Biografia Faria 7 - DEOESP- Afonso Pena

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Categoria: Biografia

                                                                            

BIOGRAFIA FARIA PARTE VII

 

DEOESP

 


Departamento Estadual de Operações Especiais

           Em 2007, o Delegado Faria, na condição de Chefe do Departamento de Investigações, entregou seu cargo por não concordar com o sistema adotado pela administração superior durante as promoções, conforme citado no final da 8ª parte dessa biografia. O repúdio se deu formalmente, através de ofício, apesar de sua amizade com o Chefe de Polícia Otto Teixeira e José Arcebispo, Superintendente Geral. O posicionamento do delegado ao entregar um dos cargos operacionais mais concorridos, acabou por causar uma saia justa à administração diante da possibilidade de explicações sobre sua saída, que certamente provocaria mal estar, diante do excelente desempenho do Departamento de Investigações durante sua administração, amplamente divulgado pela imprensa. A solução caseira encontrada pelo inteligente chefe de polícia da época, foi nomear Faria para assumir o DEOESP com o compromisso de reformular e dinamizar os procedimentos investigativos e operacionais de um Departamento que possuía uma das melhores equipes de policiais civis, no entanto se encontrava letárgico pela falta de seu principal alvo de investigações, o sequestro. Faria aceitou mais um desafio e assumiu o DEOESP em substituição ao delegado Edson Moreira que foi ser titular do DI. No entanto, aceitou, com a condição de poder levar uma seleta equipe de doze policiais, o que foi aceito pela chefia, ocorrendo uma troca com policiais que foram transferidos para o DI. Os policiais que o acompanharam eram os escrivães, Brás, Nelson, Thessa, detetives Cláudio, Trazíbulo, Júlio, Alessandra Carazolli, delegados Fialho, Denilson e Hugo Malhano. Este último, com uma equipe completa da extinta DERB (Roubo a Bancos) com policiais de ponta, como "Cabelinho", "Cajarana", Resende e Wagner. Estrategicamente, o delegado Faria fundia a essência dos dois melhores grupos de investigações da época: os experts policiais de repressão ao roubo a bancos com os grandes profissionais do antigo DEOESP, que acabaram com os sequestros em Minas. 

 

Faria ao assumir o DEOESP em 2007:


"SENHORES, BOA TARDE,

NÃO VOU DISCURSAR PORQUE ESSA É UMA CASA ONDE TRADICIONALMENTE FEZ-SE MUITO, ESCUTOU MUITO, PENSOU MUITO E SE FALOU POUCO. A MÍDIA SEMPRE OCUPOU ESSE ESPAÇO TRAZENDO PARA MINAS, PARA O BRASIL E ALGUMAS VEZES ATÉ O EXTERIOR, OS GRANDES FEITOS DOS POLICIAIS DO DEOESP. MAS, NÃO PODERIA DEIXAR DE EXPRESSAR A MINHA SATISFAÇÃO E ALEGRIA DE CUMPRIR A ÚLTIMA ETAPA DE MINHA JORNADA PROFISSIONAL NO DEPARTAMENTO ESTADUAL DE OPERAÇÕES ESPECIAIS. 
AQUI, SEM SOMBRA DE DÚVIDA SEMPRE FOI UM CELEIRO DE GRANDES POLICIAIS COMO JOÃO REIS, ELSON MATOS, TAFARELL, GRIJÓ, ROCHINHA, EDIR, WAINER E TANTOS OUTROS, QUE AQUI SE DEDICARAM, ALGUNS ATÉ, COM A PRÓPRIA VIDA, À DURA ATIVIDADE DE SE FAZER POLÍCIA COM EFICIÊNCIA.

NÃO VOU NEGAR QUE NOS MEUS TEMPOS DE FURTOS E ROUBOS, A MAIORIA DA POLÍCIA OLHAVA PARA OS POLICIAIS DESSE DEPARTAMENTO COM A ALCUNHA DE DESDÉM DE “A POLÍCIA DIFERENTE”. SIM, NÃO ESTÁVAMOS ERRADOS. DIFERENTE PORQUE FIZERAM JUS A ESSE ADJETIVO, PORQUE A METODOLOGIA DE TRABALHO ERA INOVADORA E DIFERENTE, OS RESULTADOS OPERACIONAIS SEMPRE FORAM DIFERENTES, A VONTADE E A MANEIRA DE SER POLICIA ERA DIFERENTE. DIFERENTE PORQUE SE MOSTRARAM OS MELHORES NOS DIVERSOS CAMPOS DE BATALHA QUE ENFRENTARAM COM BRAVURA, CORAGEM E INTELIGENCIA.

