Biografia Faria 5 - SPM/ Metropol/Cepolc/Superintendência Geral

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Categoria: Biografia


BIOGRAFIA FARIA PARTE V

 

 SPM/METROPOL

 

         No final de 2009, o delegado Faria era titular da Seccional Sul, quando ocorreram as eleições para governador e conseqüentemente as mudanças eram esperadas no âmbito da Secretaria de Segurança Pública. E rapidamente as informações foram surgindo com o convite para o Deputado Mauro Lopes assumir a pasta. Nilton Ribeiro assume a Superintendência Geral e causa uma grande surpresa ao seu velho amigo Faria. O Superintendente Geral Nilton Ribeiro convidou Faria para ir à sua casa, no Bairro Ouro Preto, quando lhe convidou para assumir a Superintendência Metropolitana. Faria se assustou com o convite inesperado, afinal era delegado Classe Especial e no âmbito da Metropol trabalhava Eduardo Ângelo, Seccional de Vespasiano, seu antigo chefe da Divisão de Tóxicos e delegado Classe Geral. Nilton Ribeiro não aceitou o argumento, dizendo que Faria seria seu braço gestor/operacional e a certeza que atenderia seus anseios quanto às mudanças naquela superintendência. A METROPOL, em sua forma original, foi extinta no final da década de 70 e em seu lugar foi criada a Superintendência de Polícia Metropolitana, não perdendo, no entanto, sua nomenclatura.


          Quando saiu da Rua Guajajaras, quase esquina com Avenida Amazonas, esteve sediada no Bairro Prado e depois foi para sua última sede na Rua Sergipe. Por ali passaram como titulares os delegados Lara Resende, João Lopes, Carvalho, Edvaldo Brandão e outros que coordenavam toda a região metropolitana da capital. Para Faria, era apenas outro desafio, no entanto, fez uma exigência: transferir os melhores policiais da Seccional Sul para a sede da Metropol, o que foi aceito. Eram policiais experientes e que demonstravam sua lealdade e profissionalismo desde a RODI. Destacando os nomes de Márcio Pilotinho, Inspetor Carlinhos, Anderson, Gilson, Gilberto, Daniel, Gleison, Marco Matos, Carlão, Márcia Farina, Gustavo Colaço. Em 1999 e 2000, a SPM ganhou destaque: por inúmeras rebeliões, fugas de presos e pelo caos instalado no sistema carcerário sob sua responsabilidade.

 

          A METROPOL tinha em sua área de responsabilidade, toda a capital e região metropolitana. Possuía seis Seccionais na capital: Centro, Sul, Norte, Noroeste, Venda Nova e Barreiro. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, as Seccionais: Contagem, Betim, Vespasiano, Nova Lima, Juatuba, Ibirité. Possuía delegados experientes à frente das seccionais, como Eduardo Ângelo, Inácio Murta, Eustáquio Alvarenga, Jaime Monteiro de Barros, José Arcebispo, Vagner Vidal e outros. E um grupo de policiais de cerca de 900 homens distribuídos na sede, PUMA, RAF, as diversas seccionais,  e delegacias distritais da capital e sua região metropolitana. Com as reformas institucionais para o projeto de integração com a PM, a Superintendência de Polícia Metropolitana foi dividida no ano de 2005, em Departamentos: 1º Departamento de Polícia da Capital, 2º Departamento de Polícia de Contagem e 3º Departamento de Polícia de Vespasiano.Também teve notoriedade pelos grandes trabalhos apresentados. Alguns serão publicados neste espaço, no entanto, sem fazer jus ao volume total de diligencias e operações realizadas. As ações policiais, em sua grande maioria, foram trabalhos realizados pela PUMA/Expediente, unidade de apoio criada por Faria, para a realização de operações no âmbito da SPM. Inúmeras ações ultrapassaram sua área de competência, dentro da máxima policial de que: "Bandido na rua não tem dono". O caso dos "Bandidos da clonagem" é um exemplo.

A REPRESSÃO AO TRÁFICO DE DROGAS E CRIME EM GERAL

          A unidade PUMA de apoio operacional do expediente, com o delegado Márcio Siqueira como responsável por um seleto grupo de policiais, seguiu as diretrizes traçadas pelo superintendente e inúmeras ações policiais passaram a ser desencadeadas na própria sede da Metropol, ou nas unidades subordinadas. O tráfico de drogas foi um dos seguimentos mais combatidos durante a gestão de Faria na SPM, com a prisão de várias lideranças da época.

         
          O delegado Wellington Sprovieri Campos foi um destaque operacional da Metropol naquele período. Titular do distrito 
do Morro Alto, o mais problemático de Vespasiano, este policial demonstrou que o comprometimento profissional pode suplantar todas as dificuldades e deficiências estruturais de uma delegacia. Sua área de atuação era uma das mais violentas e alto índice de homicídios com envolvimento no tráfico. Com sua pequena equipe apresentou uma série de excelentes resultados através de inúmeras operações e repressão acirrada aos marginais. Em um desses trabalhos, prendeu a mulher de um líder do tráfico carioca, conhecido por "PQD", morto em confronto com a polícia. A mulher migrou para a região de Vespasiano na fuga da perseguição policial. Sprovieri demonstrou neste trabalho que honestidade faz parte do dia a dia do bom policial, apesar de tal fato não ser reconhecido pela sociedade assistida. Apreendeu muitas joias e dinheiro produtos do tráfico e trazidos do Rio de Janeiro, apresentando ao Superintendente Faria, que por sua vez encaminhou à justiça da capital. Abaixo as fotos de reportagens das joias e das pessoas envolvidas no tráfico de entorpecentes. 

 

 

OS BANDIDOS DA CLONAGEM

           Em 1999 a equipe operacional da Metropol desarticulou uma das principais quadrilhas que atuava no seguimento criminoso de clonagem de cartões de crédito. Edilson Martins Sobrinho era o líder e expert na área de informática, o que lhe propiciou êxito para falsificar milhares de cartões. Um ex policial federal que dava cobertura à quadrilha também foi preso. Outros criminosos de Governador Valadares, envolvidos com a quadrilha, foram presos, desta feita, por falsificação de passaportes. Com a quadrilha foram apreendidos equipamentos de tecnologia avançada para as fraudes e milhares de cartões de crédito em linha de produção para o uso criminoso.


MISTER M

         As pessoas que viveram o final da década de 90 e princípio dos anos 2000, sabem que no Programa Fantástico exibido aos Domingos, tinha uma apresentação imperdível: o "Mister M," um mágico americano que a cada programa mostrava como os truques eram feitos colocando por terra os segredos e a magia dos espetáculos. "Mister M" era conhecido no mundo inteiro, mas só teria o dissabor de ser intimado em uma delegacia, em Minas Gerais, mais precisamente na Metropol, justamente por causa da quebra dos segredos de uma profissão milenar. O mágico, que ganhou notoriedade por se apresentar sempre mascarado, esteve na capital mineira em 2000 para um "espetáculo" no Mineirinho, onde iria mostrar novos segredos. A Associação dos Mágicos procurou o Superintendente Metropolitano, Delegado Faria, solicitando providencias, munido de uma representação criminal. No entanto, falou com o policial do receio de nenhuma providencia ser adotada, já que a polícia de outros estados foi acionada e sem resultado. Ele esclareceu ainda, que "Mister M" chegava na cidade, ficava por poucas horas e era estrangeiro, o que também dificultava qualquer procedimento.

