Biografia Faria - 10 Final

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Categoria: Biografia
Data de publicação Escrito por Faria

 

BIOGRAFIA FARIA X

 

FINAL

 

 

CARACTERÍSTICAS DO POLICIAL OPERACIONAL E GESTOR

 

           O delegado Antonio Carlos Correa de Faria, durante sua trajetória policial, sempre tentou dinamizar e melhorar a gestão das atividades policiais por todas as unidades policiais que teve titularidade, através da improvisação e criação de documentos procedimentais, que possibilitassem atingir seus objetivos institucionais. Apesar de nos parecer inconsistentes os perfis policiais operacionais e administrativos, para Faria não e essa metamorfose pode ser constatada nas diversas partes da Biografia historiada neste site. A seguir, na conclusão biográfica do profissional de polícia, inserimos alguns dos documentos que se encontram em nossos arquivos. Devido ao desaparecimento, pelo lapso temporal, de grande parte do acervo, o artigo fica prejudicado no registro da totalidade dos fatos que envolvem o assunto aqui tratado. São modelos padrão de documentos, artigos, ofícios ou representações que demonstram o perfil do policial Faria, totalmente voltado e comprometido com sua instituição. O policial civil, diante da inércia do estado que não lhe dá estrutura e condições para exercer suas atividades, muitas vezes se vê obrigado a improvisar e usar sua iniciativa e criatividade para vencer seus desafios.

         Neste espaço registramos eventos, planejamentos, documentos e outras informações, algumas já postadas na Biografia e outras seções do Cyber Polícia, em razão de desenharem e mostrarem com transparência os aspectos de gestor administrativo e operacional do delegado Faria. Este artigo é uma síntese retrospetiva de toda a carreira, registrando um pouco do tudo que Faria fez em prol de sua instituição. Não fez tudo o que queria, mas fez o máximo do que sua limitação profissional lhe permitiu.

               Em 2005, em uma reunião do Conselho Superior de Polícia, presidida por Otto Teixeira, foi colocada na pauta uma votação simbólica para determinar, pelos votos dos conselheiros, o melhor delegado operacional e o melhor delegado administrador na ocasião. Faria foi escolhido pela maioria, nas duas votações. Essa informação foi repassada pelo Superintendente Geral e Chefe de Polícia à Faria, o que certamente lhe encheu de orgulho pelo reconhecimento ao seu trabalho profissional nos dois perfis.

 

LOGOS, DESIGNERS E IDENTIDADES VISUAIS CRIADOS NAS UNIDADES QUE ADMINISTROU

       

          Durante sua trajetória policial Faria procurou sempre inserir a identificação da Polícia Civil e unidades onde trabalhou, como forma de registrar os trabalhos realizados junto com suas equipes. Vários lay outs foram produzidos, como os de apresentações institucionais, jornais, etc.. 

                      SECCIONAL SUL                                                                          CEPOLC                                                                           GRE

 
                            DEOESP                                                             DIP (Não utilizado)                                                           DEPATRI

 
                                                                                                 MEMORIAL

 
                                      DEROC                                                                                  BANNER DEOESP

 
                     DRPC DE POÇOS DE CALDAS                                                    18º DPC DE POÇOS DE CALDAS                                     CGET

 

          Espaços de apresentações institucionais para a imprensa, criados por Faria, com novo visual e dinâmica de relacionamento junto à mídia, melhorando os aspectos profissionais da atividade policial. A primeira do auditório DEOESP e a segunda do DEPATRI.


 

                              DI'ÁLOGO                               ESBOÇO DO JORNAL DA DRPC DE POÇOS DE CALDAS                   SEMANÁRIO Nº 1

 

           No Departamento de Investigações Faria criou o 1º Jornal Policial daquele órgão, que recebeu o nome de DIÁLOGO, em referência ao DI e o programa de transparência implantado. Tinha por objetivo a publicação do periódico com notícias das Delegacias Especializadas e os diversos setores do DI. Também criou um espaço para inserção de matérias sobre a história da policial do Departamento. Ao sair do DI, a ideia sucumbiu. Ao assumir a DRPC de Poços de Caldas, Faria prosseguiu com seu projeto, fazendo o esboço acima, do novo DIÁLOGO, mas entendeu que deveria lançar outro nome para evitar confusão com o jornal do DI, que se tornou histórico. Então, depois de tomar posse como Chefe do 18º Departamento, Faria lançou o "SEMANÁRIO", que era confeccionado pela AIP/Agência de Inteligência do Departamento. Eram registradas notícias diversas de todas as regionais que compunham o 18º DPC e como meio de fiscalizar a atuação, cada unidade tinha o compromisso de enviar as matérias para serem postadas nas seções respectivas de cada Delegacia Regional. Se a matéria não fosse enviada, na seção expressava "SEM CONTEÚDO", o que acabava expondo negativamente os policiais. Rapidamente foram assimilando e utilizando o meio de comunicação para divulgar e enaltecer os trabalhos policiais. Dentre suas seções, foi inserido o BANCO DE PERMUTAS,  com registro dos policiais, seus dados, pelitos de transferências, etc, assim como, as atividades desenvolvidas pelo DPC.

              Na imagem da direita, o SEMANÁRIO nº 1, já estampando matéria sobre uma grande operação realizada no 18º Departamento. Abaixo, os rankings dos Departamentos no estado de Minas Gerais e de inquéritos policiais que eram postados no SEMANÁRIO. Era observado com frequência, Departamentos com pouca estrutura, destacando-se nos primeiros lugares e o DIHPP, notadamente o sempre agraciado com número maior de policiais, frota e estrutura, sempre no último lugar entre seus pares. Faria e sua equipe sempre conseguiram destaque nos primeiros lugares, como nas duas imagens abaixo, que ficou em 4º lugar, perdendo apenas para grandes departamentos da capital.

 

              Posteriormente, com a difusão do SEMANÁRIO entre os demais Chefes de Departamento e administração superior, a ideia foi aprovada diante da necessidade de se criar uma identidade visual de comunicação com baixo custo e digitalizada, como o caso do SEMANÁRIO. A SIIP, chefiada pelo diligente delegado Mário Correa, foi a primeira a lançar seu periódico, em 11/3/2011, baseado no modelo elaborado por Faria, porém de divulgação diária, visto a grande gama de informações recebidas de todo o estado. Em seguida, outros DPC tomaram a mesma iniciativa e antes de sua aposentadoria, vários periódicos digitais eram lançados em diversas regiões de Minas Gerais. Em Poços de Caldas, Bráulio Stivanin, chefe do DPC de Poços de Caldas que substituiu Faria, quando da aposentadoria, manteve a circulação do SEMANÁRIO, com nova formatação (Abaixo, SEMANÁRIO Nº 2/2012).


       SEMANÁRIO: SEÇÃO PROCURADOS                                 SEMANÁRIO: CAPA                                                                NOVO SEMANÁRIO


                                                                                                            BDI- SIIP

 

 BI-IPATINGA                                                        BI-UBERLÂNDIA                                     BI-UBERABA                                                 BI-UNAÍ

 

          Registramos alguns dos certificados criados nas administrações de Faria, que eram outorgados aos melhores policiais que se destacavam operacionalmente e administrativamente. Sempre procurava o meio de votação com seus colegas delegados para que fosse feita justiça nas escolhas dos profissionais.

 

 


                                                                         1999/2000. REESTRUTURAÇÃO DA METROPOL.
 

 

                                                           

             Ao assumir a Superintendência de Polícia metropolitana Faria buscou revitalizar o antigo órgão, que tinha sob seu comando uma grande contingente de policiais, todas as seccionais, as delegacias distritais da capital e Distritos policiais de toda a região metropolitana de Belo Horizonte. A primeiro providência foi a estruturação do próprio prédio da sede.

REFORMA DO PRÉDIO                                                                                              CRIAÇÃO DO AUDITÓRIO

 

CAFÉ METROPOLITANO                                                                                      GGIR                                                                GRE

         



2000. PROJETO RAF/Ronda de Apoio e Fiscalização

O grupo, criado por Faria, como Superintendente para dar apoio aos policiais de plantão que ficavam isolados e sem a mínima segurança para a custódia de presos durante os períodos noturnos, finais de semana e feriados. Ocorria casos de um único policial fazer a vigilância de mais de 70 presos. Houve invasão de cárceres para resgate de presos, assassinato de policiais e inúmeras fugas. A RAF visitava esses policiais e fazia um relatório das dificuldades e falta de estrutura para a vigilância dos presos. O relatório era encaminhado para a chefia cobrando solução dos graves problemas e da total insegurança dos policiais.

 

2001.PROJETO INTEGRAÇÃO: 

Faria foi o primeiro representante da Polícia Civil naquele projeto que se propunha a integração das atividades das instituições e permaneceu trabalhando em prol de sua instituição até sua aposentadoria. 

 

2004-GRE:

Projeto do grupo tático da Polícia Civil, desenhado e formatado por Faria.

 

2004-GISP: Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública. Faria foi o representante da Polícia Civil na preparação e planejamento do GISP, que tinha como objetivo primordial, a repressão ao crime organizado.

 

2004/2005- GGIR: Gabinete de Gestão Integrada da Região sudeste foi um projeto federal que tinha o objetivo de aglutinar e integrar as forças policiais dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Faria atuou como representante da Polícia Civil de Minas Gerais.             

      

2003-DINFO

Projeto do delegado Faria que permitia a unificação de informações de diversos bancos de dados.

 

2004- CARTÃO OPERACIONAL: 

Projeto para criação de cartão  com crédito embutido a ser utilizado por policiais em diligencias para identificação de quadrilhas ou organizações criminosas pelo interior ou em outros estados. O projeto previa um controle rigoroso das despesas e diárias, inibindo a malversação do dinheiro público com diárias fantasmas, ao mesmo tempo que permitiria o investimento nas operações legais. 

 

2005/2007- DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES - REESTRUTURAÇÃO

Logo que assumiu o Departamento de Investigações, Faria promoveu uma série de mudanças organizacionais, procedimentais e estruturais que podem ser pesquisadas em sua totalidade no artigo Biografia-DI.

                              NEM                                                  PLANEJAMENTO REESTRUTURADOR                                          NOVO ORGANOGRAMA


                             PROJETO NOVO DI                                                                              NUIN                                                             ATAC

                                                                                                                                                                                                                                                                        DIVISÃO DE REPRESSÃO AOS CRIMES AMBIENTAIS                  MINAS SEGURA                     N3I-NÚCLEO DE INTELIGÊNCIA E INVESTIGAÇÃO ITINERANTE

 

2006-PROJETO NTC - NÚCLEO DE TRANSPARÊNCIA E COMBATE À CORRUPÇÃO

Quando Chefe do DI, Faria convidou o perito Sérgio Teixeira para exercer a função Consultor de Segurança, sem nunca ter pertencido aos quadros do Departamento. Um cargo inexistente até então, mas de grande importância estratégica na área de informação e inteligência. Em uma reunião com esse consultor, surgiu a ideia de se criar um núcleo que seria o primeiro no país, o NTC, para repressão à corrupção em todos os órgãos pertinentes á competência da Polícia Civil. Como se tratava de órgão a ser criado institucionalmente, Faria encaminhou o projeto para seus superiores, mas nunca foi levado a termo.

 

2006-PROJETO DE CRIAÇÃO DOS NOVOS DEPARTAMENTOS    

           O projeto previa a extinção dos Departamentos existentes  e a criação de novo modelo de órgãos especializados.

 

                              DIVISÃO DE NARCÓTICOS                                                                                      DEMOE-DELEGACIA MÓVEL DE EVENTOS ESPECIAIS


   

2006-CGET

          Neste site existe um artigo para registrar a história do CGET e seus policiais. O Comitê de Gestão Estratégica e Tática foi a unidade de inteligência criada por Faria para assessorar as unidades operacionais do Departamento de Investigações. Foi o braço de análise de informações na primeira fase da maior operação já deflagrada pela Polícia civil de Minas Gerais, a Vandec.

 

                                        

2006/2007. OFÍCIOS BOMBA

          Os Ofícios Bomba foram uma estratégia administrativa que Faria usou quando era o Chefe do Departamento de Investigações na capital mineira, para minimizar a situação aflitiva dos cárceres sob sua responsabilidade. Em alguns períodos o número ultrapassou 1200 presos divididos na Delegacia de Vigilância Geral, o Depósito de Presos, na Divisão de Tóxicos e Entorpecentes, na Gameleira e Furtos e Roubos, no Barro Preto. Quando os ofícios chegavam à Superintendência geral era um alvoroço, diante da realidade visual apresentada nua e crua, da falência do sistema prisional. Geralmente algumas vagas eram disponibilizadas para as transferências de presos como forma de acalmar os ânimos exaltados por parte do Chefe do DI e dos próprios presos, inconformados com a situação que lhes era impingida. Sempre que recebia os ofícios o Superintendente ligava para Faria e tentava convence-lo a mudar a formatação do documento, mas pouco tempo depois, novas "bombas" eram remetidas à chefia superior.

 

PDE 

           Antes de sua transferência do DI para o DEOESP, Faria verificou um antigo problema que ocorria nas diversas ações e diligências policiais realizadas no interior de Minas e em outros estados da federação pelos grandes departamentos operacionais: a falta de controle sobre quem viajava, para onde e por quê?
Era sempre a confiança que balizava as viagens e investigações que extrapolavam os limites da capital e RMBH. Certamente, uma instituição policial não pode nortear seus procedimentos baseados apenas nesse relacionamento de confiança e credibilidade em informação repassada como factível.

          Para acabar com a informalidade, Faria criou a PDE-Planilha de Diligência Externa e o Relatório de Cumprimento da PDE, que restringia qualquer deslocamento para diligências fora da capital, no preenchimento do documento autorizativo, assinado pelo Chefe do Departamento, inspetor e delegado responsável pelas investigações. As resistência surgiram pela mudança dos paradigmas de investigações externas, mas rapidamente assimiladas pela restrição às viagens sem fundamentação ou controle da real necessidade. Abaixo, cópias dos dois documentos criados por Faria.

                                              PDE                                                                                                    RELATÓRIO DE CUMPRIMENTO

 

    Várias operações foram deflagradas nos anos de 2007 e 2008 e atingiram sucesso e notoriedade para a Polícia Civil, destacando o DEOESP/Afonso Pena nos anos de 2007 e 2008. Buscando o mesmo padrão de apresentação à mídia, implantado no Departamento de Investigações, Faria mudou completamente o lay out para o procedimento. O banner institucional do DEOESP foi criado, o auditório reformado e as formalidades para apresentação dos releasings à imprensa também foram modificados. Elaborou um modelo de releasing padrão em CDs, distribuídos pela ASCOM/PC que permitia a inserção de uma série de dados importantes da operação realizada , como: fotos, organogramas, vídeos, mapas operacionais e informações sintetizadas dos fatos. Criou também um banner institucional, colocado no auditório do Departamento, onde mostrava a face operacional daquele órgão para todos os setores do sociedade mineira.

 

2006/-NORMATIZAÇÃO OPERACIONAL  

                Uma iniciativa do delegado Faria foi normatizar e adotar procedimentos sistêmicos que lhe permitisse acompanhar, coordenar e fiscalizar o tramite de todas as operações desenvolvidas em sua área de gerenciamento. Todas as equipes operacionais só inciavam suas ações em relação à organizações criminosas, após o preenchimento de planilhas criadas todas as grande ações realizadas no Departamento. A primeira, denominada Planilha de Operações, registrava as informações preliminares que eram analisadas e autorizadas. A segunda, já para o início das investigações, denominada Ordem de Busca, constava as primeiras informações e indícios para coleta de materialidade dos delitos, conforme modelos abaixo. Os Mapas Operacionais foi outra de suas criações para acompanhar o passo a passo das diligências até sua conclusão final.