TAMBÉM INICIEI MINHA CARREIRA NO ANTIGO KILO E COMO TAL, NÃO BUSCAREI PALAVRAS DE GRANDES FILÓSOFOS, MAS CITAREI AS DE UM POLICIAL APOSENTADO QUE ALI TRABALHOU E DENTRO DE SUA HUMILDADE DEIXOU TRANSPARECER DE FORMA CLARA O SENTIMENTO DO POLICIAL DA FURTOS E ROUBOS, QUE DETINHA, MUITAS DAS CARACTERÍSTICAS DO DEOESP:

É COM GRANDE SAUDADE QUE ME LEMBRO DAQUELE CASARÃO DA RUA POUSO ALEGRE, 417, BAIRRO FLORESTA, ONDE HABITAVA UMA VERDEIRA FAMÍLIA E FUNCIONAVA POR DIVERSOS ANOS A DELEGACIA DE FURTOS E ROUBOS. NAQUELA CASA OS INTEGRANTES ERAM UNIDOS E COMUNGAVAM JUNTOS NA HORA DA ALEGRIA, TRISTEZA E DOR. COM SAUDADE ME LEMBRO DOS COMPANHEIROS QUE PARTIRAM DESTA VIDA. NILSON PLACIDONIO”.

ESTAS PALAVRAS DE UM POLICIAL APOSENTADO ME INSPIRAM NA BUSCA DE DESENVOLVER UM BOM TRABALHO E MANTER O PENSAMENTO VOLTADO PARA O COMPANHEIRISMO E A LEALDADE, PILARES DA BOA ATIVIDADE POLICIAL. AQUI O TRABALHO FOI SEMPRE DIVIDIDO EM EQUIPES NAS DIVERSAS PARTICULARIDADES DO DEPARTAMENTO, NO ENTANTO, NOS MOMENTOS DE CRISE, APESAR DE ESTARMOS LONGE, VÍAMOS PERFEITAMENTE QUE AS EQUIPES SE FUNDIAM EM UMA SÓ, A EQUIPE DO DEOESP.

SABEMOS TAMBÉM, QUE HOJE ESTE DEPARTAMENTO É TIDO POR ALGUNS SEGUIMENTOS DA POLÍCIA COMO OCIOSO, UM ELEFANTE BRANCO INOPERANTE. ESTÃO ENGANADOS. A CALMARIA EXISTENTE HOJE É FRUTO DA PERSEVERANÇA, ABNEGAÇÃO E COMPROMETIMENTO POLICIAL AO LONGO DOS ÚLTIMOS 15 A 20 ANOS. DENTRO DESSE CONTEXTO, VAMOS BUSCAR NA NOSSA COMPETÊNCIA OPERACIONAL, OUTRA NUANCE DA CRIMINALIDADE, HOJE EM ALTA NO BRASIL, A PROLIFERAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS.

E SINCERAMENTE CHEGO COM O CORAÇÃO ABERTO PARA MAIS UM DESAFIO, QUAL SEJA, A RESPONSABILIDADE DE NÃO DEIXAR APAGAR O BRILHO PROFISSIONAL QUE SEMPRE ILUMINOU E NORTEOU O DEOESP, REPRESENTAR COM DIGNIDADE TODOS OS GRANDES CHEFES QUE POR AQUI PASSARAM, COMO MEU DILETO AMIGO DR.EDSON MOREIRA. REALMENTE ESTOU REALIZANDO UM ANTIGO SONHO, QUE BEIRAVA A UMA PONTINHA DE INVEJA, DE PODER DIZER AOS COMPANHEIROS E AMIGOS QUE FAÇO PARTE DA FAMÍLIA DEOESP.

QUE DEUS NOS AJUDE

OBRIGADO."

