História das Delegacias e Prédios da Polícia Civil na Capital Mineira

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 Fotos digitais do acervo Cyber Polícia, retratando diversas fases da arquitetura dos prédios policiais, incluindo delegacias e órgãos destinados às atividades relacionadas à repressão à criminalidade na capital.

1895. 1ª Delegacia da atual capital mineira, construída nas imediações, onde hoje está localizada a Igreja da Boa Viagem.

1914. À esquerda o primeiro prédio que abrigou as instalações da Inspetoria de Veículos, entre 1914 e 1926, quando trocou de endereço. Era um imóvel pequeno e de acomodações sofríveis, mas que historicamente foi o marco inicial das atividades relacionadas ao transito em Minas Gerais.

1914. Também entre 1914 e 1919, este prédio abrigava a Guarda CivilNo mesmo aspecto histórico, marcou como o início das atividades de uma grande instituição, a Guarda Civil. Durante muitos anos emprestou seus guardas à Inspetoria de Veículos, onde atuavam como fiscais de transito

1925. Em 1925 a Chefia da Guarda Civil foi transferida para um moderno prédio da época, localizado na Rua da Bahia, esquina com Bernardo Guimarães.
Ali funcionou por décadas a administração daquela instituição.


1926.
 No ano de 1926, a Inspetoria de Veículos também muda de prédio e passa a ocupar o imóvel, da Rua Bernardo Guimarães, que ficava ao lado da Guarda Civil, na esquina com Rua da Bahia.

1940. Por volta de 1940, foto acima, a Superintendência da Guarda Civil é instalada ao lado do prédio da Inspetoria de Veículos, na Rua Bernardo Guimarães. Ali funcionou por vários anos, a administração daquela instituição, o seguimento fardado da Polícia Civil.

 

1945. DIVERSOS PRÉDIOS DE ÓRGÃOS DA POLÍCIA CIVIL

 

1958. DI- Prédio, inaugurado em 1958, simboliza a grande era da Polícia Civil de Minas Gerais no aspecto de repressão especializada ao crime em nosso estado. Um marco na história policial investigativa no estado de Minas Gerais. Alguns de seus policiais tiveram participação importantíssima nas apurações de crimes intrincados e complexos, que iam desde homicídios com envolvimento de figuras importantes, aos roubos a bancos e quadrilhas interestaduais. Foi um Departamento de Investigações que nunca teve fronteiras em suas atuações.

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/182-di-departamento-de-investigacoes

Acima à esquerda: 1958. Traçado arquitetônico do que seria o temido DOPS, prédio símbolo do período de repressão da ditadura militar em Minas Gerais. Durante os anos 60 e 70 participou ativamente na repressão aos grupos subversivos que atuavam em Minas nas ações de guerrilha urbana. Teve destaque em operações especiais como a que ocorreu na cidade de Mutum e na repressão aos movimentos grevistas e estudantis daquele período. 

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/296-dops

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/189-deoesp-das-sequestros


1960
. Acima: Rua Uberaba, 865, Bairro Santo Agostinho. Neste endereço abrigava um prédio da década de 30 de magnifica arquitetura, onde nos anos 50 foi instalada a 1ª Divisão Regional de Polícia, equivalente à antiga Metropol. Tinha sob sua área de competência toda a capital e região metropolitana, excetuando as delegacias do Departamento de Investigações. Também era responsável pela Guarda Civil e Polícia Técnica que funcionaram em suas dependências. Nas décadas de 70, 80, 90 e parte de 2000, o prédio abrigou a Delegacia de Furto de Veículos, emplacamento, Superintendência Administrativa com seu auditório, Departamento Pessoal, Capela e Departamento de Material e Patrimônio.