 

                PLANILHA DE ABERTURA DE OPERAÇÃO                                                                                      ORDEM DE BUSCA

 

MAPAS OPERACIONAIS. 

Faria implantou os primeiros mapas de operações, tão logo assumiu o DI este procedimento foi incluído nas demais unidades que chefiou a partir de então. Os mapas permitiram adicionar as informações detalhadas e o acompanhamento de todas as fases de uma ação policial. Era uma ferramenta usada pelos setores de inteligência coordenados por Faria.

 

 

PROJETO DEROC (Delegacias Especializadas de Repressão às Organizações Criminosas)

  
Unidade especializada na repressão à macro-criminalidade em Minas Gerais. Mais um projeto do delegado Faria que atingia os objetivos da Polícia Civil em relação às organizações criminosas no estado. As DEROCs assumiram uma importante função de investigação ao crime organizado e os seus resultados surgiram logo que iniciaram suas atividades.
 

2007. PROJETO VISIBILIDADE

          No DEOESP/Afonso Pena, Faria elaborou o Projeto Visibilidade, que, como o próprio nome indica, tinha por objeto dar maior transparência às atividades do Departamento, buscando prioritariamente a humanização das condições de trabalho dos policiais e total reestruturação do órgão. Juntamente com sua comprometida equipe elaborou um estudo que previa diversas mudanças, denominado Projeto Visibilidade.

 

  • Reforma do Auditório e Criação do Refeitório


 

  • Reforma e pintura do prédio.

 

2008. PROJETO DELEGACIA PADRÃO.

Os modelos abaixo, foram projetados no planejamento de modernização do novo Departamento de Crimes Contra o Patrimônio, o DEPATRI. Outras informações podem ser pesquisadas na Parte 8, da Biografia.

 

 

2009- PROJETO CIA-CENTRAL DE INTELIGÊNCIA ANALÍTICA

          A CIA-Central de Inteligência Analítica foi criada em Poços de Caldas para atender a demanda da Delegacia Regional, buscando um lay out moderno na troca de informações, ao mesmo tempo, buscando segurança na proteção dos dados trabalhados. Dentro da filosofia do setor de inteligência, a busca de interação e troca de informações entre os órgãos que compunham o sistema de segurança na região. Posteriormente, com a criação do 18º Departamento, Faria conseguiu criar e implantar, junto com seu amigo Mário Correa, então Chefe da COSEG/SIIP, a primeira AIP/Agência de Inteligência Policial do interior do estado. Faria sempre acreditou na importância da informação bem trabalhada para o exito das atividades de investigações policiais, conforme registramos em outros artigos deste site.

 



 

 2010- DOCUMENTOS CRIADOS POR FARIA EM POÇOS DE CALDAS                                                                                    

           Usando sua experiência na administração de Departamentos de ponta que chefiou em Belo Horizonte, Faria criou para sua gestão policial em Poços de Caldas, diversos documentos que serviam de ferramenta para aferição do trabalho realizado por seus servidores. Os dados obtidos com suas planilhas permitia a fiscalização, cobranças e posterior indicação em reconhecimentos através de promoções ou diplomas dos "Melhores do Ano". A esses documentos juntava os procedentes da SIPJ, que sempre registrava Poços de Caldas nos primeiros lugares em 2009 e 2010.  O Check List foi criado para acompanhar mensalmente, através de sinais verde e vermelho, o cumprimento das obrigações relacionadas aos vários expedientes da administração superior. O Quadro de Produtividade permitia maior abrangência no detalhamento das atividades, permitindo colocar Poços de Caldas em 1º lugar, seguidamente, na produção de processos administrativos na área de trânsito. Constatou-se que várias unidades policiais simplesmente ignoram a confecção desses processos, por omissão, falta de pessoal ou estrutura compatível. 

 

               2010-CHECK LIST 18º DPC                                                                             2010-QUADRO DE PRODUTIVIDADE DO 18º DPC   

 

          As planilhas de Desempenho dos Delegados e Desempenho Operacional tinham por objetivo o acompanhamento individual, ao mesmo tempo que incentivava os policiais a melhorar seus rendimentos para que não obtivessem colocação insatisfatória em relação aos seus pares. Muitas das ferramentas eram usadas apenas por Faria, como administrador, sendo desconhecidas pelos policiais, mas lhe garantia tranquilidade e justiça no momento das avaliações exigidas.

                              AVALIAÇÃO E DESEMPENHO DELEGADOS                                                     DESEMPENHO OPERACIONAL

 

            MELHORES DO TRIMESTRE                                                                                                         CONTROLE DE COMBUSTÍVEIS

               Os Melhores do Trimestre foi outra planilha elaborada por Faria que lhe permitia o acompanhamento de cumprimento de metas antes do sistema INDG ser implantado em Poços de Caldas. O controle de combustíveis demonstrou o "descontrole" existente antes da implantação da planilha e uma melhora substancial no desempenho de grande parte da frota, após o início da fiscalização com aquele instrumento.

                     

 

DEFESAS PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS.

        Nas diversas fases da biografia do policial Faria e do próprio site, observamos as características do perfil administrativo inovador, contestador e persistente em sua luta pela dignidade da instituição que sempre amou. E por isso, como registraremos neste artigo, vários documentos que demonstram cabalmente, que o biografado nunca se preocupou na prioridade dos cargos que ocupou e diversas vezes enfrentou superiores, outras instituições e autoridades na busca de seus direitos e na defesa da Polícia Civil. Foram selecionados alguns documentos, que, aqui postados, falam por si.

1984. O FILHO DO PREFEITO DE PEÇANHA

          Apesar de todos os problemas encontrados para a gestão da delegacia, o delegado não aceitava ser desafiado ou colocado em cheque o respeito à sua autoridade e à polícia Civil que representava. Era a grande arma que os policiais possuíam naquela região, onde os grandes “coronéis” e os crimes de morte por encomenda ainda lutavam para sobreviverem à realidade da transição de um período de recessão para o retorno da democracia. Os delegados tinham de ter pulso forte para resolver situações delicadas, não podendo permitir ingerência política nos trabalhos, o que era quase impossível. Numa tarde do mês de maio daquele ano de 1985, uma funcionária da prefeitura, daquelas pessoas que dão notícia de tudo e de todos, procurou o Delegado Faria, relatando que o filho do prefeito e mais dois rapazes de famílias tradicionais da cidade de Peçanha, estavam fumando maconha ostensivamente em um bar próximo a delegacia. Uma afronta à polícia e comunidade, ao mesmo tempo, um desafio arrogante daqueles que entendiam ser inatingíveis pelo status social..http://www.cyberpolicia.com.br/administrator/index.php?option=com_content&view=article&layout=edit&id=100

Era uma época que não se admitia o uso de drogas  ostensivamente e, principalmente ao lado da delegacia. Para Faria, filho de político é filho de político. O endereço eletrônico registra a continuidade desse e de outros episódios do biografado quando delegado do interior.

 

 2004. ENTREGA DO CARGO DE COORDENADOR DE POLÍCIA CIVIL

           No ano de 2004, quando Faria exercia o cargo de Coordenador de de Polícia Civil da Superintendência Geral, foi designado para gerenciar a OPERAÇÃO CELULOSE, que tinha o objetivo de identificar organização criminosa envolvida em crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, crimes ambientais, falsificação de documentos, e outros nas siderúrgicas de Minas Gerais. Ciente do envolvimento de alguns policiais civis que atuavam na Delegacia de Sonegação Fiscal, policiais militares e políticos em corrupção nesse segmento empresarial, Faria buscou o apoio da SEF e do Ministério Público Estadual e realizou a primeira operação integrada com esses órgãos como parceiros nas atividades de inteligência e nas fases operacionais, quando havia necessidade de dados e informações para a conclusão dos trabalhos.

          Como era de se esperar, a repercussão com o resultado das investigações surpreenderam a organização e envolvidos nos crimes, iniciando uma pressão e série de denuncismo que citavam o coordenador Faria de estar entregando a Polícia Civil ao Ministério Público. Dentre os representantes das três instituições, buscaram atingir aquele que lhes parecia mais frágil.

           Faria sabia de onde vinham as denúncias. De dentro da própria casa, onde interesses escusos estavam sendo contrariados.

         As cópias do Memorando 079/04 demonstram cabalmente que o biografado nunca se importou com cargos ou posições no poder, mas sempre se manteve ereto e irredutível na defesa dos interesses institucionais, Registrou a entrega do cargo e alguns dos motivos no citado documento. Por razões óbvias, os representantes da SEF e MP, ao tomarem conhecimento da entrega do cargo por Faria, fizeram gestões através do Secretário da Fazenda e Procurador Geral de Justiça, junto ao Governador para que o mesmo permanecesse à frente da operação. O Chefe de Polícia, Otto Teixeira chamou Faria em seu gabinete e determinou que, por ordem do governador, continuasse a coordenar a operação até sua conclusão, fora do ambiente da Superintendência Geral. Faria continuou na operação trabalhando e fazendo reuniões em seu apartamento ou outros locais distintos de unidades policiais durante 90 dias. O resultado brilhante da operação seria registrado em uma série de reportagens. 



 

        A partir dessa operação, firmou-se a parceria com o Ministério Público, que resultou em grandes trabalhos de inteligência e operacionais, onde o respeito e companheirismo passaram a ser a ferramenta para atingir o objetivo único de repressão à macro criminalidade. Faria continuou como coordenador após a OPERAÇÂO CELULOSE e logo após a formalização de entrega do cargo foi promovido a Chefe do Departamento de Investigações, apesar de ser Delegado Classe Especial naquele período. 

          Outras informações em Operação Celulosehttp://www.cyberpolicia.com.br/administrator/index.php?option=com_content&view=article&layout=edit&id=104 

 

 

 

2006. DIREITO DE RESPOSTA

          Ao assumir o Departamento de Investigações, Faria elaborou diversos projetos aqui (e em outros artigos) registrados e criou impasses ao mudar procedimentos operacionais em delegacias que se destacavam negativamente, como antros de corrupção. E ao mexer em feudos e nos interesses escusos de uma minoria de policiais, Faria passou a sofrer uma série de pressões, principalmente em relação às mudanças na estrutura da Delegacia de Furto de veículos que passara do DETRAN para a administração do DI. Um dos primeiros embates foi justamente com a entidade que deveria buscar a proteção de seus delegados associados, quando no exercício ético de suas atividades. No entanto, a diretoria da ADEPOLC de 2006, estampou no Jornal MAIS daquela entidade, severas críticas às mudanças que Faria estava implementando. O contra-ataque do Chefe do DI ocorreu logo após ler a "reportagem", cuja origem era clara e originava de uma das unidades policiais cuja estrutura obsoleta fora modificada. O ofício 2342/2006, cuja íntegra é registrada abaixo, foi publicada no Jornal MAIS, com o título Direito de Resposta.

Ofício n.º : 2342/2006/GAB/DI

Assunto : Resposta

Serviço : Gabinete do Chefe do Departamento

Belo Horizonte, 03 de outubro de 2006.

Senhor Presidente,

          Na condição de associado da ADEPOLC, que, ao longo dos últimos 20 anos, teve participação ativa em praticamente todas as ações e movimentos classistas da entidade, não poderia deixar de manifestar meu repúdio em relação ao texto revanchista do Editorial do Jornal MAIS-Edição nº 42/2006, concernente às delegacias especializadas. Preliminarmente, o repúdio e a indignação se manifestaram pela incoerência demonstrada pela matéria que faz sérias críticas a projetos governamentais e em sua contra-capa, o presidente da ADEPOLC busca demonstrar que a proximidade política com o Senhor Governador é salutar.

Se a presidência da ADEPOLC tivesse buscado informações outras (fontes cristalinas como a Chefia do D.I.), além da fonte mesquinha que lhe passou os dados, sem a menor veracidade, quanto ao “PROJETO DE REESTRUTURAÇÃO DAS ESPECIALIZADAS”, certamente iria constatar que se trata de um estudo bem elaborado que projeta o resgate da tão propalada competência da Polícia Civil de Minas Gerais (A melhor polícia do Brasil), da eficiência investigativa, e, via de conseqüência, o retorno da credibilidade de nossa instituição, desgastada ao longo dos últimos anos pela fragilidade dos resultados globais apresentados.

Apesar de ter sido inserido, desde o governo anterior (cuja administração V. Exas participaram) dos estudos do “Projeto Integração”, não vou advogar em sua defesa porque, como todo planejamento inovador, tem suas deficiências que deverão ser corrigidas, mas não resta dúvida, que é irreversível e meta de todos os governos, quer no âmbito estadual, quer no federal, indiferentemente de partidos ou ideologias políticas. No entanto, fechar os olhos aos resultados que estão sendo apresentados em relação ao índice de criminalidade em diversas áreas integradas é um grande devaneio. Desmerecer a estatística decrescente, concernente aos homicídios, é demonstração de desconhecimento da matéria.

         Também merecem uma consulta oftalmológica aqueles que afirmam que estão transformando nossas especializadas em “Delegacias Generalistas” e que “estamos sofrendo o processo inverso do lugar-comum, do labor sem adjetivos”. A realidade do projeto é muito clara e alicerçada por três princípios basilares de uma polícia moderna e respeitada: “Inteligência, Informação e Princípio da Legalidade”, pressupostos, esses, que buscam resgatar a Polícia Especialista, Eficiente e de resultados (que são metas governamentais).

         V. Exa fala que o “Detran teve amputadas as suas delegacias, de um desenho histórico e eficiente para agrupá-las a um superdepartamento de reengenharia funcional duvidosa”. Nesse contexto, a única especializada do Detran cuja competência foi passada para o Departamento de Investigações foi a DERFRV, e, ao contrário da eficiência registrada no Editorial, tem demonstrado ao longo dos últimos anos, ser deficitária e palco de reclamações generalizadas por parte de vítimas em razão dos resultados insatisfatórios e ineficientes apresentados. Nos causa espanto, que o teor das “informações” passadas ao responsável pelo Editorial tenham o mesmo “teor ideológico” de cartas apócrifas remetidas a diversas autoridades em relação às mudanças que estão sendo implementadas no DI.

          Quanto ao “Superdepartamento de reengenharia duvidosa”, teve este seu projeto, pasme, elogiado pela Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos através de ofício dirigido ao Senhor Secretário de Defesa Social, o que na nossa avaliação demonstra que, o MP tem uma visão de vanguarda bem mais apurada e contemporânea, em contraste com a miopia tacanha de alguns poucos de nossos pares. Talvez, porque os membros do Parquet tenham tido mais interesse de nos procurar para conhecer o “Projeto de Reestruturação do Departamento de Investigações”, verificando que buscamos tão somente a modernidade e novas metodologias, tomando como parâmetro experiências policiais mais avançadas e positivas em relação à criminalidade, sem o condão de interesses individuais e mesquinhos de alguns que entendem ser a polícia o seu feudo intocável, em detrimento da coletividade.