          O Superintendente lhe garantiu que em Minas teria a resposta da Polícia Civil, determinando imediatamente a expedição de uma intimação para a celebridade, passando o caso para o delegado Márcio Siqueira, seu adido na Metropol. Na manhã do dia seguinte, dia do espetáculo, "Mister M" saiu do interior de um veículo que estacionou na Rua Sergipe, em frente à SPM/ Metropol, com sua máscara característica, adentrando para o prédio onde foi encaminhado ao cartório. Faria orientou ao seu delegado que fechasse a porta para ouvi-lo, mas que exigisse a retirada da máscara durante o depoimento, o que foi feito. A Rua Sergipe virou uma praça de guerra com centenas de pessoas e repórteres que se avolumaram para ver de perto "Mister M", principalmente, policiais do prédio da Secretaria de Segurança que buscavam ter um acesso privilegiado ao artista.A secretária do Superintendente Metropolitano, Soraya Brígido, que ficava em sua mesa na frente da sala onde Mister M estava, com seu jeito extrovertido, não perdeu a oportunidade de ganhar dezenas de fotos autografadas de Mister M, que depois ofertou graciosamente aos seus colegas. No interior do prédio, o burburinho era enorme diante daquela intimação inusitada. A presença do mágico ganhou as manchetes dos jornais e mídia em geral, noticiando nacionalmente o evento. Ao contrário do que imaginava a Associação dos Mágicos, o procedimento policial acabou por lhe dar maior notoriedade. O Termo Circunstanciado de Ocorrência foi lavrado e encaminhado ao Juizado Especial para que a justiça analisasse os fatos.


SORTECA

                                                                                                   

                                                             Delegados e amigos: Jorge Sobrinho, Sprovieri e Ricardo da SPM.                                                         


          Ultimamente temos recebidos emails denunciando fraudes em jogos que envolvem grandes instituições estatais, ou federais, mas não podemos afirmar se as denúncias são verdadeiras ou não. O brasileiro é viciado em jogos legais e ilegais há mais de dois séculos e o volume de dinheiro que envolve a jogatina é absurdamente alto para que as fraudes sejam divulgadas. Mas, certamente, onde envolve milhões e milhões de reais em apostas, há possibilidades de fraudes, porque sempre se tem notícias e já temos antecedentes de fatos concretos nesse sentido. Faria, ao conversar sobre a sua trajetória na Metropol, nos falou de um fato que investigou na época e foi abafado pelo governo, ou pessoas ligadas a ele, por não terem interesse de mostrar a fragilidade dos jogos. Trata-se da investigação e apuração pela Polícia Civil de fraudes na Sorteca, da Loteria Mineira, ocorridas em 1999.

Abaixo registramos reportagens da época, relatando os fatos que envolveram o episódio.

 

“Fraudes na Loteria Mineira

Funcionários da Loteria Mineira usam parentes e amigos para receber premiação após manipulação do sorteio

          Perdeu tempo e dinheiro quem fez sua fezinha apostando na milhar da loteria mineira, entre novembro de 1998 e maio deste ano. Há fortes indícios - e a polícia já está apurando - de que esses prêmios foram embolsados por funcionários na Loteria Mineira, que operavam esses sorteios. Quatro pessoas estão sob investigação, acusadas da fraude. De acordo com o que já foi levantada pela polícia, parentes de funcionários da Loteria Mineira, dois deles já demitidos, usaram pessoas de seu círculo de conhecimento para receber os prêmios, compensados com uma singela gratificação. Para convencer estas pessoas a se envolver na trama , alegavam que o real ganhador do prêmio era evangélico e que por isso não poderia buscar o dinheiro , sob pena de ser desmembrado da igreja. Ana Miriam Silva Assis, 41 anos, procurou a polícia dizendo-se envergonhada de ter participado do esquema de premiação, pelo qual recebeu R$100,00 em Janeiro. Ela só percebeu ter sido usada depois que soube que também um sobrinho dela e a namorada foram convencidos a receber o dinheiro em lugar do premiado, também evangélico.

Os policiais encarregados da investigação somente poderão estabelecer o valor do golpe com o auxílio da Loteria Mineira. A empresa será requisitada a fornecer os nomes dos vencedores entre novembro de 98 e maio deste ano para cruzar com os nomes suspeitos. A “laranja” do esquema fraudulento é a estudante Fernanda Pereira Fernandes, residente no bairro Minas caixa. Ela é casada com Ésio Marconi, irmão de Eudes Barbosa, um dos que operavam o sistema. Embora ele tenha sido desligado da Loteria Mineira no início do ano, continuou participando da realização dos sorteios. A justificativa de Fernanda, segundo a menor, era que a pessoa premiada era uma cunhada que por ser evangélica não poderia se arriscar a buscar o dinheiro da premiação, R$1200,00. G.A. diz que a colega acompanhou-a até o guichê de pagamento da Loteria Mineira, na Av. Amazonas, onde retirou o dinheiro relativo ao prêmio. Ela recorda que era o último dia de prazo para recebimento da premiação. Conta que entregou o dinheiro a Fernanda lá mesmo na boca do caixa." 


Diretor da Loteria é surpreendido com o golpe
 

          Imediatamente à denúncia de Miriam, o Superintendente da Metropol, delegado Antônio Carlos de Faria, determinou a instauração do inquérito e intimou também o casal de estudante para depor. Diante dos indícios de irregularidade, faria comunicou a situação à Ivisa Lotérica, empresa prestadora de serviços contratada pela Loteria Mineira para gerenciar a Sorteca. O gerente administrativo, Mário Lúcio Amaral Filho formalizou então um pedido de providências à Metropol, admitindo que já estava estranhando algumas situações do sorteio, como a grande disparidade entre os prêmios pagos pelo sorteio realizado à tarde e o da noite, quando era operado pelos quatro suspeitos e pagava então prêmios muito maiores. Procurado ontem na empresa, que funciona na Savassi, o gerente mandou a secretária informar que ele estava muito ocupado e ofereceu a gerente comercial, Maristela Andrade, para atender em seu lugar. Estranhamente, Maristela disse que não tinha conhecimento de fraude na Sorteca e procurou mostrar-se surpresa com o assunto. A gerente fez questão de esclarecer, no entanto, que a Ivisa cuida somente da parte administrativa da Sorteca, explicando que esse é um jogo da Loteria do Estado, e que a Ivisa Lotérica não tem qualquer envolvimento com os sorteios. Já a direção da Loteria Mineira deu mostras de Ter sido surpreendida, quando indagada sobre a fraude. Seu Diretor Mário Márcio Magalhães desconhecia a instauração do inquérito pela polícia. Ele informou que dos quatro suspeitos citados, dois foram dispensados para fins de remanejamento e dois continuam na empresa. Ele lamentou o episódio dizendo que fatos como este tiram a credibilidade dos jogos da Loteria, ressaltando que o Estado vive principalmente da arrecadação de apostas.

