Biografia Faria 6 - DI-Departamento de Investigações

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Categoria: Biografia

   BIOGRAFIA FARIA PARTE VI

 

DI

                                       

DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES - 2005/2007

 http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/182-di-departamento-de-investigacoes

          Em novembro de 2005, Faria, assume o Departamento de Investigações como Delegado Classe Especial, em substituição a Ricardo Minelli Neto, com a tarefa de identificar e localizar criminosos que aterrorizavam a capital com uma série de roubos a condomínios e programar uma série de mudanças, desenhadas durante sua gestão como coordenador na SGPC. Pela segunda vez, o delegado Faria assume um cargo que "deveria" ser ocupado por delegado Geral.




          Ao assumir o Departamento de Investigações, naquele momento conturbado de crise instalada pela incidência de crimes de roubos (Veja Órgãos Operacionais/DI/Operação Condomínio), Faria passa a dedicar-se à operacionalidade das unidades especializadas de ponta e busca melhorar substancialmente a qualidade da prestação do serviço policial à comunidade mineira, pertinente a metodologia obsoleta das delegacias especializadas. O Departamento de Investigações recebia novos policiais, dentre eles os delegados Wanderson Gomes da Silva, Denilson dos Reis Gomes e João Octacílio Silva Neto para ajudarem na implantação de novos métodos científicos de investigação exigida naquela administração. Faria trouxe também, policiais experientes que lhe auxiliavam na Superintendência Geral, dentre eles Brás, Trazíbulo que assumiram as Chefias Adjunta de Cartório e Inspetoria Adjunta do DI. Vários projetos foram encaminhados a Chefia superior e outros colocados em prática imediatamente, dentre eles: a retirada das carceragens da Delegacia de Vigilância Geral, com 382, Furtos e Roubos, 395 e Divisão de Tóxicos com 281 presos, do total de 1008 detentos sob a responsabilidade do DI, em Dezembro de 2005. Esse número aumentou substancialmente em 2006, até a transferência definitiva de todos os presos, conseguida através de um trabalho exaustivo de negociação entre Faria e Genilson Zeferino, Sub Secretário da SUAPI.

          Naquele período, algumas delegacias estavam "inchadas" e pouco operantes, necessitando remodelação, como as que atuavam na repressão ao desvio de cargas e furto de veículos. O Chefe do DI priorizou o seguimento de crimes contra o patrimônio e elaborou projeto que transformou as delegacias que se tornaram obsoletas em uma nova divisão, a DEGREL, conforme notícia abaixo do Portal Uai:

“A Polícia Civil de Minas Gerais inaugurou na tarde desta terça-feira a Divisão de Enfrentamento ao Grande Roubo e Latrocínio (Degrel). A nova unidade irá investigar latrocínios, roubos a bancos, desvios de cargas, furtos e roubos de veículos e aqueles roubos com valor superior a 300 salários mínimos. A nova divisão será composta por dez unidades especializadas: três da "Furtos de Veículos", três da "Furto, Roubo e Desvio de Cargas", duas de "Grandes Furtos e Roubos”, e duas da "Repressão a Roubo a Bancos". Todas passam a funcionar, nesta terça, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, nº 2.855, no Carlos Prates, região Noroeste de Belo Horizonte. Cento e cinquenta policiais integram a equipe. De acordo com o chefe do Departamento de Investigações (DI), Antônio Carlos Corrêa de Faria, a delegacia surge com o objetivo de combater a macro criminalidade e não mais o varejo. Desde agosto, os furtos de roubos com valores inferiores a 300 salários mínimos já eram investigados pelos distritos policiais.” (Outros detalhes na Seção Órgãos Operacionais/DI).

          O delegado Faria trabalhou junto com os engenheiros do DMP em um lay out inovador para o DEGREL, buscando maior visibilidade nas dependências do imóvel e nas estações de trabalho. Exigiu que todas as salas tivessem sua parte frontal em vidros transparentes, de forma que permitisse ao cidadão e usuário perceber todas as atividades ali desenvolvidas. Era a maneira encontrada para extinguir as velhas dependências fechadas e obscuras, transformando em um modelo moderno a demonstrar visibilidade nas atividades policiais. Posteriormente, com a inauguração da cidade administrativa, lay out parecido foi implantado nas diversas secretarias e órgãos daquele espaço de gerenciamento administrativo, o que comprova que Faria estava certo, cinco anos antes.

          Foram, realmente, mudanças substanciais no aspecto de funcionalidade e operacionalidade daquele Departamento especializado. O projeto reestruturador do DI previa mostrar para a sociedade mineira uma face moderna e competente na comemoração do aniversário de 50 anos que ocorreria em 2008. Extinguiu a antiga Delegacia de Ordem Econômica e criou a Delegacia de Defesa do Consumidor, ao lado do PROCON, na Rua Curitiba, Bairro Funcionários. Elaborou o Projeto de criação do CGET- Comitê de Gestão Estratégica e Tática, que tinha como atividade a utilização da inteligência analítica policial em conjunto com as equipes operacionais, vencendo uma antiga barreira existente entre os dois seguimentos (ver outros detalhes da seção Órgãos Operacionais/DI e CGET). Buscou, junto à Chefia de Polícia a utilização da empresa de consultoria INDG, para melhorar a gestão das atividades policiais, através da primeira ferramenta de controle do desempenho das atividades policiais.