          Talvez V. Exa não conheça siglas como DI/IGESP, PROJETO VISIBILIDADE D.I, DEGREL (Divisão de Enfrentamento ao Grande Roubo e Latrocínio), DIF (Divisão de Fraudes), CGET (Comitê de Gestão Estratégica e Tática), NUIN (Núcleo de Informações), NEM (Núcleo Especializado de Mutirão), GIRR (Grupo Integrado de Recaptura e Recambiamento), DEDEC (Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor), GADI/ATAC (Apoio Tático), DERPRU (Delegacia Especializada de Repressão ao Macro Crime contra a Propriedade Rural), SETALV (Setor de Atendimento e liberação de Veículo), DINARC (Divisão de Repressão ao Narcotráfico), Projeto LINHA DI-RETA, Projeto PÁTIO CIDADÃO, Delegacia PADRÃO, Delegacia Especializada de Fraude Documental, Núcleo de combate ao Crime Organizado, dentre outras que fazem parte da “reengenharia duvidosa” do Departamento de Investigações. O conteúdo e todos os detalhes do projeto DI e suas diversas vertentes estão à disposição da ADEPOLC, para que, após análise minuciosa, caso queira, manifestar com críticas elogiosas no que entender ser positivo para a Polícia Civil, ou negativas no que julgar prejudicial, o que não acreditamos.

          Talvez, após uma apurada leitura de nossos projetos, V. Exa, dada a inteligência que lhe é peculiar, possa tirar algumas observações para o planejamento de uma “reengenharia” para a ADEPOLC, na busca de melhores resultados na defesa do interesse dos associados, dentre eles, o que vos subscreve.

Certo do senso democrático que norteia essa administração, aguardo a publicação deste documento como direito de resposta aos colegas que não pertencem ao DI e que viram apenas uma versão truncada e desrespeitosa, não apenas em relação à minha pessoa, mas a todos os delegados que participam com grande entusiasmo das mudanças que estão sendo implantadas neste Departamento de Investigações, e, diga-se de passagem, vários deles pertencentes à essa diretoria da ADEPOLC.

“Esperamos que o absurdo de hoje, em relação à realidade de um novo Departamento de Investigações, seja a certeza do amanhã.

O amanhã de uma nova Polícia Civil”. 


Antônio Carlos Corrêa de Faria

DELEGADO GERAL DE POLÍCIA

CHEFE DO DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES

AUTORIDADE POLICIAL – MASP. 220.331-3

 

 Exm.º Sr.

Dr. Orlando Antunes de Oliveira / Dr. Francisco Eustáquio Rabello

DD. Presidente da ADEPOLC

BELO HORIZONTE / MG

 

 

2007. ENTREGA DO CARGO DE CHEFE DO DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES

          A entrega do cargo de Chefe do Departamento de Investigações no ano de 2007, demonstra mais uma vez que Faria não aceitava ocupar um cargo apenas pelo cargo e muito menos a ingerência administrativa. Alguns submissos aceitam qualquer coisa para se manter em seus cargos e como dizia o grande delegado Davidson Pimenta da Rocha, esses são os "proxenetas administrativos", um cancro na administração pública.

         A falta de critérios para promoções no departamento que dirigia e o distanciamento da chefia que minava suas forças, foi o estopim para a entrega do cobiçado DI. O conteúdo do documento encaminhado cuja cópia postamos abaixo, certifica o perfil de um policial contestador na defesa de suas prerrogativas profissionais e dignidade pessoal. Nenhuma palavra do Memorando registra defesa de interesse próprio ou busca de poder, apenas o respeito à sua condição institucional e o direito isonômico no tratamento de seus policiais.

 

MEMORANDO INTERNO S/Nº


Senhor Chefe de Polícia,

Apesar de já termos colocado à disposição da Chefia de Polícia o cargo de Chefe do Departamento de Investigações, do qual sou detentor desde novembro de 2005, atendendo ao convite do então mandatário da pasta, Dr. Otto Teixeira Filho, gostaria de deixar registradas as razões que me levaram a fazê-lo. Quando da nomeação de V.Exa. para a atual administração da Polícia Civil, coloquei o cargo à sua disposição entendendo que deveria ser preenchido por policial de sua confiança, já que pertence a chefia o condão de confiabilidade naqueles que irão contribuir com sua gestão.
No entanto, apesar de me manter no cargo, V. Exa. e o Senhor Superintendente deixaram transparecer de forma cristalina não se satisfazerem com nosso gerenciamento a frente do DI. Tomaram inúmeras medidas que vão de encontro ao respeito que merece o profissional de polícia, que sempre se pautou pela lealdade e comprometimento com as causas da Polícia Civil, dentro do âmbito de sua competência.

Apesar de sete meses de administração, não fui chamado uma vez sequer para que minha chefia me norteasse quanto aos projetos e os planejamentos institucionais para as especializadas do DI. No entanto inúmeras reuniões foram e são feitas com titulares de divisões e de especializadas à revelia da Chefia do DI que sequer é comunicada dos assuntos tratados.
O Senhor Chefe de Polícia deixou registrado na ata da reunião de julho, no Ministério Público, sobre o Projeto Fica Vivo, que “ele e o Dr. Wanderson, chefe da DTE irão mudar a estrutura daquela especializada em razão do descaso com a unidade policial”.

Ora, de quem seria a negligencia pelo descaso? Seria da atual Chefia do DI que fez um projeto arrojado para a criação de uma Divisão ou Departamento de Repressão ao Narcotráfico e encaminhou dezenas de ofícios solicitando soluções para o “descaso”, apresentando sugestões para a SGPC?

Ou por ter demonstrado formalmente o total abandono de uma especializada de caráter extremamente estratégico, no que concerne a repressão aos altos índices de homicídios, roubos e outros correlatos com o tráfico de drogas?

Por que a chefia do DI não foi incluída como partícipe na reestruturação?

Também, pelos bastidores, tomamos conhecimento do planejamento de retorno das especializadas de repressão ao furto e roubo de veículos para o DETRAN.

Por que a chefia do DI não foi sequer comunicada das diretrizes da administração superior?

Como exercer gestão estratégica em Departamento da importância operacional do DI, se a sua chefia não toma conhecimento dos projetos da administração, apesar do repasse de informações para seus subordinados?

O trabalho integrado com a PM através de operações contínuas em desmanches e oficinas (o que não era feito anteriormente), somadas com as atividades de inteligência veicular do DI, a extinção das famigeradas “Pastas” da Delegacia de Furto de Veículos e a nova gestão DEGREL, é uma estratégia positiva.

Só não enxerga quem não tem interesse de enxergar.

Outro fato grave é o débito de cerca de 60.000,00 referente a diárias realizadas para atendimento de requisições judiciais e diligencias de interesse da Polícia Civil. A inadimplência nos trouxe um grande desconforto diante das constantes cobranças de policiais que recebem diárias atuais, mas não conseguem ser ressarcidos dos valores atrasados a que tem direito. A cobrança, em grande parte de unidades operacionais como a Polinter e DEGREL, que percebem o tratamento diferenciado em relação aos policiais de homicídios, que só viajam com as diárias no bolso.

Porque o tratamento diferenciado com a DCCV se todos são policias e não existe nenhuma norma que discipline tal desigualdade?

Também é fator desestimulante e que impossibilita o gerenciamento de um Departamento da Polícia Civil, da expressão DI, sempre lembrado para dar respostas rápidas nos momentos das piores crises, as constantes transferências de policiais sem o conhecimento de sua administração. Desde que assumimos a responsabilidade de administrá-lo buscamos arregimentar os melhores delegados, agentes e escrivães para um projeto de revitalização que permitisse à Polícia Civil ter novamente o orgulho de seu DI. Dentre alguns que podemos citar, Dr. Wanderson e Dr. Denílson, que estavam subaproveitados em plantões da capital. O Dr. João Octacílio foi buscado em Itabira e Dra. Jacqueline Ferraz deslocada do SETARIN para ser aproveitada como coordenadora de diversos projetos de interesse institucional.

Dentro do mesmo objetivo, trouxemos os policiais Eduardo Cosso e Cláudio Tafarel para integrarem o setor de planejamento e inteligência operacional.

As transferências de policiais selecionados e inseridos em setores estratégicos sem um planejamento prévio para adequação de sua ausência, é jogar por terra o que manda a boa gestão. Dentre as transferências podemos citar o agente Eduardo Cosso, expert em interceptação e responsável direto por grandes operações, como a VANDEC, transferido sem o conhecimento da Chefia do DI para o DETRAN.

Será prioritário a repressão a falsificadores de CNHs ou o aparelhamento de setor especializado no combate ao crime organizado que se instala em nosso estado?

Dr. Alexandre Fauaz, foi designado para uma das equipes de plantão por ter tido péssimo desempenho em todas as unidades do DI pelas quais passou (GADI, DEVG, DTE e NEM). Apesar de ter ficado em um dos últimos lugares na avaliação de desempenho pelo sistema INDG, foi beneficiado com sua transferência sem permuta para uma distrital, acarretando uma sobrecarga de atividades extra-expediente para os delegados que, contrário senso, registraram bom desempenho e terão que suprir as lacunas dos plantões.
Projetos que entendíamos ser de interesse da atual chefia estão sendo enterrados, como o CGET, setor de inteligência, que buscava o combate sistêmico às organizações criminosas em apoio às especializadas. A própria chefia nos informou que seria prioridade a estruturação do CGET, nos colocando em contato com o Dr. Nelson Constantino, da SPGF, para viabilizar os recursos após a Operação VANDEC.

Recursos que nunca chegaram.

Dentro do mesmo contexto podemos registrar o inconformismo de várias autoridades policiais pela contradição de algumas promoções de delegados que tiveram péssimo desempenho constatado através do projeto DI/INDG e de documentos formais do signatário. Apesar disso foram agraciados em detrimento de outros que tiveram mérito comprovado. O delegado Cardoso, da DCCV ficou em último lugar na classificação geral com número ínfimo de IPs concluídos. Média de 1 IP relatado por mês.

Como levar a frente um projeto de governo, acompanhado pela SEPLAG, se a legislação que rege as promoções por merecimento, em vigor, não foi utilizada como critério primordial para o reconhecimento profissional no DI?

Os dispositivos na lei de avaliação e desempenho devem, ou não, ser cumpridos?

Como conscientizar nossos policiais de que devem melhorar a qualidade do serviço e cumprir metas estabelecidas de melhoria da gestão, se vêem outros servidores sem o menor comprometimento profissional serem privilegiados?

A aplicação da lei de avaliação e desempenho era nosso argumento de incentivo para a melhoria de cerca de 200% na produtividade (já atingida), em alguns casos, no desempenho individual no âmbito do DI.

Senhor Chefe, entrego meu cargo, mas deixo bem claro que não o faço por covardia e sim por não conseguir levar a frente o projeto governamental de melhoria da gestão, tendo o DI como piloto, sem a adesão da administração superior. É nadar contra a corrente e levar o projeto ao fracasso e não sou um policial acostumado derrotas anunciadas, a continuar o status quo.

Dessa forma, se a questão for pessoal, saio para que não fique prejudicado o interesse institucional.


Belo Horizonte, 3 de agosto de 1997.


Respeitosamente,


Antonio Carlos Correa de Faria
Chefe do Departamento de Investigações

 

Exmo Senhor

Dr. Marco Antonio Monteiro de Castro

DD. Chefe de Polícia de Minas Gerais.

 

 

 2008. CADASTRO DE PRESOS PERIGOSOS

         O DEOESP/Gameleira, subordinado ao DEPATRI, em sua rotina policial recebia presos de Minas Gerais e de todas as regiões brasileiras, capturados por seus diligentes policiais, das DEROCs, especializadas na repressão às organizações criminosas. E os criminosos presos pelos policiais do DEOESP, eram, em sua maioria, de alta periculosidade, membros de facções e quadrilhas de alto potencial ofensivo. E sempre que eram encaminhados para os presídios não existia um controle, ou repasse dessas informações de perfis do preso. Em consequência do desconhecimento, ocorriam fugas, rebeliões, ou lideranças negativas dentro das penitenciárias, por falta de planejamento de custódia individualizada. Faria criou o CADASTRO DE PRESOS DO DEPATRI, onde registrava todas as informações sobre o criminoso e seus comparsas, o que facilitava o manejo dos detentos que pudessem oferecer perigo à integridade dos agentes penitenciários. Muitos dos criminosos foram recolhidos em penitenciária com cumprimento de pena diferenciado a partir das informações do cadastro. Também era um documento que servia de ferramenta para ações de inteligência. Infelizmente, muitos sentam em suas cadeiras e  se preocupam apenas com o poder provisório que aquele assento lhes proporciona. O cadastro, aos olhos vesgos de alguns, poderia não trazer nenhum interesse para o Departamento chefiado por Faria, mas é um ledo engano, ou pensamento retrógrado. Todos os presos que são encarcerados tem interesse direto para todos os órgão de segurança dentro de seus planejamentos de contenção do crime. Principalmente aqueles ligados à organizações criminosas. O exemplo negativo de São Paulo comprova essa fundamentação.


                                                                        

2009- RETRATAÇÃO

          Sempre observamos ataques a policiais e também à Polícia Civil por parte de certos setores da imprensa, ou mesmo, jornalistas, que demonstram de forma clara sua indisposição com a instituição e seus profissionais, fazendo ataques gratuitos, quer seja por desconhecimento técnico e legal do assunto que aborda, quer seja como meio de se autopromover diante seu público. No entanto, o delegado Faria, ao longo de sua carreira, sempre se pautou pelo bom relacionamento com os profissionais da imprensa, tentando sempre levar a maior gama de informações para os meios de comunicação com bastante clareza. Para tanto, modificou de forma substancial as ferramentas e procedimentos para a mídia em geral, no momento das apresentações das ações policiais de seus policiais. Contrário senso, sempre exigiu a contrapartida de respeito e limite às prerrogativas inseridas na lei de imprensa e seus limites. Por várias vezes, o delegado Faria interpelou judicialmente e ingressou em juízo com processos por danos morais contra órgãos de imprensa e jornalistas que ultrapassaram o limiar da liberdade de imprensa, ferindo direitos.

          Em três processos, Faria teve sentenças favoráveis contra repórteres que desrespeitaram esses limites. Durante uma audiência, um repórter chorou e retratou-se da matéria publicada, culpando o redator, quando o delegado ofendido esclareceu para a juíza do caso, que a retratação lhe bastava.

           Um dos casos ocorridos no DEPATRI, envolveu o jornalista Eduardo Costa que fez severas críticas aos delegados João Octacílio e Bruno Tasca Cabral, subordinados de Faria em duas unidades especializadas,  de competências investigativas distintas, no DEPATRI. O repórter Eduardo Costa, por desconhecer a matéria jurídica que tratava o assunto de pirataria em crimes informáticos e crimes de marcas, colocou sob suspeita de incompetência o trabalho dos dois delegados. Registrou na matéria CHAMADA GERAL, que "os dois delegados, apesar de trabalharem divididos apenas por uma divisória, não se entendiam em relação à apreensão de materiais falsificados, prejudicando a sociedade pela falta de ação contra os criminosos". 

          Indignado pela falta de informação jurídica e conhecimento das nuances legais do tipo penal, por parte do repórter, Faria expediu um ofício ao Diretor Geral da Rádio Itatiaia, esclarecendo "que não admitiria que seus delegados fossem execrados publicamente como incompetentes, pela ignorância jurídica e desconhecimento da legislação que regia, à época, aquela matéria, exigindo retratação por parte do mesmo, colocando-se à disposição para recebe-lo e contradizer  as inconsistências de sua reportagem."

            A diretoria da Rádio Itatiaia fez contato com o Chefe do DEPATRI, delegado Faria, através de seu repórter Laudívio de Carvalho, quando recebeu a informação de que Eduardo Costa iria ao DEPATRI para desfazer o imbróglio criado, através de uma nova reportagem. Visivelmente constrangido, Eduardo Costa compareceu ao gabinete de Faria, onde conversou com o Chefe do DEPATRI e os delegados Bruno e João, que lhe explicaram tecnicamente as diferenças de atuação que a legislação lhes impunha, conforme matéria de retratação postada abaixo.