 

Projeto Visibilidade

Dentro do planejamento de uma nova dinâmica para o Departamento, Faria elaborou o Projeto Visibilidade, que, como o próprio nome indica, tinha por objeto dar maior transparência às atividades do DEOESP, buscando prioritariamente a humanização das condições de trabalho dos policiais e total reestruturação do órgão. Faria, juntamente com sua comprometida equipe elaborou um estudo que previa diversas mudanças, chamado Projeto Visibilidade.

  • Reforma do Auditório e Criação do Refeitório


 

DEOESP antes da reforma levada a termo pelo delegado Faria


          O DEOESP era localizado na Avenida afonso Pena, no prédio que outrora abrigara o temido DOPS e estava em situação lastimável pela falta de condições estruturais de trabalho, o que obrigou o novo chefe a elaborar um projeto revitalizador, aos moldes do que fizera no Departamento de Investigações. Dentre as prioridades diagnosticadas por Faria e que foram inseridas no projeto, estavam a reforma e modernização do prédio, buscando conforto e condições dignas de trabalho para os policiais. Agregado à melhoria na estrutura predial, Faria criou o projeto de reformulação das equipes operacionais, buscando a especialização em um seguimento criminoso pouco conhecido ou explorado pela Polícia Civil, a repressão às organizações criminosas. Diante desse filão investigativo e de sua experiencia profissional no combate à macro criminalidade, Faria desenhou o esboço do Projeto DEROC, conforme é registrado abaixo.
  

 

DEAME

          Uma das primeiras preocupações do novo chefe do DEOESP se deu com a Delegacia de Armas, Munições e Explosivos. Com a mudança na legislação, o registro e porte de arma passaram para a competência da Polícia Federal e por essa razão, o grande volume de atividades da DEAME deixou de existir e se tornou uma unidade policial com grande capacidade técnica, no entanto ociosos pela pouca demanda. Faria buscou a competência em relação às atividades voltadas para a fiscalização de explosivos e iniciou uma série de abordagens e ações policiais voltadas para aquele seguimento. Paralelamente, através de relacionamento com oficiais do exército, sanear o enorme estoque de armas e munições apreendidas, conseguindo a realização de comboios para a entrega do material em Juiz de Fora, limpando literalmente as salas de armas.

         Abaixo duas lâminas de um bem elaborado curso de instrução e repasse de informações legais, instrumentalizando de conhecimento nessa área específica, todos os policiais do DEOESP, em novembro de 2007. Com um total de 67 espelhos, o curso criado por orientação do delegado Faria foi produzido pelos excelentes policiais da DEAME, especialistas em explosivos. Com conteúdo exemplar, o curso tinha todas as informações sobre legislação, R 105, Produto Controlado, Uso Permitido, Uso Restrito, Estrutura de Fiscalização, Fiscalização Auxiliar, Registro e Atividades sujeitas a Controle, Título e Certificado de Registro, Licença de Atividade, Classificação de Explosivos, Atribuições da Polícia Civil, Depósito de Explosivos, Armazenamento, Isenções, Controle de Estoque, Segurança na Fiscalização, Vigilância, Transporte, Infrações, Apreensão, Penalidades, Inquérito Policial e Comunicação ao Exército. Um estudo que possibilitou o repasse do conhecimento técnico para as ações desenvolvidas nas fiscalizações em pedreiras, fábrica de fogos, mineradoras e outras.

 

 DEOESP após a reforma

  •  Reforma e pintura do prédio.

 

           As mudanças começaram a partir da modernização da marca que identificava o DEOESP, mostrando que uma nova realidade policial seria implantada na busca de melhor qualidade da investigação em si e das condições para o exercício da atividade policial. Poderia ser apenas um sonho, mas no novo chefe tinha persistência e coragem para atingir seus objetivos. Um fato interessante na reforma do prédio ocorreu em razão de ser patrimônio tombado pelo IEPHA e qualquer alteração teria que ter autorização daquele órgão, o que demandaria muito tempo, burocracia e a incerteza do deferimento. Faria conseguiu o patrocínio da tinta e dos trabalhos de uma equipe de pintores que fez a reforma em finais de semana, para evitar fiscalização, buscando a revitalização sem perder a originalidade histórica do imóvel.