          O INDG possibilitou mostrar o desempenho de forma transparente, apesar da resistência de alguns que passaram a ser expostos pelo registro do péssimo desempenho funcional. Faria, como num turbilhão de ideias, passou a elaborar uma série de projetos que mudariam a antiga imagem do Departamento de Investigações.


  NEM

 

 

               Núcleo Especializado de Mutirão, criado por Faria, era um setor policial provisório e tinha como objetivo o saneamento dos antigos inquéritos da Delegacia de Ordem Econômica e Falsificações. Foram designados os delegados Lana e Bruno Tasca, que, com uma equipe de profissionais competentes e comprometidos com a nova metodologia sanearam aquele acervo em menos de um ano, deixando pouca coisa da herança maldita deixada. Os policiais do NEM não recebiam ocorrências novas, apenas trabalhavam no conjunto de feitos antigos. Os Projetos NEM obteve resultados surpreendentes no saneamento, recebendo elogios do INDG por sua atuação. No mesmo contexto, o Chefe do DI tentou implantar o projeto na Delegacia de homicídios, agora, em parceria com o INDG, que aprovaram a ideia implantada com sucesso. Fizeram um planejamento que acabaria com o acervo de mais de 6000 inquéritos de homicídios estocados em suas gavetas sem nenhuma providencia. O planejamento era para médio prazo, cerca de cinco anos de dedicação de uma equipe exclusiva para sanear aquele acervo e dar uma resposta competente. Não houve acordo com a Chefia de Polícia e policiais da Delegacia de homicídios que ofereceram resistência ao NEM e o projeto que solucionaria o velho problema foi arquivado.

                É do conhecimento de qualquer cidadão que lida no seguimento de segurança pública que o tráfico de drogas é o principal fator gerador da violência e do aumento da criminalidade. Dentro dessa visão, Faria elaborou um planejamento que priorizasse a estruturação da unidade de repressão ao tráfico de drogas, a Divisão de Tóxicos e Entorpecentes. O órgão funcionava precariamente e sem a menor condição funcional, no prédio do Bairro Gameleira, onde tinha ainda, o ônus de uma cadeia precária e superlotada, onde os policiais civis dividiam sua preocupação com a atividade repressiva ao tráfico com outra, de cuidar daqueles presos levados ao cárcere por eles mesmos. Diante desse quadro foi elaborado o Projeto DINARC, que consistia na construção de um prédio novo no Barro Preto para abrigar tão importante unidade especializada. Infelizmente o projeto não foi para frente e a administração superior e o próprio governo, entendeu ser prioritário o direcionamento dos investimentos para a investigação de crimes contra a vida e áreas integradas, relegando a segundo plano a estruturação no combate ao tráfico de drogas. Criou-se então, um "Departamento Antidrogas", instalado no prédio do antigo DOPS. Um elefante branco, que funciona por determinação e esforço exclusivo de seus abnegados policiais. Apenas mudou o nome e local. Dentro do mesmo conceito e pensamento, o delegado Márcio Siqueira, um lutador na repressão ao tráfico de drogas, elaborou outro projeto que expandia o combate às drogas para o interior do estado, através da criação de núcleos especializados, ou Departamentos específicos junto aos próprios DPC (Departamentos de Polícia Civil) já existentes. Mais uma vez, o projeto não foi à frente. Não é prioridade de governo, o investimento pesado nessa área.

          Vários outros projetos fizeram parte da reestruturação do DI, como o saneamento de Delegacia de Furto de Veículos, através da contratação da empresa ARQUIVAR que catalogou o grande acervo de pastas de expedientes envolvendo carros apreendidos em situação irregular, transformadas em verdadeira caixa preta, inacessível até então. A reforma da Delegacia de Vigilância Geral, responsável pela administração do famigerado "Depósito de presos da Lagoinha", a masmorra da capital mineira. Criou também, o ATAC, grupo tático para apoio aos trabalhos do Departamento. Em sua gestão, Faria priorizou a implantação do PCNET, junto com seu competente delegado adjunto, Willian Leroy, a quem delegou a missão. Trabalhou juntamente com sua delegada de assuntos estratégicos, a inteligente profissional Jacqueline Ferraz, que auxiliou efetivamente no lay out do Pátio Seguro, projeto que teve ainda a participação da SEPLAG. Foram diversas as nuanças do Projeto de Reestruturação do DI, com planejamento de revitalização do Prédio, construção do Auditório do Departamento, criação da Delegacia de Defesa do Consumidor, etc. Merece evidenciar o trabalho competente, o comprometimento profissional e pessoal dos dois delegados com todas as inovações e projetos durante essa administração.