"Há exatamente uma semana publiquei neste espaço meu espanto diante de posições diferentes adotadas por dois delegados de um mesmo departamento".

"Talvez o leitor já tivesse percebido a diferença, mas, para deixar claro que não há omissão de um dos delegados...".

 

 

2010-A QUESTÃO SVO  E OUTRAS ENVOLVENDO POLÍTICOS

         Faria, ao questionar o cumprimento da Lei Municipal nº 5956/95, da Câmara Municipal de Poços de Caldas, acabou por criar uma polêmica desnecessária e não pretendida pelo biografado. A lei prevê a sistemática de procedimentos relacionados ao Sistema de Verificação de Óbitos e a obrigatoriedade de se buscar a verdade sobre as causas sobre as mortes a cargo desse serviço municipal. A Lei 5956/95 nunca foi cumprida e decorridos quase 20 anos de sua publicação, continua sendo apenas mais uma lei do legislativo, fadada ao descumprimento por omissão daqueles que deviam fiscalizar seu cumprimento.

           De acordo com alguns órgãos de imprensa, a "guerra" por parte de alguns políticos, ganhara aspecto pessoal em razão de discordarem da "petulância" de um delegado em instaurar inquéritos e investigar irregularidades apontadas contra a administração municipal. Políticos, geralmente, querem a subserviência dos policiais e muitas vezes conseguem, principalmente no interior, por causa da dependência que o estado submete as delegacias às prefeituras.

Texto da Seção Colunão, do Jornal Mantiqueira e do Jornal de Poços.


            Os artigos registravam, de forma satirizada, a quebra de braço de políticos contra Faria, que não se intimidou diante da possibilidade de ser transferido. Não se tratava de "briga", mas do cumprimento de sua função.

         Não era o caso de Faria, se submeter a esse tipo de intimidação e levou a frente as investigações que se faziam necessárias. No caso, designou um delegado de comarca diferente para a presidência dos autos para afastar a pressão política sobre seus delegados de Poços de Caldas. A pressão veio com a tentativa de transferência do delegado Faria junto ao Governador Anastasia, mas a tentativa foi em vão e Faria foi promovido na mesma época ao cargo de Chefe do 18º Departamento.

                                                 

 

              O Chefe de Departamento Faria, para não fomentar a "guerra", encaminhou o ofício acima para conhecimento de seu posicionamento e demonstração de que a questão era estritamente profissional, sem nenhum aspecto pessoal.


 2010- 
"CÚ DE DOIDO NÃO TEM DONO"              

           Apesar do título jocoso, trata-se de um pedido formal da Corregedoria Geral de Polícia para o delegado Faria, quando exercia as funções de Chefe do Departamento de Poços de Caldas, em relação às denúncias de um louco. Em princípio de agosto de 2010, Faria recebeu um ofício da corregedoria, para "manifestar-se sobre os fatos" inseridos em uma representação, cuja cópia fora anexada. Ao abrir a "representação", Faria não acreditou no que estava inserido em seu conteúdo. Elias Ibrahim, um doido, conhecido por frequentar delegacias em Belo Horizonte, cuja família nutria laços de amizade com o delegado biografado, compareceu no órgão corregedor e, perante um delegado e escrivão fez diversas denúncias, claramente identificáveis como provenientes de uma pessoa debilitada psicologicamente e psiquicamente. Em sua oitiva alegava que: "Faria e o detetive Pedro Neves (que Faria não via há mais de 10 anos), colocaram alguma substância em sua caixa d'água, que o deixou inconsciente", “... que quando acordou sentia dores anais", "... que procurou Faria (seu suposto violentador) no DEOESP, Uberlândia e Igreja de Lourdes". Normalmente a vítima violentada quer distância de seu algoz. "... que Faria não tomou providências contra a CEMIG, COPASA, PM, Diários Associados, Imprensa e Prefeitura Municipal por estarem lhe perseguindo”. "... que assinou folhas em branco e entregou a carteira de habilitação". Dentre outras acusações insanas e tresloucadas, que apesar da percepção de sua total falta de fundamentação crível, foi recebida pela corregedoria e o pedido de explicações enviado para Faria.  

           O delegado Faria, diante do absurdo que tinha em mãos, redigiu o ofício nº 0244/GAB/18º DPC/2010 e remeteu ao Corregedor Geral, seu amigo Geraldo de Moraes, o "Geraldinho".

                                                              

            Na resposta, ofício abaixo, o corregedor falou, falou, falou e não falou nada. É sabido que toda correspondência da Polícia Civil para as delegacias da capital ou interior do estado, passam por uma série de burocracias e trâmite em várias repartições até chegar ao seu destinatário. Portanto não existe discrição em relação a esse tipo de denúncias. Também é sabido que para o recebimento de uma denúncia de tamanha gravidade, a corregedoria deve acercar-se da idoneidade do denunciante, do denunciado e da denúncia. Tem que existir um mínimo de verdade, coerência, objetividade, ser crível. Posteriormente, o corregedor ligou para o delegado Faria e conversaram por cerca de uma hora, quando o Chefe de Departamento chegava de uma reunião na capital, junto com outro policial que dirigia a viatura. Mais uma vez tentou demonstrar toda a lisura do feito e que tinha orientado os delegados da CGP a não receber mais o cidadão Ibrahim. No próprio ofício seu delegado Fábio Silva Tasca reconhece a loucura do denunciante:

"Cumpre-me informar que o solicitante apresentou-se no SAP aparentando desequilíbrio emocional, realizando um discurso desconexo e confuso, alegando inclusive que teria sofrido abusos sexuais por citado Delegado de Polícia".

            Apesar de não se convencer com a fundamentação corregedor quanto ao abuso e danos sofridos, Faria entendeu por bem não ajuizar uma ação contra seu amigo "Geraldinho", entendendo que a tentativa de convencimento, soava como um pedido de retratação. Isso lhe bastava. E baseado no "tresloucado" ofício encaminhado por Faria, o expediente foi de pronto arquivado, gerando uma dúvida se o documento encaminhado com as "informações sobre os fatos" realmente trazia a convicção e argumentos concretos, que a corregedoria não possuía antes de receber o ofício nº 0244/GAB/18º DPC/2010.

        


 

2010. R1

                  
           A Resolução Nº 1, ou R1, como ficou conhecida, foi um documento elaborado graças à coragem inicial de dois chefes de Departamento e posteriormente, nas reuniões de Belo Horizonte, ganhou corpo e adesão das diversas chefias, tando no âmbito dos Departamentos, quanto das Delegacias Regionais. Faria deu início ao documento, conclamando Carlos Eduardo, Chefe do DPC de Pouso Alegre e Hafez Sadi de Lavras, que concordaram explicitamente na elaboração da R1. Por mais ilógico que possa parecer, o documento previa e exigia das autoridades policiais o cumprimento da ESTRITA LEGALIDADE, em razão de aberrações jurídicas e atos formais eivados de ilegalidades por parte da PM, de alguns juízes e promotores.

           Apesar de parecer redundante, o documento era exigível por parte daqueles policiais, que não abriam mão das prerrogativas legais e cumprimento do ordenamento jurídico, ainda que aquela "ousadia" poderia lhes custar os cargos. A antinomia imposta pelas aberrações em alguns juízos, carecia de uma resposta e para isso a R1 se propunha. Não temeram represálias e Faria propôs que as reuniões fossem desenvolvidas na sede do DPC de Pouso Alegre, em razão do acidente sofrido pelo delegado Carlos Eduardo, durante operação policial em sua região. A foto inserida abaixo registra a presença dos delegados responsáveis pela elaboração do importante documento, marco na história policial mineira, onde se faziam presentes os chefes de departamento de Poços de Caldas e Pouso Alegre, Faria e Carlos Eduardo (de cadeira de rodas e pernas engessada), juntamente com vários delegados regionais e de comarcas. A união de novos e antigos policiais na busca do resgate da dignidade da instituição, através de um embate contra o descumprimento da legislação, por parte daqueles que deviam, ao contrário, lutar por seu cumprimento e fiscalização.

               Os comprometidos policiais deslocaram de suas unidades policiais, por centenas de quilômetro em alguns casos, deixando seus afazeres e responsabilidades nas delegacias para dedicação ao estudo jurídico dos problemas que afligiam a Polícia Civil.

                 Elaboraram um documento pautado pela ética e probidade no cumprimento de seu mister. Foi o primeiro e único documento assinado por delegados de polícia(Chefes de Departamentos e Regionais) construído para orientação de seus subordinados, sem a participação da administração superior. Esse documento alcançou tamanha notoriedade e importância, que os delegados regionais, que a princípio não assinariam, para serem preservados, pressionaram seus chefes imediatos e também assinaram a R1. Na época, apenas um chefe de Departamento exitou na assinatura do documento, alegando que aguardaria posição da Chefia de Polícia. Diante da pressão de seus colegas pelo ato de covardia, acabou por assinar. Todos os Chefes de Departamento e Delegados Regionais assinaram, numa demonstração de coragem e reação inédita na Polícia Civil de Minas Gerais.

         A R1 ganhou tamanha repercussão que o Superintendente Geral, Gustavo Botelho, pressionado pelo governo, através da chefia de polícia, divulgou uma circular "recomendando" a não aplicação do documento formalizado, o que demonstrava, na época, que o Governador não tinha preocupação com o conteúdo legalista da R1, mas com a reação da Polícia Militar, segmentos do judiciário e Ministério Público, acuados com o posicionamento dos delegados. O governador convocou uma reunião entre a Polícia Civil através de suas respectivas chefias da capital e interior (Chefes DPC e Regionais) e a PM com seus respectivos e equivalentes comandos, tentando transparecer que a situação estava sob controle. Como a R1 era também de uma recomendação para cumprimento da estrita legalidade, houve um movimento de repúdio contra o governo, capitaneado pelo Sindicato dos Delegados. A R1 com todo seu conteúdo e assinaturas encontra-se postada abaixo.

 

 

PLANTÕES REGIONAIS

          Em 2006, Faria, como Chefe do Departamento de Investigações, anteciparia o cumprimento da legislação e através da Portaria o2/2006 mudava o horário que era adotado há décadas pelo plantão e impunha o cumprimento das 40 horas para aquelas atividades. Cinco anos depois, como Chefe do Departamento de Poços de Caldas, Faria novamente era pioneiro no cumprimento da nova jornada e da instalação do plantão regional, a partir de deliberação de assembleia no Sindicato dos Delegados. Desta feita uma grande pressão ocorreria. O texto a seguir, transcrito de uma portaria elaborada pelo biografado deste artigo, em 2006, registra a criação do plantão 40 horas do Departamento de Investigações, na capital, há cinco anos e sem nenhum problema. Porque o cumprimento da lei, no interior, é diferente?

 

2011. O PLANTÃO REGIONAL NO 18º DPC 

          O 18º DPC, sob a gestão de Faria, mais uma vez saiu à frente e implantou dentro de sua área de responsabilidade os cinco primeiros plantões regionalizados. Faria, sabedor das pressões que receberia, entrou em contato com o SINDEPO, na época presidido por Edson José Pereira e Ronaldo Cardoso, seus amigos, pedindo que o notificassem quanto ao cumprimento da legislação, que prevê o máximo de 40 horas semanais. Faria já respondera duas vezes pela vice-presidência da ADEPOLC e uma vez como presidente em substituição ao titular e sabia dos meandros das entidades sindicais e corporativas. Rapidamente a assessoria jurídica do SINDEPO providenciou o documento e tão logo foi notificado, em abril de 2011, Faria criou os plantões regionalizados em seu departamento. Por ser o precursor na implantação do Plantão Regional, Faria e alguns de seus delegados sofreram na pele com diversas ações judiciais e forçou a criação em todo estado.

                                         

 

         Como era de se esperar, a Polícia Militar resistiu à implantação com o argumento de que teriam que deslocar por longas distâncias, em alguns casos, por mais de 300 quilômetros, o que era realidade. Da mesma forma, os delegados de polícia do interior do estado, por longas décadas receberam tratamento diferenciado dos oficiais, promotores e juízes, que sempre tiveram suas folgas nos finais de semana e feriados. As autoridades policiais eram obrigadas a permanecer nas comarcas e atender todas as ocorrências, qualquer que fosse o horário ou dia. O Plantão Regional tinha o escopo de corrigir essa aberração na jornada do policial. As dificuldades apresentadas foram muitas, mas a notificação do SINDEPO também  foi direcionada à administração superior da Polícia Civil e em maio uma reunião de emergência era agendada para debater o assunto.



            Acima, espelhos da ata da reunião de 17 de maio sobre a implantação dos plantões regionais em todo o estado. Todos os Chefes de Departamento registraram suas dificuldades, exceto Faria, que, por ser pioneiro na criação, em sua colocação como Chefe do 18º DPC, registrou: "O Plantão funciona normalmente".   



DESDOBRAMENTOS DO PLANTÃO REGIONALIZADO 

 

         Logo que se instalou os plantões nas delegacias regionais do 18º DPC, começaram as resistências dentro dos quadros dos próprios delegados que compunham o quadro do órgão. Interesses outros determinavam a conduta contrária às mudanças. Ocorreu casos de delegados que se manifestaram contra os plantões regionalizados e levaram intrigas aos ouvidos de juízes e promotores, incitando-os contra o denominado Movimento pela Legalidade. Inúmeros processos e ações de improbidade começaram a ser deflagradas em várias comarcas da região do 18º DPC. Posteriormente, delegados de outras comarcas do estado começaram a sofrer retaliação pela implantação dos plantões. As palavras abaixo, postadas na internet demonstram o clima gerado e o comprometimento daqueles que realmente vestiam a camisa da Polícia Civil.

 

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Subject: Re: Delegacias Regionais onde há boicote ao Movimento e desrespeito a ordem do SIPJ
Date: Tue, 31 May 2011 19:20:51 -0300

Companheiros,
Estou solidário e firme a posição sempre marcante do nosso colega Dr. Faria, que ao invés de ficar por aí chorando e procurando um encosto na PC, está mostrando sua habitual abnegação para a luta de classe dentro da PCMG. Você está correto em pedir reserva sobre algumas informações, que são estratégicas.

Sei do que ele passa no Sul, enfrentando várias brigas e além disso, ainda tem colega (???) que olhando apenas seu próprio umbigo, tenta por a Chefia em dificuldade perante o Juiz e o Promotor. Ninguém até aqui enfrentou os problemas que o Dr. Faria enfrentou com a Justiça. E não correu do bom combate e estamos virando o jogo. 

Alguns colegas, infelizmente, procuram sempre o conflito negativo e a melhor forma de nada fazer ou sem que os atrapalhe em seus projetos exclusivamente pessoais.
Não prego a falta de personalidade ou que o colega deva ser um maria-vai-com-as-outras.
Mas convenhamos, o momento é de afirmação desta nova classe de Delegados : "Os Delegados sem direitos, mas com muita Garra e Moral". A vocês novatos, é que pessoas como eu, o Dr. Faria e outros estamos lutando. Vocês representam para nós a transição de um futuro melhor para a PCMG e para a segurança pública.

Estamos todos juntos. Precisamos afinar o discurso e bater mais firme nos maus colegas, inclusive, os que ocupam cargos na Administração. Não vamos aceitar esses discursos derrotistas e desculpas outras de porquê não fazer. Queremos aqueles que sem medir esforços, chegam juntos e dizem "Presente !!!". 

Obrigado Faria.