  • Criação de um novo setor de inteligencia.

 http://www.cyberpolicia.com.br/administrator/index.php?option=com_content&view=article&layout=edit&id=482

  • Padronização metodológica das operações e atividades DEOESP.

         Faria implantou a tecnologia do software Mind Manager, possibilitando a normatização e ordenamento das operações, ações policiais e planejamentos administrativos. O uso da tecnologia permitia administrar o DEOESP em todos os seus aspectos administrativos e acompanhar passo a passo a operacionalidade das equipes. 

 

  • Também previa no projeto, a aquisição de uniformes operacionais, criação de um paiol seguro para armazenamento de armas e explosivos apreendidos, treinamento contínuo, academia de ginástica, melhoria na segurança do prédio e um vídeo institucional.

Abaixo, o antigo lay out, o novo criado por Faria e o novo emblema das DEROCs, também instituídas a partir de projeto do delegado chefe do DEOESP. O novo visual DEROC foi ideia dos antigos policiais da Delegacia de Repressão ao Roubo a Bancos, fazendo uma adaptação ao mesmo visual, devido a credibilidade e eficiência daquela unidade enquanto existiu.  

                      Anos 80 a 2006                                                                            Criado em 2007                                                                                      Criado em 2008

 

 PROJETO DEROC (Delegacias Especializadas de Repressão às Organizações Criminosas)

 
"Cabe ressaltar que a DEROC vai de encontro aos objetivos governamentais de combate ao crime organizado em nosso Estado, a diminuição da violência para patamares aceitáveis e o aumento da arrecadação do Estado, a exemplo da Operação Celulose (GUSA) com cerca de R$40.000.000,00 (quarenta milhões de reais) de acréscimo na arrecadação após o início das investigações.
Dos Procedimentos e Atividades na Repressão à Organizações Criminosas.
  •  Planejar e coordenar as ações de combate às organizações criminosas no Estado de Minas Gerais;
  • Manter intercâmbio com órgãos congêneres de outros Estados com o escopo de atualização de informações de organizações com atuação interestadual;
  • Estar ligada com a CGP nas ações que envolvam agentes públicos dos órgãos de segurança;
  • Ter atuação integrada com a Coseg, objetivando a utilização da inteligência policial, a cargo daquela Coordenação Geral, tornando-se um facilitador para as ações a serem desencadeadas;
  •  Dar sustentação às Unidades do interior, buscando agir operacionalmente de forma integrada em relação às atividades criminosas dessas organizações fora do âmbito da capital e região metropolitana;
  •  Atender as demandas da Chefia de Polícia, Superintendência-Geral e demais órgãos do Conselho Superior de Polícia em relação às Investigações Especiais, dada à natureza, interesse da administração e sigilo necessários ao êxito de suas conclusões;
  •  Instaurar os competentes inquéritos policiais no âmbito de sua atribuição;
  •  Coletar a nível estadual, identificação de membros das organizações que agem em nosso Estado, individualizando a participação de cada um na empresa criminosa para um banco de dados;
Da Seleção
  •  Os membros da DEROC deverão atender ao perfil de um policial com comprometimento e interesse para a atividade a que se propõe;
  • Ter ciência de que em várias operações irá enfrentar agentes públicos (policiais e outros) que utilizam de seus cargos para a fomentação do crime organizado;
  •  Ter conhecimento básico de informática, motorista habilitado e se propor a participar dos cursos e conhecimentos a serem ministrados aos participantes;
  •  Estar disponível para viagens e diligências prolongadas;
  •  Ser considerado pela administração como policial apto para o enfrentamento ao crime organizado;
  •  Ter espírito de lealdade, companheirismo e coragem frente a situações de risco;
Da Estrutura Funcional
  • 01 Delegado Chefe (Operações e inteligência);
  •  01 Subinspetor
  •  02 Escrivães;
  •  02 agentes administrativos para setor de segurança (arquivos, bancos de dados, documentos, etc.);
  •  CIA (Central de Investigações, Inteligência e Análise) 3 equipes de 2 agentes: interceptação, coleta de provas e subsídios para o planejamento operacional;
  •  NUIN (Núcleo de Informações) 03 Agentes analistas;
Logística
  •  03 viaturas descaracterizadas;
  •  02 motocicletas;
  •  Equipamento de investigação inteligente (Interceptação, rastreador de celular, note book, computadores, HT, microcâmeras, etc.);
  •  Cursos de Investigações complexas: crime organizado com sua inteligência na lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, tráfico de armas e entorpecentes, individualização dos indivíduos nas organizações, diagramas, fluxogramas, organogramas, etc.
          Após análise da minuta do projeto, sugiro que o mesmo seja encaminhado ao Senhor Chefe de Polícia, para que se verifique a possibilidade de implementação, por ser medida que requer urgência devido ao crescente avanço do crime organizado nas entranhas da sociedade mineira.
Belo Horizonte, 26 de dezembro de 2007. 
Belo Horizonte, 26 de dezembro de 2007.
Antônio Carlos Corrêa de Faria
Chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais"
 