1970. A Penitenciária Central, também gerida pela Polícia Civil, estabeleceu-se no endereço de Rua Uberaba, 865, esquina de Rua Gonçalves Dias, por quase duas décadas(Anos 50/60). Por ali passavam inúmeros presos em situação provisória ou mesmo apenados, em sua maioria de processos criminais da capital mineira. O imóvel foi repassado na década de 2000 para o Tribunal de Justiça, para edificação do Palácio da Justiça de Minas Gerais, numa demonstração de desprestígio para a Polícia Civil.

 


1969.
 Na parte interna do endereço de Rua Uberaba 865, funcionava a seção de logística da Guarda Civil, com a oficina para manutenção das viaturas e um campo de instrução e ordem unida. Neste espaço, após a extinção da Guarda Civil, o emplacamento funcionou até sua estruturação no B. Gameleira.

1975. O prédio ao lado abrigou o 12º Distrito Policial do Barreiro. Região de grande incidência criminal e em ampla ascendência demográfica na década de 70.



1976.
 Prédio de transição da Academia de Polícia para Divisão de Tóxicos e Entorpecentes. Rua 21 de Abril. Centro. Deu-se o início a uma nova metodologia no combate ao tráfico em MG. Antes da nomenclatura ACADEPOL, tinha o nome de Escola de Polícia Raphael Magalhães, em homenagem a um antigo chefe de polícia de Minas Gerais. Nesse prédio formaram-se grandes policiais nas décadas de 50, 60 e 70. Na parte de baixo funcionava o antigo Banco Mineiro e a Padaria Martini.

 1977. 9º Distrito Policial. Era localizado na Avenida Padre Pedro Pinto, em Venda Nova. Foi criado na década de 70 para atender uma grande demanda de criminalidade que expandia-se, junto com o crescimento geográfico da população na zona norte da capital. A capital mineira, por sua limitação territorial, juntando-se às Penitenciárias instaladas na região de Ribeirão das Neves, teve um acelerado desenvolvimento populacional naquela região, onde também surgiram criminosos, quer pela condição de pais presos, ou migração de outras áreas saturadas de Belo Horizonte. O 9º DP tinha como objetivo reprimir essa violência que se instalara em uma região, até então, considerada tranquila para os padrões da capital. 


1978. 
16º Distrito da Pampulha. As margens da Lagoa da Pampulha. O 16º DP, ou DD, funciona naquele local há décadas. Segundo consta, a casa seria um refúgio de JK, quando de suas saídas para a Casa do Baile, que fica em frente. Os policiais do 16º DP tinha atuação em todo o entorno da Lagoa da Pampulha e bairros adjacentes, considerado uma unidade privilegiada, pelo baixo índice de criminalidade e tipo de população atendida na época. Teve atuação importante nas ocorrências que envolviam os jogos do Mineirão.

1978. 4º Distrito. Rua Arceburgo. Era o Distrito da Zona Boêmia. Ficava no meio do baixo meretricio das ruas Bonfim, Mauá, Paquequer e Pedro II. Atuava em ocorrências de furtos, assaltos, agressões, na sua maioria, que envolviam prostitutas, homossexuais, gigolôs e outros frequentadores de zona. Era considerado um dos piores distritos para se trabalhar, pela promiscuidade que literalmente o cercava. Um trágico incidente marcou sua história: a morte do policial Edson "Batuta", baleado acidentalmente por um tiro de escopeta, quando dava buscas em suspeitos durante uma ronda.


1979.
Delegacia de Furtos e Roubos.

Criou sua história na Rua Pouso Alegre 417. Temida como "KILO", a Furtos e Roubos foi o orgulho de todos os policiais que por ali passaram e conseguiram sobreviver aos enfrentamentos a criminalidade. Teve atuação expressiva no combate à criminalidade violenta nos anos 60, 70 e parte de 80, sendo considerado pela imprensa como o "Termômetro da Criminalidade". Também teve seu papel negro na história policial ao abrigar o famigerado "Inferno da Floresta", a carceragem masmorra, palco de inúmeras mortes e condições desumanas de acautelamento de presos.(Ver Seção Órgãos Policiais/ Furtos e Roubos (KILO).

