de publicação

     

           Alcides foi um detetive da Delegacia de Furtos e Roubos, na velha delegacia da Rua Pouso Alegre, 417, onde adquiriu sua experiência no combate a assaltantes e quadrilhas, com policiais “águias”, como Daniel “Tchê”, Geraldo Flaviano, Cunha, Edson “Preguinho”, Agostinho, dentre outros. Tornou-se delegado e depois de exercer suas atividades em delegacias do interior, retornou para sua unidade de origem, onde manteve sua condição de excelente profissional.  Indubitavelmente, o melhor delegado de repressão ao roubo a banco em nosso estado. Um arquivo ambulante, com registro na memória de todos os grandes assaltantes de bancos e carros forte que ousaram investir em crimes no estado de Minas Gerais nas décadas de 90 e 2000 e viram pela frente esse destemido e inteligente policial. 

   
   

       Detetives Manoel e Eduardo. À direita. Alcides Maia. Em diligências no interior do estado.

Alcides no meio, com seus companheiros Gilberto, Daniel, Mauricinho, Pracatá, Marcos e Loami.

 

JORNAL O TEMPO.

Ex-soldado do Exército integra bando

Um dos assaltantes de banco em MG já fez parte das Forças Armadas, segundo a polícia; ontem outro acusado foi preso.

PUBLICADO EM 13/01/07 - FLÁVIA MARTINS Y MIGUEL

O segundo suspeito de ter participado do assalto a banco na cidade de Tiros, Alto Paranaíba, na última segunda-feira, foi preso ontem em Pirapora, no Norte de Minas, por agentes da Polícia Civil. Wedson Oliveira Manuel, o Guela, seria levado de avião para a cidade de Patos de Minas onde estão concentradas as investigações. Até agora, a polícia ainda não conseguiu prender nenhum dos criminosos envolvidos na mais grave das quatro ocorrências de assalto a banco no Estado nesta semana: a de São Gotardo, também no Alto Paranaíba.

Doze pessoas foram feitas reféns e uma morreu. Um dos integrantes desta ação já foi identificado e é um ex-soldado do Exército goiano, Kléber José Rocha. Segundo o chefe da 1ª Delegacia de Roubo a Bancos de Minas, delegado Alcides Maia, o principal e único suspeito identificado até agora nesse assalto de São Gotardo (Kléber) teria participado também de um assalto a banco em Ibiá há seis meses. Este mesmo crime teve ainda a participação de Dorair Neverton dos Reis Alves, outro foragido que está sendo caçado pela polícia.

"Essa é a única certeza que temos. O assalto teve as mesmas características, muitos tiros e violência. Ele usou granadas para atacar carros de PM. Ele é muito perigoso e extremamente nervoso. Pelo o que as testemunhas descreveram para nós, não temos muitas dúvidas de que ele (o ex-militar) esteve em São Gotardo", revela.

Integração da inteligência 


Dos quatro assaltos ocorridos nesta semana em Minas, há outros dois suspeitos identificados, mas eles permanecem foragidos. Equipes de agentes da Polícia Civil viajaram ontem para São Paulo e Goiás em busca de pistas da quadrilha de assaltantes. As polícias trabalham integradas para tentar prender todos os bandidos. Na capital goiana, o chefe do grupo anti-roubo a banco, o delegado Deusny Silva Filho, também está trocando informações com Minas Gerais. Para Deusny, embora ainda não tenha nada de concreto à respeito da participação de ex-policiais de Goiás nos crimes, as polícias vão trabalhar juntas para a prisão imediata do principal suspeito do assalto a São Gotardo.

 

Apoio 
"Temos conhecimento da periculosidade do Sinistro (Kléber). Nós vamos dar todo o apoio aos nossos colegas para a prisão dele. É muito cedo ainda para falarmos de envolvimento de ex-policiais daqui. Não tem nada de concreto. Temos essa suspeita de participação de policiais por causa da forma da ação, manuseio das armas e estilo", afirma.