           O Projeto DEROC foi aprovado e expandido, em quatro delegacias especializadas, comandadas pelos delegados João Prata (já estava no DEOESP) Denilson dos Reis Gomes, Hugo Malhano, Bruno Tasca ( transferidos do DI) e João Octacílio (transferido, a pedido de Faria, de Itabira para o DI - DEOESP). Todos os policiais foram previamente selecionados por Faria que colocou o delegado Fialho, seu adjunto, na coordenação das atividades de inteligencia. O novo chefe DEOESP assumia naquela ocasião a coordenação geral das operações. As equipes se entusiasmaram com a nova metodologia de trabalho policial e as grandes operações foram acontecendo, em uma disputa concorrente sadia, enaltecendo o nome da Polícia Civil, ali representada pelo DEOESP.

PDE 

          Antes de ser transferido do DI para o DEOESP, Faria verificou um antigo problema que ocorria nas diversas ações e diligências policiais realizadas no interior de Minas e em outros estados da federação pelos grandes departamentos operacionais: a falta de controle sobre quem viajava, para onde e por quê? Era sempre a confiança que balizava as viagens e investigações que extrapolavam os limites da capital e RMBH. Certamente que uma instituição policial não pode nortear seus procedimentos baseados apenas nesse relacionamento de confiança e credibilidade em informação repassada como factível.

          Para acabar com a informalidade, Faria criou a PDE-Planilha de Diligência Externa e o Relatório de Cumprimento da PDE, que restringia qualquer deslocamento para diligências fora da capital, no preenchimento do documento autorizativo, assinado pelo Chefe do Departamento, inspetor e delegado responsável pelas investigações. As resistência surgiram pela mudança dos paradigmas de investigações externas, mas rapidamente assimiladas pela restrição às viagens sem fundamentação ou controle da real necessidade. Abaixo, cópias dos dois documentos criados por Faria.

                                              PDE                                                                                                    RELATÓRIO DE CUMPRIMENTO

Apresentações á Mídia, Reportagens de ações policiais gerenciadas pelo Chefe do DEOESP com seus policiais. 

          A seguir, espaços de apresentações institucionais para a imprensa, criados por Faria, com novo visual e dinâmica de relacionamento junto à mídia, melhorando os aspectos profissionais da atividade policial. A primeira do auditório DEOESP e a segunda do DEPATRI, cujo registro estará inserido na próxima parte do biografado.

 

    Várias operações foram deflagradas nos anos de 2007 e 2008 e atingiram sucesso e notoriedade para a Polícia Civil, destacando o DEOESP/Afonso Pena nos anos de 2007 e 2008. Buscando o mesmo padrão de apresentação à mídia, implantado no Departamento de Investigações, Faria mudou completamente o lay out para o procedimento. O banner institucional do DEOESP foi criado, o auditório reformado e as formalidades para apresentação dos releasings à imprensa também foram modificados. Elaborou um modelo de releasing padrão em CDs, distribuídos pela ASCOM/PC que permitia a inserção de uma série de dados importantes da operação realizada , como: fotos, organogramas, vídeos, mapas operacionais e informações sintetizadas dos fatos. Criou também um banner institucional, colocado no auditório do Departamento, onde mostrava a face operacional daquele órgão para todos os setores do sociedade mineira.

                                          

          Abaixo, fotos, documentos e reportagens de algumas dessas operações, destacando: Operação Paraguai, Muzambinho, Fox Sierra, Fortaleza, Sol Nascente, Tupi, dentre inúmeras outras, devidamente registradas pela imprensa mineira e nacional em alguns casos.