 

RESISTÊNCIAS

          As mudanças trouxeram resultados positivos e as estatísticas da época, comprovam este registro. Mas, muitos "interesses" foram atingidos e a resistência às novas regras e metodologias ocorreu em alguns setores do Departamento de Investigações. A Delegacia de Repressão a Furto de Veículos, foi o foco da rebeldia e maior índice de resistência. Com a passagem daquela delegacia para o DI, oriunda do DETRAN, toda a independência e autonomia foram extinta, já que não havia nenhum controle e fiscalização sobre a mesma por parte da antiga administração. Essa transferência permitiu à chefia do DI constatar uma série de irregularidades naquela especializada, denunciadas aos órgãos competentes. Rapidamente, uma série de denúncias através de cartas anônimas começaram a proliferar contra o Chefe do DI, como forma de desestabilizar os projetos de reestruturação, incluindo denúncia de escuta e grampo ilegal. A própria Associação dos delegados escutou o lado de um desses insurgentes e postou uma matéria no Jornal MAIS, Edição nº 42 registrando que as mudanças eram maléficas para a Polícia Civil, mas referia-se explicitamente à "Delegacia problema”: "o DETRAN teve amputadas suas delegacias de um desenho histórico e eficiente para agrupá-las a um superdepartamento de reengenharia duvidosa".

          A matéria, sem dúvida, partia do delegado titular da especializada de furto de veículos, descontente com os novos procedimentos saneatórios, a saída do DETRAN, a fiscalização e as cobranças, que antes não faziam parte de sua unidade policial. Era uma especializada sem nenhum controle do DETRAN ou de qualquer chefia. A reportagem era o contraste de outra da mesma época, do Jornal Le Cocq, que registrava e enaltecia as diversas mudanças previstas no Projeto Reestruturador do DI (cópias abaixo).

 

         

          O Chefe do Departamento de Investigações contestou veementemente aquela reportagem e, na condição de associado, exigiu o direito de resposta, publicada na edição 43 do mesmo jornal.

          O Delegado João Batista, o conhecido J. B. Moreira, ao ler a Carta resposta, enviou ao amigo Faria, um mensagem de apoio, cujo texto é uma pérola e merece ser registrado na íntegra:

Belo Horizonte, 18 de Fevereiro de 2006. Excelso Dr. Antonio Carlos Correa de Faria,

É, realmente de se ficar boquiaberto no misoneísmo ingente e, ainda existente entre nós, no nosso meio,com restritas exceções, pelo procedimento ronceiro perlustrado por aí.

Não pude e não quis acreditar, embora saiba da verdade, verdadeira( num pleonasmo cogente), e ingente que lhe acerca e lhe é peculiar, no que li no contexto de sua missiva - em "CARTA RESPOSTA", inserta no jornal "MAIS" da Adepolc.

Por mais que eu quisesse tresler o seu conteúdo de desabafo legal, lógico e, sobretudo pelo visto encaixável à diatribe infausta e imprecada e injusta, como alegação sua, à condução dessa CASA POLICIAL, aliás, num todo, daqueles que nela pregam e apregoam o teologismo, confesso-lhe que não consegui, astreito que sou à leitura, máxime dos jornais de nossa classe, ficar adstrito à conjectura do Editorial comentado por você, eis que não tive às mãos (talvez por algum extravio) o informativo "MAIS" nº 42 da Adepolc, à análise de seu conteúdo e pudesse emitir, mesmo hoje, à desoras, um reprochar dele; do Editorial. Vislumbro um postar acizado e atuoso da Presidência, numa assoada direção, malgrado nesse aspecto contido na sua missiva, não me constitua um causídico de quem teria escrito aquilo que, você numa apodioxe, veemente arrevessa. Mesmo assim, ainda assim, nós devemos crer naqueles, como você, excelso e ingênito policial e digno homem pelo bem de nossa classe e num todo, da sociedade, não se assombre com os nefóbicos, quer de plantão ou não e, no seu espírito filoneísmo, faça a sua parte para nossa sofrida e imprecada POLÍCIA CIVIL.

AMPLEXOS MIL.

Do amigo, "J. B. MOREIRA"

          E partindo da premissa de que "os cães ladram e a caravana passa" e apoiado por diversos policiais de caráter acima de qualquer suspeita, como J.B.Moreira, Faria prosseguiu em sua empreitada consciente de que estava fazendo a coisa certa, ou, pelo menos, tentando. Abaixo algumas ideias e projetos.


Projeto de Revitalização do Departamento de Investigações

 

           Planejamento macro que agregava todos os subgrupos e ideias para melhorar o DI. Quer no aspecto de estrutura, de metodologia, de história,de pessoal, treinamento,etc. Previa-se a implantação da maioria dos projetos até o ano de 2008, quando o DI completaria seu cinquentenário. O projeto, na época, foi apresentado para o Superintendente José Arcebispo e Chefe de Polícia Otto Teixeira. Um dos pontos altos do projeto de revitalização consistia na construção de um prédio de oito andares com dois de subsolo para garagem, que seria construído na parte anterior, onde funcionava o Depósito de presos.

          O antigo prédio seria preservado devido ao seu valor histórico e transformado no primeiro museu da Polícia Civil no Brasil, com abertura para visitação do cidadão. Uma das antigas celas da extinta Delegacia de Furtos e Roubos, da Rua Uberaba, 175, seria preservada e seria área temática da Diretoria de História. O prédio ainda previa um andar de inteligencia e heliporto, conforme ilustração/montagem, ao lado. O custo girava, à época, em torno de 6.000.000,00(seis milhões de reais) e 50% desse valor o chefe do DI e seu delegado do CGET, João Octacílio tinham conseguido a doação através de uma grande empresa nacional.