Mulher denuncia esquema criminoso e teme vingança 

          Os levantamentos preliminares da Polícia Metropolitana (Metropol) indicam que a fraude na Sorteca existiu e identificam pelo menos o envolvimento de um dos funcionários da Loteria Mineira no esquema criminoso. O que os policiais envolvidos na investigação não sabem ainda é como desvendar o que aconteceu. A direção da Loteria Mineira suspeita que foi feita duplicação da Lista de ganhadores, lembrando que este tipo de crime já foi cometido contra a instituição este ano por um gerente de casa lotérica. Nesse caso, os três envolvidos foram presos dentro da própria sede da Loteria e condenados pelo crime. A polícia está de posse da listagem de todos os premiados de novembro a maio vai intimá-los, segundo informou o adjunto da Metropol, delegado Elcides Guimarães. Tanto os agentes da fraude quanto as pessoa que foram aliciadas por Fernanda deverão ser indiciadas como estelionatários. Já foram ouvidas as pessoas pagas para receber os prêmios, mas a partir de agora deverão ser intimados os quatro operadores dos sorteios, a estudante Fernanda e também a direção da Loteria Mineira, que não esconde sua preocupação com a repercussão do fato e com os danos que pode causar à imagem da instituição. Ficou claro que a Ivisa tentou resolver a questão, não dando conhecimento de todos os fatos à diretoria da Loteria. Ontem à tarde, o diretor Mário Márcio telefonou para a direção da empresa e não escondeu seu aborrecimento com a postura da prestadora de serviços. O diretor disse que nem sabia que havia um inquérito instaurado para apurar a fraude. Ela disse que recebeu a premiação em uma agência da Caixa Econômica Federal e lá mesmo entregou os R$ 2.800,00 a Fernanda. Conta que, dias depois, participou de um coquetel como ganhadora da Sorteca e também de uma propaganda em que aparecia contando quanto e como ganhou o prêmio. Ana Miriam diz que só deu conta de que fora usada no esquema quando soube que também seu sobrinho tinha sido premiado com R$3 mil pela Sorteca e foi informada pelos parentes que o rapaz apenas assinara o recebimento do prêmio porque a ganhadora era evangélica, “Eu até comentei na ocasião que só evangélicos estavam com sorte no jogo”. O próprio Ésio Marconi de Jesus, 21, irmão de Eudes Barbosa, o ex funcionário da Loteria Mineira que auxiliava nos sorteios da noite, aparece na listagem dos sorteados com prêmio de R$2 mil. Ele já depôs na Metropol e negou que tenha recebido qualquer premiação da Sorteca. Afirmou que nunca jogou...”

 Parte matéria do Jornal Estado de Minas. 21/7 e 22/07/1999 - DALILA ABELHA

A PRISÃO DE ALÍRIO, O ÚLTIMO DOS IRMÃOS LEITE. VASSOURAS-RJ.

           No final de dezembro de 1999, o Delegado Faria, chefiando a Superintendência de Polícia Metropolitana, recebeu uma carta anônima que registrava ameaça de morte contra sua pessoa, por parte de Alírio Leite, o último da família Nunes Leite, ainda foragido. O denunciante informava que Alírio Leite havia vendido uma camionete para um pistoleiro do Rio de Janeiro e em troca iria matar o Superintendente, dando ainda coordenadas do local onde ele possivelmente estaria. Era um lugarejo no município de Vassouras, no estado do Rio de Janeiro, denominado Maçambará. Apesar do anonimato, Faria, conhecia bem os antecedentes daquela família e achou que a carta merecia credibilidade. No ano de 1993/1994, quando era Chefe da 4ª Delegacia de Furtos e Roubos, Faria fez uma diligência com equipes de policiais daquela delegacia à fazenda dos Irmãos Avelino, em Vassouras, para prender Aldécio, Eva Nilma (sua esposa) e Alírio que estavam homiziadas naquela região. Quando estouraram a fazenda, em 1994, descobriram que eles tinham saído no dia anterior, deixando para trás alguns documentos manuscritos pelos próprios irmãos foragidos, o que comprovava a estadia naquela fazenda. Faria sabia, portanto, da ligação da família “Leite” com os irmãos Avelino.

          Voltando a 1999, Faria chamou Márcio Siqueira, o “Pilotinho”, delegado de operações da Metropol, os detetives Gilson, Gilberto, Anderson, Daniel, Marcos Matos e “Chico” (Tóxicos) para traçarem uma estratégia e chegar ao distrito de Maçambará, próximo de Vassouras, sem que fosse levantada suspeita. Para verificar a procedência das informações descritas na carta, era necessário entrar no lugarejo, cuja região era dominada pela família Avelino. Conseguiram uma camionete S-10 e duas motos de trilha com o Delegado Élson Matos, Chefe do DEOESP.

         
          Apesar de não ser um trabalho de competência da Metropol, o delegado Faria sabia da necessidade de conferir aquela informação e indiretamente, dois outros órgãos participavam da operação: o DEOESP com a logística e o DI com o “Chico”, policial de confiança do Superintendente. “Chico” e Anderson foram na cabine da camionete e Gilson deitado na carroceria, do ao lado das duas motos. Aproveitando a previsão meteorológica e as chuvas torrenciais, traçaram a estratégia para entrar e ainda serem bem recebidos. Naquele mês de dezembro ocorreram muitas chuvas torrenciais, e a mídia noticiava diariamente várias inundações, principalmente no Rio de Janeiro, mais especificamente nas cidades que margeiam o rio Paraíba do Sul, na região de Vassouras. Faria elaborou um modelo de planilha da Defesa civil do Rio de Janeiro e orientou seus policiais para que, ao chegarem naquele município, se identificassem como funcionários da Defesa Civil e verificassem com os moradores do local os problemas e perdas causadas pela enchente para serem ressarcidos. A missão de levantamentos foi um sucesso.

          Os policiais “Chico”, Gilson e Gilberto munidos de pranchetas, filmadora, máquina fotográfica, foram para o Rio de Janeiro, tendo a cobertura de outros policiais que ficaram na retaguarda em Juiz de Fora. Conversaram com várias pessoas do local, entraram em várias casas, dentre elas, a que estaria Alírio Leite, fazendo as entrevistas e preenchendo os documentos da “Defesa Civil”. Constataram que realmente um indivíduo conhecido por “Roberto”, vinha com freqüência à região, ficando naquela casa, porém, em razão das chuvas, encontrava-se fora e talvez retornasse apenas no carnaval. A equipe voltou para Belo Horizonte e na sala de reuniões da Metropol conferiram as fotos da casa, as filmagens e fizeram o planejamento para o retorno no carnaval, cerca de dois meses após o primeiro levantamento. Era um jogo de xadrez e como tal, requeria paciência.
        Alguns dias antes do carnaval, Gilson, “Chico” e Anderson, usando as mesmas motos e roupas de trieiros, retornaram para Maçambará onde conseguiram novas informações com peões do lugar. Os policiais confirmaram que “Roberto”, na verdade era Alírio e iria chegar à cidade juntamente com um pistoleiro conhecido por “Barra Longa” e ficaria na cidade de Aliança, próximo de Maçambará. 