 

Delegados reféns tentam identificar bandidos em arquivo

Os delegados de Rio Paranaíba, Augusto César Gambra Capela e Wander Diógenes Souza, além de um agente da Polícia Civil de Carmo do Paranaíba, que foram mantidos reféns pela quadrilha que participou do assalto em São Gotardo, estiveram ontem à tarde na Delegacia de Roubo a Bancos de Belo Horizonte. Eles foram recebidos pelo delegado Alcides Maia numa breve reunião. Após o encontro, os três policiais foram para o arquivo de fotos da delegacia para olharem as cerca de 47 mil imagens de suspeitos que se encontram no acervo.

O objetivo era extrair o máximo de informações das vítimas que, para a PM e Polícia Civil, são peças fundamentais para a prisão dos fugitivos. Doze pessoas foram feitas reféns durante o assalto em São Gotardo. Os delegados e agentes foram sequestrados pelo bando na BR"354, durante a fuga dos assaltantes. Depois de trocarem tiros com uma viatura da Polícia Rodoviária Estadual e matarem o cabo Wandeck Costa Silva, 34, os integrantes da quadrilha cruzaram com uma viatura da Polícia Civil. Houve nova troca de tiros e os assaltantes ainda fizeram reféns os delegados Augusto César Gambra Capela e Wander Diógenes Souza, de Rio Paranaíba.

Barreiras 


Durante a tentativa de conter a fuga dos bandidos, a Polícia Militar montou três barreiras na estrada. Os reféns foram mantidos por quase 12 horas sob a mira das armas dos assaltantes. Todos foram encontrados amarrados em árvores próximo a Sacramento. A falta de êxito na perseguição dos bandidos, mesmo com várias barreiras e policiais envolvidos nas buscas, foi justificada pela presença dos reféns. Para o delegado Alcides Maia, a função principal naquele momento era a preservação da vida dos reféns.

"A questão não foi que os bandidos venceram nossos bloqueios. Foi a ação da polícia que optou pela vida, uma vez que tínhamos pessoas inocentes nas mãos daqueles marginais. Havia juiz, delegados, policiais militares, colegas nossos. Sempre temos que pensar nisso. Se não tivessem reféns em posse deles, com certeza estariam todos presos. Nunca conseguiriam escapar", afirmou o delegado. (FMM)

 

Ex-policiais militares também participaram 
ERNESTO BRAGA

O superintendente geral da Polícia Civil, delegado José Arcebispo da Silva Filho, confirmou ontem que o bando formado por cerca de 15 homens fortemente armados, que aterrorizou os municípios do Alto Paranaíba, foi liderado por ex-policiais militares de Goiás. As polícias dos dois Estados, além das de São Paulo, trabalham em parceria para capturar os criminosos. Além de liderar a quadrilha, os ex-militares goianos participaram pessoalmente dos assaltos, segundo o superintendente.

Ele informou que os quatro suspeitos divulgados anteontem pelo chefe do Departamento de Investigações (DI), delegado Antônio Carlos de Faria, são mineiros e atuaram no apoio ao grupo. Marginais do Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão e Sergipe também podem ter participado dos crimes.

O chefe da Divisão Nacional de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio da Polícia Federal, delegado Antônio Celso dos Santos, descartou a possibilidade de os criminosos terem algum envolvimento com o assalto ao Banco Central de Fortaleza, em agosto de 2005, como chegou a ser especulado anteontem pela Polícia Civil. Os investigadores informaram que as pessoas feitas reféns pela quadrilha disseram em depoimento que alguns dos assaltantes tinham um linguajar típico de policiais. (Com Igor Veiga)

 

         Depois da extinção da DERB (Delegacia Especializada de Repressão ao Roubo a Banco), assumiu uma das especializadas de repressão ao tráfico de drogas e rapidamente a ponta na produtividade em todo o estado, no índice de flagrantes de traficantes.

Outras informações podem ser pesquisadas no artigo www.cyberpolicia.com.br/orgãos Policiais/DERRB.



 

                                                                                                                                      

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