Abraços

Ronaldo

 

Para  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .brMarcos O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  e 7 Mais... 3 Jun 2011

SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO ESTÁ FIRME. LEVAREMOS O MOVIMENTO ÀS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS. RODNEY/DRPC.

Rodney Malveira

 

Chefe do Departamento da Polícia Civil explica novo esquema de plantão na região

JORNAL DE POÇOS. Setembro 2011.

Novo plantão deixará servidores a postos dentro da delegacia durante o plantão

Desde o fim da paralisação de 48 horas da Polícia Civil o 18° Departamento mudou a forma com que os plantões são realizados. Portanto, desde o último dia 14 os plantões noturnos, de finais de semana e feriados são feitos apenas nas regionais.
O que acontecia antes é que cada cidade fazia sua escala de plantão. Como hoje o número de funcionários, tanto delegados, quanto investigadores e escrivães está defasado e não suporta esse revezamento exigindo horas a mais de trabalho do que as 40 horas/semanais determinadas pelo decreto 44.214, os plantões foram mudados deixando de ser local ou micro-regional para ser regional.
Quem explica a situação é o delegado Carlos Correa de Faria, chefe do Departamento.

“No período do movimento desencadeado pelo Sindicato dos Delegados nós recebemos uma notificação extrajudicial para que a legislação pertinente as 40 horas fosse cumprida, então no dia 14 nós iniciamos esse plantão apenas na regional”, relata.

Assim a Delegacia Regional de Poços, além de receber os seus flagrantes, agora é quem faz os plantões das cidades de Andradas, Bandeira do Sul, Botelhos, Cabo Verde, Caldas, Campestre, Divisa Nova, Ibitiura de Minas, Ipuíuna e Santa Rita de Caldas.
Observando as escalas de plantão da delegacia regional a reportagem do Jornal de Poços pode perceber que mesmo com essa mudança alguns delegados ainda irão trabalhar algumas horas a mais por semana do que as 40 horas prevista em lei. 
Faria explica que neste primeiro momento isso vai acontecer porque ainda estão adequando as regionais para o novo sistema de trabalho e conta que em algumas outras regionais a situação é ainda mais difícil.

“Por exemplo, o Departamento de Unaí, a regional tem apenas três delegados, no departamento de Almenara são apenas dois delegados. Como que vão fazer essas 40 horas? Então existem muitas pendências a serem adequadas”, explica Faria. “O problema é que já vem de décadas essa falta de pessoal, qualquer pessoa mais antiga sabe que o delegado de determinadas cidades trabalha de segunda à domingo, não existe feriado e nada, ele trabalha às 24 horas do dia podendo ser acionado a qualquer instante. Ele não é um escravo, e sim um profissional como qualquer outro, então a legislação é feita também para o trabalhador policial”, explica.

Até a superintendência da Polícia Civil, que é um órgão mais político, apóia a decisão pelo fato dela ser legal.

“Nós estamos cumprindo a legislação. O sindicato na assembléia postulou o cumprimento da legislação, então a superintendência já encaminhou e-mail e ofício para todos os chefes de departamentos para que as escalas de 40 horas/semanais sejam encaminhadas a superintendência”, explica.

Complicações com o novo esquema de trabalho

O delegado conta que na terça-feira recebeu um telefonema do coronel José Dimas da Fonseca, comandante da 18ª Região da Polícia Militar, dizendo que apenas o sul de Minas estava adotando esse critério.

“Isso não é bem assim, nós do 18° departamento saímos na frente e já adotamos, uma vez que existe uma notificação contra os chefes de departamentos. Todo o estado vai adotar essa postura, postura de legalidade na adoção das 40 horas. Todos os delegados e policiais terão que cumprir a jornada estabelecida pela legislação pertinente”, justifica Faria sobre os questionamentos do comandante da região militar.

A preocupação do coronel é também com relação a número de policiais, algumas cidades possuem poucos, às vezes, apenas uma dupla de plantão e quando há a necessidade de deslocamento para outra localidade a cidade de sua atuação acaba ficando sem policiais ou com poucos.

“É um problema sério porque o transtorno maior vai ser para a Polícia Militar. É preciso frisar que isso não é um atrito entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, é apenas o cumprimento de uma notificação que recebemos, através de uma assembleia que aconteceu em Belo Horizonte em que ficou decidido e deliberado nesse sentido. A Polícia Militar também está se adequando porque também tem falta de pessoal e o transtorno que vai causar ainda vamos ver como será solucionado porque não podemos recuar para não sermos processados”.

Beneficio

Embora muitos ainda duvidem o cumprimento da jornada adequada pode trazer benefícios para as delegacias, uma vez que vai deixar os delegados com uma sobrecarga de trabalho menor e por isso terão mais tranqüilidade para relatar as dezenas de inquéritos que possuem semanalmente.

“Além de mais tranqüilos também há outro benefício, estamos observando as sinopses de plantão que estão sendo encaminhadas para a chefia de departamento que tem demonstrado que a qualidade do atendimento e prestação de serviço melhorou porque agora o delegado não está mais de prontidão. A vítima ou a Polícia Militar quando chega na delegacia durante o plantão encontra o delegado com a sua equipe para atendê-lo de pronto”, explica o delegado.

Assim agora as escalas de plantão são de 12 horas e uma equipe ficará de prontidão dentro da unidade policial durante todo o tempo, sendo inclusive fiscalizada.

 

NOTA INFORMAL DA POLÍCIA CIVIL INFLAMA AINDA MAIS O MOVIMENTO DA ESTRITA LEGALIDADE DOS DELEGADOS

O governo de Minas deu provas concretas nesta quinta-feira de que o Movimento da Estrita Legalidade dos Delegados de Polícia está realmente no rumo certo. Por meio de uma simples nota à imprensa (não oficial) a Chefia da Polícia Civil orientou que fossem extintos os plantões nas Delegacias Regionais do Estado, de modo a forçar que todos os delegados voltem a trabalhar acima das 40 horas semanais, num FLAGRANTE DESRESPEITO À LEI COMPLEMENTAR 84/2005. O SINDEPOMINAS orienta que qualquer ato arbitrário formal ou informal por parte da Administração Superior será prontamente rechaçado através de medidas judiciais. Os Delegados devem permanecer firmes, trabalhando dentro da Lei. O SINDEPOMINAS orienta que sejam mantidos os procedimentos definidos na Assembléia Geral Extraordinária.


CHEGA DE FAZER MÁGICA. Em Minas, Delegado trabalha dentro da Lei.

SINDEPOMINAS

 

Crise de atendimento nas delegacias: um passo importante 
Escrito por Arúkia Silva - Sexta, 02 de Setembro de 2011.

A resolução conjunta 148/2011 da polícia militar, polícia civil e corpo de bombeiros é, sem dúvida, um avanço importante na busca de uma solução definitiva para a grave crise na segurança pública, no que diz respeito ao atendimento dos policiais militares, e o tratamento irresponsável para com as vítimas e testemunhas, nas delegacias da polícia civil.
 Raimundo Nonato Meneses Araújo, Subten. Presidente da Aspra-PM/BM.”

“A resolução conjunta 148/2011, ofende os direitos humanos, a Constituição Federal e as instituições públicas. A resolução se sobrepõe à lei penal e à lei processual penal, ridicularizando o estado regular de direito e desmoralizando o próprio estado em sua missão de cumprir e fazer cumprir as leis. O ato conjunto assinado pelo Secretário de Defesa Social, o Chefe da Polícia Civil, o Comandante da Polícia Militar e o Comandante dos Bombeiros Militares é uma peça de grande eloquência do despreparo jurídico e político, o que seria aceitável se não partisse de um time composto de dois especialistas em estratégias e dois juristas. Diretoria do SINDEPO.”

  

“PM não pode registrar ocorrências em quartéis. Secretário de Segurança e corregedor advertem que prática é inconstitucional. - Na ‘briga’ entre as polícias, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, ficou ao lado da Polícia Civil. Ele legitimou decisão da Corregedoria Geral Unificada (CGU) que, após sindicância administrativa disciplinar, concluiu na semana passada ser “inteiramente contrária ao que preconiza a Constituição da República” a realização de registros de ocorrência diretamente nos batalhões da PM, em vez de nas delegacias de Polícia Civil.” Por Roberta Trindade/Jornal O DIA - Rio.

 

             Em meio à revolução causada pelo cumprimento de legislação, o Governado mineiro pressionou os comandos das instituições envolvidas que assinaram a esdrúxula Resolução 148/11, atropelando a Constituição Federal e o Código de Processo Penal, ao delegar para os militares a prerrogativa de liberar autores de crimes de menor potencial ofensivo. Abaixo registramos dois posicionamentos antagônicos sobre a Resolução 148/11.

ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR E DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS - AOPMBM

ENTIDADES DE CLASSE, PARLAMENTARES E COMANDANTE DA PMMG SE REUNEM PARA DISCUTIR RESOLUÇÃO CONJUNTA DE Nº. 148/11.

Na manhã de 02SET11, na Cidade Administrativa, o Comandante Geral da PMMG, Cel Renato Vieira de Souza, convidou para uma reunião os Presidentes de Entidades de Classe, estando presentes o Maj Ronaldo da AOPMBM, Cb Coelho do CSCS, Cel César da UMMG, Subten. Nonato da ASPRA, com seus respectivos assessores, bem como os parlamentares Deputado Estadual Sargento Rodrigues e Vereador Cabo Júlio, com o intuito de esclarecer a dinâmica com que se chegou a construção da Resolução Conjunta de Nº. 148/11, de 30 de agosto do corrente ano.
De acordo com o Cel Renato, após reunião do Governador Anastasia com os gestores do sistema de defesa social do Estado, restou orientação para a busca de uma imediata solução consensual entre a SEDS, a PMMG e a PCMG, visando a resolver os impactos negativos advindos com o plantão regionalizado, instituído unilateralmente pela Polícia Civil.

Após os devidos entendimentos por parte dos envolvidos, pautados pela harmonia, respeito e responsabilidade inerente a cada gestor público, foi elaborada a citada resolução conjunta, como medida paliativa. Esta visa a evitar os longos deslocamentos de viaturas da PM para encerramento de ocorrências nas Delegacias regionalizadas, além de outras medidas de adequação às alterações introduzidas pela Lei nº. 12.403/11, que restringe possibilidades de custódias preventivas em relação aos crimes de menor potencial ofensivo.

Aqueles que são contrários ao disposto na aludida resolução argumentam que as atribuições dos Delegados de Polícia seriam "usurpadas", pois foi atribuído à PMMG o dever de cientificar as partes para comparecer à Delegacia de Polícia. Ora, o artigo 144, da Constituição da República delegou às Polícias Militares o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, mas ao mesmo tempo, não consagrou que a lavratura do termo circunstanciado de ocorrência seria ato privativo dos delegados de polícia. É certo que as atividades de polícia judiciária são de responsabilidade da Polícia Civil, mas a cientificação das partes preconizada pela Resolução Conjunta nº 148/2011 não se refere a ato de investigação.

Ademais, ficou bem esclarecido que esta resolução foi construída com aquiescência de todos os gestores envolvidos, para melhor atender a sociedade mineira. Esta medida passa agora ser uma diretiva do Governo do Estado de Minas Gerais para fiel cumprimento.

Para os integrantes da PMMG a resolução conjunta irá minimizar os deslocamentos em todas as regiões do Estado, longas esperas em Delegacias, poupar vidas, tempo, e evitar excessivas saídas de viaturas dos municípios e localidades de empenho, acarretando em aumento de violência e criminalidade neste período. Entendemos que daqui para frente, qualquer eventual recusa em receber ocorrências em função do descumprimento das orientações ora introduzidas por esta resolução conjunta, deve ser alvo de imediata comunicação aos respectivos Comandantes, Diretores e Chefes das Polícias Civil e Militar, para imediata adoção de providências legais para cada caso.

Não há mais espaço para se tolerar vaidades, intransigências e descumprimento de ordens. Concitamos a imprensa, o Ministério Público, o Judiciário e a própria sociedade a acompanharem de perto as ações das Instituições envolvidas neste processo, com vistas a agirem com rigor para com os intolerantes e descompromissados. Os interesses coletivos devem vir em primeiro lugar.
As Entidades de Classe e os Parlamentares estão unidos com a tropa da PMMG, deixando suas assessorias jurídicas à disposição de todos, para os devidos encaminhamentos dos casos que se fizerem necessários. Temos grande expectativa que vamos continuar contando com a necessária harmonia e cooperação entre os integrantes das polícias civil e militar para a luta contra o crime e a busca da paz social.

Márcio Ronaldo de Assis, Major PM
Presidente da AOPMBM

 

RESOLUÇÃO 148

Minas Gerais, um dos locais onde a PC tem resistido imensamente às artimanhas do MP, da PM e do Governo Estadual, está prestes a mergulhar num grande caos social, com o advento da Resolução conjunta assinada pelo Secretário de Estado de Defesa Social (um Advogado-Deputado e mauricinho), o Comandante do Estado, digo da PMMG, o Comandante dos Bombeiros (pasmem... até o Bombeiro!!!) e o enigmático Chefe da Policia Civil, que deixou de ser Delegado há muito tempo, para ser homem de partido e do Governo.
Não podemos deixar essa batalha ser perdida, sob pena de perdermos de vez no BRASIL a GUERRA que sabemos existir.
Não adianta estados em melhores situações salariais fecharem os olhos. Se Minas sucumbir, os demais Estados sucumbirão. A PMMG faz escola e dita doutrina no Brasil. O PSDB mineiro não é forte apenas no MENSALÃO não.
Aqui tem todo o tipo de sacanagem. Inclusive contra a sociedade em geral.
Não se respeita a Constituição (Minas é o campeão de leis inconstitucionais).
A imprensa aqui, salvo honrosa exceção come na mão do Aécio e do Governador Anastasia.
Companheiros, denunciem ao máximo essa arrogância do Governo de Minas, que além de tudo, busca a insegurança jurídica, o desrespeito aos direitos humanos e a queda da estatística criminal no Estado, que não para de subir.
A PMMG que já não patrulha e nem evita crimes, terá com essa Resolução, poderes de classificar uma tentativa de homicídio, onde o autor negar o fato, dizendo que apenas quis dar um susto, como mero disparo de arma de fogo ou ameaça e então, num destacamento de uma cidadela qualquer, um Cabo - Comandante da fração, fará aquele TCO bacana mandando o autor ir passear, para daí uns cinco meses ser convidado a ir numa audiência de cesta básica.
E nos crimes de trânsito, então...
Já pensaram um soldado fazendo o TCO naquilo que deveria ser um APF.

Vejam colegas, que o caso é gravíssimo!!!

Pedimos a todos, retransmitirem o nosso ALERTA com o texto da ilegal Resolução (que se presta a desafiar a CF e o CPP) ao máxima para os nossos colegas Delegados do Brasil e ajudem-nos a denunciar na OAB-FEDERAL, AMAGIS, ANAMAGES, CNJ, Defensores Públicos e Deputados fiéis a nossa causa e demais setores, inclusive a imprensa LIVRE.

Ronaldo Cardoso. Vice Presidente do SINDEPO.

 

            A coerência jurídica questionada pelos delegados e a pressão pela legalidade encontrou eco em diversas comarcas, por parte do Ministério Público, que questionou a legalidade da Resolução 148/11 e policiais militares foram ameaçados de processos por improbidade administrativa, conforme ofício postado abaixo.  

"Em cordial visita, considerando o teor da Resolução Conjunta 148......., vem esta Promotoria de Justiça registrar, de forma expressa. ser ILEGAL, as medidas ali dispostas, contrariando todo o sistema penal e processual penal vigente."