          No carnaval de 2000, o superintendente Faria designou o delegado Márcio Siqueira e os policiais Gilson Costa, Gilberto, Anderson Pinto, Marco Aurélio Matos, Edson Eustáquio, João Batista, Cleyson e “Carlão” para retornarem pela terceira vez naquela região. Na madrugada do dia 6 de março estouraram uma casa de fazenda, dentro das propriedades dos irmãos Avelino, próxima à cidade de Aliança, onde prenderam Alírio Nunes Leite que portava um revólver calibre 38. Era o último preso, de uma família, que desde os anos 50 matavam no Vale do Mucuri.

AS REFORMAS ESTRUTURAIS E OPERACIONAIS

         
          O superintendente Faria iniciou a busca de melhores condições para seus policiais, no momento de grande turbulência e aflição, por causa das inúmeras carceragens dirigidas por delegados de polícia e com detetives exercendo ilegalmente a vigilância dos detentos. Buscou policiais experientes e com grande disposição para dar maior operacionalidade à “PUMA”- Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio e criou a RAF – Ronda de Apoio e Fiscalização. A “PUMA” desenvolvia seu trabalho em operações noturnas e de finais de semana e a “RAF” visitava todos os distritos e carceragens para verificar “in locu” as carências, dificuldades e condições subumanas pelas quais os detetives encarregados eram submetidos. Carceragens como as do antigo 2º Distrito de contagem, Palmital, 4º Distrito da Capital, 1º DP de Contagem eram locais sem as menores condições de segurança, onde um único policial fazia a guarda de cinqüenta a oitenta presos.


         
         Naquele período foram inúmeros os incidentes de resgate de preso, como ocorreu em Santa Luzia e Ibirité e o assassinato do detetive DO 1º DP de Contagem, que heroicamente impediu o arrebatamento de presos, mas teve sua vida ceifada pelo marginal “Lourinho”. Todas essas irregularidades e condições desumanas eram registradas em relatórios da “RAF” e encaminhadas à Superintendência Geral. Faria sempre teve perfil empreendedor e conhecido no meio policial pelas mudanças desenvolvidas nos órgãos pelos quais passou e teve a oportunidade de fazê-las.

INAUGURAÇÃO DO AUDITÓRIO



INAUGURAÇÃO DA REFORMA DA SEDE DA METROPOL

           Na sede da Superintendência de Polícia Metropolitana fez reformas estruturais e operacionais, que foram desde a revitalização do prédio, pintura, criação de um auditório no terceiro andar, cozinha, passeio português e muitas outras. O auditório, quando inaugurado, recebeu o nome de seu pai, Antonio Correa de Faria Sobrinho, um Guarda Civil, que com a extinção da função se transformou em detetive. Nas fotos abaixo, duas fases distintas da sede da Superintendência de Polícia Metropolitana, em 1999, quando Faria assumiu e em 2000, após a reforma que deu uma nova aparência ao prédio de um dos mais importantes órgãos operacionais da capital.



         
          A inauguração, conforme fotos postadas, contou com a presença de inúmeros delegados da Metropol e diversas unidades policiais da capital e interior do estado. Também estiveram presentes diversas autoridades, como o Secretário de Segurança Mauro Lopes, Superintendente Geral, Juízes, promotores, advogados, empresários e amigos do Superintendente Metropolitano Faria. 




                                                                                                    CAFÉ METROPOLITANO

                                                                                                        

O Café Metropolitano foi criado por Faria, plagiando Nilton Ribeiro, que como chefe do DI implantou um evento similar. Era um encontro onde os policiais tinham a oportunidade de reunir com seus pares para degustar um café e trocar ideias sobre os diversos assuntos que afligiam as suas unidades. Era uma forma descontraída de buscar soluções para os problemas que atingia a todos, principalmente a questão carcerária e o alto índice de fugas. Registramos aqui, o reconhecimento ao trabalho de cerimonial e relações públicas dos policiais Cláudio Roberto Coelho, Soraya Brígido e Márcia Farina, que auxiliavam dinamicamente para que esse e outros eventos pudessem ser realizados pelo superintendente Faria.

 

  

CURSO INTERNACIONAL EM ALBANY -NY- EUA.

            Assim como os cursos registrados na 4ª parte dessa biografia, em 2000 Faria participou de outros importante curso em Nova Iorque, ao lado de outros delegados, juiz, advogados e empresários. Mais um evento coordenado por Milton Fortes. Abaixo, registro do curso realizado em Albany, nos Estados Unidos, com seus companheiros Inácio Murta (posteriormente assassinado durante um assalto), Wellington Petrillo e Elson Matos. A última foto foi tirada em frente à Academia de Polícia americana.

 

 

 

         
          Ao assumir a Superintendência Geral de Polícia em 2004, o delegado Elson Matos, deixava a chefia do DEOESP para iniciar uma nova jornada em sua carreira, a de membro do Conselho Superior de Polícia, órgão que poderia concretizar muitos sonhos e planejamentos para uma Polícia Civil mais operosa e dinâmica. Era a oportunidade de um grande delegado operacional e a esperança dos policiais nas mudanças a serem realizadas por um profissional que tinha a experiência de rua, sabia das dificuldades e do que o policial linha de frente precisava. Pretendia focar sua administração na parte operacional. Elson convidou Faria e Edson Moreira para serem seus assessores, tendo o primeiro assumido a Coordenação de Operações e Edson Moreira a Coordenação de Apoio. Faria também, iniciava uma nova rotina de trabalho, tentando unir o lado operacional ao de delegado de planejamento estratégico, passando a elaborar vários projetos que tinham como objetivo, mudanças nas atividades operacionais da Polícia Civil.


          Com o aval de Elson Matos, Faria minutou projetos importantes como o GRE, a Casa de Custódia Integrada do Policial, Minas Segura, Operação Zumbi, dentre outros. A mudança da Inspetoria Geral do imóvel no Barro Preto para a sede da Superintendência, também foi articulada por Faria, como forma de melhor acompanhamento de suas atividades, tendo o detetive classe especial Trasíbulo assumido as funções.

         
          A Superintendência Geral funcionava no 3º andar do prédio da antiga Secretaria de Segurança, na Praça da Liberdade. Tinha um grupo seleto de policiais e servidores administrativos que trabalhavam no órgão, como “Marcinho Gigante”, Rita, Mione, Gleyson, os delegados Fialho, Silvano, Adam, Rossiane, Elcides, Moreira, Zadra. No 4º andar funcionava a Corregedoria Geral de Polícia e, no 2º, a Chefia de Polícia, à época tendo como titular Otto Teixeira Filho. Na SGPC também estava instalada a Inspetoria Geral dos Escrivães, sendo titular a competente escrivã Ofélia. Este setor desenvolveu um excelente trabalho no interior do estado quando o delegado Faria desenvolveu o projeto da "Equipe de Mutirão", responsável por excelentes trabalhos de apoio, saneamento e organização cartorial em diversas delegacias (ver outros detalhes na seção Escrivães).
No entanto, apesar de todo o entusiasmo inicial, Elson perdeu a motivação rapidamente, ao perceber que o Chefe de Polícia Otto Teixeira centralizava todas as decisões em suas mãos. O Superintendente Geral era uma mera peça decorativa, sem ação, autonomia ou direito a iniciativa no âmbito de sua competência. Elson Matos pediu exoneração do cargo e requereu prematuramente sua aposentadoria, assumindo em seu lugar José Arcebispo, o “Bispo”.