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/176-delegacia-de-furtos-e-roubos

1996. Seccional Sul e 11º Distrito Policial.

        Era um prédio improvisado onde foi instalado, na década de 70, o 11º DP e posteriormente a Seccional. Era localizado na Rua Rodrigues Caldas, ao lado da Assembléia Legislativa. Durante o período de ditadura militar, sua carceragem, instalada no porão do prédio, era utilizada para esconder presos para averiguação, geralmente ladrões. Era a famosa "invernada". Os criminosos permaneciam presos por até seis meses e depois liberados. Era uma maneira ilegal, mas real, de se tirar elementos contumazes de circulação devido a morosidade da justiça.

 


1980. Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos

 

          O prédio da Rua Uberaba, 865, abrigou durante 40 anos a unidade policial. Com a cessão do terreno para o Tribunal de Justiça, a especializada foi transferida para o antigo endereço da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio.

 

1985. Imóvel da antiga Fábrica de Cigarros Souza Cruz. 

 

          O complexo na Avenida Augusto de Lima, no Barro Preto, foi passado para a Polícia Civil no princípio dos anos 80 e abrigou e abriga diversos órgãos policiais: 3º Distrito Policial, CEPOLC, DITEL, Instituto de Identificação, Instituto de Criminalística, Delegacia das Mulheres, Sebap e outros ao longo de mais de três décadas.

 

70/2000. 2º DP e Seccional Centro.

 Após a inauguração do novo IML que funcionava neste prédio, o 2º Distrito Policial que era instalado debaixo do viaduto Santa Tereza, no final da década de 70, foi transferido esse local, na Rua conselheiro Rocha. Na década de 80 até o ano 2000, abrigou também a Seccional Centro e uma das piores carceragens da capital. Tinha como competência administrar o planejamento à repressão criminal na área central de Belo Horizonte, efetuando os indiciamentos, flagrantes e as prisões de "chorros" (batedores de carteiras), estelionatários, "trombadinhas" e ladrões de todas as modalidades. Ali ocorreram diversas fugas e rebeliões de presos pela superlotação carcerária e condições desumanas de acautelamento.

 
DOPS/DEOESP. Este prédio de linhas arquitetônicas arrojadas foi inaugurado no final da década de 50, através da de projeto da administração dinâmica e vanguardista de Juscelino Kubtischek, então prefeito da capital mineira. Construído para abrigar o Departamento de Ordem Política e Social, este espaço foi utilizado pelo DEOESP, a partir de sua criação no final da década de 80. Teve papel preponderante na repressão qualificada aos sequestros em Minas Gerais e na década de 90 e princípio dos anos 2000. Sua carceragem foi também palco de acontecimentos que marcaram a história do prédio, como mortes de presos por envenenamento e a fuga do traficante Fernando "Beira Mar". Na segunda metade dos anos 2000, a administração da carceragem foi transferida para a SUAPI.

 

 

1998Superintendência de Polícia Metropolitana. O prédio abrigava a administração superior da Metropol, órgão responsável pela gestão das unidades policiais operacionais da capital e região metropolitana de Belo Horizonte, excetuando as especializadas. Sob seu comando tinha as várias Seccionais, Juizado Especial, Delegacias Distritais e Distritos Policiais. A Metropol era localizada na Rua Sergipe, atrás da Secretaria de Segurança (Praça da Liberdade). Em 2000, sob a administração do delegado Faria, foi toda reformada e no terceiro andar, construído um auditório para as reuniões periódicas com os delegados seccionais.
 http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/363-spm-metropol

 
2000. A Divisão de Tóxicos e Entorpecentes teve seu auge de investimentos e política de estado voltada para o seguimento de repressão ao tráfico de drogas e a reabilitação do usuário, quando de sua inauguração na década de 70, no governo militar, no prédio da Rua 21 de Abril. Desde então, ocorreu gradativamente sua decadência como órgão operacional prioritário para investimentos por parte do governo ou das diversas administrações da Polícia Civil. Saiu da Rua 21 de Abril para ocupar instalações precárias no prédio do DI e posteriormente, no final da década de 90, foi instalado em outro imóvel, na Avenida Amazonas, próximo à ACADEPOL. Mais uma vez, instalações improvisadas e uma carceragem que demandava grande efetivo de policiais civis para sua manutenção, devido ao número grande rebeliões e fugas. Em 2008 o DEOESP assumiu as instalações e a carceragem foi desativada.