Divisão de Repressão aos Crimes Ambientais

 

          Outro grande projeto, que previa um avanço da Polícia Civil na questão dos crimes ambientais foi o estudo para criação de uma Divisão para repressão a essa modalidade criminosa. O estudo começou na SGPC e foi complementado no DI, junto com o delegado João Octacílio. Os dois delegados fizeram uma visita à mina desativada da Vale Do Rio Doce, em Sabará, 25 quilômetros de BH, onde conseguiram a cessão do imóvel que era utilizado como escritório. Seria cedida ainda, toda a infraestrutura para a instalação da unidade policial, que teria um espaço de primeiro mundo com o apoio da empresa cedente. Faria esteve também, com o Secretário de Meio Ambiente da época, juntamente com a delegada Eloína, quando o projeto foi apresentado. O secretário gostou da iniciativa e prometeu, um repasse mensal significante para a nova Divisão, com promessa de recursos na ordem de 500.000,00 (quinhentos mil reais) para investir em sua implantação. A proposta foi encaminhada ao Chefe de Polícia, que apesar do grande interesse, não pode levar adiante o projeto, em razão do titular da Delegacia de Ecologia da época, ter conseguido interferência política para que a sua delegacia permanecesse como estava.

Hoje observamos um grande avanço da PM na questão ambiental e a inércia da Polícia Civil na repressão à essa modalidade criminosa. Faria ainda tentou transferir o imóvel para a ACADEPOL, mas também essa ideia não foi adiante.

Acima o layout da pasta que capeava o projeto da Divisão de Meio Ambiente, destacando uma garça branca e a Polícia Civil de Minas Gerais e fotos do imóvel cedido pela então, Vale do Rio Doce, dispensado pela Polícia Civil.

 A estrutura cedida pela Vale era composta de imóvel com inúmeras salas/escritório, gabinetes, todo sistema de informática implantado, salas de reuniões, auditório, cozinha e refeitório industrial e uma grande área de mata, jardinagem, oficina, etc.

O imóvel tinha ainda espaço para estocagem de carvão, madeiras e outros bens arrecadados em ocorrências vinculadas a crimes ambientais, bem como, a possibilidade de soltura de pássaros e pequenos animais silvestres apreendidos na mata local.

 

 Minas Segura                                                                                                           Divisão de Narcóticos

 

Divisão de Narcóticos

          O maior problema de segurança pública no Brasil é relacionado ao tráfico e uso de drogas com seus desmembramentos para o crescimento da violência e criminalidade em suas diversas nuances. Hoje, uma parte da geração de usuários e traficantes de drogas se sedimentam como pais de família e levam para seus filhos a experiência negativa de vida que levaram. Ou então, a mesma geração tem criado uma infinita parcela de filhos dos mesmos traficantes e usuários que são criados sem o vínculo paterno, mas vivem no meio da criminalidade e com ela, se fundem ao inferno das drogas. 

          Dentro dessa visão de causa e efeito, Faria procurou estruturar e melhorar as condições de repressão do exercício da atividade dos policiais que trabalhavam na antiga Divisão de Tóxicos e Entorpecentes, criando o Projeto da Divisão de Narcóticos, com um moderno projeto estrutural, elaborado em parceria com o setor de engenharia da Polícia Civil. As estatísticas são unânimes em apontar a droga como um acelerador para o índice crescente de homicídios, assaltos e outros crimes. No entanto, a contrapartida de investimentos governamentais na estrutura, especialização e recursos na repressão desse seguimento criminoso não acompanha a sua evolução nas duas últimas décadas.


N 3 I. Núcleo de Inteligencia e Investigação Itinerante                      D.E.M.O.E/ Delegacia Móvel de Eventos Especiais

 



                                        

N 3 I. Núcleo de Inteligencia e Investigação Itinerante foi um projeto que previa montagem de uma unidade de médio porte equipada com sistema de inteligencia móvel para investigações externas com apoio de tecnologia de ponta. Abaixo, síntese do texto do N 3I.

"Objeto:

Consiste na aquisição de um veículo com equipamento de inteligência (interceptação, rastreamentos, informática, etc.) descaracterizado, vinculado diretamente à SGPC, com acesso para operações a todas as unidades que necessitarem desse apoio tecnológico e estratégico.

Dos fundamentos para sua aquisição:

Atualmente é inegável que organizações criminosas têm ingressado em nosso território e aqui estão se instalando, na fuga de ações das polícias de estados como SP e RJ, principalmente. Também a criminalidade mineira tem se aperfeiçoado e se torna dia a dia mais atuante e audaciosa, sendo necessária uma resposta eficiente e profissional de nossa polícia investigativa. Não bastassem esses argumentos, verificamos que em nosso estado, instituições como o MP, PM e outras instituições já se anteciparam à Polícia Civil e já possuem equipamento similar para suas “investigações”, o que é, ao nosso entendimento, um contra senso que precisa ser sanado em caráter de urgência".


D.E.M.O.E/ Delegacia Móvel de Eventos Especiais

O projeto tinha aspectos parecidos com o N 3 I, porém, com melhor estrutura e para atender macros eventos. Abaixo, síntese do projeto.
 

"Objetivo:

Consiste na instalação de uma unidade móvel para atuação em eventos especiais, a fim de mostrar, de uma maneira clara, as atividades e a presença da Polícia Civil no palco daqueles acontecimentos de grande repercussão social.