          Cabe aqui um registro importante e que marcou a história de Elson Matos naquela superintendência. A demonstração de companheirismo e lealdade dos policiais do DEOESP que no seu último dia na administração da SGPC, já no final de expediente e princípio da noite, fizeram uma carreata com várias viaturas de sirenes e luzes ligadas (Foto acima). Uma demonstração de carinho, companheirismo e despedida daquele policial que deu uma vida de luta e responsabilidade em prol da sociedade mineira. Principalmente no tempo de repressão aos sequestros.

          Com a nomeação de José Arcebispo para a Superintendência Geral, foi criada a Coordenação de Investigações e Polícia Judiciária. Faria assume novo cargo, como primeiro coordenador e dá continuidade aos projetos. O delegado Elcides assume a Coordenação de Operações e Edson Moreira é nomeado Chefe do DEOESP.

Nas fotos, momento de descontração dos delegados Edson Moreira, "Bispo" (Superintendente), Marcinho e Faria na SGPC. A imagem do meio é um registro da visita do Coordenador Faria à Taurus, no RGS.



                  COORDENADOR DE OPERAÇÕES/COORDENADOR DE INVESTIGAÇÕES E POLÍCIA JUDICIÁRIA

                                                                       


          Como Coordenador de Operações, Faria conseguiu se destacar com algumas ações policiais que marcaram história na Polícia Civil pelos resultados obtidos. A SGPC tinha uma equipe com excelentes policiais operacionais que ajudaram e muito, no sucesso alcançado. Podemos destacar alguns: Romulo, Dalbert, Geovani "Boca de Peixe", Ellison, Wenderson, Willian, Anderson, Waguinho, "Pescocinho", Sudan e outros que passaram por aquele órgão da administração superior no período anotado.

          Faria especializou-se em "fabricar" projetos e formatar ideias. Alguns implementados, outros não. Foram planejamentos, coordenação de operações, projetos e ações pontuais dentro das atividades e funções inerentes às duas coordenações que foi titular. Um dos projetos que minutou e posteriormente aprovado e consumado, foi a criação da Casa de Custódia do Policial. Em seu lay out original tinha como foco uma carceragem integrada para as instituições PC/PM/CBM e SUAPI, no entanto o esboço sofreu alteração e o imóvel teve a finalidade principal de custódia de policiais civis.


PROJETOS

          Apesar de sua formação policial intrinsecamente operacional, o delegado Faria, Coordenador de Operações e depois Coordenador de Investigações e Polícia Judiciária teve a oportunidade de experimentar e evoluir-se na área administrativa, na gestão de planejamento em segurança pública. Elaborou vários projetos e participou de outros tantos de interesse da administração superior e do governo estadual.

 MINAS SEGURA

          O Projeto MINAS SEGURA levou para o interior do estado o intercambio operacional com os policiais da capital através de planejamentos conjuntos e as macro operações com participação de elevado número de policiais civis, helicóptero e todo o aparato que possibilitou, até os dias atuais, o destaque da Polícia Civil neste contexto de atividades. Exemplos podem ser citados, como as primeiras operações em conjunto e apoio à Delegacia Regional de Teófilo Otoni, com o Delegado Isaías Pontes, que acreditou na metodologia. Aquela região foi o marco do Projeto MINAS SEGURA, dando início a uma série de outros trabalhos policiais civis, que levaram para a população mineira através da mídia, a excelência dos resultados, onde se via, pela primeira vez, operações com dezenas de prisões de marginais em um mesmo dia (Outros detalhes nas seções Década de 2000 e Órgãos Operacionais/DI/DEOESP).

 

 GRE

          O projeto do grupo tático da Polícia Civil, desenhado e formatado por Faria, tinha em sua origem a nomenclatura "GARRA", mas com o desenrolar do estudo, Elson Matos sugeriu o nome GRE-Grupo de Resposta Especial e assim foi batizado. (Outras informações na seção Grupos Táticos/GRE deste site.

 

 GISP

 

          GISP/Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública. Faria foi o representante da Polícia Civil na preparação e planejamento do GISP, que tinha como objetivo primordial, a repressão ao crime organizado. O coordenador indicou três delegados para participarem do gabinete e os nomes foram aprovados por Otto Teixeira e Elson Matos. Eram José Arcebispo, que fora Seccional Centro, quando Faria era o Superintendente Metropolitano. Márcio Siqueira, delegado que assessorou Faria na Metropol, quando demonstrou sua habilidade e disposição no enfrentamento à criminalidade. Por último, Ramon Sandoli, delegado do GRE e com grande conhecimento na área operacional e de planejamento tático. Todos os três delegados tinham uma característica comum: a inteligencia e o tirocínio policial.

 

  

                                                                                                        GGIR

                                                                           

 

          O GGIR/Gabinete de Gestão Integrada da Região sudeste foi um projeto federal que tinha o objetivo de aglutinar e integrar as forças policiais dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O projeto federal tentou copiar a ideia original do GISP, só que com uma dimensão maior. As Policias Civis, Militar, Secretarias de Segurança e Polícia Federal, com o Ministério Público participando como convidado, iriam elaborar um desenho de gabinete para gerenciar as ações de repressão às organizações criminosas na região sudeste com ações integradas. Várias reuniões foram realizadas no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais para discussão do projeto. Em duas oportunidades com a participação dos ex governadores do Rio e Espírito Santo, Secretário Nacional de Segurança e Diretor Geral da Polícia Federal. O delegado Faria representava a Polícia Civil de Minas nos eventos. Devido a diversos pontos conflitantes, o grupo não prosperou, mas dele surgiu a criação da Força Nacional de Segurança. 
        

     

DINFO

 

A busca de agregar as inúmeras informações inseridas em diversos bancos de dados distinto resultou na ideia de criação da "DINFO.

"Projeto de Integração das Informações e arquivos policiais/prisionais, criando a Divisão Integrada de Informações Policiais– DINFO.

Objeto:

Proposta visando à integração, canalização e concentração do banco de dados relativos às informações e arquivos policiais/prisionais num mesmo setor, criando e instalando a Divisão Integrada de Informações Policiais – DINFO.

Objetivos:

Integrar, aperfeiçoar, atualizar, adequar, inserir, desburocratizar, concentrar e canalizar num mesmo setor, o banco de dados relativos às informações e arquivos policiais/prisionais, buscando parcerias com a Subsecretaria de Administração Penitenciária, Polícia Federal e SISCON para obtenção desses dados...

Conclusão:

...Após extensos estudos, pesquisas, amplas e reiteradas discussões e debates, apresentamos estas propostas que tem por objetivo e finalidade a integração e centralização das informações policiais num mesmo Setor, com a criação e implantação da Divisão Integrada de Informações Policiais – DINFO, onde se concentrará e canalizará todos os arquivos e informações policiais e prisionais, agilizando e facilitando sobremaneira as atividades correlatas.

Belo Horizonte, 22 de maio 2003.

Equipe responsável pelo Projeto:

Dr. Antônio Carlos de Faria

Dr. Ricardo Luiz Ferreira.