Operação Muzambinho

 

Operação Fox Sierra

 

 Operação Paraguai  

Uma das grandes operações coordenadas pelo Chefe do DEOESP/Afonso Pena, delegado Faria, quando do desmantelamento e prisão de quadrilha especializada no tráfico de armas para o tráfico na capital e interior de Minas Gerais.      


Operação Andes/Pedras. 

A ação policial deflagrada na Operação Andes, tinha por objetivo desarticular quadrilha com mais de 40 assassinatos envolvendo o tráfico de drogas. A quadrilha tinha seu quartel general na favela Morro das Pedras, onde havia sido implantado o Projeto Governamental Olho Vivo. Faria coordenou a operação pelo DEOESP, contando ainda com a parceria da Delegacia Regional de Teófilo Otoni e o Apoio Aéreo da Polícia Civil.

 

Operação Sol Nascente

Essa operação foi realizada para prisão dos membros da maior organização criminosa especialista na falsificação de documentos públicos e privados( dentre eles: cartões de créditos, CNH, cheques e passaportes) para uso na montagem de empresas fantasmas, compras fraudulentas e outros crimes. Com os criminosos foram apreendidos equipamentos para a falsificação dos documentos e mais de 10.000 cédulas para serem usadas pelos criminosos.

 

Outras ações 


 

          Dentre os grandes policiais que participaram daquela competente equipe, registramos os nomes de alguns de nossos arquivos e os demais, que porventura não forem citados, oportunamente, a partir do recebimento de novas informações, serão inseridos. 

 Chefe do DEOESP: Faria

Delegado Adjunto: Nelson Fialho

Titulares DEROCs: Hugo Malhano, Denilson dos Reis Gomes, João Octacílio e Prata.

          Inspetor: Trasíbulo

          Chefe de Cartório: Brás

          Escrivães: João Carlos, Chiquinho, Nelson, Thessa ...

          Investigadores: Elton Serakides, Zé João, Calixto, Sávio, Benevenuto, Geovani, Tafarel, Júlio, Cláudio R. Coelho, Carpino, Rochinha, Edir, Denilson "Cabelinho", "Índio", Joel, Resende, "Beiramar", Alessandra, "Cajarana", Hott, Elton, Marcão...

          Paralelamente ao dinamismo e ritmo de operacionalidade implementado ao DEOESP no seguimento de combate ao crime organizado, Faria buscou tempo para realizar um de seus sonhos, escrever um livro no seguimento que sempre foi sua paixão, a história. Buscou como aspiração a saga de sua família. Depois de muitas pesquisas e viagens, lançou "O Sangue do Barão-As Histórias de Nossa História".

 

"Delegado Chefe do DEOESP lança livro em Belo Horizonte

          A saga de uma família ao longo de quase dez séculos. É essa a história relatada em O Sangue do Barão, as histórias de nossa história, livro escrito pelo delegado Antônio Carlos Corrêa de Faria, chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).

 

O lançamento acontecerá amanhã dia 14/02, às 19h, no salão de festas das Grandes Lojas Maçônicas de Minas Gerais, a obra é fruto de três anos de pesquisas do autor sobre a história seus antepassados. Os registros remontam ao ano de 1.123, em Portugal, chegando até os dias atuais. No livro, o delegado que ganhou notoriedade na mídia mineira sempre à frente de grandes investigações e inquéritos policiais ao longo de sua carreira profissional, procura traçar um paralelo entre os grandes acontecimentos históricos e suas conseqüências na trajetória dos Corrêa de Faria.


          Segundo o delegado Antônio Carlos, terminar o livro foi apenas o começo de uma obra que pode se tornar muito maior. “Dei apenas o pontapé inicial. Pretendo e estimular que outros membros da família enriqueçam e tornem essa história mais completa”, contou.

 


Lançamento: 

Data: 14/02/2008 
Horário: 19h 
Local: Salão de festas das Grandes Loja Maçônicas de Minas Gerais. 
Endereço: Av. Brasil, 478. Santa Efigênia, Belo Horizonte, MG. Fonte: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais - 13/02/2008."