A criação da unidade itinerante irá aperfeiçoar os trabalhos em alguns cenários: mutirões; assassinatos de repercussão no interior do estado, chacinas (ex: Unaí e Felisburgo); trabalhos policiais integrados (Força Tarefa); MERCOSUL (Ouro Preto); Eventos esportivos; Feiras de grande porte; Operações Presença; Operações localizadas de combate ao crime organizado (ex: Diligência na cidade de Prata); Operações de combate ao roubo de cargas; Eventos políticos; Operações da C.G.P.C; Ação Global; etc.

Da fundamentação:

Na busca de modernização do aparelho policial civil, a D.E.M.O.E ampliaria o alcance das atividades de nossa Instituição, denotando, à sociedade mineira e, de certa forma, ao país, a preocupação da atual administração com a questão da violência e da criminalidade, a exemplo da Polícia Militar e do Poder Judiciário, com suas unidades itinerantes. A resposta positiva da comunidade, no que se relaciona a esse tipo de serviço, pode ser constatada quando ocorrem eventos do tipo “AÇÃO GLOBAL”, da Rede Globo de Televisão, os quais, comprovadamente, nos dão a certeza da obtenção de resultados satisfatórios.

Antonio Carlos de Faria- Coordenação de Investigações e Polícia Judiciária/S.G.P.C".

NUIN foi um projeto que teve como inspiração a COSEG e buscava agregar as informações das especializadas, aos moldes das atuais AIP (Agencias de Inteligencias Policiais). Abaixo, síntese do projeto.



"NUIN/DI – Núcleo de Informações do Departamento de Investigações                Projeto ATAC- Ações Táticas

 

 

Objetivo: O NUIN tem como objetivo arrecadar todas as informações relacionadas à macro criminalidade no âmbito de competência do DI, através de mapeamento de organizações criminosas, quadrilhas, e a criminalidade em geral.

O NUIN buscará os dados, fatos, informações prisionais, etc., através do NURIN´s (Núcleos Regionais de Informações) que farão parte de todos os organogramas das Divisões subordinadas ao DI. Depois de coletadas, as informações serão remetidas à COSEG para armazenamento de informações a serem recebidas de outros Órgãos, possibilitando o compartilhamento."

O Projeto ATAC (Apoio Tático do DI) foi o órgão de cobertura tática às ações do Departamento de Investigações criado por Faria com suas instalações estruturadas no espaço antes destinado à Delegacia de Vigilância Geral. Apesar de ter sido formado por um pequeno grupo de policiais, eram profissionais especializados em ações policiais táticas e operações especiais. 


Projeto NTC - Núcleo de Transparência e Combate à Corrupção

O Chefe do DI criou também a figura, até então inexistente, de Consultor de Segurança do DI, colocando o perito Sérgio Teixeira para exercer a função, sem nunca ter pertencido aos quadros do Departamento. Era uma função estratégica e em uma reunião com esse consultor, surgiu a ideia de criar um núcleo que seria o primeiro no país, o NTC, para repressão à corrupção em todos os órgãos pertinentes á competência da Polícia Civil. Abaixo uma síntese do texto do projeto.

Considerando que a principal tese de gestão governamental rata-se dotar de infra-estrutura e capacidade operacional adequada para enfrentar com eficiência a criminalidade e, que na formulação desta tese estará requerido inclusive a criação, extinção ou fusão de unidades especializadas, viemos por meio desta sugerir que seja criado no âmbito deste Departamento de Investigações, da COSEG ou GISP, uma unidade especializada no combate à corrupção. Tal proposição se firma pelos seguintes preceitos:

1)Nos últimos anos estamos presenciando uma verdadeira avalanche de denúncias contra agentes públicos praticando atos de corrupção, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, as duas primeiras dentro da esfera de atuação e competência da Polícia Civil;

2)A sociedade clama e necessita que as organizações policiais combatam de forma corajosa o desperdício e a malversação de recursos públicos, bem como, a infiltração dos mesmos agentes com o crime que infesta nosso estado;...

...Como a corrupção esta entranhada nas organizações criminosas que aliciam agentes públicos para se locupletarem em sua delinquência, necessário se faz que o Núcleo de Transparência Publica e Combate a Corrupção tenha suas atividades policiais de forma integrada com as corregedorias das instituições que compõem o Sistema de Segurança Publica, o Judiciário, Ministério Publico, Receita Federal e Estadual, Tribunal de Contas, assim como outras instituições, que, de algum modo poderão contribuir para resultados satisfatórios.

Os servidores policiais do NTC deverão ter um tratamento diferenciado, a exemplo dos policiais militares e civis que trabalham junto ao MP, com uma bonificação especial através de decreto do governo que permita uma seleção de policiais e incentivo para aqueles que ali exercerão sua árdua tarefa, valorizando suas funções. Também deverão ser submetidos a treinamentos e cursos especializados em inteligencia policial, lavagem de dinheiro, fraudes em licenças(um cancro no serviço publico), enriquecimento ilícito, investigação patrimonial, I2, etc.