Dr. Elias Oscar de Oliveira.

Drª. Denise Seabra de Assis".


 CARTÃO OPERACIONAL

 
 

Conceito:

Consiste no fornecimento de cartão com crédito embutido para ser utilizado por policiais em diligencias para identificação de quadrilhas ou organizações criminosas pelo interior ou em outros estados com maior segurança para a utilização idônea dos valores e propicia celeridade e possibilidades de deslocamentos em tempo real para investigações urgentes ou que necessitem do sigilo da presença dos policias das especializadas naquela localidade.

Justificativa:

Não há nenhuma dúvida para os estudiosos das questões de segurança e, ao contrário, existe uma unanimidade no posicionamento de que não se combate o crime organizado sem que investimentos sejam alocados para estruturar as unidades responsáveis e seus policiais. Nem sempre o assunto foi tratado com a seriedade devida e o improviso sempre fez parte do cotidiano policial, colocando em sério risco o resultado das operações. Atualmente, as diligencias realizadas pela polícia civil fora da capital e em outros estados em relação a esse seguimento criminoso, perdem muito da sua eficácia pela falta de recursos suficientes no momento que surge a necessidade do deslocamento. Os policiais se vêem obrigados a viajar sem os valores para subsistência no período das investigações e são submetidos aos favores das autoridades locais para abastecimento, refeições, hospedagem, etc. Muito das vezes, colocando em risco o sigilo da operação pela falta de confiabilidade das pessoas que estão auxiliando, podendo ter envolvimento nos atos...

Outubro de 2005

Antonio Carlos de Faria

Coordenador de Operações

 

INTEGRAÇÃO

          As raízes do Projeto Integração entre a Polícia Civil e Militar em Minas Gerais não tem suas origens no governo Aécio Neves como é divulgado e propalado. Na realidade no ano 2000, no governo Ithamar Franco, o primeiro esboço da integração entre as duas polícias iniciou-se quando os delegados Jésus e Faria foram designados para uma análise dos procedimentos operacionais em alguns estados onde já existia a ideia inicial do que poderia chamar-se integração. Jésus viajou para São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. O delegado Faria, juntamente com o Coronel Gontijo e outro representante, da então Secretaria de Segurança, foram para as capitais do Rio de Janeiro, Ceará e Pará. Com a experiência daqueles estados foi elaborado um estudo que serviu de parâmetro para o projeto do governo Aécio.

 

          Em 2003, Faria foi mais uma vez designado para participar e coordenar projetos modulares que possibilitariam a construção da integração entre as polícias e o CBM. Dentre os projetos alguns se destacaram como a DIAO, GISP, estudo que possibilitou a elaboração da Resolução Conjunta para o gerenciamento de crise. Também o planejamento das mudanças das áreas geográficas e nomenclatura de unidades da Policia Civil para ter a mesma equivalência com a PM, as RISPs, ACISPs e AISPs.

 

          Algumas discussões sobre questões institucionais chegaram ao cúmulo do desligamento dos delegados Faria, Ronaldo Cardoso, Ramon Sandoli, Márcio Siqueira e Elias Oscar e Maria Marinho do grupo 1, ( o mais polemico) de estudo para a formatação da DIAO, a pedido do então subsecretário Flávio Sapori, por serem taxados de radicais, quando na realidade exigiam tão somente o cumprimento da legalidade. Nas fotos acima, os delegados Faria e Sebastião no Hotel Tauá, participando de seminário sobre a integração e o registro de viagem à Salvador (fotos abaixo) também na busca de experiencias inovadoras que pudesse consolidar o Projeto Integração. Esta viagem de estudo à Bahia teve a presença de membros do Ministério Público e das corregedorias da PC e PM: Delegados Faria, da SGPC, Cristino da COSEG, Gama da Corregedoria, Genilson da Superintendente de Integração, os promotores Filipeto, André Ubaldino e Rodrigo Fonte Boa. Os Tenentes-coronéis José Eduardo e Campos faziam parte da comitiva.


          Infelizmente, o delegado Faria e outros que lhe auxiliaram nos estudos e acreditaram na parceria, mais tarde iriam desiludir-se ao constatar que a integração teria como custo a ilegalidade de ações pela PM e falta de respeito institucional conforme vamos verificar nos capítulos posteriores.

 INTERVENTOR - IPATINGA


          Em 2004, Ipatinga foi palco de uma série de assassinatos imputados a policiais civis e militares daquela região, que usavam uma moto verde para a prática da maioria dos crimes, causando uma grande repercussão dos órgãos de imprensa e sociedade. A mídia denunciou uma série de abusos e a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa esteve na cidade e apontou arbitrariedades e violência de policiais daquela região, incluindo homicídio contra criminoso que matou um detetive. Faria, como Coordenador de Investigações e Polícia Judiciária da Superintendência Geral, mais uma vez foi designado como interventor de uma Delegacia Regional, desta feita, de Ipatinga, devido à forte pressão política contra a atuação de policiais civis daquela unidade.

          Ao chegar em Ipatinga e verificar a real situação, o delegado Faria observou que o maior problema era a baixa estima dos policiais, alcoolismo de alguns, falta de perspectiva e principalmente, uma equipe orfã, sem uma liderança que lhes trouxessem respeito e dignidade. Uma das primeiras medidas foi um inventário e mudança na parte operacional. O Subinspetor Rômulo assumiu interinamente a Inspetoria e Brás a Chefia de cartório, buscando organizar os setores policiais. Faria constatou que na Inspetoria existiam milhares de cartuchos de munição intactas, algumas armazenadas há alguns anos. Em contrapartida, alguns policiais com meia carga de munição em suas armas, numa demonstração inequívoca de falta de gerenciamento.


          O Delegado interventor determinou ao Inspetor Rômulo, da SGPC, que recolhesse imediatamente todas as munições e fez um rápido planejamento de distribuição das caixas e treinamento de tiro tático com o uso de mais de dez mil cartuchos. O delegado Faria permaneceu como regional interventor por cerca de sessenta dias, tempo suficiente para sanear a estrutura administrativa e operacional. Implantou uma nova dinâmica nas atividades policiais e diversas ações que culminaram com prisão de pessoas envolvidas com desmanches de veículos em Ipatinga, incluindo o próprio pátio que atendia a Polícia Civil. Os policiais da Superintendência Geral que acompanharam o delegado Faria na intervenção: Rômulo, Francelino, Brás, Aguinaldo “Pescocinho” e Dalbert, realizaram buscas nos estabelecimentos comerciais do ramo de autopeças, incluindo o próprio pátio autorizado pelo DETRAN, prendendo os empresários Sérgio Morais de Freitas e Márcio Marques Morais.


          Ao término de sua ação saneadora, Faria entregou a unidade policial para o delegado Marco Antonio Monteiro, que a assumiu como titular da regional. Uma nova regional, sem a série de problemas que motivou a intervenção. Por coincidência, "os assassinos da moto verde" (cuja suspeição recaía sobre policiais militares) não agiram durante a gestão de Faria como interventor. Nas fotos abaixo e do lado esquerdo, registram a passagem de cargo para o delegado Monteiro, remanescente da Delegacia de Homicídios. Presentes no evento, os delegados Lhamas, Edson Moreira, Ramon Sandoli, Lemos, Eduardo Betti e o Chefe de Polícia Otto Teixeira.