 
        A resposta à aberração política e ilegal assinada pelo Comandante da PM, Bombeiros, Chefe da Polícia Civil e SEDS veio rapidamente com a revogação da Resolução 148/11.

DEFESA SOCIAL RECUA E SOLDADO NÃO PODE MAIS LIBERAR INFRATOR

Governo publica nova resolução sobre plantões das delegacias e tenta acabar com polêmica

 Jornal Hoje em Dia - 19/09/2011 - Repórter Carlos Calaes

Seds/Diulgação

Lafayette Andrada, acompanhado de representantes das polícias Militar e Civil e dos Bombeiros. Após gerar polêmica e acirrar os ânimos, mais uma vez entre as Polícias Civil e Militar, a Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds) recuou e publica na terça-feira (20) a Resolução Conjunta (RC) nº 149/2011. O documento substitui a RC nº 148 que determinava que, para delitos de menor poder ofensivo em cidades do interior sem plantão policial, a Polícia Militar deveria lavrar o Boletim de Ocorrência (B.O.), soltar o infrator e solicitar que ele se apresentasse no primeiro dia útil a um delegado.

A partir de terça-feira, pela RC 149, os militares não mais poderão liberar os infratores, apenas o delegado da cidade de plantão mais próxima. Ao invés de liberar o infrator e solicitar que ele comparecesse à uma delegacia no primeiro dia útil como previa a RC 148, a partir de terça-feira, pela RC 149, os militares deverão transcrever a ocorrência no Registro de Evento de Defesa Social (Reds), que deverá ser enviado via e-mail ou fax, para o delegado de plantão da cidade mais próxima...



2011. OS PLANTÕES REGIONALIZADOS. UMA VERDADE A SER ESCLARECIDA.

 ARTIGO PARA O JORNAL ON LINE PENSA POÇOS

Os trechos de reportagens e posicionamentos sobre os desencontros acima registrados, que envolvem a PM, PC e SEDS, carecem de esclarecimentos reais sobre os desdobramentos da institucionalização dos plantões regionais, cujo piloto surgiu em Poços de Caldas. Deve ficar patente e claro para o cidadão, que na Polícia Civil e Polícia Militar não existem culpados pelo problema que se instalou.

Todos aqueles que militam na área criminal há vários anos, conhecem de perto a situação aflitiva por que passam policiais civis e militares no que pertine à falta de recursos humanos para o exercício de seus misteres. O problema não é de hoje, é de décadas. Mas continuaria assim se não houvesse a reação, deliberada em assembleia geral do Sindicato dos Delegados, em abril deste ano, quando os profissionais decidiram não mais trabalhar em regime de semi-escravidão e exercer suas atividades na estrita legalidade. Sim, porque trabalhavam de forma ilegal.

Vamos explicitar melhor essa situação para que não paire dúvidas sobre o assunto. Qualquer jovem, adulto ou idoso, que tenha um conhecimento mediano sobre sua cidade de interior, sabe que, até pouco tempo, o “seu delegado” permanecia na comarca de segunda a segunda, fosse final de semana ou feriados prolongados. Tinha a “obrigação” de estar presente em tempo integral para o recebimento de ocorrências e despachar com os policiais militares sobre a análise legal dos fatos ali tratados. Afinal, a constituição prevê que atos de polícia judiciária são exclusivos da autoridade policial, o delegado de polícia, que, por sua vez, não pode “delegá-los”.

No entanto, a mesma constituição também dispõe sobre as atribuições dos juízes e promotores, mas, ao contrário, possuem carga horária diferenciada e não são encontrados nos finais de semana, feriados e períodos noturnos para despacho de medidas judiciais urgentes, no mesmo período que o delegado de polícia “exercia suas atividades”. Isso acontece, principalmente, nas comarcas menores. E para contornar a situação e a necessidade de solução, os promotores e juízes têm uma escala de plantão para atendimento dessas medidas judiciais que requerem intervenção imediata. Ocorre que os juízes e promotores de plantão, geralmente são de comarcas diferentes e muitas vezes distantes daquela que necessita de uma decisão urgente. Então o que ocorre? Policiais civis das diversas comarcas fazem os deslocamentos, quando necessários, até as cidades onde estão os promotores e juízes de plantão, para que a situação seja analisada. No caso de Poços de Caldas, policiais civis das comarcas que atuam em sua área de abrangência, muitas vezes viajavam e continuam viajando, por mais de duzentos quilômetros, dependendo das escalas. Fazem isso para localizar os promotores e juízes de plantão, arriscando suas vidas e desfalcando suas delegacias, já carentes de servidores. Ou seja, o problema que a PM tem hoje, a Polícia Civil já o tem há muito tempo. O transtorno se dá pela falta de um plantão interinstitucional em uma mesma comarca, que ocorre por falta de juízes, promotores e defensores que possam assumir tais atividades.

A conclusão é simples, os governantes ao longo das últimas décadas, não se preocuparam na elaboração de um planejamento gerencial a médio e longo prazo para suprir as vagas de policiais civis, juízes, promotores e defensores públicos. Afinal, geraria grande despesa para o erário sem o retorno político do voto. Nas obras inauguradas cortam-se fitas, fazem-se discursos e é demonstrada através da mídia, diante de centenas de “papagaios de pirata”, a conclusão de projetos daquele governo. O servidor público, ao contrário, é dispendioso e não tem como ser inaugurado.

Por essa omissão administrativa ao longo dos anos, que, os delegados amparados por dispositivo legal, disseram um basta à situação estressante, vergonhosa e ilegal que viviam e decidiram pelo fim dessa jornada única, de 24 horas por dia, exclusiva deles, policiais civis. Assim, em abril, o sindicato difundiu entre as chefias uma “notificação Extrajudicial que determinava o cumprimento da Constituição Federal, nos termos do artigo 8º, inciso III, para que as 40 horas semanais fossem respeitadas, conforme previsão legal da LC/84/05.”

A partir de junho, quando a notificação aportou nos Departamentos de Polícia de Minas Gerais, Poços de Caldas saiu à frente e implantou pioneiramente e legalmente os plantões regionalizados na sede do Departamento, em Alfenas, Passos, Guaxupé e São Sebastião do Paraíso. É público e notório, que com o cumprimento do DL/84/05 pelos delegados, únicos servidores públicos que não cumpriam a legislação por imposição imoral, a PM passou a ter sérios transtornos para os deslocamentos com as ocorrências, conduzidos e as partes envolvidas nos fatos. No caso de Unaí, alguns deslocamentos podem ultrapassar 250 quilômetros. E outro fator importante para a questão de segurança, as cidades com pequeno contingente de policiais militares, ficavam, ou ficam, à mercê da própria sorte quando ocorrem os deslocamentos,

É por isso que buscamos o tema “Plantões Regionalizados” por entendermos de interesse público as explicações concretas e verdadeiras, já que vários órgãos de imprensa, ligados ao governo através de vultosos importes financeiros para propaganda, publicaram matérias truncadas, falseando a verdade, atribuindo essa situação a um embate entre a Polícia Civil e Polícia Militar, o que é inverídico e falacioso. A PM realmente ficou com o problema, que não é dela, para administrar, mas também não é da Polícia Civil. A questão é pertinente ao governo estadual, que deve, urgentemente, abrir vagas para que as lacunas sejam supridas. Basta observarmos as decisões do TJMG, do Ministério Público e de diversos juízes que referendaram a legalidade dos plantões regionais e a carga horária a ser cumprida pelos policiais civis.

          Diante de nossos argumentos, acredito que o problema não é tão simplista como tentaram apresentar ao imputar responsabilidades. Solucionar carência de pessoal com resoluções esdrúxulas e sem nenhum amparo legal não irá resolver a pendência. A atitude inteligente que se espera do governo é a abertura dos concursos públicos com número substancial de policiais civis, o que não foi priorizado até o momento por este e outros governantes, à exceção do governador Hélio Garcia, na década de 80, que nomeou mais de 2000 policiais civis em sua administração. A verdade que hoje nos sufoca, demonstra cabalmente a má administração referente à segurança pública no estado, concernente ao preenchimento dessas vagas no interior.

          E uma verdade tem que ser dita: existem duas polícias em Minas Gerais: a da capital e a outra.

Enquanto isso, algumas manchetes tentam maquiar a verdade e colocam as duas instituições centenárias em choque e no centro de um furacão que não foi criado por elas.


Poços de Caldas/30/9/2011
Antonio Carlos Correa de Faria 

 

CURSOS, COMENDAS E RECONHECIMENTOS.

 

           Registramos na conclusão da BIOGRAFIA, toda a preparação cultural e os conhecimentos buscados e alcançados pelo profissional ao longo dos 35 anos de carreira, assim como, o reconhecimento de seus pares, instituições, órgãos e entidades diversas através dos diversos documentos aqui postados.

Alguns eventos em que Faria foi homenageado: com Jaci de Abreu, Deputado Mauro Lopes, ALEMG e escrivã Ofélia.

 

         Durante sua trajetória profissional o delegado Faria iniciou suas atividades policiais como detetive em 1976, projetando em sua carreira como delegado de carreira em 1986, quando foi nomeado e designado para São Gonçalo do Pará, após. Ao longo de suas atividades fez diversos cursos em Minas Gerais, outros estados da federação, nos Estados Unidos da América e Itália. Recebeu inúmeras condecorações (e as principais) das diversas instituições do estado. Durante sua primeira fase como detetive, conseguiu o reconhecimento ao seu trabalho e as promoções de II, III e Classe Especial se deram por merecimento. Ressalta-se que a promoção à Classe III, ocorreu por ato de bravura, ato administrativo inédito, em se tratando de condecoração para policial vivo, quando esse tipo de procedimento, de caráter excepcional, geralmente é outorgado "post mortem" (ver detalhes do caso na Seção BIOGRAFIA FARIA - FASE II, "O Caso do Desembargador)).

Em 1976 o policial Faria inicia a série de cursos, seminários, congressos e eventos que iriam fazer parte de seu extenso currículo cidadão/profissional.

Cursos

Aqui, os cursos de formação e de aperfeiçoamento de detetive (ACADEPOL) e de repressão ao tráfico de drogas pela Polícia Federal, Direito, cursos de Formação, Aperfeiçoamento, Chefia de delegado(ACADEPOL), Socorrista Básico, .40. Certificados, da OAB de Manhuaçu, PRODEMGE, I CESPE, Oratória e III Taurus Police Meeting.

Cursos Internacionais

Faria participou de dois momentos de grande importância para sua carreira e especialização profissional quando teve a oportunidade de realizar dois cursos internacionais a convite do delegado Milton Fortes. O primeiro, "Curso de Estudo Comparado das Organizações Policiais e a Alta Criminalidade", realizado na Academia da Polizzia di Stato, em Roma/Itália. O segundo foi ministrado em Albany, na Academia de Polícia de New York. O delegado Milton Fortes, na época na ACADEPOL, foi mentor e idealizador dos cursos nos anos de 1999 e 2000.

Seminários e Eventos

          O delegado Faria participou de diversos seminários, fóruns, congressos e outros eventos, buscando sempre a renovação de conhecimentos. Abaixo, documentos que registram algumas dessas participações. CONDEPOL do Ceará, Secretaria de Segurança do Paraná, Curso de Gerenciamento de Crises e Táticas de resgate, Conferencia Executiva IACP para a América do Sul, Seminário sobre Roubo, Desvio de Cargas e Valores e Crime Organizado pela PF, Interseg/Porto Alegre-RS, Cidadania para o (des) Cárcere, Novos Paradigmas da Investigação Policial, II Simpósio sobre DST-AIDS e I Seminário sobre a Malha Curricular Nacional/Ouro Preto.

Homenagens, Comendas e Medalhas

          Também foram muitas as homenagens e o reconhecimento ao resultado dos trabalhos policiais desse policial, conforme destaca as diversas cópias de diplomas, certificados, medalhas e troféus inseridos neste espaço biográfico. Na primeira inserção são registrados: 1978-Diploma de Honra ao Mérito- Melhor Detetive da Furtos e Roubos. 1987-Moção da Câmara Municipal de Manhuaçu. 1988-Diploma DI 30 Anos. 1995. Diploma Mérito Policial, do Conselho Superior de Polícia. 1999-Diploma Melhor Superintendente-Jornal Segurança. 1999-Diploma de Sócio Benemérito da ASPCEMG. 2004-Grande Colar do Mérito Legislativo Municipal. 2005. Mérito a Quem Tem Mérito-Troféu Eficiência Policial do SINDEPOMINAS. 2007-Diploma do Mérito Legislativo do Estado de Minas Gerais. 2006- Medalha Tiradentes-Comandante da PM. Medalha da Inconfidência-Governo do Estado de Minas Gerais. 2008- Medalha 200 Anos da Polícia Civil. 2008-Diploma de Homenagem Especial da 30ª DRPC de Lavras. 2009- Título de Colaborador Benemérito do CONSEP Sul de Poços de Caldas. 2010. Diploma de Honra ao Mérito da ASPCEMG. 2009. Votos de Congratulações da ALMG em duas datas distintas. 2010- Diploma de Colaborador Benemérito- 18ª RPM de Poços de Caldas e outras.

Cidadão Honorário de Belo Horizonte e Comendas de Outras Instituições

          Em 2007, através de proposição da Vereadora Elaine Matozinhos, o delegado Antonio Carlos Correa de Faria foi agraciado com o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte por votação unanime dos vereadores. O evento ocorreu na Câmara Municipal da capital mineira. Merecem registro biográfico, as inúmeras comendas, medalhas e elogios de outras instituições que também reconheceram o trabalho do policial Faria.

2007. CONVITE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE-CIDADÃO HONORÁRIO                            2007. DIPLOMA ORDEM DO MÉRITO LEGISLATIVO

 

 2004. GRANDE COLAR DO MÉRITO LEGISLATIVO MUNICIPAL DE BH      2003. DIPLOMA MEDALHA LUIZ SOARES DA ROCHA      2004.DIPLOMA MÉRITO LEGISLATIVO

 

Neste espaço inserimos algumas medalhas recebidas pelo policial Faria.

  • - Fé e Perseverança
  • - Luis Soares da Rocha
  • - Savero Fera/Roma
  • - Plaza Del Gesu/Roma
  • Willian Silva Nunes
  • Umbral Sagrado
  •  Silvio Paranhos
  • Medalha ASPCEMG
  • Medalha Jayro Boy de Vasconcelos
  •  Medalha da Inconfidência
  •  Eleitos de Salomão

 

Diplomas, Comendas, Elogios e Reconhecimento

          Por onde passou, o delegado Faria deixou alguns poucos inimigos, que, diga-se de passagem, não foram as centenas de criminosos que prendeu, mas sim, muitos dos que cruzaram seu caminho trilhando a ilegalidade e criminalidade, e que, até então, se consideravam intocáveis e tiveram seus interesses quebrados, ou tocados pelo policial e suas equipes. Mas essa é apenas uma ilustração para falar da grande maioria de amigos que deixou pelas unidades policiais e outras instituições pelas quais passou e que lhe renderam o reconhecimento humano e profissional, conforme algumas homenagens abaixo

 

2006. Delegacia Especializada de Falsificações e Defraudações

"Ao titular da DEFD/DI

Bel Antonio Carlos de Faria

A equipe de policiais desta especializada congratula com V.Sa, pela excelente e produtiva administração desempenhada ao longo deste ano que se finda. Dez. 95"

 

1991. 4ª Delegacia Especializada de Furtos e Roubos

"Dr. Faria,

"Pelos seus méritos e Dignidade.

"4ª DFR

"Agosto de 91."