Antonio Carlos Correa de Faria/Chefe DI

Sérgio Teixeira / Consultor de Inteligência

          Abaixo, mais um projeto do Chefe do DI, demonstrando que tinha visão institucional e não pessoal, quando da elaboração de seus projetos. No caso específico, sugeria o desmembramento do DI em novos Departamentos, o que ocorreu em 2008, em novo estudo da Chefia de Polícia, porém com o mesmo fundamento do projeto original. O diferencial entre os dois estudos é que o delegado Faria entendia que homicídios e tráfico deveriam estar no mesmo Departamento pela razões atuais de conectividade entre um percentual acentuado dessas duas modalidades criminosas. As informações deveria ser acompanhadas pela mesma chefia com o cruzamento desses dados.



Projeto de Criação de Novos Departamentos

 

        A pretérita chefia de polícia determinou a execução de projeto reestruturador para o departamento de investigações, cujo modelo segue em anexo, previa a criação do departamento de investigações especializadas-DIE, o qual seria o gestor das ações da polícia civil, dentro do conceito de atividade especializada. A idéia era a extinção dos outros departamentos existentes que seriam fundidos em um só.

"Como atualmente, o projeto de governo prevê novas metas no aspecto de segurança pública e a chefia de polícia tem um novo conceito quanto às especializadas, encaminho algumas sugestões para análise e posicionamento para que possamos verificar o que é prioritário, quais os projetos devem ter sua continuidade, qual a posição de nossa chefia quanto às mudanças que devem ser implantadas e o novo desenho a ser trabalhado.

Caso a decisão seja pela descentralização, lançamos algumas sugestões para análise, com a criação de novos departamentos de investigações especializadas, buscando o perfil investigatório das competências que permitirá a otimização das ações a serem desencadeadas dentro de um planejamento estratégico que permita a avaliação sistemática e a busca de alcance de metas consistentes de diminuição da criminalidade;

DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES DE CRIMES DE HOMICÍDIOS, CONTRA A PESSOA E TRÁFICO DE DROGAS.

DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS E REPRESSÃO ÀS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS

DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES DE CRIMES PATRIMONIAIS

DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES DE CRIMES CONTRA A FAMÍLIA E MEIO AMBIENTE

Apresentadas as sugestões, aguardamos posicionamento que nos possibilite indicadores para adequação aos projetos e planejamentos a serem desenvolvidos.Belo Horizonte, 23 de janeiro de 2007.

Antonio Carlos Corrêa de Faria

Chefe do Departamento de Investigações".

          

          Como administrador do mais importante Departamento operacional, à época, Faria tentou levar adiante algumas das mudanças que buscavam a meritocracia nas atividades policiais, que poderia ser um instrumento de justiça, principalmente em relação às promoções nas carreiras policiais. Com a parceria do INDG, fazia reuniões periódicas onde, através do processo implantado pela empresa de consultoria, conseguia fazer a avaliação dos melhores e piores delegados do Departamento de Investigações. O número apontado pelo desempenho individual deixava de forma clara, os dados relacionados a cada delegado e sua produção mensal. Naquele período Faria prometeu aos seus delegados que iria cobrar da chefia o reconhecimento ao trabalho policial através da avaliação realizada em conjunto com o INDG. Naquele período, constatou-se a baixa produtividade dos delegados da Divisão de Crimes Contra a Vida. Naquela Divisão, o melhor resultado foi da delegada Ana Maria, que serviu de parâmetro para cobrança de metas. No entanto, verificou-se ainda, que um delegado daquela unidade policial não fizera sequer um inquérito policial durante um mês, demonstrando a total falta de comprometimento com a instituição. Faria encaminhava todos esses resultados para a chefia superior e apontava os candidatos à promoção, pela excelência de seus desempenhos. Entendia aquele chefe de Departamento, que a promoção por merecimento, como o próprio nome indicava, deveria ser pelo mérito profissional e aquele trabalho de consultoria do INDG explicitava isso. Ledo engano.

          No ano de 2007, aquele delegado de homicídios que tinha obtido o pior resultado no desempenho individual, com meses sem a conclusão de nenhum inquérito, fora promovido por merecimento. Uma demonstração inequívoca de privilégio administrativo, de arrogância administrativa, de descomprometimento institucional. A chefia protegia e acobertava um péssimo profissional, em detrimento de vários outros que, ao contrário, tinham demonstrado competência e merecimento. A Delegacia de homicídios era a "menina dos olhos", com melhor estrutura, menor meta, pior desempenho nas atividades e melhor desempenho nas promoções. É difícil para qualquer administrador levar à frente qualquer tipo de mudança estrutural em um Departamento, se um setor não se adequa às mudanças. E o mais grave, o Cheve da Divisão de Crimes Contra a Vida, passava por cima de sua chefia imediata e despachava diretamente com o Chefe de Polícia Otto Teixeira, remanescente daquela unidade especializada. Motivos que levariam Faria a entregar o cargo pouco tempo depois.