                                                                         OPERAÇÕES NA SGPC


OPERAÇÃO ZUMBI

          A Operação Zumbi teve seu início a partir da parceria entre a Polícia Civil e a SEPLAG na repressão às fraudes contra o erário público, mormente, ao desvio de valores de servidores falecidos, totalizando cerca de 590 milhões de reais entre 2002 e 2004. O projeto da operação foi desenhado pelo delegado Faria, na coordenação de Operações da Superintendência Geral e Antonio Luis Musa Noronha, pela SEPLAG. As ações envolveram o planejamento de diligencias em diversas regiões de Minas Gerais e outros estados da federação, como Pernambuco, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Praticamente em todos os estados ocorreram incursões dos policiais mineiros da SGPC. As operações, por envolverem investigações em diversas regiões do nosso extenso território, trouxeram resultados positivos para o estado, com a diminuição de mais de 90% das fraudes e ressarcimento de grande percentual de dos valores,por parte de diversos familiares envolvidos na apropriação indevida dos recursos. O delegado Nelson Fialho(reportagem ao lado) foi um dos melhores assessores de Faria e presidiu grande parte das investigações desenvolvidas pela Superintendência Geral. Sua experiencia na Delegacia de Falsificações, onde atuou ao lado de Faria, contribuiu muito para o exito das ações policiais.

 

          O trabalho policial de repressão às fraudes contra o erário também gerou fatos inusitados e mesmo perigosos durante as investigações e viagens realizadas. Em um dos procedimentos policiais, a equipe apurou que o beneficiário, deficiente físico, havia falecido e os fraudadores contrataram uma mulher paraplégica, em cadeira de rodas, para se passar pelo servidor morto. Outro caso envolveu o detetive Geovani e o escrivão Brás, no Rio de Janeiro, quando os policiais entraram em uma rua nas proximidades de um morro carioca, à procura do endereço do fraudador. Estavam em uma viatura caracterizada, juntamente com investigadores da especializada de fraudes e estelionatos daquele estado. Ao estacionarem para obter informação do elemento procurado, foram rapidamente cercados por mais de dez bandidos armados com fuzis, pistolas e metralhadoras. Aos gritos de “perdeu”, os bandidos apontaram suas armas para os policiais, que não puderam esboçar qualquer reação. Os policiais, sem perceber, pararam em uma "boca" de tráfico de drogas, fortemente vigiada pelos criminosos. O instinto de sobrevivência de um dos policiais cariocas conseguiu salvá-los da chacina iminente ao gritar:

“Calma, somos da leve, não mexemos com tráfico. Não é nossa área. Nosso negócio é só papel. Trabalhamos na Estelionato. Não tem guerra. Estamos apoiando o pessoal de Minas que estão apurando uma fraude. Nós somos de paz. Podem conferir.”

            Os bandidos perceberam pelos papéis nas mãos dos policiais mineiros, armamento leve e fisionomia apavorada, que realmente não ofereciam perigo para a mercancia de drogas local, liberando-os para continuar o serviço.


OPERAÇÃO MUTUM

          Em 2004, mais uma vez, Faria foi acionado para evitar  uma crise que se instalava na cidade de Mutum, pelo prenúncio de violência exacerbada nas eleições municipais naquela região. Mutum cidade natal da mãe do biografado era também conhecida pelo seu passado histórico de jaguncismo e pistolagem. A  "Operação Mutum" realizada no princípio dos anos 70 pelo DOPS, Departamento de Investigações e outras unidades da Polícia Civil de Minas Gerais, retratada no artigo "Década de 70" é a face escaneada do que representava Mutum em termos de violência. Na época, o prefeito Gentil Simões foi assassinado por essas pendencias e disputas políticas. E nessa nova versão de "Operação Mutum", o delegado Faria não dispunha de 150 homens para deflagrar a diligencia, como acontecera antes. Desta feita o trabalho de prevenção e repressão seria feito por apenas cinco policiais: Faria, os detetives Aguinaldo, Geovani, Ricardo e o escrivão Brás. Uma equipe pequena, mas de policiais comprometidos com a tarefa que lhes foi encarregada. O mesmo trabalho de imparcialidade, operacionalidade e estratégia realizado nas intervenções e diligencias em Capelinha e Ipatinga, foram feitos em Mutum. 

          A equipe fazia diversas diligencias durante o dia e à noite, buscando estar ostensivamente presente na zona rural e nos comícios dos candidatos. Os distritos de Barra Longa, Monte Sinai, Ocidente e outros daquele rincão mineiro eram visitados rotineiramente. As buscas pessoais e nos veículos que cruzavam aquelas estradas era uma constante. Os dois fatos que merecem registro e que poderiam resultar em consequências desastrosas, partiram justamente de ações dos candidatos. 
          A primeira situação de risco foi a autorização fornecida para comícios dos dois candidatos à prefeito no mesmo dia, horário e em locais que não distanciavam mais do que cerca de quinhentos metros um do outro. E os dois na pequena área central de Mutum. Logo que começou a movimentação de pessoas, partidárias de um ou de outro candidato, na praça central, a aproximação foi inevitável. A iniciativa do delegado Faria e sua equipe para contornar o confronto, possibilitou o cessar de hostilizações e uma iminente agressão geral entre aqueles cidadãos. Faria e Brás foram para o meio da multidão enquanto Ricardo, Geovani e Aguinaldo, com pequenos frascos de spray de pimenta começaram a espargir o gás com as mãos para baixo, enquanto caminhavam tranquilamente entre o povo. Não demorou muito para que os brigões começassem a sentir os efeitos ardentes do gás de pimenta, sem saberem ao certo o que estava acontecendo. Rapidamente a praça esvaziou e os policiais puderam retornar à rotina de tranquilidade.

           
            O segundo incidente,que também poderia ter desdobramento trágico para a população daquela cidade ocorreu quando correligionários de um dos partidos, comprou centenas de bolinhas de gude e deu para vários menores usarem em seus bodoques, no alto de barrancos, contra a comitiva adversária que iria fazer uma carreata no dia que antecedia as eleições, no final da tarde. Apesar da justiça ter proibido carreatas e propagandas, alguns incautos marcaram encontro nas proximidades da antiga fábrica de cachaças Peixinho Bico de Ouro, cerca de cinco quilômetros da cidade, na entrada para o distrito de Ocidente. Ao tomar conhecimento, Faria chamou seus policiais e foram para o local.
          Talvez por cumprimento de ordens, ou mesmo pelas pressões políticas que recaem sobre policiais das cidades de interior, a carreata estava tendo seu início escoltada pela Polícia Militar, quando Faria, Brás, Geovani, Ricardo e Aguinaldo chegaram. cerca de quarenta veículos que participavam do ato. Faria não se preocupou com a situação que se apresentava e cortou a carreata com a viatura Blazer da Superintendência Geral, fechando o transito ao primeiro veículo. Brás e os detetives anotavam as placas de cada veículo que era liberado por Faria que os advertia:

"Já temos a sua identificação e placa do carro, se for visto na cidade participando de carreata, você será multado e responderá criminalmente pela desobediência à ordem judicial". Não estamos aqui para prejudicar ninguém, mas ninguém prejudicará o nosso trabalho".

