EDIRALDO JOSÉ MARQUES BICALHO BRANDÃO

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Categoria: Grandes Policiais da História
Data de publicação

              Como policial sempre se destacou pelo seu jeitão sisudo, cara fechada e de poucos amigos. Por trás da máscara de homem mau, a personalidade amiga do profissional de polícia competente e de reconhecimento entre os diversos seguimentos de nossa sociedade, apesar de nunca ter sido unanimidade dentro da própria polícia, pelo seu caráter e autenticidade que muitas vezes incomodava. Passou por delegacias operacionais como Furtos e Roubos, homicídios, Chefe do Departamento de Investigações. Foi diretor do DOPS e da COSEG em momentos turbulentos da Ditadura. Foi um grande Corregedor Geral, diretor da Acadepol, dentre outros. Participou de grandes investigações, mas seu lado humanitário ganhou projeção quando foi designado Diretor da Casa de Detenção Antonio Dutra Ladeira.

 

               O jornalista Leopoldo José de Oliveira, em 1996, retrata o perfil do Dr. Ediraldo Brandão em um artigo:

“O Dr. Ediraldo Brandão, meu amigo de longa data e que vem fazendo no setor penitenciário mineiro um grande trabalho, não só no sentido material, como também no lado humanitário. Quando repórter policial em Belo horizonte, fiquei frente a frente várias vezes com Antonio do Espírito Santo Borges, o conhecido “Cabelinho de Fogo”, que era o terror da capital. Assaltou, matou e praticou outros delitos. Suas condenações somaram um total de 155 anos de prisão. Cumpriu 17 anos em Neves e suas penas foram unificadas em “apenas” 30 anos. Nunca mais vi “Cabelinho de fogo”. Na última quarta-feira, pouco depois de ter chagado para visita ao amigo Ediraldo, eis que entra em sua sala, mancando pelo tiro que levou na perna há cinco anos, o dito “Cabelinho de Fogo”. Mostrou-se um homem recuperado, informando que tem filho de dois meses de idade para criar e que deseja comprar um carrinho de frutas em algum ponto de Belo Horizonte. Ediraldo, como sempre, muito sensível a estes tipos de problemas, mostrou-me a sentença do Dr. Willian Silvestrini, dando a “Cabelinho de Fogo” o direito de trabalhar durante o dia e dormir no presídio à noite. Por tudo isto e pelo muito que vem fazendo pela humanização do sistema penitenciário mineiro, o delegado Ediraldo Brandão – que há dias, juntamente com o delegado Prata Neto, eu os classifiquei entre outros como dois gigantes da Polícia Civil”.

          Ao assumir o Departamento de Investigações, Ediraldo Brandão teve que intervir em uma séria rebelião na Dutra Ladeira, onde o Diretor, delegado Walter Lopes era mantido refém. Os próprios presos exigiram que o “Dr. Ediraldo” fizesse a negociação e realmente, a sua intervenção levou ao encerramento do levante de forma pacífica. 

      Aqui são registradas fotos de Ediraldo Brandão ao lado dos delegados: Zé Resende, Thacir Menezes, Lindolfo Coimbra, Zaluar, Ariosvaldo e outros policiais.
 

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/182-di-departamento-de-investigacoes

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/176-delegacia-de-furtos-e-roubos



 

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