 

As Carceragens do DI         

 

            Como em qualquer administração policial, a rotina do dia a dia é sempre a gestão de crises. A atividade policial está intrinsicamente ligada aos problemas do cidadão e cabe ao gestor dirimi-los e buscar a solução. No caso do DI, a busca era para concretizar as mudanças projetadas, a apuração dos diversos crimes em sua área de competencia e administrar o caos carcerário sob sua responsabilidade. Departamento de Investigações tinha em sua estrutura as tres piores e mais problemáticas carceragens do estado. Eram superlotadas e viviam rotineiramente as fugas, tentativas e rebeliões de presos. O

          Departamento de Investigações, apesar de ser um orgão de investigações de ponta, administrava mais de 1000 presos, divididos nas masmorras da Divisão de Tóxicos, da Delegacia de Furtos e Roubos/DCCP e o "Inferno da Lagoinha, ou Depósito de Presos". Inúmeras rebeliões e fugas tiveram de ser controladas. A superpopulação carcerária, as doenças, promiscuidade, falta de transferências de presos condenados, corrupção, escoltas, eram alguns dos óbices que envolvia o sistema carcerário do DI. E sem um retorno da chefia superior, que dificilmente abria portas para solução do caos. O Delegado Faria, para se isentar de responsabilidades, não se resumia a enviar ofícios ao Superintendente Geral e Chefe de Polícia informando o problema, mas improvisava de maneira criativa a bomba, literalmente, que estava para explodir. Foi o meio de conseguir reduzir o número de presos pela forma assustadora e intimidadora dos ofícios, conforme registros de dois deles, de números 1296 e 2337/GAB/DI/2006.
 

             Apesar da amizade com o Superintendente Geral, José Arcebispo, Faria não acatou as solicitações de paralisar o envio dos ofícios com aquela formatação. Era a única forma de demonstrar cabalmente, o perigo iminente das carceragens.

 

CGET (Comitê de Gestão Estratégica e Tática)

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/482-cget-a-inteligencia                                                     Chefe DI Faria e Cel. Teatinni

 


          Um avanço na metodologia de Inteligência analítica e policial no âmbito do DI, criado por aquela mesma chefia do DI. Teve participação ativa nas inúmeras operações desenvolvidas pelo Departamento de Investigações e suas especializadas. Era a inovação da inteligência policial trabalhando junto às equipes de especializadas operacionais. (Ver detalhes desse importante núcleo policial nas Seções "Casos e Causos” / “Inteligência Analítica", Órgãos Operacionais/CGET e DI). Apesar de ser o Chefe de Departamento, Faria nunca abriu mão de acompanhar e coordenar as grandes operações policiais a cargo das unidades policiais subordinadas ao Departamento de Investigações. Não era centralizador, mas nunca se omitiu em acompanhar de perto, participar e conhecer as atividades policiais desenvolvidas por seus policiais. Se outros chefes não tiveram essa preocupação, o mesmo não acontecia com Faria, o que fortalecia os laços profissionais, de lealdade e companheirismo com suas equipes.

 


OPERAÇÕES E INVESTIGAÇÕES COMPLEXAS


Os Assassinatos de Douglas e Adriano

 

           No dia 19 de junho de 2007, um bárbaro crime colocou o DEGREL/DI em evidencia, imputando a seus policiais civis a suspeita do assassinato de dois homens que tinham adentrado nas dependências da Divisão para receberem um veículo apreendido e posteriormente seus corpos foram encontrados mortos e carbonizados. Posteriormente foram reconhecidos como Douglas Warley e Adriano Tiensolli Amaral. Um corpo foi jogado próximo à Paraopeba e o outro na região de Conselheiro Lafaiete. Para a imprensa e órgãos de Direitos Humanos não havia dúvida da participação dos policiais daquele departamento. Um dos homens era conhecido por sua contumácia em roubos de veículos. O outro, nunca se envolvera com o crime. crime foi rapidamente esclarecido e policiais militares foram identificados como responsáveis pelo sequestro e execução dos dois homens. Os policiais militares agiram de forma covarde duplamente, ao sequestrarem as duas vítimas nas proximidades do DEGREL. Praticaram os crimes com extrema crueldade, na certeza de que a suspeita recairia sobre os policiais civis.

Operação Condomínio

                 Foi a primeira experiência do Chefe do DI em reunir equipes de várias delegacias especializadas, numa força tarefa, que desse a resposta com a rapidez exigida pela comunidade da capital e imprensa em geral. A modalidade criminosa muito comum em São Paulo, causava pânico na população da capital mineira por fugir à normalidade dos delitos a que conviviam no seu dia a dia. 



          Operação Falsa Rosa
foi precursora e talvez a única realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais, para coibir as fraudes nos concursos públicos para as carreiras policiais, na forma inovadora que se desenvolveu. Sempre que eram realizados os diversos concursos, as notícias após a realização dos mesmos davam conta de indícios de fraudes. E algumas regionais eram apontadas como foco de fraudes e corrupção nos concursos. Faria, diante disso, procurou a então Diretora da ACADEPOL, Delegada Camilli e ofereceu os trabalhos do CGET para iniciar a operação com um diferencial importante: seria realizada antes do concurso, antecipando à ação dos criminosos. E realmente foi um sucesso (Detalhes no link CGET).

 

          A Operação Ouro Negro teve seu início para desarticulação de quadrilha especializada em roubos de cargas na região da Zona da Mata. A operação foi desencadeada por policiais do CGET, DI, Corregedoria e Polícia Civil de Viçosa. Conseguiu prender os assaltantes, incluindo um advogado que agia com a quadrilha, além de diversos veículos, posteriormente depositados pela justiça de Barbacena para serem utilizados nas ações de repressão às organizações criminosas. Uma das primeiras operações com a participação do Ministério Público.(Ver detalhes Seção Orgãos Operacionais/DI e CGET).