 

1999. Delegacia de Repressão ao Roubo e Desvio de Cargas

"Nosso reconhecimento ao Doutor Antonio Carlos de Faria, pela relevante colaboração dispensada à esta unidade policial.

Novembro - 1999"

 

1999. Batalhão de Choque (1999) - Troféu Formigão

"O Batalhão de Choque de Belo Horizonte outorgou o "Troféu Formigão" ao delegado Faria, quando Superintendente Metropolitano como Destaque Operacional. A homenagem foi indicada pelos Coronel Severo Augusto e Tenente-coronel José Sebastião Aguillar."

 

2008. Delegacia Regional de Lavras

"Exmo Dr. Antonio Carlos Correa de Faria, Chefe do Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil

Uma honra para a família da 30ª DRPC, poder homenagear V. Exa, nesta data especial, pela feição firme que sempre imprimiu à PCMG. Parabéns e obrigado.

Lavras, maio de 2008."

 

2011. Dr. Antonio Carlos Farias

As pessoas de sensibilidade e capacidade deixam marcas por onde passam e nós estamos felizes por termos tido a oportunidade de compartilhar do seu marcante trabalho, que temos certeza, ficará na nossa história.

José Mauro e Fátima. 25-06-2011

 

1978. João Fonseca Perfeito - Chefe do DI -21/12/1978.

“Diploma de Honra ao Mérito por ter se destacado entre seus companheiros da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de janeiro a dezembro do período supracitado”.

 

1980. Secretário de Estado da Segurança – 29/5/1980.

“Pelo destemor e esforço empregado mediante solicitação”.

 

1981. Secretário de Estado da Segurança - 27/4/1981.

"Honestidade e profissionalismo na apuração de assalto à mão armada praticado contra uma senhora em 15/12/1980, recuperando parte das jóias".

As diligências se deram no Rio de Janeiro, quatro meses após o assalto.

 

1983. Secretário de Estado da Segurança - 10/3/1983.

"Bravura e profissionalismo ao enfrentar bando de facínoras, evitando assim que se consumasse assalto à residência de desembargador." No episódio um detetive foi ferido e dois assaltantes mortos.

 

 

1985/ 8/12

- Matéria do jornal Estado de Minas.

Repórter Vargas Vilaça

A Bravura do Detetive

"O detetive Antonio Carlos de Faria, da Polícia Civil, foi promovido pelo governador Hélio Garcia, por ato de bravura, da Classe III para Especial. Faria foi um dos policiais que salvaram o Desembargador da Costa Val e sua família, dominados por assaltantes em sua residencia. Na época, o então Governador de Minas, Tancredo Neves, interessou-se pela promoção do policial, mas por questões administrativas somente agora o desejo do ex presidente foi atendido".

 

NCI-Ltda – Manhuaçu – 21/7/1987

“Pela capacidade, dedicação, e interesse no trabalho solicitado”.

 

Secretário de Estado da Segurança - 10/2/1987

“Competência, dedicação e profissionalismo na investigação que culminou com a prisão de autores de homicídio ocorrido em Manhuaçu em 27 de junho de 1986.”

 

Câmara Municipal de Manhuaçu - 9/6/1987

“Moção de elogio pelos relevantes serviços prestados aquela comunidade”

 

Secretário de Estado da Segurança - 4/8/1987.

"Competência e profissionalismo em eficiente atuação quando do sequestro de criança, prendendo marginal e resgatando vítima e todo dinheiro." Toda a ação transcorreu em menos de 48 horas.

 
                               2004. IACP. RS                                                                          2004. TROFÉU "O TIRA".             2004. SEMINÁRIO ROUBO DE CARGAS E VALORES. DPF

 

SESP Prof. Sidney Safe Silveira - 27/6/1988.

“Diploma pelos meritórios serviços prestados à Polícia Civil.”

 

Diretor de Relações Públicas do Clube Atlético Mineiro. 6/10/89.

“Pela boa vontade e profissionalismo”.

 

BI de 20/2/1991 - Superintendente Geral de Polícia Civil

“Pelo desbaratamento de quadrilha de marginais”.

 

Vereador Jaime Guimarães – 8/6/1990.

“Esclarecimento do crime hediondo de Ladainha”.

 

Carta da advogada Rita Virgínia de Andrade, membro da família Cordeiro de Andrade, dizimada na famigerada “Chacina de Malacacheta”, em 1990, quando pistoleiros se travestiram de policiais civis para consumar a matança.

“Não queira V. Exa. nem imaginar a dor sofrida pelos meus familiares. Ela foi forte demais. Por um momento a nossa querida polícia Civil se nos apresentou como nosso carrasco. Foi uma ousadia, que bem sabemos, só se foi possível devido à falta, há muito tempo, de um comando capaz, sem comprometimento político ou financeiro com grupos marginalizados.

Entretanto, quando o clamor da justiça já não mais nos parecia ser ouvido, fomos surpreendidos por atitudes tomadas por determinados profissionais que, por honra à dignidade dessa corporação e por respeito humano à nossa causa, arriscando suas vidas, sendo humilhados quando do cumprimento de diligencias, trouxeram alguns dos responsáveis pela nossa dor e subtraíram de nossos corações e da opinião pública o descrédito que havia sido instalado em nossa Polícia Civil. No interior, quando plantamos uma árvore e verificamos que seus frutos são bons, a adubamos mais, para que os frutos seguintes sejam mais saborosos.

Meu especial agradecimento aos delegados Dr. Antonio João dos Reis, Dr. Antonio Carlos de Faria, Dr. Messias de Fátima Correa, Dr. José Arcebispo Filho, Dr. Otto Teixeira Filho e Dr. Altamiro Ferreira Lopes. E aos detetives: José Geraldo da Silva, Cláudio Manoel Fernandes, Cristiano de Avelar, Márcio Daniel, Mauro Edson de Oliveira, Denílson Ferreira da Silva, Ivo Oliveira de Jesus e Gilberto da Cunha Bracelares."

 

                                1999. ASPCEMG                                     1999. DIPLOMA "HONRA A QUEM HONRA"                                        2010. 18ª RPM

 

Chefe do Departamento de Investigações – 13/12/1991

“Pela eficiência e profissionalismo no desbaratamento de quadrilha que agia em condomínio, esclarecimento de latrocínio e prisão dos assaltantes”.

 

Superintendente Geral de Polícia Civil - BI de 20/2/1991

“Pelo desbaratamento de quadrilha de marginais”.

 

Superintendente Geral Paulo Sérgio Schettino – 15/5/1992.

“Pelo sucesso das investigações em torno da morte do médico Rubens Savino Campos, vítima de bárbaro latrocínio.”

 

Nilton Ribeiro de Carvalho - Chefe do Departamento de Investigações 4/12/1992.

"Pelo brilhante trabalho de investigação, apontando os autores de bárbaro latrocínio, fruto de dedicação, perseverança profissionalismo."

 

 

Chefe do Departamento de Investigações - 20/8/1992.

“Apuração e prisão de quadrilha que aterrorizou a Grande Belo Horizonte.”

 

Nilton Ribeiro de Carvalho - Chefe do Departamento de Investigações - 3/6/1993.

"Por obstinado e criterioso trabalho desenvolvido sob sua orientação, sendo desbaratada quadrilha de estelionatários em BH, vindo do Rio de Janeiro."

 

Superintendente Geral Paulo Sérgio Miranda Schettino - 5/7/1994.

“Competência e profissionalismo ao apontar os diversos autores de vários furtos de gado praticados na região de Galileia.”

 

Empresários do CEASA. 15/2/1995.

”Atividade, perspicácia e tirocínio policial demonstrados na apuração de estelionato em que foram vítimas aqueles empresários.” 

 
          2000. SIMPÓSIO DST/AIDS                                   2000. CURSO SOCORRISTA BÁSICO                          2002. DIPLOMA MAÇÔNICO SILVIO PARANHOS

 

Detetive Dirceu Antonio de Oliveira – Dirceu “Beleza”. 8/1/1999

“Dr. Antonio Carlos de Faria,

MD. Superintendente Metropolitano/METROPOL

Na simplicidade de meu abraço, a exemplo de outros mais que certamente estarão a fazê-lo, (ou pretende-lo), trago-lhe aquilo que meu coração registra... Dizem que nada da vida se leva, que nada também a vida nos leva ou toma. Dizem que ela, simplesmente, balança, como a dizer que assim como chegamos, assim iremos... O tempo passa sempre, inclusive as posições... Neste mundo tudo realmente passa, muda... É surpreendente! Assim certamente, como um acontecimento ímpar, é o caso de V. Sa, que mais uma vez se mostra como um personagem capaz de ser merecedor de todo o nosso respeito e reconhecimento. Sua admirável pessoa soube granjear o respeito e a admiração (redundante) de todos nós, seus ensinamentos nos acompanharão por toda a vida. E suas lições que registramos basicamente na Seccional Sul, haverão de iluminar nossos caminhos, principalmente pela sua paciência e verdadeira amizade no tocante a suportar-nos em nossas deficiências. Sempre foi um inovador! Nossos agradecimentos. Nossas homenagens.”

 
2002. DIPLOMA LOJA MAÇÔNICA UMBRAL SAGRADO           2003. DIPLOMA LOJA MAÇÔNICA FÉ E PERSEVERANÇA        1998. DIPLOMA GRANDE LOJA MAÇÔNICA DE MINAS GERAIS

 

SKAL de Belo Horizonte. 26/5/1999.

“Pelo excepcional trabalho desenvolvido, culminando com a prisão de uma quadrilha de falsários de cartões de crédito e cheques”.

 

Ofício -RR-102/99 –Câmara Municipal de Belo Horizonte/31/5/1999.

"Senhor Governador,

Em período de crise como o que estamos vivendo, em que a segurança pública passa a ser um dos maiores anseios do cidadão, o qual, aliás, contribuinte que é, a ela faz jus, determinados desempenho da Polícia, pela sua singularidade, repercutem positivamente no seio da comunidade, atraindo para a instituição não só a admiração, mas, mais importante que isto, o respeito e a confiança daqueles a quem cumprem a ela servir.

O recente episódio que possibilitou a prisão e autuação, em flagrante delito, nesta capital, de Edilson Martins Sobrinho e Paulo Miranda Lima, e, posteriormente, a prisão de Paulo Roberto de Souza e Décio Godói de Oliveira, em Governador Valadares, com efeito, representou, sem dúvida, a culminância de operações levadas a cabo com notável tirocínio, exemplar dedicação e competência profissional por policiais classificados na Superintendência de Polícia Metropolitana-METROPOL, da Polícia Civil de Minas Gerais.

Em verdade, Senhor Governador, a ação dos indivíduos supramencionados, para detenção dos quais, diga-se de passagem, foi inestimável o irrestrito apoio proporcionado à Polícia pelo juiz de direito da 4ª Vara Criminal da Capital, Dr. J. Sidney Alves Affonso, vinha tendo dimensão incomum, pois, em última análise, tratava-se, nada mais nada menos, da clonagem de cartões de crédito (foram apreendidos cerca de 5.000: a maior apreensão do país) e de equipamentos de última geração para falsificação de documentos, o que vale dizer que se conseguiu desarticular uma quadrilha de altíssimo potencial.

É, então, nesse contexto, Senhor Governador, que na qualidade de integrante, e, com muito orgulho, da instituição Policial Civil mineira, com este tomo a liberdade de me dirigir a Vossa Excelência, com o fito precípuo de solicitar-lhe a fineza de autorizar o setor competente do governo a providenciar a publicação, no Boletim Interno da SESP-MG, de um elogio do Governador do Estado aos policiais civis que integraram a equipe da METROPOL que desenvolveu o trabalho a que me referi nos itens supra, a saber:

  • Delegados de Polícia

  • Dr. Antonio Carlos de Faria
  • Dr. Elcides José Batista Guimarães
  • Dr. Márcio Siqueira
  • Escrivães:

  • Giselma de Almeida Pinto
  • Márcia Farina de Santana
  • Detetives
  • Inspetor Carlos Augusto de Lima
  • Inspetor Wagner Souza Guilherme

Absolutamente convencido que a medida significará, além de justo reconhecimento, forte incentivo a servidores valorosos e idealistas, antecipo-lhe meus agradecimentos.

Vereador Rui Resende

Para Doutor Itamar Augusto Cautiero Franco

Governador do Estado de Minas Gerais."


     1978. MELHOR DETETIVE DELEGACIA DE FURTOS-DI.                 1999. MELHOR DELEGADO OPERACIONAL. PM.                              1995.DIPLOMA DI.

 

Jornal Segurança - 1/12/1999.

"Diploma da Medalha Willian Silva Nunes de Melhor Superintendente do ano de 1999”

 

9/12/2003- Memorando 161/2003/SGPC

"O Superintendente Geral de Polícia Civil, no uso de suas atribuições, considerando o trabalho de excelência realizado pela equipe de policiais da SGPC, CGP, DERFRDCV e DRPC de Uberlândia e Ituiutaba, que de forma coesa e integrada possibilitou apontar à justiça a participação de policial civil RESOLVE: Elogiar os integrantes do grupo, traduzindo o reconhecimento desta chefia, pela brilhante apuração realizada, demonstrada através de dedicação, eficiência, qualidade e profissionalismo dos serviços desempenhados, que, certamente, contribuem para a elevação e o engrandecimento da Instituição Policial Civil Mineira, determinando, desta forma, a inserção desse registro nas pastas funcionais dos policiais."


          Neste caso, denominado “Operação Prata”, o delegado Faria coordenou os trabalhos que indicaram a participação e prisão de um delegado, líder da quadrilha de roubo de cargas.

                                                                                   1995. 1996. 2004.  PLACAS DE HOMENAGEM E DIPLOMA MAÇONARIA

 
                               2000. CURSO EUA.                                                                                                           1999. MELHOR SUPERINTENDENTE.

 

Ofício 149/CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA/2003

“Apraz-me informar à V. Exa, que o Conselho Superior de Polícia Civil, que tenho a honra de presidir, deliberou, por unanimidade em sessão ordinária realizada em 3/12/2003, outorgar-lhe a MEDALHA DELEGADO LUIZ SOARES DE SOUZA ROCHA, instituída pela lei 7920, de 8 de janeiro de 1981.” Otto Teixeira Filho – Chefe de Polícia.”

 

Superintendente Geral de Polícia – José Arcebispo Filho- 12/1/2004

“Pela brilhante apuração realizada que apontou envolvimento de um policial civil com organização criminosa na região do Triangulo Mineiro.”

O delegado Faria coordenou a Força Tarefa que resultou na prisão de um delegado que liderava quadrilha de roubo de cargas.

 

Memorando 127/SGPC/2004 - José Arcebispo Filho.

"O Superintendente Geral de Polícia Civil, no uso de suas atribuições, embasado no documento oriundo do Exmo Chefe do DI, elogia os policiais Rômulo Fernandes Chaves, Sérgio Nascimento de Castro, Dalbert Machado Garofalo, Wagner Antonio Silva Borges, Carlos Pereira Júnior, José Luis Viana Ferreira, Aguinaldo Pereira da Cruz, Giovani Antonio de Carvalho, Walter Diniz Caldeira, Ricardo de Jesus Teixeira, Jorfersan Fernandes dos Santos, Deusdedith de Matos Neto, Renato Geraldo Ribeiro de Almeida, Hevandro Honorato M. Oliveira, Paulo Ribeiro Tarabal, Anderson de Almeida Leitão, extensivos aos delegados Dr. Ricardo Minelli Neto, Chefe do DI, Dr. Elcides José Batista Guimarães, Chefe da DCCV, Dr. Leandro Almada da Costa, DCCV, Dr. Ramon Sandoli de Aguiar Lisboa, DEROC/DEOESP e Dr. Antonio Carlos de Faria, Coordenador de Polícia Civil, que agiram de forma integrada e competente na elucidação do homicídio de Jair Olimpio Júnior, assessor parlamentar que foi abatido no estacionamento do Edifício JK. O trabalho conjunto dos policiais civis, desprovido da vaidade feudal, possibilitou a identificação do empresário Evandro Torquette e pistoleiros, tendo como conseqüência a decretação de suas prisões. O caso causou repercussão nacional, e ensejou a criação de uma força especial, com participação da Polícia Civil, Ministério Público e Secretaria da Fazenda para apuração de um esquema milionário de fraudes e sonegação fiscal, móvel do assassinato".

