2010. Trevisan, o Sequestro em Andradas

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             No dia 11 de maio de 2010, por volta das 11:30 horas, um bando de criminosos, portando metralhadora, fuzil e armamento pesado, invadiu a agencia de venda de caminhões Trevisan, na cidade de Andradas e sequestrou o proprietário Ademir Trevisan Jr, fugindo em direção ao estado de São Paulo, em um Fox prata e camionete roubada na empresa da vítima. Os indícios apontavam para o envolvimento de marginais de São Paulo, em razão da proximidade da divisa, há pouco mais de cinco quilômetros do local de arrebatamento da vítima. O Chefe do Departamento de Poços de Caldas, à época, delegado Faria, assumiu pessoalmente os trabalhos e acionou policiais do DEOESP em Belo Horizonte, de Andradas, do 18º DPC e contou ainda com o auxílio operacional de diligentes policiais de Pouso Alegre, cujo chefe, naquela oportunidade, Carlos Eduardo, enviou prontamente suas equipes para auxiliar na apuração do sequestro.

             Os trabalhos de inteligência do DEOESP, rapidamente apontaram a região paulista de Itaqui, próxima de Mogi Guaçu, onde poderia estar o cativeiro. A DIG-Delegacia de Investigações Gerais de Mogi Guaçu, chefiada pelo delegado José Antonio Carlos de Souza, participou ativamente nas atividades, dando colaboração irrestrita aos policiais mineiros. Os policiais iniciaram os levantamentos na região alvo e menos de 24 horas após o sequestro, o FOX cinza foi abastecido por dois dos marginais, no posto onde os policiais fizeram sua base operacional, com seus veículos descaracterizados. O delegado Faria determinou que uma equipe seguisse os criminosos e menos de quinze minutos após, retornou, indicando uma chácara nas proximidades, como o local do cativeiro.

             Como se aproximava do horário de entrega do resgate, foi determinado pelo delegado, que aguardassem a saída de parte dos sequestradores do local de cativeiro, para que o confronto não oferecesse perigo à integridade da vítima. Foi orientado, que no caso de confronto, deveria ser observado que os marginais estavam portando armas de grosso calibre, usadas durante a investida em Andradas e que nenhum policial deveria se arriscar além do normal para aquele tipo de ação. Se alguém tivesse de morrer, que fossem os criminosos em caso de reação violenta. Por volta das 13:00 horas, o cativeiro era invadido e parte dos marginais (mulheres que faziam a vigilância) foi presa no local e a vítima Ademir Trevisan libertado.

As primeiras fotos acima registram o estouro do cativeiro e a vítima libertada com o colete da PC. Esta marca após o sucesso dos trabalhos, sempre fez parte do orgulho dos policiais civis mineiros em relação à sua instituição. As primeiras fotos abaixo registram as prisões e o enfrentamento.


          Em seguida, o delegado determinou que fosse feito rápido deslocamento para o local da entrega de resgate, onde o resto da quadrilha havia deslocado no Fox cinza. Ao se defrontarem com os policiais civis na rodovia, os marginais tentaram a 
já esperada reação  e foram rechaçados com uma saraivada de tiros de fuzis.  Um sequestrador morreu ao volante, seu comparsa recebeu tiros de fuzil no braço e Marcelinho D2 foi rendido. Os bandidos foram conduzidos à DIG, e autuados em flagrante. Apenas um dos sete sequestradores não foi preso, por ter ido para Campinas com o fuzil usado no sequestro, onde participaria de outro evento criminoso.

 
"A ação dos policiais teve um desfecho surpreendente. Depois da libertação de Trevisan houve um tiroteio na rodovia SP-342. Um suspeito morreu e outros cinco foram detidos, entre eles, três mulheres.  A Polícia Civil de Minas Gerais já investigava o sequestro do empresário mineiro, proprietário de uma concessionária de caminhões. De acordo com Antonio Correa de Faria, chefe do Departamento da Polícia Civil de Poços de Caldas, o empresário foi levado com mais três funcionários, que foram sendo libertados. As investigações da Polícia Civil progrediram depois que foram encontradas conexões entre o sequestro do empresário mineiro e do fazendeiro Fábio André Fernandes Pereira, de São José do Rio Preto. Jornal da Cidade-Mogi Guaçu"

          As fotos abaixo registram e destacam a competente equipe, que de forma rápida e eficaz, deu a resposta esperada pela comunidade mineira nesse tipo de crime. Desde os anos 90 a Polícia Civil deixou sua marca na repressão ao sequestro em Minas, mesmo que os cativeiros fossem montados em outros territórios da federação.


 

27ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA
16ª LEGISLATURA, EM 12/5/2010


Palavras do Deputado Carlos Mosconi

Muito obrigado, Senhor Presidente. Anteontem, na minha terra, Andradas, foi sequestrado o jovem empresário Ademir Trevisan Júnior, pessoa muito estimada, querida e conceituada na cidade, bem como toda a sua família. A cidade ficou totalmente consternada por um crime dessa dimensão. O jovem empresário foi retirado da sua loja - ele tem uma revenda de Caminhões - e levado embora com três funcionários. Esses foram sendo deixados em locais diferentes, ficando finalmente retido só o jovem empresário Ademir, em local evidentemente não sabido nem conhecido. A polícia mineira, Senhor Presidente e meus caros Deputados, mais uma vez mostrou a sua grande eficiência e o seu preparo para resolver crimes dessa natureza. O Deoesp de Belo Horizonte foi acionado e, imediatamente, transferiu-se para o Sul de Minas. Então, quero parabenizar a ação rápida, firme e enérgica do Deoesp, e também cumprimentar o Dr. Antônio Carlos Faria, Delegado Regional de Poços de Caldas, o qual também se mostrou eficiente e rápido para resolver um problema dessa natureza. O sequestro durou apenas um dia, tendo sido o jovem empresário Ademir Trevisan Júnior rapidamente salvo, sem traumatismos graves. Ele teve alguns ferimentos, mas felizmente o sequestro foi resolvido em apenas um dia. A polícia de Minas Gerais entrou no Estado de São Paulo, e o cativeiro foi descoberto em uma chácara, nas imediações das cidades de Mogi Guaçu e Mogi Mirim. A polícia invadiu essa chácara com absoluta segurança, sem colocar em risco a vida do sequestrado que lá estava, conseguiu prender todos os sequestradores e retirar são e salvo o jovem empresário. Então, Sr. Presidente, quero deixar aqui os meus cumprimentos e parabéns ao Deoesp, que foi absolutamente eficiente nessa ação com o Delegado Regional e as Polícias Militar e Civil da nossa região de Poços de Caldas. Era Isso o que gostaria de dizer, Sr. Presidente, manifestando os meus cumprimentos à eficiência da polícia mineira. Muito obrigado.

 

http://www.parabrisa.com.br/index.php?page=noticias&id=308

 

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