          Os PMs ficaram constrangidos com aquela situação, mas entenderam e apoiaram a ação daqueles policiais de fora, culminando com uma maior aproximação entre os policiais civis e militares e um churrasco de despedida para a equipe de Belo Horizonte. As pessoas que tiveram seus nomes e placas anotados segundo informações coletadas, saíram do local e fora direto para suas residencias, onde os carros permaneceram. Temiam circular pela cidade e serem vistos. 

          As fotos acima registram diversas etapas da operação, com ações policiais da equipe da SGPC nas estradas de terra da zona rural, apreensão de contrabando e período de relaxamento após o pleito eleitoral, ao lado de policiais civis e militares de Mutum, que afirmaram nunca ter presenciado uma Mutum tão tranquila nas eleições.

          O resultado final foi uma eleição tranquila, sem ocorrências ou registros de maior relevância, o que era coisa rara para Mutum em períodos eleitorais.  


OPERAÇÕES EM DESTERRO

         
          Durantes três anos consecutivos, o Coordenador de Operações Faria foi designado para a segurança na festa anual de Desterro de Entre Rios de Minas, junto com a equipe de policiais da superintendência Geral. A Polícia Civil foi acionada, no primeiro ano dessas diligencias, em razão das inúmeras ocorrências envolvendo furto em veículos, drogas e violência, principalmente pelo grande fluxo de jovens oriundos do estado de São Paulo. Os crimes aconteciam em razão da falta de delegado na cidade e o pequeno contingente da PM, à época.Tão logo os policiais civis, chefiados por Faria, chegavam naquela pequena cidade, iniciavam seus trabalhos fazendo blitzens nas principais entradas da cidade. Também nos bares da cidade e no Parque de Exposição eram realizadas diversas ações para coibir a criminalidade. Tudo era checado e a notícia corria a cidade, o que acabou reduzindo aquela criminalidade sazonal a níveis baixíssimos. A cadela Dolly, da Divisão de Tóxicos fazia parte da equipe e inibia o tráfico e porte de droga, vez que, participava de todas as ações e, estrategicamente, ficava na frente à entrada do Parque de Exposição, conduzida pelo investigador Wellington, ou Charles.

          As fotos acima, registram imagens durante as diligencias realizadas em Desterro de Entre Rios, com parte da equipe de policiais que participaram dos trabalhos. Destaque para a Dolly e os policiais Anderson Lima e Wellington, durante travessia em um riacho, na zona rural daquele município.


OPERAÇÃO CELULOSE


           Os trabalhos integrados da Polícia Civil com o Ministério Público, tiveram suas raízes na Operação Celulose, a partir da perseverança do Coordenador de Operações da SGPC. A operação foi o marco histórico da Polícia Civil, no enfrentamento a uma organização criminosa, na repressão às fraudes, formação de quadrilha e sonegação fiscal no seguimento de siderurgias. Pela primeira vez, a Polícia Civil, o Ministério Público e a Secretaria da Fazenda se uniram em torno de um único objetivo: desarticular a máfia do ferro gusa. E conseguiram. Ainda que temporariamente.


                Existe um fato que merece destaque nessa operação: o Delegado Faria, apesar de estar à frente de uma mega investigação, com o apoio do Ministério Público e Secretaria da Fazenda, passou a sofrer uma grande pressão política e econômica, em razão dos alvos serem cidadãos de grande influência nos dois seguimentos. Essas pessoas não mediam esforços e recursos para tentar desarticular a investigação. Na época, a pressão chegou ao conhecimento do Ministério Público, através do procurador André Ubaldino, que participava do trabalho integrado. Ele, por sua vez, levou os fatos ao conhecimento do governador Aécio Neves. Apesar de não se saber o teor da conversa do governador com o chefe de polícia, Otto Teixeira chamou Faria e lhe deu 90 dias para continuar as investigações fora do ambiente policial. O delegado Faria prosseguiu com as investigações em sua própria residencia, onde despachava e orientava os próximos passos para seu fiel escudeiro, o também delegado Denílson dos Reis Gomes.

             Faria deu o nome de Operação Celulose, em referencia aos papéis utilizados para consumar as fraudes através de notas fiscais frias. As atividades tiveram início com a Força Tarefa das três instituições: PC/MP/SEF após um assassinato ocorrido em pleno centro da capital, sendo vítima um assessor parlamentar.

          O delegado Leandro Almada, então delegado de homicídios, hoje ocupando o mesmo cargo na Polícia Federal, atuou em conjunto com a Força Tarefa e conseguiu identificar Evandro Torquette como sendo o responsável pelo assassinato. Torquette era muito conhecido pelo uso de papéis frios para fraude em sonegação fiscal, mas nunca se envolvera com crimes violentos, até então. A partir de sua prisão, os trabalhos da Operação Celulose tiveram maior celeridade e a presidência dos autos relacionados à fraude foi direcionada ao delegado Denílson dos Reis Gomes.

          Alguns deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ao perceberem a grande repercussão e os holofotes, tentaram arrastar o foco para eles e, mediante enorme estardalhaço, marcaram uma audiência pública com os membros da força tarefa, acompanhada da imprensa, quando afirmaram que assumiriam a investigação. Nunca moveram uma palha para ajudar em nada, mesmo porque, existia deputado dono de siderúrgica. Não fosse a excelência do trabalho conjunto realizado, sem o auxílio da ALMG, o resultado teria sido outro.

NOVO CANGAÇO


          Em seu período de atividades na Superintendência Geral, Faria iniciou o monitoramento e coordenação de investigações na repressão a uma nova e perigosa modalidade criminosa, o Novo Cangaço (Ver maiores detalhes em Década de 2000 e Operação Vandec, DEOESP/Gameleira). Uma das maiores ações repressivas já realizadas pela Polícia Civil mineira, só comparada ao combate ao sequestro nos anos 90. Bandidos armados com fuzis e metralhadoras .30 ou .50, invadiam cidades mineiras de pequeno e médio porte, rendiam os policiais nas delegacias e quartéis, dominavam o fórum e roubavam os bancos das localidades. Geralmente fugiam levando inúmeros reféns, entre juízes, policiais e pessoas da cidade. Ainda na Superintendência, algumas ações policiais coordenadas por Faria levaram a prisão de parte desses criminosos, cuja operação prosseguiu ainda, por cerca de três anos, até o total desmantelamento da quadrilha. Equipes de primeira linha da extinta Delegacia de Repressão ao Roubo a Banco, GRE, Departamento de Investigações, CGET e por último, o DEOESP, foram os órgãos especializados que participaram efetivamente desse competente trabalho policial.

             Essas ações possibilitaram a Minas Gerais, ficar livre da modalidade criminosa, denominada "Novo Cangaço" e outros estados que não adotaram a mesma postura policial, ainda hoje, sofrem com bandidos que atuam nesse ramo delitivo.

As reportagens aqui inseridas são dos jornais Estado de Minas, Hoje em Dia, Vale do Aço e Jornal de Uberaba.

 

 

 

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