DETRAN-MG

          Depois de ter sua criação no princípio do Século XX como Inspetoria de Veículos e posteriormente DET, o órgão de gerenciamento das atividades de trânsito no âmbito da Polícia Civil se transformou em DETRAN na década de 60. http://www.cyberpolicia.com.br/administrator/index.php?option=com_content&view=article&layout=edit&id=177
 Um moderno prédio, para os padrões da época, foi construído na Avenida João Pinheiro, no centro da capital mineira. O setor de vistoria e emplacamento era instalado na Rua Uberaba, no complexo da antiga Superintendência Administrativa. Com a reorganização do Departamento, suas instalações foram ampliadas e estruturadas no Bairro Gameleira, ao lado do IML.

                                                

 

 2005. O Departamento de Investigações, localizado na Avenida Antonio Carlos, mantinha nesse ano as mesmas características de 1958, quando de sua inauguração, a exceção de um telhado instalado em sua cobertura por Nilton Ribeiro de Carvalho que resultou na intervenção do IPHAM. Ali, durante cinco décadas, abrigou diversas delegacias especializadas e foi um referencial de competência policial. Teve também, uma das piores carceragens, conhecida como "Inferno da Lagoinha", por onde passaram os piores criminosos de Minas e outros estados. O prédio e seus arredores marcaram a história da Polícia Civil de Minas Gerais, pelos acontecimentos relevantes registrados em seus anais. 

 

 

2007. DI. Nos preparativos para o aniversário de 50 anos do Departamento de Investigações, que ocorreria em 2008, o delegado Faria, seu chefe à época, junto com o detetive designer Lúcio (Ninho), fizeram um projeto com a perspectiva de um novo prédio que abrigaria todas as delegacias especializadas, um heliponto e o Museu da Polícia Civil. Um prédio que custaria em torno de 6.000.000,00 (Seis milhões de reais). Seria o marco de um novo DI, moderno e bem estruturado. Apesar dos delegados Faria e João Octacílio conseguirem metade do patrocínio com uma grande empresa de mineração, o projeto não saiu do papel pela falta de interesse da administração maior.

 

2008. PRÉDIO DA SESP. Não poderíamos deixar de registrar um dos mais belos prédios de Belo Horizonte, que durante muitas décadas abrigou o comando superior da segurança pública de Minas Gerais, mormente a administração da Polícia Civil. A magnífica arquitetura dos primórdios da construção da capital mineira, instalado na Praça da Liberdade, ao lado do prédio Niemeyer e de outras. Em 2006, a administração da Polícia Civil começou sua transferência, em caráter provisório para a Avenida do Contorno, no Bairro São Lucas e, definitivamente para o complexo administrativo, no Bairro Serra Verde.

          As fotos acima registram diversas facetas da beleza arquitetônica do prédio, por ângulos frontais, laterais e internos. Neste prédio funcionaram a Secretaria de Segurança Pública, Chefia de Polícia, Superintendência Geral, Superintendência Regional, Corregedoria Geral, Inspetoria Geral dos Detetives, Inspetoria Geral dos Escrivães, Secretaria de Defesa Social, Central de Telecomunicações, Finanças e uma série de outros órgãos ou seções vinculados à segurança pública.
 

 

 

 

 

 

2011 História das Delegacias e Prédios da Polícia Civil na Capital Mineira. © 2012 - Cyberpolicia: História da Polícia Operacional Investigativa
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