 

          Dentre as ações policiais que mereceram destaque naquele período de gestão de Faria como Chefe do DI, a Delegacia da Pessoa Desaparecida mereceu o seu olhar sensível pela grande pressão da mídia, políticos e comunidade sobre o assunto. Faria teve apoio de uma grande profissional, a delegada titular delegada Cristina Coelli. Era uma delegacia acanhada e sem muitos recursos que ganhou uma remodelagem, transformando-se em Divisão de Referencia à Pessoa Desaparecida, desenvolvendo um trabalho referencia no país. A unidade sofreu uma grande reformulação e melhoria de sua estrutura, pessoal e procedimentos operacionais. A Divisão ganhou notoriedade nacional com o "Projeto Volta", tendo como parceiro o SERVAS.

"Campanha “Volta” mostra resultados e uma nova forma de enfrentar casos de desaparecimentos

          Um ano depois do lançamento da Campanha “Volta”, criada pelo Servas e o Governo de Minas para mobilizar a sociedade sobre o problema dos desaparecidos, a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD) da Polícia Civil registra 804 casos solucionados. Desses, 487 são adultos e idosos e 317 crianças (0 a 11 anos) e adolescentes (12 a17 anos). “A campanha ampliou o conhecimento sobre o nosso serviço, as pessoas procuraram mais a delegacia para fazer o registro dos desaparecimentos e também para fornecer informações que contribuem para o encontro dos desaparecidos. Tudo isso deu mais visibilidade à delegacia”, afirma a delegada Cristina Coelli. Outro resultado positivo do primeiro ano da campanha foi o reforço da investigação policial com o atendimento social que a delegacia passou a oferecer para familiares dos desaparecidos através do Núcleo de Psicologia e Serviço Social (NUPSS). Além de acolher parentes de desaparecidos, o núcleo mantém contato com entidades parceiras como hospitais, creches, abrigos, prefeituras, conselhos tutelares e juizado de menores. Fonte: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais - 29/06/2008".

          Também ganhou destaque, pelos inúmeros boatos e a enorme repercussão, o registro do desaparecimento de jovens e crianças por uma quadrilha especializada em tráfico de órgãos. Os boatos ganharam tamanha notoriedade que "fantasmas" começaram a surgir, como "o homem da Van", "o homem do Opala preto", "uma criança achada em uma banheira com a barriga aberta", etc. Faria foi obrigado a desmistificar aquelas "notícias", chamando para si a responsabilidade de afirmar que as suspeições não procediam e que os rumores eram infundados. Convocou uma coletiva com a sua presença, da delegada de desaparecidos Cristina coelli, delegado Ricardo Peixoto, do GRE e um médico legista. Durante a coletiva, com a maciça presença da imprensa, responderam a todas as perguntas e demonstraram, tecnicamente e com fatos concretos, a impossibilidade de serem verdadeiras aquelas alegações. Depois dos argumentos apresentados, nunca mais se ouviu falar na "quadrilha de tráfico de órgãos, ou de suas vítimas".

 

Operação Vandec

 http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/474-vandec         

          Um dos mais importantes trabalhos policiais, a Operação Vandec teve início nos primeiros meses de administração Faria, à frente do DI e marcou a história da Polícia Civil de Minas Gerais pela luta abnegada de seus policiais nas investigações e prisão de criminosos de alta periculosidade que agiam aterrorizando a população do interior mineiro. A quadrilha, armada com fuzis e metralhadoras .30 e .50, invadiam cidades mineiras, seus quartéis, delegacias e fóruns, roubando os bancos locais e aterrorizando os moradores. Um trabalho policial sem fronteiras que conseguiu prisões em vários estados do país, como o Pará, Goiânia, São Paulo, Tocantins e Maranhão. Foram dezenas de prisões em um trabalho ininterrupto de quatro anos, que Faria coordenou no DI, DEOESP e DEPATRI.


               Em seu curto tempo à frente do Departamento de Investigações, Faria deixou um legado de grandes investigações e operações policiais que ganharam destaque na mídia. Tinha ao seu lado uma equipe de competentes profissionais de polícia atuando no campo operacional e na área de inteligencia, criada para apoio e cobertura às ações do DI. Abaixo algumas das reportagens que registraram a equipe do CGET em apoio aos policiais das diversas unidades especializadas do DI, que atuavam sob a coordenação do Chefe de Departamento Faria. Repressão ao crime cibernético na sonegação fiscal, em Juiz de Fora, Operação Tubarão, no combate ao tráfico de drogas, assaltos, Bingos e Vídeo pôquer ilegais, etc.

 

MEMÓRIA. AMIGOS E COMPANHEIROS DO DI.

 


Acima, diversas imagens de momentos de descontração e atividades policiais no Departamento de Investigações em períodos dos anos de 2005, 2006 e 2007. Momentos de companheirismo, amizade, respeito entre as diversas carreiras e funcionários do DI. Abaixo, imagens da Igreja de São Cristovão e Avenida Antonio Antonio Carlos em 2006.

 

 

  

 

 

 

 

2011 Biografia Faria 6 - DI-Departamento de Investigações. © 2012 - Cyberpolicia: História da Polícia Operacional Investigativa
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