 

          O lançamento do livro foi uma demonstração inquestionável de amizade, reconhecimento e prestígio do delegado Faria com seus pares, familiares e amigos, com mais de 350 convidados presentes. Dentre eles, figuras policiais notórias e de destaque naquela administração e noutras, dentre os quais o Chefe de Polícia Marco Antonio Monteiro, Corregedor Geraldo Morais, Superintendente José Arbispo, ex-superintendente Elson Matos, delegados Antonio João Reis, Wanderson Gomes, Fidelcínio, Marco Aurélio, Walter Felisberto, Dagoberto, Osvaldo Wierman, Ronald, "Moreira", Nilson Barnabé, Ana Cláudia Perry e André. Policiais de renome na Polícia Civil de Minas Gerais também prestigiaram o evento: Romeu Rocha, "Zé Maria Cachimbinho", "Toninho Pipoco", Inspetor Mário, Procurador de Justiça do GAECO, Rodrigo Fonte Boa, repórter Laudívio José da Rádio Itatiaia. Nancy e Jacqueline Ferraz. Pela Maçonaria: Grão Mestre em exercício Antonio José e os Grão Mestres Ad Vitae, Janir Moreira, Dalcio Cardoso e Tomás Naves.

 

Acima, reportagem do Jornal MAIS, do Sindicato dos delegados, registrando o evento de maneira especial e a Assessora de Comunicação, Investigadora Nancy Ferraz, ao lado de sua filha, que tiveram importante papel na logística do evento, junto com a irmã, delegada Jacqueline Ferraz e o investigador Cláudio Roberto Coelho. 

Na primeira seleção de fotos, Faria com sua família e assessoria de comunicação, fila para autógrafos, policiais e amigos que prestigiaram o evento.      

          Abaixo vários policiais, entre delegados escrivães, aposentados e uma grande gama de amigos que quiseram se fazer presentes para o abraço: Ana, André, JB Moreira, Marco Aurélio, Walter Felisberto, Dagoberto, José Arcebispo, Ofélia, Reis, Monteiro, "Toninho Pipoco", Romeu Rocha, Elson Matos,  Wanderson, Rodrigo Fonte Boa, Mário, Pitágoras, J.B. Moreira. 

 

           No grupo de imagens postadas abaixo, a diretoria das Grandes Lojas Maçônicas de Minas Gerais com os Grão Mestres Antonio José e Janir Moreira, acompanhados das irmãs Ferraz, Jacqueline, delegada e Nancy, investigadora e assessora de comunicação. Na última foto os irmãos Lair e Juliano Rennó, jornalista e empresário, amigos de Faria. Lair Rennó é o jornalista que acompanha Fátima Bernardes no programa Encontro, da Rede Globo.

 

           "Quero lhe agradecer pelo envio de seu livro. Só recentemente e que me chegou às mãos, me encontrava no exterior, achei fantástico, inclusive me trouxe recordações de algumas diligencias que fiz na região de Aimorés, nos anos 59 e 60, juntamente com os colegas, Zé da Fita, Luciano, Zé Vieira, seu Carlos, Olinto vulgo Pernambuco, Guaracy e vários outros colegas, tive contatos com algumas das personagens citada em seu livro, alguns meio complicados. Havendo uma oportunidade vou lhe enviar copias de alguns relatórios, ocorrido na zona do contestado, inclusive em Rosca Seca para o seu acervo de ocorrências que participei. Meus parabéns, pois sempre o respeitei pelo grande policial que foi e agora pela capacidade de escrever um livro, que na minha opinião é uma obra prima pela veracidade dos fatos nele narrados, sem contar a descrição da saga de sua família, fato este que muito me emocionou, cujo trabalho merece todo meu respeito. Mais uma vez meus parabéns e obrigado".

Nilton Dias de Castro, “Niltinho”.

 

MEMÓRIA ADMINISTRAÇÃO FARIA - DEOESP/DEPATRI 2007/2008/2009

 


 
EM CONSTRUÇÃO. FALTAM FOTOS, NOMES E CONTEÚDO DE OUTRAS AÇÕES POLICIAIS. 

 

 

 

 

 

2011 Biografia Faria 7 - DEOESP- Afonso Pena. © 2012 - Cyberpolicia: História da Polícia Operacional Investigativa
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