 

19/8/2004 - Memorando 173/2004

"O Superintendente Geral de Polícia, no uso de suas atribuições, comunica que será outorgada ao Dr. Antonio Carlos de Faria, Coordenador de Polícia Civil-SGPC, pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, a honraria denominada “Grande Colar do Mérito Legislativo”, no próximo 3 de setembro de 2004, às 15:00 horas. A comenda terá como patrono o Doutor Celso Mello Azevedo e tem como objetivo homenagear, anualmente, várias personalidades que tenham se distinguido por seu trabalho em favor da coletividade."

 
2003. MEDALHA DO MÉRITO POLICIAL             2003. GLMMG MEDALHA MANOEL DOS REIS CORREA          2005.NOVOS PARADIGMAS DA INVESTIGAÇÃO

 

18/7/2005. BI-Edição 132.

"O egrégio Conselho Superior de Polícia Civil, em reunião realizada no dia 15/6/2005, acatando proposta de seu presidente, deliberou, por unanimidade, registrar em ata, o reconhecimento ao trabalho de policiais abnegados que, a partir de operação desencadeada para apurar roubo a carro forte, ocorrido no dia 28/3/2005, na comarca de Mateus Leme, desbaratou quadrilha que agia em vários estados, prendendo dezesseis meliantes, entre eles, dois integrantes da “lista dos mais procurados do país”. Merecem, portanto, este reconhecimento, as autoridades e servidores policiais:

Coordenação: Dr. Antonio Carlos de Faria/SGPC, policiais do GRE, Delegacia de Roubo a Bancos e Regional de Itabira."

 

José Arcebispo Filho-Superintendente Geral de Polícia - 7/10/2005

“Pelo excelente serviço prestado, culminando com o indiciamento de 38 pessoas envolvidas com mega esquema de sonegação fiscal em Sete Lagoas.” A Operação Celulose trouxe um resultado de cerca de 55 milhões de aumento na arrecadação no setor siderúrgico.

 

Ofício s/nº/ACADEPOL/6/12/2005 – Prefeitura do Campus – Dr. Hitler Fouad Curi – Delegado Geral de Polícia.

“A coordenação de Educação Física e Defesa Social da ACADEPOL parabeniza V. Exa. Pela merecida promoção ao cargo de Delegado Geral de Polícia Civil. Reconhecimento do trabalho e amor à nossa instituição. Sucesso vindouro.”

 

Sindicato dos Delegados de Polícia de MG – 2 de maio de 2005.

“Como é do conhecimento do companheiro, este sindicato promoveu na região metropolitana a eleição para escolha do delegado de polícia que deverá receber o “TROFÉU EFICIENCIA POLICIAL” e respectivo diploma, edição 2004. Com alegria comunicamos-lhe que o nome do companheiro foi o mais votado pelos Chefes de Departamento, Delegados Seccionais, Sindicais e área administrativa da Polícia Civil". Júlio César Ássimos Maroni-Secretário-Geral.

 
 2007. CÂMARA MUNICIPAL DE BH                  2007. CURRÍCULO MEDALHA DA INCONFIDÊNCIA                        2007. CIDADANIA HONORÁRIA

 

2005. Comandante Geral da PM

"Tenho a honra de comunicar-lhe que a Polícia Militar de Minas Gerais resolve prestar-lhe uma justa e merecida homenagem, concedendo-lhe a Medalha Alferes Tiradentes - maior comenda da Polícia militar, pelos seus altos méritos e pelos relevantes serviços prestados à sociedade mineira. Coronel Sócrates Edgard dos Anjos."

 

2006. HOMENAGEM DE MUTUM



 

2006. Jornal do Ministério Público

"Ministério Público e Polícia Militar destacam trabalho da Polícia Civil em prisão de assaltantes no Pará. O trabalho investigativo que culminou com a prisão de sete suspeitos de participação na série de assaltos praticados no estado no início de janeiro, mereceu elogios de representantes do Ministério Público, da Secretaria de Defesa Social e Polícia Militar. Para o promotor de justiça André Ubaldino, o serviço de inteligência da Polícia Civil demonstrou o preparo das forças de segurança do estado para combater o crime organizado. “Quero destacar aqui o trabalho dos policiais anônimos que foram para fora do estado, tendo que superar inúmeros desafios para prender esses criminosos”. Juntamente com o promotor Rodrigo Fonte Boa, Ubaldino, acompanhou, a convite da própria Polícia Civil, todo o trabalho de investigação coordenado pelo Departamento de Investigação-DI. “Quero agradecer ao Dr. Faria (Antonio Carlos - Diretor do DI) pelo convite para participar desse trabalho. Espero que essa união de esforços seja permanente no combate ao crime aqui em Minas. Também o Secretário de Estado de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, destacou o serviço de inteligência e o trabalho operacional realizado em Goiás, Maranhão e Pará. O Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Hélio dos Santos Júnior, citou a morte do PM Vandec Costa para realçar a importância da prisão dos suspeitos. “A nossa palavra aqui é de reconhecimento ao belo trabalho da Polícia Civil, até porque, perdemos um de nossos homens num dos assaltos e era esta a resposta que precisávamos dar à nossa sociedade."

 
                                                                                      2007. MEDALHAS GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS E ALEMG



“BI de 25-1-2008- MEMORANDO Nº 05/SGPC/08

“O Superintendente-Geral de Polícia Civil, no uso de suas atribuições legais, consigna aos servidores abaixo elencados os merecidos elogios pela prisão de marginais envolvidos com o tráfico internacional de armas e munições, nas operações denominadas Paraguai, Paulista e Muzambinho, que causou repercussão na mídia nacional e foi motivo de elogios pela Justiça, MP, exército e Policiais de outros Estados como São Paulo e Rio de Janeiro.”

 
     2005. FÓRUM CIDADANIA PARA O (DES) CÁRCERE                           2006. MEDALHA ALFERES TIRADENTES-PM                                           1998. GLMMG

 

CHEFIA DA POLÍCIA CIVIL- Dr. Marco Antonio Monteiro de Castro– 28 de outubro de 2008.

“Prezado Dr. Antonio Carlos Correa de Faria,

Parabéns pela moção de elogio dirigida à V. Exa e demais policiais participantes da operação policial que culminou na prisão de suspeitos de execuções no município de Santa Luzia. Reconhecimento público, como esse, de um trabalho conjunto feito com dedicação e efetividade, em defesa da sociedade, honra a nossa Polícia Civil".

 

CHEFIA DA POLÍCIA CIVIL- Dr. Marco Antonio Monteiro de Castro– 15 de dezembro de 2008.

“Prezado Delegado Dr. Antonio Carlos Correa de Faria,

Parabéns pela moção de elogio formulada pela 13ª Promotoria de Justiça da Capital, através do ex-procurador-geral de Justiça, Dr. Jarbas Soares Júnior, à V. Exa. e demais policiais que aturam na identificação e prisão dos envolvidos no homicídio do empresário Reginaldo Lage de Araújo. Essa manifestação de elogio foi encaminhada para registro em suas respectivas pastas funcionais."

 

30/4/2009. Loja Maçônica Umbral Sagrado, nº 004.

A Comenda “Jayro Boy de Vasconcellos” será outorgada a maçons que comprovadamente se destacaram em estudos e pesquisas maçônicas, filantropia e cooperação fraternal depois de detido exame e criteriosa análise e entregue no decorrer na Seção Solene de Comemoração de Aniversário da Loja, no dia 30 de abril de 2009. Assim sendo, me cabe a honra de convidar o irmão para receber a Comenda “Jayro Boy de Vasconcellos”.

P.L.Mattos/Venerável Mestre.

 


2009. VOTO CONGRATULAÇÕES ALEMG-OP. VANDEC    2009. VOTO CONGRAT. ALEMG AÇÕES EM POÇOS DE CALDAS        2010. CURSO SENAC GASTRONOMIA

 

Ofícios 1485 e 1486/2009/Paulo César Silva - Prefeito Municipal de Poços de Caldas

“Em nome da população de Poços de Caldas, venho por meio deste, manifestar nosso reconhecimento à Polícia Civil de Poços de Caldas pela repressão à violência e criminalidade nesta região. O fruto deste trabalho foi divulgado através de inúmeros seguimentos da mídia nacional, a partir do resultado de pesquisa realizada pelo Ministério da Justiça, registrando Poços de Caldas em 5º lugar no país e 2º lugar no Estado no ranking de cidades em que as crianças e jovens são menos vulneráveis à violência urbana. Também solicitamos à V. Exa, que seja feita nota de elogio ao Dr. Antonio Carlos Correa de Faria, digníssimo delegado regional desta cidade, bem como à sua equipe, que trouxe uma nova dinâmica de segurança para Poços de Caldas, combatendo o crime em todas as áreas de nosso município. Ressalto também, o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Dr. Antonio na área social, beneficiando crianças carentes através do “Projeto Ser Gente” que já confeccionou mais de 300 carteiras de identidade sem nenhum custo”. Para Exmo Dr. Marco Antonio Monteiro de Castro – Chefe de Polícia e Dr. Maurício de Oliveira Campos Júnior, Secretário de Defesa Social.

  

Ofício GAB/1784/2009 – 21/9/2009 – Maurício Campos Júnior - Secretário de Defesa Social

"Cumprimentando-o, cordialmente, encaminho à V. Sa, ofício 1485/2009, do Prefeito Municipal de Poços de Caldas, Paulo César Silva, que faz moção de elogio e reconhecimento à Polícia Civil e ao Delegado Regional Antonio Carlos Correa de Faria e equipe, que levaram à cidade uma nova dinâmica de segurança, combatendo o crime em todas as áreas do município, para conhecimento e registro.

Para: Marco Antonio Monteiro de Castro/Chefe da Polícia Civil de Minas Gerais".

 

2010 - HOMENAGEM À POLÍCIA CIVIL - Renise Donatti – Jornal Mantiqueira

“Dr. Antonio Carlos Correa de Faria

Aqueles que cumprem sua obrigação diariamente e se arriscam para defender nossas vidas... A função de vocês é primordial para o desenvolvimento da sociedade. A responsabilidade é grande, mas é maravilhoso o trabalho que vem realizando. Vocês são testados diariamente por pessoas que fazem parte de um sistema podre que tenta se utilizar da força policial em beneficio próprio. Não é fácil resistir. É necessário ter caráter e possuir retidão no procedimento, honestidade e desejo de justiça. Três investigadores da Delegacia de Polícia de Poços de Caldas se destacam: Detetive Paulo Silva, Detetive Alberto e Detetive Samir. Dr. Antonio Carlos, que a vida lhe proporcione em dobro todo o benefício que está ocasionando à população. Equipe da Polícia Civil, mais uma vez parabenizo por deixar tantas famílias mais tranquilas. Que Deus abençoe todos vocês.”

 

Ofício 379/2010/Câmara Municipal de Poços de Caldas -6 de maio de 2010.

"Tenho a grata satisfação de encaminhar à V. Exa para conhecimento, a inclusa fotocópia do Requerimento N. 105/2010, contendo votos de congratulações, apresentado pelo Vereador Paulo Eustáquio de Souza, acolhido pela unanimidade dos votos do plenário desta casa, em reunião realizada no dia 4/5/2010. A Câmara Municipal manifesta seus cumprimentos à V. Exa. e à equipe sob seu comando, pelo empenho na captura do responsável pelo assassinato do policial militar Fabrício José Mendes, recentemente ocorrido. Manifesta ainda, reconhecimento ao excelente trabalho desenvolvido em nosso município, em prol da segurança e da paz de nossa comunidade.

Marcos Eliseu Togni – Presidente da Câmara".

 

31/3/2011. JORNAL SEGURANÇA

Órgão informativo da ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE MINAS GERAIS, Diretores, Conselheiros, Associados, sentir-se-ão honrados com vossa presença e distinta família, na solenidade de comemoração dos 53 anos de fundação, oportunidade em que Vossa Excelência será agraciada com a MEDALHA DE FUNDAÇÃO DA ENTIDADE.

José de Souza Lacerda/Presidente

 

28/7/2011 - Valdemar Antonio Lemos Filho – Presidente da Câmara Municipal de Poços de Caldas.

"Venho à presença de Vossa Excelência para manifestar nossos sinceros agradecimentos pelo trabalho realizado em Poços de Caldas, e, nesta oportunidade, formular nossas congratulações pela merecida aposentadoria, recentemente ocorrida. Durante os 30 anos de atuação na política desta cidade, jamais deixei de demonstrar meu reconhecimento e minha admiração a todos aqueles que dedicaram seu trabalho ao serviço público, razão pela qual, não poderia eu, neste momento, deixar de mais uma vez me manifestar prestando minhas sinceras homenagens a Vossa Excelência, quer como delegado titular do 18º Departamento de Polícia Civil, quer delegado regional, atividades em que demonstrou dedicação ímpar às funções públicas, respeito à ordem e à legislação, e, evidentemente, merecedor da confiança da população."

 

1976. ASPIRANTE DETETIVE-ACADEPOL                               1976. CURSO ANTIDROGAS DPF.                         1982. APERFEIÇOAMENTO DETETIVE-ACADEPOL.          

 1986. FORMAÇÃO DE DELEGADO                                              1987. OAB MANHUAÇU                                1987. APERFEIÇOAMENTO DELEGADO. ACADEPOL.

 1987. MOÇÃO CÂMARA M. MANHUAÇU.                                 1988. RECONHECIMENTO DI.                                        1993. CHEFIA DELEGADO

  1991. SEMINÁRIO NACIONAL INFORMÁTICA. PRODEMGE                   1998. CURSO ROMA. ITÁLIA.                            1996. I CURSO CESPE. ACADEPOL.

 1996. CONGRESSO CURITIBA. PARANÁ.                                     1995. CONGRESSO FORTALEZA. CEARÁ.                199. CURSO .40. ACADEPOL.

              1996. ENCONTRO E CURSO GERENCIAMENTO DE CRISES. GRUPO TIGRE-PARANÁ.                           2008. MEDALHA 200 ANOS POLÍCIA CIVIL.

 
1999.TROFÉU FORMIGÃO. BATALHÃO DE CHOQUE-PM               2005.CURSO DE ORATÓRIA                              2005. TROFÉU EFICIÊNCIA. SINDEPO.


                         2008. LAVRAS                               2009. CONSELHO COMUNITÁRIO POÇOS DE CALDAS            2010. USAB. POÇOS DE CALDAS


2004. CERTIFICADO LOJA MAÇÔNICA UMBRAL SAGRADO      2009.DIPLOMA LOJA MAÇÔNICA UMBRAL SAGRADO   2010. DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO. ASPCEMG

 

 EM CONSTRUÇÃO. FALTA INSERIR CONTEÚDO E REVISÃO.

 

2011 Biografia Faria - 10 Final. © 2012 - Cyberpolicia: História da Polícia Operacional Investigativa
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